História Adorável Babá - Fillie - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 3.102
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Literatura Feminina, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


boa leitura!

Capítulo 2 - Propostas


Corri para dentro do prédio da minha primeira entrevista, café pingando pelas minhas vestes.

Peguei o elevador lotado, as pessoas olhavam-me como se eu fosse louca e eu imaginava que estava parecendo mesmo. Parei no andar da minha entrevista e corri para a sala de espera e a secretária sorriu pra mim, talvez imaginando que eu estava preparada, mas eu corri para dentro do banheiro.

Tirei minha blusa ficando somente de sutiã e comecei a esfrega-la dentro da pia, joguei sabonete líquido para ajudar. "Minha Nossa Senhora do Sabão em Pó, me ajude a remover essa mancha".

Eu era craque em lavar roupas a mão, eu e Maddie não possuíamos uma máquina de lavar, mas nunca o tinha feito na pia do banheiro e com sabão líquido para mãos. Esfreguei ferozmente, a mancha só parecia aumentar. De repente tomei ciência do que estava fazendo.

— Gênia! Agora você não tem blusa nenhuma mais. — Eu me xinguei mortificada, aquilo nunca iria secar. —Agora o que vou fazer? — me perguntei torcendo a blusa na esperança de que ela não ficasse tão encharcada. Olhei para o relógio no meu pulso, as entrevistas já tinham começado há quase vinte minutos.

Foi então que eu percebi que havia um pequeno secador de baixa potência ao lado do espelho, abençoei mentalmente quem havia projetado aquele prédio. Liguei-o e ele fez um barulho estrondoso. Imaginei o que os meus concorrentes estavam pensando de mim. Rindo internamente de minha má sorte. Tentei não lembrar de todos os rostos cuidadosamente maquiados e peles de marfim que me esperavam lá fora.

Ao fim de todo o processo de secagem minha camiseta estava úmida e completamente amassada.

Vestia-a mesmo assim. Arrepiei-me com o contato frio do pano molhado com a minha pele. No final do dia se eu não morresse de pneumonia já seria um ganho enorme. Olhei-me no espelho, eu já estava um pouquinho descabelada, minhas bochechas vermelhas pelo esforço de esfregar e um filete de suor escorria pela minha testa. Eu estava um caco. Mas mesmo eu tinha que tentar.

Pesquei um batom vermelho dentro da minha bolsa, passei-o. Queria parecer poderosa para a entrevista, estava congelando, mas seria poderosa.

Minha vadia interior dançava Beyonce para me motivar. Incorporei a diva e comecei a quase desfilar saindo do banheiro. Me concentrei nas passadas ritmadas ao som de um Crazy in Love mental.

A vaga que eu iria disputar era a de revisão.

Eu adorava trabalhar com livros, todo o processo me fascinava, esperava um dia poder publicar minha própria obra, tinha até algumas ideias, mas nada que valesse realmente a pena. Respirei fundo saindo dos devaneios, só poderia publicar um livro se não morresse de fome ou fosse presa por não pagar minhas dividas.

— Sou Millie Brown, vim para a entrevista de emprego com o senhor Harrison. — Eu disse sorrindo educadamente, ela me olhou com algo parecido com pena e suspirou.

— Estávamos esperando a senhorita, é a primeira a ser entrevistada. — Ela se levantou, atravessou a mesa e abriu a porta da sala de seu chefe. — Phill, a primeira candidata chegou. — Ela disse colocando a cabeça para dentro da sala, ela se afastou e me deu passagem. Abri meu mais educado e encantador sorriso e entrei.

Meu rosto desmoronou um pouquinho quando olhei o ambiente, a sala estava imunda, poeira e vários manuscritos empilhados na mesa, haviam estantes abarrotadas de livros e pó para todo lado.

O homem roliço me olhou de maneira nojenta, engoli seco, ele tinha idade para facilmente ser meu pai. Me sentei na cadeira a frente de sua mesa tentando não transparecer meu desapontamento.

— Então docinho, diga seu nome para o papai aqui. — Ele disse rindo pondo a mão em sua grande barriga. Seu queixo triplo sacodindo com a risada.

— Meu nome é Millie, por favor não me chame de docinho. — Eu falei educadamente e meio sem graça. Eu nunca havia sido realmente assediada e sequer sabia se aquela era a intenção do homem a minha frente.

— Posso te chamar de azedinha então? — ele gargalhou. — Você é muito bonita para estar aqui procurando emprego não acha? Poderia estar fazendo outras coisas.

Aquilo não era jeito de se tratar uma entrevistada. Imediatamente afastei-me da mesa fiz menção a me levantar.

— Não, espere. Eu só estou a brincando. — Ele diz tentando se levantar e ficando entalado entre sua mesa e parede durante o processo. —Meus gostos são peculiares. — Ele diz tentando parecer sedutor passando as mãos por seu cabelo ensebado.

