1. Spirit Fanfics >
  2. Adorável e Amarga Vingança - Beauany >
  3. Capítulo 31

História Adorável e Amarga Vingança - Beauany - Capítulo 32


Escrita por:


Capítulo 32 - Capítulo 31


Any Gabrielly

Depois que eu voltei para o hospital, Sofya foi embora, me deixando novamente sozinha com Beauchamp. Fui até minha mochila e busquei meu computador, determinada a continuar minha busca pelo cara da foice, sim, eu dei um nome a ele.

Me ajeitei sobre a poltrona, sob os olhares curiosos de JB e liguei meu notebook, ficando com ele sobre o colo. Meu namorado ainda não havia dito nada, mas eu podia sentir seu olhar queimando sobre mim.

- O que você tá fazendo? - ele não se aguenta e finalmente pergunta.

- Pesquisando. - respondo, sem desviar o olhar da tela.

- Posso saber sobre o quê? - ele questiona.

- Hmm... não. - digo.

- Não?

- É, não.

- E por que não? – insiste.

- Porque eu ainda não tenho certeza, mas quando tiver te conto. – dou ombros e volto a digitar.

Senti que ele iria continuar insistindo para que eu contasse a ele sobre a minha pesquisa, e eu não estava afim de aguentar alguém falando na minha orelha. A sorte foi que ouvimos algumas batidas na porta e, assim que autorizamos, os garotos, Noah, Pepe e Bailey adentram o quarto do hospital.

- Como você está cara? – Pepe pergunta.

- Tô indo. – ele revira os olhos – Queria estar na minha casa, mas o corno daquele médico não deixa.

Seguro a risada ao ouvir o comentário sobre o médico. Desde que JB viu a cena mais cedo, ele ficou invocado com aquilo.

- Relaxa, JB. – Urrea diz – Ele que fez medicina, não você.

- Tá querendo morrer é? – Joshua pergunta, retoricamente.

- Não menti. – Noah deu ombros.

- Quando vai poder voltar ao trabalho? – BM pergunta.

- Depois que eu sair daqui, já volto.

Respiro fundo e o encara com a sobrancelha arqueada. Ele não estava olhando para mim, então não percebeu minha feição de desagrado. Pigarreei para chamar sua atenção e quando ele olhou para mim, comecei.

- Desculpa, garotos, mas as regras do médico foram bem claras. – explico – Ele irá passar uns 5 dias aqui e depois terá que ficar mais de 15 há 20 dias em casa... – dei ênfase na última parte - ...totalmente de repouso.

- Vamos ter que se virar sem o JB. – Pepe fala aos outros dois homens.

- Eu não vou obedecer aquele médico, já disse. – ele insiste.

- Beauchamp! Quer parar de graça? – pergunto já irritada.

O fato dele querer cagar para as recomendações do doutor me deixa muito puta. Eu quero vê-lo bem, mas ele parece que não quer melhorar, já que insiste em desobedecer as recomendações médicas.

- Não tô fazendo graça. – ele insiste.

- Lógico que tá! – me estresso – Eu sei que você quer voltar, mas não é assim que você vai conseguir. Quando menos você repousar, mais tempo vai demorar para poder voltar a fazer as coisas que gosta.

- Tenho que concordar com a Any, JB. – Urrea fala – Você tem que ficar parado pra melhorar logo.

- Pois é cara. Você vai ficar todo fodido e nem vai conseguir comer as minas direito. – May fala e eu reviro os olhos inconscientemente.

- Porra. – ele passa a mão no cabelo, demonstrando sua irritação – Já entendi. Vamos mudar de assunto.

- Tá. Quer saber sobre o quê? – Pepe questiona.

- Deu tudo certo? – perguntou se referindo à invasão.

- Mais ou menos. – ele fala – Conseguimos salvar as meninas e elas já estão seguras. Porém não pegamos os cabeças do esquema.

- Ele conseguiram fugir? Como?

