História Adote Um Cara - Capítulo 19


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Comedia Romantica, Heterossexualidade, Romance, Taehyung
Visualizações 999
Palavras 3.854
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oie, oie gente~~
Tudo bem??

Olha quem voltou? Sinceramente nem eu consigo acreditar nisso ALOKA~~
Gente, sinceramente, nem sei se alguém ainda irá ler essa história depois de tanto tempo, mas estou aqui para atualizar~~
Só queria agradecer por todas as pessoas que me apoiaram nesse tempo que eu sumi, dizendo que sentiam falta da fic, oferecendo ajuda, apoio, dizendo que leriam ainda se eu atualizasse mesmo depois de tanto tempo. Isso foi muito, muito importante para mim de verdade <3
É maravilhoso saber que eu escrevi algo que as pessoas gostam, leiam, conversam comigo e venham me dizer o que acharam sempre apoiando e sendo gentil, eu sou realmente MUITO grata por cada pessoa que veio até mim ~ SINTAM-SE ABRAÇADS!!

A vida acaba se tornado corrida e por muitas questões às vezes não conseguimos dar tempo para as coisas que amamos, e eu posso afirmar que escrever me faz muito feliz, é um hobby que me tranquiliza e fico triste quando tenho que deixar isso em segunda instância.

Bem, gente, não tenho muito o que falar na verdade, apenas agradecer um bilhão de vezes à todos que me mandaram mensagem, comentários e afins em todo esse tempo, vocês tiveram uma fé em mim que nem mesma eu tenho SOCORRO~~ ***Aliás, só queria dizer que tem uns comentários que eu não respondi ainda, mas eu irei responder todos que estão faltando, podem ter certeza disso!!1***
Bem, não sei se ainda tem alguém interessado em terminar de ler essa história, mas eu voltei~~

Obrigada novamente à todos, sou muito grata a cada comentário já enviado, muito mesmo!
Então~~
Nós vemos lá embaixo~~

Capítulo 19 - Operação Paralela IV - Mercê de um antigo oponente


— Hm... Tae? — Perguntei antes de respirar fundo e tomar coragem para dizer aquilo que era um caminho sem volta. — É a Abby... Eu... Eu só queria saber sobre o próximo passo da operação paralela.   

O fato é que a Operação Paralela sempre foi algo incerto que fazia meu coração congelar só de pensar nos próximos passos do Taehyung, mas eu não podia negar que ele realmente parecia saber o que estava fazendo.  

"Você tem o bode e a faca na mão! Contra-ataque!"    

A voz de J-Hope soou novamente na minha mente e eu finalmente aceitei que essa era a maior verdade. Eu já estava apaixonada pelo Taehyung e sobre isso eu não poderia ter mais controle ou fugir, então resolvi aceitar que aquela era a minha realidade e tentar... Tentar fazer ele gostar de mim também. 

 
 

*** 

Eu podia praticamente ouvir o som da respiração de Taehyung do outro lado da linha enquanto aquele silêncio angustiante fincava do outro lado. Eu queria perguntar se ele ainda estava ali, mas eu sabia... Sabia que ele estava.  

— Operação paralela? — Sua voz parecia levemente confusa assim que pareceu assimilar parcialmente as palavras. 

Respirei fundo uma. Duas. Três vezes. Antes de fazer aquilo que pensava que fazia tão mal: Mentir descadaramente. 

— Sim, bom, acho que a fase com o Yoongi já está concluída, então ainda temos a parte quatro, certo? — Perguntei tentando ignorar as batidas do meu coração. Um segundo de silêncio pendurava na linha, era quase como se eu pudesse escutar o som da respiração de Taehyung do outro lado da linha. — Tae? 

— V-Você... — Hesitou. — Ahn... Ah, claro. Eu só... Estou meio ocupado agora... Mas eu pensei em algo, posso te responder depois? Abby... Eu vou ter que desligar agora mesmo, desculpa. Depois nós nos falamos.  

