História Adrenalina - Capítulo 2


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Categorias Chandler Riggs, Emily Rudd, Rafael "CellBit" Lange, Stranger Things, The Walking Dead
Personagens Carl Grimes, Enid, Michonne, Negan, Rick Grimes, Ron Anderson
Tags Carl Grimes, Emily Rudd, Gaichi, Negan, Rafael Lange, Rick Grimes, Romance, Ron, Simon, The Walking Dead, Zumbi
Visualizações 58
Palavras 3.122
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá!
Queria agradecer antes aos favoritos e comentários que tivemos no primeiro capítulo!~ Muito obrigada, mesmo.
Sem mais delongas, boa leitura.

Capítulo 2 - Os Outros


1 mês depois

 — Ron, atrás de você — disse Carl, indicando um zumbi que vinha em sua direção.

Ron se virou e acertou a cabeça do zumbi com sua faca, o fazendo cair instantaneamente.

Carl e Ron estavam indo vasculhar uma casa que eles encontraram enquanto estavam indo em direção a estrada norte. Desde que os três se encontraram em Alexandria, resolveram seguir juntos a procura do resto do grupo.

Carl, Ron e Enid se conheceram em Alexandria. Carl foi o último a entrar pro grupo mas, mesmo assim, eles haviam se entendido muito bem. Pelo menos foi assim nas primeiras semanas.

Desde os tempos que eles viviam naquela comunidade, Carl e Ron já haviam passado por muitos desentendimentos. O principal motivo deles? Enid.

Acontece que, antes do grupo de Carl chegar em Alexandria, Enid e Ron namoravam. Mas, após um tempo desde a chegada de Carl na comunidade, Enid resolveu terminar com Ron por não querer mais ficar tão próxima de pessoas, pois não queria perde-las novamente, igual aconteceu com sua família.

Desde então Ron acredita que o motivo dessa separação foi Carl, apesar de Enid lhe dizer inúmeras vezes que isto que ele estava falando era besteira.

— Eu acho que estou pegando o jeito com essa coisa — disse Ron, se referindo a matar zumbis. Deu um riso soprado.

Carl olhou-o por um instante e fez sinal com a mão indicando que era para eles entrarem.

Carl fez força com o seu corpo contra a porta principal daquela casa e, após um certo esforço, conseguiu abrir e ambos entraram.

Era uma casa não muito grande, aparentava ter apenas poucos cômodos, apesar de dois andares.

 — Olhe lá nos fundos e vê se acha algo que possamos usar — ordenou Carl, e Ron acenou com a cabeça.

Apesar deles não se darem muito bem, estavam juntos porque Enid esta com eles também. Não no momento, eles mandaram ela ficar a dois quarteirões de onde eles estavam para caso do lugar não estar seguro. Claro que Enid não gostou nada de ser deixada de lado como se fosse fraca, mas após muita conversa ela cedeu.

— Olha, comida eu não achei não mas aqui tem uns DVD’S bem legais, saca só — indagou Ron enquanto observava uma estante próxima da porta principal, pegou um dos DVD’S e jogou em direção a Carl para ele pegar.

O DVD caiu no chão.

— Ron, se concentra na sua tarefa pelo menos uma vez — Carl respondeu, ignorando o DVD jogado e caminhando em direção à cozinha.

— Qual é, cara, eu só estou tentando me divertir um pouco — Ron deu de ombros.

— Se divertir? — Carl voltou para o mesmo cômodo de Ron — Olha, eu só estou te pedindo para procurar algo que a gente possa usar e não para ficar se preocupando com esses DVD’S idiotas. A gente não precisa disso.

Ron revirou os olhos, deu de ombros e foi em direção à escada.

— Não suba ainda, vamos terminar de vasculhar aqui e... — Carl foi cortado.

— Por que? Por que você não vai me deixar subir? É isso? — Ron se virou para Carl quando ia subir o primeiro degrau da escada.

Agora foi a vez de Carl revirar os olhos.