- Eles nem estavam lá na hora. Alguns capangas tentaram fugir pelas estradas secundárias... – Pepe piscou para mim, que sorri em resposta – ...mas foram pegos.

- Pode parar de piscar pra minha namorada. – Joshua diz enciumado.

- Namorada? – May pergunta arqueando a sobrancelha.

- É. Namorada. E minha. – JB insiste.

- Joshua... será que dá para parar com esse ataque de ciúmes? Eu já disse que não gosto de possessividade. – digo e ele não responde.

- Mas que história é essa? Tão namorando desde quando? – Pepe pergunta.

- Desde ontem. Quando seu amigo me pediu. – falei e dei ombros.

- A morena deu um belo chá em você, né JB?! – Noah fala enquanto gargalha.

- Cala a boca, NU. – disse com um tom afetado.

Parei de prestar atenção na conversa deles quando eles começaram a falar sobre alguns problemas com carregamentos e armamentos. Foquei minha mente somente em encontrar o cara que eu estava procurando, aproveitando o fato de Josh estar distraído conversando com os meninos.

Volto a acessar o sistema do governo e inicio minha busca por alguém com as mesmas característica e, principalmente, com a mesma tatuagem. Rodo a tela e milhares de figuras invadem a tela do meu computador. Vou analisando cuidadosamente cada face e eliminando uma por uma.

Eis que eu vejo um homem que se encaixa perfeitamente nos padrões do vídeo. Alto, forte (sem exageros) e com uma tatuagem de foice. Acesso seu perfil para obter informações mais completas sobre o mesmo.

Eu nunca fiquei tão feliz pelo sistema ser bem completa, já que arrastando para o lado, tive acesso à mais algumas fotos dele, inclusive a uma foto especificamente da tatuagem.

Bingo!

A tatuagem do homem no sistema policial bate exatamente com a tatuagem do homem nas câmeras. Não tem como ser coincidência um desenho igual e no mesmo lugar.

- Bom, temos que ir, mas a gente aparece aqui sempre que der. – fala Bailey, enquanto faz um toque de mão com JB.

- Não me deixem por fora de nada! – JB "pediu".

- Pode deixar com a gente. Não vamos te decepcionar. – Pepe fala, se despedindo.

- Sepá vão preferir a gente e você nem vai precisar voltar. – Urre brinca.

- Vai nessa. – Joshua fez um movimento com a mão, mandando eles embora – Agora podem ir, já tô de saco cheio de vocês.

Os meninos gargalham e mostram o dedo do meio para Josh, que continua mandando eles saírem do quarto. Hora que escuto a porta bater, olho ao redor e concluo que voltamos a ficar sozinhos. Eu estava me perguntando se deveria contar logo para ele sobre o que descobri ou se deveria esperar ele melhorar.

- Gabrielly. – ele me chama, com a voz baixa.

- Beauchamp. – respondo, olhando para ele.

- O que você ficou fazendo? – ele indagou.

- Coisas. Mais especificamente trabalho. – explico.

- Trabalho? – ele arqueia a sobrancelha – Mas a Sofya disse que ligou na loja lá do shopping e eles adiantaram as férias de você, da Sabina e da Joalin. Vocês não tem trabalho. – ele me encarou com os olhos levemente semicerrados.

- Mas quem disse que eu estava falando desse trabalho? – provoco.

- Você tem mais algum trabalho por acaso? – suas mãos estão cruzadas no peito e eu continuo sentada na poltrona, sem mexer um músculo.

- Lógico que tenho. Esqueceu?

- Não tô sabendo não. Quer me explicar? – ele pede, com uma educação recém descoberta.

- Hmm... – faço um barulho de quem está pensando – Eu tô trabalhando com um cara super gostoso...

Me levanto da poltrona, indo lentamente para a cama onde Josh está deitado enquanto continuo minha descrição. O melhor de tudo é sua carranca assim que ouviu "cara super gostoso" sair de meus lábios.