 E o som da linha sendo desligada com uma destreza admirável. Eu ainda sentia as batidas do meu coração cada vez mais fortes e a preocupação de ter sido pega na mentira me abateu. Será que o adotado não teria mesmo percebido? Será que... 

— Uh, Abby... — J-Hope me chamou assim que eu finalizei a ligação e percebi que ele já se encontrava ao meu lado com suas sobrancelhas levemente franzidas em uma clara preocupação. — Eu não quero ser negativo agora, mas a sua vidinha pacífica vai... 

— Você quer me ver nadando em minhas próprias lágrimas, J-Hope? — Perguntei o cortando e ele se calou automaticamente engolindo seco enquanto analisava minhas próximas atitudes como alguém que espera um milagre. — Você vai me ajudar... Vai me ajudar a conquistar o bode. — Finalizei aceitando as duas últimas coisas que pensei que aceitaria na vida: A primeira era J-Hope chamando Taehyung de bode e a segunda era aceitando que eu iria tentar conquistar Kim Taehyung e dessa vez seria para valer. — Afinal, foi você que me colocou nessa, não foi? — Perguntei e vi nos olhos preocupados de J-Hope um misto de arrependimento com... Algo mais. Um sentimento que eu não sabia bem como descrever. 

— Será que um dia você vai me perdoar se isso acabar mal? — Sua voz saiu como um sussurro, mas pela sua proximidade eu consegui escutar... Escutar muito bem. 

O fato é que agora eu estava oficialmente no fundo do poço, era quase capa de uma revista de fofoca — só que sem ser famos — com a manchete grande anunciando a tragédia social do ano: Abby caiu terrivelmente nas garrinhas de amor do seu inferno astral, também conhecido como Kim Taehyung. 

 

 

*** 

Oh, Jesus! O que eu fiz para você na minha vida passada? Eu cuspi na sua estátua? Eu taquei pedra na cruz? Eu fui JUDAS? Arrisquei olhando para cima perdida em meus próprios pensamentos.  

O primeiro fato inegável que eu aceitei era que eu estava louca. Bem, todos nós meros humanos normais temos uma crise existencial na vida e o meu momento também havia chegado definitivamente. 

Eu tentava ignorar minha consciência gritando o tempo todo no meu ouvido o quão ilógico era aquilo enquanto me sentia uma mocinha caminhando diretamente para o porão rumo ao seu assassino em potencial. 

No caso não havia nenhum assassino, apenas o adotado que iria certamente estraçalhar meus sentimentos e fazer do meu pobre coração ex-celibatário uma poça de lamas para milhares de cavalos sujos pisotearem enquanto dão aquela risada escrota típica de desenhos animados. 

Droga! Eu definitivamente odiava admitir, mas minha mãe sempre esteve certa: A vida era cruel. Mas, ela não havia me dito que eu ia comer o pão que o diabo amassou no caminho. 

Pensando negativamente eu tinha que me passar por uma estrela de Hollywood e fingir que não me importava nenhum pouco com o sorriso de canto que Kim maldito  Taehyung me jogava nesse momento enquanto tentava conquistar o bofe e fazer ele correr atrás de mim como se eu fosse o último pedaço de carne no universo. 

Operação Paralela I: O primeiro passo era a admissão.

E eu admiti. Admiti que estava caidinha por Taehyung como uma adolescente apaixonada vendo o seu crush inatingível como meta de vida. Que fracasso, eu Park Abby havia perdido todo o meu senso de dignidade. 

Quando Taehyung falou que a quebra de um laço era o primeiro passo da operação paralela eu jamais imaginaria que seria o meu laço com toda a minha dignidade e bom senso, mas lá estava eu, comendo no prato que eu cuspi. Oh, céus! A vida era uma enorme bola de neve rumo a caverna do dragão. 

E eu nem queria pensar na minha ex-vida pacata para não ter uma crise e chorar até não conseguir respirar, me tacar no chão e fingir estar morta feito uma criança de cinco anos querendo uma bolacha Passatempo. 