— Não. Quer saber? Eu já estou de saco cheio de você mandando e desmandando em mim toda hora. Quem disse que você é o líder, afinal? — Ron esbravejou, gesticulando com as mãos.

Carl teve que se conter para não dar um soco em Ron naquele momento.

Agora ambos já se encontravam alterados — sem nenhum motivo plausível aparentemente.

— Ron, para de ser tão infantil, cara. — Carl indagou em sua direção. — Eu estou tentando manter todos vivos e juntos, então você vai esperar e vamos subir juntos. Você acabou de aprender a usar a faca, não vou deixar você subir lá sozinho. — disse bravo.

Ron não sabia se o que Carl dizia era verdade ou era só para ele calar a boca e obedecê-lo. Mesmo assim, com todo esse tempo que se conheciam o que Ron mais queria fazer era descontar em Carl todas suas frustrações que ele guardou a muito tempo, desde que Rick foi para Alexandria e seu pai, sua mãe e seu irmão morreram.

Ron caminhou brevemente até uma parede que tinha ao seu lado e deu um soco com toda sua força nela, gritando:

— Ei, cuzão! Ei, seu bosta, ei, cuzão de merda! — gritava, enquanto batia na parede com seu punho.

— Ron, quer parar?! — Carl dizia, enquanto olhava ao seu redor para garantir que nenhum zumbi apareceria por causa do barulho do escândalo de seu amigo.

— ‘Tá de brincadeira? — Ron disse, mais calmo — Se tivesse algum zumbi por aqui já teria aparecido.

Por fim, subiu as escadas.

 

• ────── ✾ ────── •

 

Havia se passado algumas horas desde que Carl e Ron voltaram, depois daquela discussão na casa. Os três estavam acampados em um carro velho que encontraram pela estrada, no meio das árvores.

Ron se encontrava no carro, sentado na parte da frente no banco do passageiro, olhando pela janela. Ele não havia falado mais nada depois daquela discussão. E Carl estava do lado de fora do carro, sentado em um tronco de árvore enquanto mexia em sua arma.

— O que aconteceu com vocês dois? — Enid perguntou, estranhando o silêncio de ambos.

— Nada — Carl resolveu simplificar.

— Nada, só alguém aqui entre nós que acha que é algum tipo de líder — Ron alfinetou, fazendo Carl parar o que estava fazendo para encará-lo com indignação.

— Ron, você tem mais alguma coisa para me dizer? — Carl esbravejou, se levantando e fitando Ron que ainda estava dentro do carro. — Olha, que merda. Que grande merda. Eu nunca disse que eu era líder de alguma coisa, eu não fiz nada contra você nem ninguém aqui. Eu, ao contrário de você, estou fazendo as coisas seriamente e tentando manter todo mundo a salvo. Então não me venha com esse seu papo porque eu não aguento mais você enchendo meu saco e reclamando de qualquer coisa que eu faço.

Após terminar de falar, Carl se virou e voltou para o tronco onde estava sentado.

— Vocês dois querem parar com isso agora? Já chega de brigar, vocês dois não se cansam? — disse Enid, indignada.

— Tanto faz — Ron deu de ombros, ignorando o que Enid acabara de dizer — Eu só estou dizendo que ninguém te colocou no comando, eu não falei que você pode dizer o que eu tenho ou não que fazer nem para tomar conta de mim como se eu fosse uma criança. Se você quer impressionar alguém saiba que está fazendo isso da maneira errada — finalizou Ron, apontando para Enid enquanto saia do carro — Qual é, a gente sabe que você gosta dela.

Enid o olhou incrédula por dizer aquilo e Carl se virou mais uma vez caminhando em direção à Ron, que o encarava com desdenho.

— Ron, vê se cai na real logo de uma vez — Carl dizia com os olhos semicerrado — Eu não gosto da Enid nem nunca gostei, eu nunca nem vi ela como mulher. Ela é apenas minha amiga e vê se entenda isso de uma vez, eu não tenho culpa se vocês terminaram então me deixa em paz agora! — terminou, se virando e pegando sua arma que estava jogada ao lado do tronco de árvore e guardando-a em seu cinto — Eu vou dar uma volta — disse para Enid, que se encontrava calada, e saiu.