- Ele é bem gente boa, tem pegada, mas confesso que consegue ser insuportável hora que quer. – digo e me sento ao seu lado.

- Por que você tá trabalhando com um cara? – ele pergunta com o tom de voz gélido.

- E bem lerdo também. – digo rindo – É você. Seu tonto. – falo entre gargalhadas.

- O quê?

- Porra, Beauchamp. Eu não estou "trabalhando" com você no galpão? – indico aspas com os dedos.

- Está. – ele diz e me encara como se procurasse a mentira.

- Então!

- Então eu sou super gostoso? – ele diz com o sorriso malicioso.

- Só as vezes. – dei ombros e me levantei para pegar o computador.

Me sentei ao seu lado, para que ambos pudéssemos ver a tela do notebook. Abro uma foto do homem da foice e mostro para ele.

- Conhece? – viro a tela e vejo uma leve surpresa em seus olhos.

- Conheço. – afirma – Mas por que você tá com uma foto dele aí?

- Você lembra as imagens das câmeras de segurança que o Pepe achou? – pergunto e ele assinte – Então. Eu assisti o vídeo mais algumas vezes e notei um cara com uma tatuagem de foice na nuca.

Abro a imagem ampliada da câmera e mostro a ele. Em seguida mostrei a foto da tatuagem e fiquei observando seus olhos azuis inspecionarem cada detalhe, como se procurassem alguma falha.

- Puta que pariu. – ele diz e bufa, esfregando o rosto com as mãos – Eu deveria saber que ele estaria envolvido.

- Quem é ele? – indago.

- Ele é o Foice. Acho que nem preciso explicar o porquê do nome. – faz uma pausa – Ele é meio que aliado do meu rival, o Vermelho, dono do morro vizinho.

- Então foi tudo para te atingir? – pergunto.

- Mais ou menos. Ele já foi preso algumas vezes por tráfico de pessoas, principalmente mulheres, mas em todas ele acabou escapando. Provavelmente ele tenha feito algum acordo com o Vermelho de proteção. - explica

- Do tipo, o Vermelho protege ele e ele sequestra as garotas da sua comunidade?

- Exatamente. – afirma, visivelmente nervoso – Eu preciso fazer alguma coisa.

Ele ameaça se levantar, mas eu impeço, colocando minha mão na frente de seu peito, fazendo-o continuar no mesmo lugar.

- Você pode até ligar e avisar os meninos. Se quiser eu até mando as imagens. – falo um pouco brava – Mas você não vai sair daqui. Qual a sua dificuldade em entender isso? – pergunto fazendo um pouco de manha.

- Tá, eu fico. – ele desiste – Porra, minha namorada é muito foda. – ele faz uma pausa - Mas como você descobriu tudo isso? – pergunta.

- Segredo. – sussurro em seu ouvido, dando uma mordidinha no lóbulo da sua orelha e puxando.

- Gabrielly... – ele diz baixo - ...não me provoque. – anuncia.

- Eu não tô fazendo nada. – digo enquanto deixo alguns beijos molhados pela extensão de seu pescoço.

- Não é porque eu estou numa cama de hospital que estou inválido. – fala enquanto tenta controlar sua respiração – Eu ainda posso te foder até você gritar.

Suas palavras fazem todos os pelos do meu corpo se arrepiarem e minha calcinha ficar molhada de excitação. Entretanto não vou deixa-lo vencer no meu próprio jogo.

- Tsc tsc tsc. – nego com movimentos de cabeça – Vai ter que dar um jeito aí, porque hoje não vai rolar. – aponto para o visível volume entre suas pernas.

- Você vai mesmo fazer isso comigo? – ele faz uma voz dramática – Um pobre garoto ferido.

- Um pobre garoto ferido não pode me foder até eu gritar. – dou um sorriso diabólico a ele.

- Você é má.

- Não sou não. Só espero o momento certo. – respondo – E com certeza ele não é em um hospital. Fora que você foi operado não tem nem um dia.