O plano era eu fazer Kim maldito Taehyung ficar caidinhos aos meus pés e não eu ficar babando por cada brincadeirinha idiota dele. Joguei a tentação de aceitar aquele pedido ridículo dele no lixo e ergui a minha cabeça em desafio olhando para seus olhos escuros. 

 

 

*** 

— Você não disse que era um pastor? — Perguntei relutante olhando para a igreja tradicial a frente, sua arquitetura grandiosa com uma mistura gótica trazendo todos os aspectos culturais da igreja me faziam estremecer dos pés a alma. 

Eu definitivamente ainda não havia acredito que eu havia aceitado me confessar. Eu Park Abby havia aceitado confessar e por mais ironicamente que parecesse Kim Taehyung havia me levado para a igreja.

Respirei fundo assimilando a minha cena atual.

Parada em frente a igreja, porque a querida Operação Paralela IX tratava-se sobre eu e meus... Pecados cruéis - Seja lá quais eles forem, acredito que igreja é tipo médico, você acha que sua alma está ótima e do nada você descobre que está a um passo de morrer no inferno de tanto que pecou.

— Pastor, padre... Tanto faz, a função é a mesma no confessionário. — Resmungou. 

— Não, não mesmo, Taehyung! Você é um demônio porque eu deveria me confessar? — Perguntei suplicando e o olhar irônico de Kim Taehyung brotou sobre mim. — E outra, eu não sou católica. Não é antiético contra o Vaticano eu me confessar com um padre? Eu não estou... Dando uma facada pelas costas na minha própria religião? — Acrescentei rapidamente e Taehyung não segurou sua risada alta me deixando completamente sem graça. — Ah, esqueci! Você uma pessoa sem ideologia ou caráter não entenderia. — Falei irônica. 

 — Celi, pelo amor de Deus, o Vaticano tem mais o que se preocupar do que com a sua confissão, tipo... A crise mundial, as abelhinhas para não serem extintas, esse tipo de coisa mais importante que você. — Falou segurando um riso e colocando uma mão nas minhas costas enquanto me guiava pela igreja. — E sinceramente falando, nos últimos anos até o papel reciclável tem sua preocupação maior na igreja do que sua vidinha sem graça. 

— Para... Para. Tem um problema. — Resmunguei. — Eu... eu...  

— Você...? — Perguntou me incentivando. 

— A diferença é que o pastor não me vê! E se eu contar tudo que eu penso e esbarrar com ele na rua, ele vai ficar me julgando internamente! Eu tenho cem por cento de certeza que ele faria isso! 

— Abby, ele é uma padre! — Taehyung exclamou como se fosse óbvio. — É claro que ele não vai ficar te julgando internamente! — Eu sentia seus olhos incrédulos sobre mim como se eu tivesse acabado de falar a maior besteira do mundo. — Nem todo mundo é você que fica criticando os outros na sua cabecinha maluca. — Resmungou em tom brincalhão e eu senti como uma forma de incentivo. — Sabe... Às vezes é bom falar, simplesmente falar... Para... Perdoar. 

— Você quer que eu perdoe o Jin por ficar me xingando pelas costas? — Perguntei incrédula assim que percebi aonde ele queria chegar. — Ele que fica espalhando picuinhas sobre mim e eu que tenho que perdoar? Até onde eu saiba a fofoca está certamente inserida em algum daqueles nove pecados capitais, não? — Perguntei irônica. 

— Sete. — Me corrigiu e eu não consegui resistir meu olhar irônico diante de todo o conhecimento bíblico do adotado levando em consideração sua personalidade trágica. — E sim, está. Mas, perdoar não vai ser pelo Jin, vai ser por você.  

— Aonde você quer chegar com isso? 