Após essa conversa toda, Enid tinha que confessar: ela gostava de Grimes. Mas quando disse que esse não fora o motivo de ter terminado seu relacionamento com Ron ela não mentiu. Ela gostava sim de Carl desde quando eles estavam em Alexandria, mas não quando ainda estava com Ron. Ela sempre deixou isto bem claro para o loiro, apesar dele não acreditar nela. Acreditava que o fato de Carl ter passado por muitas aventuras e perdas assim como ela, e ele sendo uma boa companhia, então, por terem passado muito tempo juntos, ela acabou desenvolvendo um tipo de sentimento estranho por ele que, se não fosse agora, ela não diria que era amor.

Ela sabia que o sentimento não era recíproco, então nunca nem pensou em se declarar para ele ou algo do tipo. E ela acaba de ter a sua confirmação — da pior forma —, que não era recíproco mesmo.

Enid, após sair da imersão de seus pensamentos, se deparou com Ron a encarando, como se soubesse tudo o que ela estava pensando.

— Olha, Enid, eu não... — Ron iria se pronunciar, mas Enid o cortou.

— Você é sempre tão estúpido — disse sem mudar seu semblante e, se Ron a conhecesse tão bem como ele diz conhecer, saberia que ela estava prestes a chorar.

Enid passou por ele o ignorando completamente e entrou no carro, fechando a porta com força.

 

• ────── ✾ ────── •

 

Carl ainda estava andando lentamente pela floresta.

Enquanto caminhava e relembrava de sua discussão com Ron, ficava cada vez mais bravo e intrigado.

Ele não tinha nada contra o loiro, mas claramente Ron tinha muitas coisas contra Carl. Acreditava que a coisa ia muito além de Enid.

Quando chegaram em Alexandria, pouco tempo depois Rick matou o pai de Ron. Elementar que não foi atoa, o pai de Ron era um covarde. Batia na esposa e no filho mais novo, e em um dia perdeu a cabeça e matou o marido de Diana, o fundador de Alexandria. Então Carl sabia que seu pai fez o que tinha que ser feito. Sem sombra de dúvidas, aquele homem não merecia viver. Mas explicar isso para Ron foi uma tarefa difícil. Ele amava o pai — por algum motivo desconhecido —, logo passou a ver Carl como um inimigo.

Carl não culpava Ron, acreditasse que ele apenas está passando por um momento difícil e que precisava de apoio para enfrentar isto sem enlouquecer.

Mas Carl estava longe de estar disposto a ajudá-lo com isso.

Carl parou de andar bruscamente e saiu da imersão de seus pensamentos quando ouviu vozes se aproximando de si.

— Merda — murmurou para si mesmo, se abaixando brevemente e olhando ao seu redor a procura de algum lugar para se esconder.

Fitou uma árvore consideravelmente grande e rumou em sua direção, ficando atrás dela e destravando sua arma que já se encontrava em suas mãos. Ele permaneceu abaixado enquanto escutava as vozes se aproximando cada vez mais de onde ele se encontrava.

— Aí, Greta, por que você tem sempre que cortar o meu barato? — ouviu uma voz masculina dizer, com tom de risada.

— Ela não tem culpa de você ser esse cabeça oca — ouviu uma voz feminina dessa vez.

Nesse ponto o Grimes já se encontrava alerta e assustado, eles estavam naquela região há semanas e não haviam visto nem uma alma viva sequer desde que saíram de Alexandria. Ele se atentou a ouvir mais daquela conversa:

— Vocês dois, quietos que eu estou tentando pensar — outra voz masculina foi ouvida, esta que parecia mais grossa que a outra.

— É, se expressem mais baixo se não quiserem diminuir o QI da cidade inteira — dessa vez foi outra voz feminina, e risos foram ouvidos.