Ele havia acabado de citar Cristhian Grey para mim? Dessa vez eu me levantei, ele não havia me dado oportunidade de falar e já estava me assediando? Eu estaria rindo se aquilo não fosse um desastre completo.

Eu dou mais um passo em direção a porta completamente incrédula de que aquele homem achasse que eu realmente faria qualquer coisa parecida com cinquenta tons de cinza com ele.

Minha boca aberta em sinal de choque, olhei para os lados a procura de câmeras escondidas. "Quem sabe não estamos em um quadro da Oprah?"

Minha vadia sugeriu entusiasmada.

— Eu fodo com força. — Ele gritou quando eu cheguei a porta. Eu girei em meus calcanhares olhando-o sem entender.

—Que merda é essa? — Eu deixo escapar a pergunta que não cala em minha mente.

— Me desculpe senhorita, é que minha mulher leu esse livro e quer que eu me pareça com o personagem... —ele começou a se desculpar, sua cara assumindo um tom roxo, temi que ele tivesse sofrendo um enfarto. Abri a porta atrás de mim e sai correndo da sala. A secretária me lançou um olhar de desculpas, os outros candidatos pareciam ter ouvido as últimas frases, alguns se levantaram e saíram, outros, mais corajosos ficaram.

Pelas escadas desci correndo até chegar a rua novamente com medo de que o Sr. Grey da terceira idade pudesse me seguir. Quando finalmente cheguei na rua parei para analisar a situação. Estava procurando um emprego há semanas e na única vez em que consigo ser entrevistada não consigo falar nada além de "que merda é essa?". 

Explodi em risadas com a impossibilidade da situação, as pessoas ao meu redor me olham como se eu fosse louca. Talvez eu realmente estivesse ficando. Quais eram as chances? Eu havia me esforçado para me formar, sem o amparo algum eu havia conseguido um diploma de uma das melhores universidades do país e agora eu estava correndo de idosos tarados? Quando terminei a crise de risos fui atingida por uma bola de demolição em forma de constatação: Eu nunca arrumaria um emprego.

A informação fez com que um bolo se formasse em minha garganta. Eu precisava de dinheiro desesperadamente, não podia me manter às custas de Maddie, não tinha ninguém a quem recorrer, estava completamente sozinha no mundo e aquele dia parecia ser pior que os outros. Tudo estava dando errado desde a hora em que eu havia acordado. Quase morri queimada no chuveiro, quebrei minha bunda no chão, me queimo com café  que nem era meu, quando acho que dei a volta por cima recebo cantadas indecentes de um velhinho.

Pego meu celular no bolso de trás da minha calça. Digito rapidamente o número de Maddie, só ela poderia me ajudar a entender o que o dia de hoje significava. Talvez eu ainda estivesse dormindo, com sorte tudo não passava de um pesadelo.

— Alô. — A voz de Maddie parece ansiosa no outro lado da linha.

— Maddie. — eu choraminguei entre um soluço. — Está tudo dando errado.

— Ah, amiga, não chore! Venha para a empresa, o Sr. Wolfhard tem um compromisso agora, estou em meu horário de café. Vamos conversar.

— Está bem, estou indo. — Eu disse fungando.

— Ok, te espero. — Ela disse e desliga. Olho para os lados, estou a duas esquinas da empresa Wolfhard's, mas a minha frente há uma charmosa padaria, resolvo gastar alguns trocados com Maddie.

Comprei as jujubas prediletas dela só para fazer um pequeno agrado, sabendo que certamente quando eu começasse a chorar ela me daria as balas para me acalmar.

Andei pela rua de ombros arriados e olhando para baixo. Estava molhada, com frio e chateada, as lingeries novas não fizeram nem cócegas no meu ânimo. Aquele dia era sem dúvidas o pior dia de todos.

Parei em frente ao gigante e imponente prédio de vidro. O lugar é absolutamente moderno, senti uma pontada de inveja boa dos Wolfhard, eles já nasceram podres de ricos. No máximo tiveram que se decidir entre medicina e tocar o negócio da família. Peguei o elevador em direção ao último andar, o que Maddie trabalha. A música que tocava no recinto era relaxante, pessoas entram e saem e nem as percebo. Quando chego no meu andar saio do elevador um pouco menos chateada. 

Maddie não está sentada em sua mesa, há ali um computador de última geração. Tudo grita "caro", desde o mármore que cobre o chão reluzente aos quadros que enfeitam as paredes de um cinza beirando ao preto. O lugar é aconchegante, mas ao mesmo tempo imponente. Foi na minha analise curiosa do local que percebi a pequena figura sentada no sofá.