— Ao óbvio, Abby. — Sua postura adquiriu um tom sério. — Odiar está no mesmo patamar de amar, é um sentimento tão forte quanto um e outro, embora você não tenha nenhum laço pelo Jin você ainda pensa nele com raiva, não? — Perguntou e eu acenei a cabeça como se fosse óbvio. — Então... E eu não quero você pense nele... De forma alguma. 

Senti meu coração automaticamente gelar diante das palavras de Taehyung. 

Seus olhos sérios estavam vidrados nos meus, eu conseguia até mesmo ver a extensão dos seus cílios longos enquanto ouvia a minha respiração descompassada. Taehyung não queria que eu pensasse no Jin? 

— Algumas pessoas merecem perdão e outras não. — Continuou falando. — Eu odeio admitir isso, mas acredito que Jin mereça, ele não parece ser um cara ruim, vocês aparentemente tinham um relacionamento de flores vermelhas, bem padrãozinho capa de revista antes. — Eu tentava detectar qualquer sinal de irônia na voz de Taehyung, mas não tinha nada, absolutamente nada. Estranhamente, Kim Taehyung parecia completamente honesto. — Eu acredito que terminar um relacionamento odiando alguém que fez tão bem pra você por tanto tempo não faz bem, nem tudo precisa ser preto no branco. 

  

Eu estava odiando essa coisa de me confessar. Absolutamente odiando. 

Como se não bastasse a minha maldita consciência me julgando agora eu teria que me confessar para um ser iluminado cheio de luz e nenhum pecado nessa Terra, contando tudo aquilo que eu mais abominava sobre mim e fingindo que não iria virar uma psicopata pensando nas suas formas de julgamento. 

— Desgraçado! Ele não me contou isso! — Murmurei no confessionário, enquanto avistava de longe Kim Taehyung olhando as pinturas na Igreja com concentração, dando um tempo ironicamente para eu Park Abby confessar meus pecados quando na verdade ele que era o ser impuro das trevas. 

— Por favor, senhorita... Se puder controlar um pouco o vocabulário... — O padre falou sem graça e meu rosto adquiriu sete tons mais vermelho que o comum. — Estamos em um lugar sagrado. 

— Padre, você é muito bonito e os homens bonitos costumam ter a alma de Satã. — Falei automaticamente pensando em Kim maldito Taehyung e algo me alarmou. — Quero dizer, eu não esteja dando em cima de você! É apenas um elogio genuíno, igual quando a gente vê um cachorrinho fofinho na rua e faz carinho na cabeça dele e... Bem, você entendeu. Não estou dando em cima de você, com todo o respeito mesmo você sendo um gato... Cachorro! — Emendei. — Não como um xingamento e sim como um elogio e... Bom, você entendeu! 

Lugar sagrado!  

Meu Deus. Chacoalhei a cabeça duas vezes e guardei no meu mais profundo coração que eu precisava controlar meus pensamentos também, eu estava na casa de Deus! 

— Satã não costuma ser o melhor dos elogios dentro de uma igreja... — Falou casualmente e eu senti todo meu rosto ficando vermelho. —  Mas animais costumam. — Emendou. — Então... O que anda te afligindo? 

Tentei acalmar meu coração que batia de maneira desenfreada no meu peito e tentei respirar fundo. Primeiro eu aceitei que precisava abrir meu coração para a luz, e para conseguir isso eu precisava de um pouco de semelhança, primeiramente fingir que o padre gato estranhamente familiar não era gato. 

Ajustei minha postura olhando para o padre secretamente familiar e acalmei meu coração. Será que é assim que os católicos se sentiam olhando para o padre enquanto falavam sobre seus pecados? A familiaridade divina.  

Respirei fundo. Uma. Duas. Três.  

  — Bem padre...  — Hesitei.  — Eu tenho ódio em meu coração, assim como todo ser humano normal.  — Emendei rapidamente e o padre acenou em compreensão.  — Pelo meu ex-namorado. 

 — Certo. — O padre assentiu. — O que desencadeou esse seu ódio? Especificamente, claro. 