Ao que parecia, eram quatro pessoas, dois homens e duas mulheres, que estavam passando pela floresta a mais ou menos cinco metros de onde Grimes se encontrava ainda abaixado atrás de uma velha árvore.

Carl ficou tentado a olhar para ver quem eram essas pessoas, logo ele se inclinou um pouco para frente e teve a visão que queria.

Eram mesmo quatro pessoas.

Quatro jovens mais especificamente. Eles pareciam ter a idade de Carl — por volta dos dezoito anos —, exceto por um que parecia mais velho alguns poucos anos.

Este que parecia mais velho estava todo de preto, roupas sujas e portava uma arma que aparentava ser um fuzil e uma mochila média em suas costas, e ele parecia estar observando um mapa. Um pouco atrás desse homem loiro todo de preto estava um menino e uma menina que, aparentemente, eram um casal pois estavam de mãos dadas. Ele era um pouco mais baixo que o outro loiro e usava uma camiseta xadrez e jeans com uma arma em seu cinto e uma bolsa lateral que não aparentava ter muita coisa, a moça ao seu lado era bem mais baixa que ele e usava um vestido florido branco extremamente sujo e uma bermuda vermelha por baixo, ela tinha os cabelos ruivos e bem curtos e segurava uma garrafa de água em sua mão livre. Um pouco mais a frente deles tinha a outra mulher, cabelos médios e escuros, usava uma jaqueta de couro aberta sob uma camisa branca, jeans escuras e uma bota pequena também de couro, acompanhada de uma mochila média.

Eles aparentavam estar na estrada na muito tempo, a julgar pelas roupas sujas e rostos abatidos.

Carl tentava a todo custo não se mexer para que não o vissem. Ele não sabia quem eram nem que tipo de pessoas eram. Ele já conheceu muitas pessoas nesse mundo que, agora, fizeram ele alguém desconfiado de tudo e todos. Então, ele apenas esperaria que essas pessoas fossem embora, afinal tudo o que ele não precisava agora era de mais problemas.

Eles continuavam a andar, agora estavam a exatos dez metros de onde Carl estava e claramente iriam embora sem notar que Carl os observava, tudo ocorreria perfeitamente bem se não fosse por um zumbi que passava por ali também, e ia em direção a Carl.

— Ai, que merda — Carl murmurou observando que tinha esquecido sua faca lá no acampamento com Ron e Enid, logo teria que usar sua arma para se livrar desse zumbi que estava cada vez mais perto.

Carl tentou ao máximo esperar até que as quatro pessoas se afastassem mais, mas o zumbi o alcançou e, num único gesto, Carl atirou no zumbi que caiu ao seu lado. Quando ele voltou sua visão para o grupo rezando para eles estarem longe, notou que ele avia sido notado pelos quatro e que, agora, tinha quatro armas apontadas em sua direção. Carl ia apontar sua arma também mas, antes que pudesse o fazer, o loiro todo de preto ergueu sua mão a destravou sua arma, o intimidando:

— Cara, nem pense nisso — o loiro disse, se aproximando de onde Grimes estava — Agora me da a sua arma e se ajoelha — ordenou.

Carl, com seu semblante assustado, continuou a encará-los.

— ‘Tá surdo, caralho? Eu disse se ajoelha e me entrega a arma — o loiro gótico ia em direção a Carl, mas foi parado por uma das figuras femininas.

— Tyr, espera — a moça de jaqueta e cabelos longos disse, com a mão em seu ombro.

Tyr — que aparentemente tinha esse nome —, continuava com seu olhar intimidador sob Carl, que fazia o mesmo.

— É melhor vocês se afastarem — Carl se permitiu dizer, apontando sua arma e a destravando.

— Ei, ei, não precisamos fazer isso — a moça que estava questionavelmente calma continuou a dizer — Olha, Tyr, pessoal, deixa que eu faço isso — ela disse, olhando seus amigos e deu alguns passos em direção a Carl, ficando frente a ele que agora apontava sua arma para ela.