Uma menininha completamente adorável sentada com as perninhas cruzadas. A roupas limpas e sofisticadas, o cabelo loiro amarrado em duas tranças laterais apertadas, o rosto dela era gordinho. A menina sem dúvidas era adorável, tudo nela era absolutamente impecável desde os sapatinhos até o cabelo sem nenhum fio fora do lugar. Ela nem parecia uma criança, até onde eu me lembrava elas eram seres constantemente cobertos de terra e descabeladas, mas a garota sentada ali estava absolutamente perfeita, parecia pronta para gravar um comercial de sabonetes. Até aquela criança estava muito mais apresentável do que eu.

— Olá. — Eu a cumprimento, ela não havia percebido minha aproximação, olhava concentrada para suas mãozinhas.

— Oi. — Ela responde educada.

— Qual é o seu nome e o que faz aqui, princesa? — eu pergunto me aproximando e sentando-me ao seu lado. Ela me olha curiosa.

— Meu nome é Ayla, estou esperando a senhorita Ziegler voltar com lápis de cor. E você, quem é? —eu rio de seus adoráveis bons modos. Ela devia ter no máximo cinco anos, mas parecia mais sofisticada que eu.

— Meu nome é Millie, sou amiga da senhorita Ziegler. — Eu disse e em seguida fiz uma reverência, como se ela fosse uma princesa. Ela riu de maneira gostosa e era impossível não retribuir.

— Você aceita uma jujuba, querida? — pergunto-lhe abrindo o saco, ela pega apenas uma bala com sua mãozinha e a coloca dentro da boca mastigando e parecendo gostar do sabor.

— Então você está esperando Maddie? — eu pergunto e ela assentiu ainda comendo a jujuba.

— Ah, mas você vai esperar um bocado, a Maddie é bem ruim procurando as coisas. Teve uma vez que estávamos na praia e ela me perdeu lá, só voltou para me buscar três horas depois. — Eu disse me jogando no sofá. Para minha surpresa ela solta mais uma risadinha alta.

A porta da sala do chefe de Maddie, Finn Wolfhard, abriu rapidamente e um deus grego saiu dentro dela. Um homem extremamente jovial com cabelos levemente desgrenhados num comprimento um pouco maior do que eu estava acostumada, mas sofisticado com um terno de linha que emoldurava perfeitamente corpo musculoso. Sua expressão era confusa. Ele olhou para a menina ao meu lado e depois para mim, seu olhar fez com que um tremor percorresse minha espinha.

— Filha, quem é essa? — eu congelei imediatamente. Eu acabei de dar uma jujuba a filha de um dos homens mais ricos dos Estados Unidos.

Engoli seco. "Se essa menina for diabética e esse homem resolver me processar eu preciso no mínimo vender minha alma a ele" minha V.I alerta e eu concordo com ela, estaríamos fodidas.

— Essa é a Millie, papai. Ela é minha amiga. — A menina sorriu mostrando suas covinhas. O pai retribui de maneira igualmente amorosa, mas quando ele se voltou para mim seus olhos eram duros.

— Você está aqui para a vaga de babá? — Ele questionou de maneira inquisitória.

— Sim. — Eu respondi muito mais por impulso do que por verdade. Aquele era o tipo de homem que se me perguntasse qual era meu nome eu não saberia responder, sua postura era intimidadora.

Por que caralhos eu tinha dito que sim? Aquele homem me confundia, sua postura confiante e altiva transformava meu cérebro em mingau.

—Eu gosto dela, papai. — Ayla intervém ao meu favor, mas eu estava completamente congelada olhando para o par de olhos pretos e frios do homem a minha frente.

De perto eu podia perceber a semelhança entre os dois. Elas eram muito sutis, a garotinha provavelmente tinha muito da mãe em si. Mas os olhos, mesmo de cores diferentes tinham o mesmo formato, assim como a boca e o maxilar. Ambos eram muito bonitos e podiam estampar as páginas de revistas de modas.

— Posso ver seu currículo? — ele pergunta e eu apenas aceno puxando o maço de folhas de dentro da minha bolsa. Ele pegou uma delas e começa a examinar.

— Você tem um currículo muito bom para  uma babá, não acha? — ele pressionou. Eu não sabia o que inventar.

— Eu gosto de crianças. — Respondi debilmente. Ele semicerrou os olhos para mim e eu me encolhi minimamente.

— Eu queria que a Millie fosse minha babá, papai. Ela é legal. — Ayla sorri para mim e coloca sua mãozinha sobre a minha. Para mim era impossível não corresponder ao toque, eu sorrio para ela.

— Por que você não entra para que possamos conversar? — Ele sugeriu. Eu me levanto meio incrédula com a situação.

Maddie  dobra o corredor e arfa ao me ver conversando com seu chefe.

—Senhor Wolfhard,  eu...

— Maddie. — Ele interrompeu antes que minha amiga pudesse gaguejar um pedido de desculpas.