Se passaram mais quatro dias até que o Doutor Erick liberasse Joshua para ir para casa. Ele pareceu uma criança que ganhou o melhor brinquedo do mundo quando recebeu alta.

Nesses dias eu fiquei quase que o tempo todo com ele. Tive a oportunidade de conhecer um lado de Beauchamp que eu desconhecia. Um lado carinhoso, carente e crianção. Eu não podia mais negar isso, eu gostava de passar meu tempo com ele, gostava do jeito que ele me fazia sentir.

Não, eu não estou apaixonada por ele.

Ele é só um cara legal, com um papo legal, com pegada, muita pegada mesmo. Eu pude perceber que ele tinha um grande instinto de proteção, provavelmente devido a Sofya, já que pelo pouco que sei sobre o passado deles, Joshua sempre foi muito protetor.

O ciúmes do médico não passou e eu insistia repreender Joshua toda vez que ele me fazia pagar um papelão como garota com um namorado muito ciumento. Mas depois comecei a achar graça de seus biquinho e carrancas quando estava com ciúmes.

Ele não me tratou mal em nenhum momento. Muito pelo contrário, me senti como uma verdadeira rainha. Toda hora ele me elogiava, as vezes com uns comentários um pouco obscenos e que me deixavam extremamente excitada. Se não fosse por mim, ele já teria quebrado todo o repouso só para transar.

Os meninos vieram todos os dias e aproveitavam para atualizar Beauchamp sobre o que estava acontecendo. Contamos a eles sobre o "cara da foice" e eles não negaram a surpresa. Disseram que iriam começar a investigar o mais rápido possível. Sua curiosidade sobre como eu descobri tudo não havia sumido. Contei a "verdade", poupando-o de alguns detalhes que não precisavam ser ditos.

Ele estava marcando um baile para um sábado, que faria exatos 20 dias de repouso em casa. Além de comemorar a sua volta, ele iria me assumir com fiel e namorada para toda a comunidade. Meio como um aviso de ela é minha e se mexer com ela morre. Essas foram suas próprias palavras.

- Não se esqueça, JB, repouso. – Erick insiste enquanto assina a alta do hospital – E tem os remédios também. Coloque um despertador do celular caso for esquecer.

- Pode deixar. – ele responde seco, como toda vez que estamos na presença do médico.

- Estão liberados. – ele estende a folha e eu a pego.

- Obrigada por tudo doutor. Agradeço pelo que fez pelo Joshua e pela paciência. – digo a última parte rindo.

- Só fiz o meu trabalho. – deu ombros e foi embora.

O doutor mal se afastou e Beauchamp já começou com o drama de namorado ciumento.

- Obrigada por tudo doutor... – falou com uma voz debochada e eu me segurei para não rir enquanto andava pelos corredores do hospital.

- Já falei que não precisa ter ciúmes. Eu estou com você, não estou? – pergunto segurando sua mão.

- Está. – diz contrariado.

- Então... Ou você acha que eu vou te trocar por ele? – pergunto, provocando-o.

Eu não posso negar, adoro quando ele fica se remoendo de ciúmes.

- Eu confio no meu taco. – ele diz malicioso.

- No caso, eu nunca experimentei seu taco. – continuo meu jogo de provocações, uma coisa que adoro fazer com ele.

- Não experimentou porque não quis. – deu ombros – Mas já teve algumas prévias e eu sei que gostou. – continua com o tom malicioso.

- Quem muito diz, pouco faz.

- Espera só a gente chegar em casa. Aí eu vou mostrar "quem pouco faz". – diz Joshua.

- Veremos. – pisco o olho e continuo meu caminho até o carro.


Notas Finais


Postei ontem no wattpad, mas acabei esquecendo de postar aqui também, sorry 😂🤍

Eu não estou atualizando Let Me Be The One porque estou com muita coisa para fazer e quero fazer um final legalzinho pra ela. Mas assim que entrar de férias, prometo atualizar 🥰


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...