Carl estranhou sua calmaria, mas mesmo assim ainda mantinha sua arma levantada e seu dedo no gatilho.

— Você quer mesmo fazer isso? — ela o questionou — Digo, você nem me conhece. A gente só estava passando e você nos observando aí atrás dessa árvore e então vai nos matar, é isso?

 

Carl franziu a testa com a pergunta dela. Aonde ela estava querendo chegar, afinal?

— Bom, então deixa que eu começo — ela disse, se virando brevemente e entregando sua arma para o tal de Tyr, que voltou a se afastar. — Me chamo Greta. Greta Holmes. Esse é meu irmão, Tyr, e aqueles são Ryan e Claire, nossos amigos que conhecemos na estrada.

Terminou de dizer com sua voz num tom tão calmo que intrigava Carl de uma maneira assustadora. Ele a encarou de cima a baixo com os olhos semicerrados e se permitiu dizer.

— O quê? — Carl indagou, confuso.

— Eu me apresentei, sua vez agora, garoto de chapéu engraçado — Greta respondeu, se referindo ao chapéu de xerife que Carl usava. Os outros três riram um pouco.

— Carl — ele disse por fim, recebendo um olhar de Greta como se dissesse para ele continuar — Carl Grimes.

— Que legal, Carl. Viu, não precisamos nos matar — Greta disse, olhando mais uma vez para seus amigos, estes que também possuíam semblantes neutros agora.

— Quem são vocês e o que querem por aqui? — Carl indagou.

— Bom, nós apenas estamos passando por aqui procurando um lugar seguro para ficar — Greta respondeu — Você tem um acampamento por aqui?

— Não.

— E está sozinho?

— Não.

— Jura que você não tem um acampamento? Você não me parece alguém que esteja morrendo de fome.

— Eu não tenho mais um acampamento.

— Não mais? — Greta perguntou, confusa — Ah, certo. Entendi.

Ela disse e Carl por um momento pensou que eles não eram pessoas tão ruins quanto as que ele conheceu até agora. Quer dizer, eles eram apenas jovens tão perdidos quanto ele, Enid e Ron. Com esse pensamento, ele tentava formular em sua mente sua frase do tipo: “Ok, eu tenho um lugar. Venham comigo que a gente tem bastante comida e água”. Mas foi disperso de seus pensamentos com Greta se pronunciando mais uma vez.

— Tudo bem, Carl, não vamos mais tomar o seu tempo, então você pode ir agora — disse novamente calma, mas completou a frase — Mas antes me dê a sua arma e faca, agora.

— Como é? — Carl respondeu confuso mais uma vez e aquele medo repentinamente voltou. Pode ouvir risadas vindo dos outros três.

— Qual é, Carl Grimes? Com certeza você tem mais lá no seu acampamento que eu sei que você tem um — respondeu dando uma leve virada nos olhos e estendendo a mão para que Carl desse sua arma e faca.

E assim Carl o fez pois, querendo ou não, ainda estava sob a mira três armas.

Carl se xingava internamente por ter sequer pensado que eram pessoas boas e acreditado naquele sorrisinho que essa moça não tirava do rosto. Após entregar as armas, Carl já estava dando passos e os outros três também na direção oposta para irem embora.

— Agora eu só preciso do seu chapéu, xerife — Greta indagou para Carl.

— Não — Carl disse confuso, negando com a cabeça levemente.

— Dá ele pra mim — disse e esticou a mão mais uma vez.

— Dá pra ela, garoto — ouviu a outra voz feminina dizer lá do fundo com tom de risada também, e impaciente.

Carl olhou para Greta com seu semblante de tédio e, com muito custo, tirou seu chapéu que havia ganhado de seu pai e entregou a ela, que o colocou no mesmo segundo.

— Obrigada — Greta deu uma risadinha e, se virou para acompanhar seus amigos, deixando Carl quase soltando fumaça pelos ouvidos para trás.


Notas Finais


Espero que tenham gostado!~
Comentários são sempre bem vindos, além de me inspirarem a continuar a escrever <3
Até o próximo.


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