— Essa é a última candidata que vou entrevistar, dispense as outras e cuide de Ayla até que minha mãe volte. — Ele comandou de uma maneira surpreendentemente autoritária, minha amiga empalidece completamente.

— Sim, senhor. — Ela disse em choque.

Finn Wolfhard dá lugar para que eu passe e eu entro sem entender muito bem o que está acontecendo.

Sigo-o para dentro da luxuosa sala. O lugar era mais sofisticado que todas as editoras em que eu já havia estado na vida, suspeitava até que era mais luxuoso que todos os lugares que eu conhecia.

Havia um pequeno sofá de couro e estantes pretas com livros sobre tecnologia, uma enorme mesa e uma cadeira giratória que parecia muito confortável. Por um momento me imagino rodopiando nela. Mas o que mais chama a atenção é a parede de vidro atrás da cadeira que dava a mim uma visão completa de Seattle.

— Sente-se. — Ele comandou e o fiz. "Agora dá a patinha" eu penso, mas mordo meu lábio para conter uma risada.

— Você possui experiência? — ele questionou, as mãos pousadas no queixo com curiosidade.

— Sim. — Aquele homem devia pensar que eu era burra, mal conseguia formular uma palavra diferente de "sim". Mas aquilo era mentira, eu nunca havia sido babá. Vez ou outra, quando estava prestes a sair da casa de acolhimento as freiras me mandavam ficar no berçário, mas não era uma grande tarefa visto que os bebês estavam sempre dormindo.

— E por que você quer trabalhar com minha filha? — ele questionou. “Mas quem disse que eu queria?” Me perguntei mentalmente. Pesando por outro lado, dinheiro naquele momento não cairia nada mal, muito pelo contrário.

— Gosto de crianças e Ayla  parece ser uma menina incrível, adoraria cuidar dela. — Tentei soar verdadeira, mas percebi que realmente havia gostado da menina.

— Você possui antecedentes criminais? Ligações com coisas ilícitas? — ele perguntou. 

—Não. —Eu respondi quase consternada. "CSI Wolfhard" minha V.I cantarola. Ele vira-se para o notebook e digita por alguns segundos, estaria ele procurando minha ficha criminal? Finn Wolfhard analisa a tela de seu computador por algum tempo e eu me controlo para não bufar.

— Bem, acredite ou não você é a candidata mais bem qualificada para o cargo. — O que ele queria dizer com isso? Que eu era ruim, mas não pior que as outras? — Precisaríamos de um tempo de adaptação para ver como a Ayla reagiria a você... Três meses seria o suficiente, você concorda?

— Sim. — minha voz meio falha. Ou, ou, ou, ele estava me contratando?

— Hum... — ele ponderou por alguns segundos, mas em seguida bufou parecendo cansado. — Eis o que você precisa saber: o trabalho é integral, Ayla precisa de atenção diária, então você ficaria hospedada em nossa casa durante a semana, Maddie lhe entregará um documento explicando detalhadamente todas as suas funções, o salário é de... — Ele puxou alguns papéis em cima da sua mesa me aponta o valor cheio de zeros.

— Que? — eu engasgo. Minha Nossa Senhora das Dívidas Pagas. Minha vadia interior dançava com a possibilidade.

— Sim, creio que esse é um preço justo. Está muito acima do mercado, mas quero que Ayla tenha o suficiente...

— Não! Está ótimo, por favor. — Eu disse envergonhada com a minha reação e ele sorriu deixando escapar um pouco da carranca que ele carregava no rosto.

— Vamos experimentar o entrosamento de vocês duas, se funcionar você está oficialmente contratada. Você aceita?

— Sim. — Eu respondo meio sem forças, ele sorri novamente, um sorriso contido que não chega até seus olhos.

— Então tudo bem. Você começa amanhã. A senhorita Ziegler  lhe dará todas as instruções, deixe com ela o seu e-mail para que você receba a agenda de Ayla. — Ele disse e se levantou para a abrir a porta pra mim, eu o copio com minhas pernas meio dormentes.

— Foi ótimo conhece-la. — Ele disse num aperto de mãos firmes. E eu sai da sala embasbacada.

Maddie estava sentada em sua mesa. Eu quase podia sentir a ansiedade saindo dela em ondas.

Percebo que Ayla não está mais ali, teria realmente a menina existido ou tudo ainda era um sonho?

Quase cambaleio em direção a sua mesa enquanto a porta atrás de mim é fechada e eu retorno ao mundo real onde eu não sou contratada para ser a babá da filha de um milionário.

— Então? — ela pergunta nervosa falando baixinho ao meu lado.

— Eu acabo de ser contratada. —Respondo.


Notas Finais


(N.T./) V.I SIGNIFICA "VADIA INTERNA".


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