— Eu descobri que ele estava me chamando de celibatária! E, tipo assim, esse é o pior xingamento que alguém pode espalhar por você, sabe? Te xingando de celibatária por aí, é uma humilhação incontestável! — Exclamei automaticamente enquanto olhava para o padre e o vi franzindo o cenho automaticamente enquanto tentava controlar sua face neutra. 

 Então eu percebi. 

Eu acabei de dizer para um celibatário que ser celibatário era uma humilhação incontestável!   

Então uma coisa óbvia passou pela minha mente: Meu Deus, e se o padre desistisse de ser padre depois de escutar a minha confissão? E se ele percebesse que os pecados da vida podem ser melhores do que qualquer luz divina? Não! Não mesmo! Calma, Abby... Calma. Ser padre é um dom, ele provavelmente sabe disso. 

— Quero dizer... Exceto claro quando você é um ser iluminado de glória, então... Dever ser louvável... Ser... Assim. — Murmurei tentando concertar. — Os pecados não são tão bons assim, você deve saber melhor que eu provavelmente. — Acrescentei rapidamente. — Não vale a pena ter a alma queimada no inferno! Definitivamente não! 

Sentia meu coração batendo forte, mas o padre não esboçou nenhuma reação negativa, ele definitivamente era um ser iluminado de luz. E eu começava a admirar ele pouco a pouco. 

Certo, calma Park Abby. 

Então o padre sorriu. Deixando seus lindos dentinhos a mostra em um sorrido tímido e genuíno.  

— Bem... Eu não nasci em um convento. Tive uma vida normal até tomar essa decisão, acredito que seja sobre isso que se trata. Ter seus erros e acertos e achar o caminho certo. Amar e perdoar. Temos idades parecidas, eu poderia ter sido um colega de classe seu. — Afirmou com sabedoria me incentivando.  

Eu poderia ter sido um colega de classe seu. 

Ah... A familiaridade e calor no coração que aquelas palavras traziam. Era como se o padre se convidasse para ser seu amigo de trabalho da escola, um daqueles trabalhos incríveis e uma maquete sensacional na feira de ciências — claro, sem a parte das brigas por mensagem e gritarias porque o outro sempre fazer menos. Ficando apenas com a medalha de primeiro lugar no final, me sentindo quase a próxima Einstein! 

Mas, aquilo era familiar demais. E quando eu digo demais, eu quero dizer demais literalmente. 

E foi aí que eu descobri que o calor no coração eram chamas, chamas do inferno. 

Eu sabia! Eu absolutamente sabia que isso não poderia dar certo. Mas eu também não poderia imaginar que Kim Maldito Taehyung seria tão baixo, tão miserável e cruel. E agora estava lá na minha frente, cara-a-cara, o criador do meu sofrimento: Jeon Jeong Guk. 

— Vocês estão juntos nessa!? — Perguntei o acusando.  — Como se não bastasse o bullying na infância, quis trazer para a vida adulta!? — Levantei o acusando, apontando o dedo para o suposto padre à minha frente.  

— Bullying...? — Jeon Jeong Guk relutou, continuando seu teatrinho banal. — Abby! Park Abby! Meu Deus, eu lembro bem de você, cabelo desleixado e espinhas no rosto com onze anos! Como me esquecer? 

Sim... Como não esquecer? Com onze anos eu tive a dádiva de ser uma criança infeliz com espinhas e antes que eu pudesse descobrir um remédio milagroso para o meu problema de acne eu tive que conviver com apelidinhos carinhos e sendo comparada com um CHOQUITO, chocolate maldito esse que aos quinze anos tive o prazer de comprar uma caixa inteira apenas para tacar fogo! O trauma tinha sido criado com esse apelido das trevas, e até hoje eu me recusava a colocar na boca aquele chocolate razão do meu sofrimento na pré-adolescencia. 

O garoto engraçadinho da turma e tímido que todo mundo tinha uma quedinha, mas que um belo dia no ar da sua falsa inocência me comparou com um choquito, para enfim destruir toda a minha autoestima e virar motivo de chacota durante a minha pré-adolescencia inteira. Como se pré-adolescentes já não fossem suficientemente encapetados sem motivo, eu era o motivo. 

Eu tinha um rancor por ele.  

Eu tinha um rancor pelo padre, e eu absolutamente não iria me confessar para ele. A não ser que fosse eu me confessando que pretendia matar ele em cinco minutos, começando uma contagem na minha mente nesse segundo mesmo. 

— Seu rosto melhorou bem, quase não reconheci. — Falou gentilmente, e eu senti meu coração explodir em raiva, mesmo com meu anjo bom gritando freneticamente no meu ouvido que era um elogio. 

"É um elogio! É um elogio!", podia ouvir o anjo bom gritando freneticamente correndo de um lado para o outro.

— Não reconheceu sem as crateras, é isso que você quer dizer? — Perguntei cheia de ironia e Jeon Guk arregalou os olhos sutilmente sem saber bem o que responder, rapidamente me levantei. — Escuta, meu coração não é nobre o suficiente para que eu consiga me confessar para você, inclusive quero... Hur! Te jogar no inferno AGORA MESMO!  

Meu Deus! Eu acabei de ameaçar um padre?  

"Sim!" A minha voz da consciência gritou e acrescentou rapidamente algo como "Você que vai para o inferno." 

Ah, socorro! Eu definitivamente iria para o inferno, mas eu iria com a consciência tranquila pelo menos. 

Virei as costas com raiva. Era realmente só o que me faltava. Eu tentei respirar uma, duas, três vezes em vão, tentando não pensar que era a vida tentando me dar uma rasteira, eu estava na igreja! Tentando tirar o ódio de mim e Deus me coloca de cara com o meu inimigo da infância. Você está fazendo um jogo comigo, vida? 

— Escuta, Abby! — Jeon Guk levantou-se rapidamente me pegando pelo braço, impedindo-me de ir embora. — Eu realmente sou um padre. O que eu fiz na infância... Eu tinha onze anos, era diferente, as pessoas crescem, amadurecem e meu Deus, já se passaram o quê? Dez anos! Sério que você ainda se preocupa com isso? — Perguntou relutante. — Peço perdão do fundo do meu coração. 

— Jeon Guk... — Pronunciei com raiva. — Eu ainda me importar de ter minha adolescência de filme da Disney com romance de verão destruído por um comentário seu? — Perguntei ironicamente. — Não tem perdão! Jamais que eu irei te perdoar! — Afirmei puxando meu braço, me livrando do seu toque suave. 

Só que meu puxão foi mais forte do que eu poderia imaginar. Junto com meu braço veio um esbarrão. 

Esbarrão em cinco velas aromáticas estrategicamente colocadas para transmitir paz, porém eram agora algo do meu inferno astral junto com o fogo real que começou a se alastrar como brasa fraca em um ponto estratégico na cortina do confessionário. 

Senti meu coração parar, minhas pernas gelarem. Era fogo e era real! 

Eu era a vilã!

Eu quase poderia ver a cena em um filme infantil da Disney: O antagonista gritando para um padre que não perdoaria ele, com chamas ao fundo e risadas de “muhahaha” no final. Eu estava queimando a casa de Deus!  

Jeon Guk me puxou rapidamente para fora, vendo o fogo se juntar com as outras velas e ganhando um pouco de força aos poucos, a fumaça mudando de cor ganhando cor e eu pouco a pouco prestes a ter um ataque cardíaco e ir diretamente para o inferno porque eu estava queimando uma igreja, LITERALMENTE! 

Kim Taehyung apareceu entre nós em uma velocidade questionável com algo em mãos e antes que eu pudesse questionar o que era vi o fogo cessando. Era questão de segundos, segundo rápidos e tenebrosos. O banco queimado, a cortina antiga do século XXI deteriorada e a minha dignidade no chão. 

— Bem... — Hesitei. — Poderia ser pior, poderia ter acontecido igual em Barcelona, né? — Afirmei tentando me justificar. — Acho que dar um ar contemporâneo a casa de Deus... Ele vai curtir também!

Kim Taehyung me olhava incrédulo, afirmando internamente que era o meu fim. Se nem Kim Maldito Taehyung conseguia acreditar no que eu havia feito, não havia perdão para mim. 

Eu iria para o inferno e era isso. Era agora. 

Jeon Guk parecia em completo choque ainda, alguns poucos fiéis já estavam próximos o suficiente para ver o pequeno incidente já acalmado com completo pavor, não havia grandes danos, mas eu conseguia ouvir o cochicho de uma senhorinha horrorizada afirmando que aquilo era obra do Satanás, e no caso, por mais que eu odiasse admitir: eu era o Satanás!

E sobre a parte de ir para o inferno com a consciência tranquila? Deixa quieto. 

— Eu estou apenas... Te ajudando a não cair em tentação? — Perguntei relutante para Jeon Guk e me deparei com um olhar raivoso de Kim Taehyung. — Talvez eu seja um anjo enviado para você! Para testar a sua fé! — Afirmei. 

— Só se for Lúcifer. — Escutei a voz baixa de Taehyung ao meu lado. 

— Abby... — Pude escutar o padre me chamando e o olhei relutante esperando os gritos e a expulsão por justa causa. — Não tem problema. — Afirmou eu senit meu coração parar. — Acontece, é normal. Você sempre será bem-vinda para voltar, e espero que um dia possa me perdoar também. 

Não sei se realmente acontece sempre isso, de alguém tacar fogo na igreja. Pude escutar o anjo mau alfinetando meu coração.  

E finalmente eu entendi sobre o que se tratava: Sobre perdoar. 

Por causa de uma mágoa de dez anos atrás eu quase destruí uma igreja. Eu tinha que começar a aceitar que eu era uma pessoa rancorosa, e eu definitivamente odiava admitir isso. 

E então eu entendi. Eu finalmente havia entendido. 

Não perdoar Jin era algo que no final acabava se voltando para mim, como uma mágoa que só me trazia coisas ruins no final, guardar um sentimento por tanto tempo de maneira negativa apenas acabava me prejudicando, me deixando presa a um passado com o coração nublado.  

Eu precisava aprender, compreender e amar. Amar Jin por quem ele foi no passado para mim, porque embora eu odiasse admitir ele havia sido uma pessoa boa, que sempre me respeitou.  

Compreender que não deu certo e faz parte, crescemos e mudamos. 

E por fim amar quem ele foi e acima de tudo, amar quem eu fui com ele e quem eu sou sem ele. 

Respirei fundo finalmente entendendo. O Jin importava, mas importava de uma maneira positiva no passado e era apenas isso. Agora eu precisava que meu coração estivesse aberto e tranquilo. 

Olhei relutante para Kim Taehyung afastado e entendi, que talvez meu coração não estivesse aberto e tranquilo porque eu tinha um novo problema, mas eu lidaria dessa forma de maneira diferente, eu faria de tudo para que desse certo. 

Sem medo


Notas Finais


Eai, o que acharam?
Confesso que já tinha esse capítulo mais de 80% escrito há mais de um ano, só que nunca achava que estava bom, hoje decidi terminar ele, aceitando que só vou conseguir voltar a escrever quando me livrar dele ALOKA~ ainda não gosto tanto dele, mas espero que isso seja um livramento para que eu possa escrever o outro melhor.

Eaiiiii~~ O que acharam??
Por favor me digam nos comentáriosss, estou muito ansiosa AAAAAAAAAAAAAAA~~ Pelo amor de @, de Deus, e de tudo que há de bom T-T
Se avistarem qualquer erro podem vim me xingar ~com carinho por obséquio que eu estou na tpm *sou uma mocinha awn*~~
Bjbj~~


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