História Adrien Agreste era um cara solitário... - Capítulo 1


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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Marinette Dupain-Cheng (Ladybug)
Tags Adrien, Adrinette, Catnoir, Ladybug, Marinette, Merry Christmas, Natal
Visualizações 32
Palavras 1.213
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção Adolescente, Magia, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Saga, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


#22DiasParaONatal

Eu finalmente voltei com as One-shots de natal.

Capítulo 1 - Capítulo Único (Adrien Agreste era um cara solitário)


Fanfic / Fanfiction Adrien Agreste era um cara solitário... - Capítulo 1 - Capítulo Único (Adrien Agreste era um cara solitário)

O natal chegou tão rápido quanto ele podia contar. A neve, que caía com força do lado de fora, o impedia de sair da empresa Agreste, mas ele mesmo não queria ir embora. A empresa já havia sido evacuada há tempos, estava vazia pois era véspera de natal. Noite do dia 24 de dezembro, onze horas e quarenta e cinco minutos. Adrien Agreste teria ficado em sua sala sozinho, se seu computador não o alertasse que ele não estava só. Alguém também estava ali dentro, no andar debaixo, provavelmente trabalhando. 

Com medo de que pudesse ser alguém mal intencionado, Adrien saiu de sua sala e foi até o elevador. Não esperava encontrar muita diversão, é claro. Quem quer que estivesse ali dentro, devia estar com um humor horrível, talvez por querer ficar sozinho, ou então, por não ter conseguido sair por culpa da neve. Mas a pessoa, mesmo mal humorada, o trataria muito bem, porque ele era o chefe. 

No entanto, ao chegar no andar, se surpreendeu ao ver uma mulher, não muito alta, mas também não muito pequena, de cabelo azuis ondulados escorrendo-lhe pelos ombros. vestia um vestido azul justo, solto ao chegar na cintura. A expressão cansada, os olhos envoltos  no computador à sua frente. Seu passatempo? Mastigar salgadinhos que ela provavelmente tinha pego na máquina de salgadinhos e refrigerantes. 

Surpreso e tentado à se aproximar, Adrien caminha a passos curtos e silenciosos da mesa da mulher, que ao vê-lo, se assusta e, com um grito contido, cai no chão, levando com ela o pacote de salgadinhos. 

Culpado, ele corre até a mulher e a ajudou a se levantar, se desculpando todo o tempo. 

- Mil perdões - ele não sabia direito o que falar. Sozinho! Era assim que ele passava todo o tempo. Mas, estava conhecendo alguém novo, e tinha que tentar ser gentil. Embora, já tivesse começado mal. - Não tive a intenção de te assustar. 

- Não tem problema, eu só esperava estar sozinha - ela riu. - Pensei que todos já tinham ido embora. O senhor ficou preso aqui por causa chuva, senhor Agreste? 

- Não, eu não quis ir embora - ele disse, triste por ela saber quem ele era. Muitas vezes, era mais difícil fazer amizade, verdadeira, quando sabia sua posição. Ele odiava aquilo. - E você? 

- Entre ficar sozinha em casa e ficar sozinha aqui... Aqui é melhor, esses salgadinhos são deliciosos. Você quer um? 

Ela era espontânea, e Adrien percebeu que ela não fazia aquilo apenas por querer ser educada com o chefe. Ela simplesmente era assim, alegre. E divertida. Parecia não ter medo de nada, e despertou em Adrien sensações não existentes antes. Ele quis ficar ali, para conhecer melhor aquela mulher, que antes, ele não tinha visto. Sabia que aquilo sim era um erro: não reparar nela. Ela definitivamente não poderia passar despercebida. 

- Não obrigado - Adrien respondeu com um sorriso alegre. - Se importa em ter minha companhia? 

- Não - ela dá de ombros. Ela com certeza não ia dizer algo como "Você não se importa em ficar com uma simples empregada da sua empresa?". Ela não tinha cara de quem poderia dizer uma coisa daquelas. - Fique à vontade, mas se quiser uma ceia de natal, vai ter que aceitar os meus salgadinhos. 

Ele riu, naturalmente. Do modo como não ria há tempos. Ela o acompanhou na risada. 

- Também preferiu ficar sozinho? Ou só queria pensar? - Ela era literalmente uma pessoa que falava "na lata". Qualquer outro funcionário, entre os que Adrien conhecia, não seria tão direto. 

- Só queria pensar - ele respondeu. - Ficar sozinho veio de brinde. Mas aí, você também estava aqui. 

- Sinto muito por estragar os seus planos - ela deu de ombros. - Mas ainda podemos ter um natal agradável. Já é quase meia-noite, e o natal é já já. Meu espirito natalino já tá bem estragado, então, que tal melhorarmos um pouco? 

- O que sugere? - Adrien puxa uma cadeira, sentando-se com ela. 

- Tenho duas opções - a mulher começou, pensativa. O computador a esperava, na tela de descanso. - Podemos jogar um jogo de perguntas e respostas, ou verdade ou desafio... Eu prefiro perguntas e respostas. 

- Perguntas e respostas então - Adrien sorri. 

- Pode começar - ela incentiva. 

- Tá bom - ele pensa um pouco. - Qual é o seu nome? 

- Marinette - ela sorri. - Minha vez. Qual é sua cor favorita? 

- Não tenho uma cor especifica... Gosto de verde - Adrien responde. - O que você tava fazendo no computador? 

- Preparando um abaixo-assinado, pra senhorita Bourgeois - Marinette responde. Adrien assente, recordando o assunto. - O que você quer ganhar de natal? 

- Não sei... Eu não quero nada, não sei o que eu quero... Sei lá, eu queria não ficar sozinha - Adrien fica pensativo, mas logo se recompõe. - O que você quer ganhar? 

- Acho que eu também só não queria ficar sozinho - Marinette respondeu. - Que horas são? Aliás, não é essa a minha pergunta no jogo, tá? 

- Tá bom - ele ri. - São onze e cinquenta e três. - Os dois ficam em silêncio - Quer continuar o jogo? 

- Não... Só queria uma resposta sua - Marinette responde. 

- Pode falar - Adrien concordou. 

- Por que você anda sempre triste? Parece triste - Marinette além de sincera, era uma grande observadora. 

- Não é que eu esteja sempre triste - Adrien suspira. - Eu ando muito sozinho... O pessoal daqui é legal mas... A maioria só quer conseguir status, sabe...? 

- Sei perfeitamente - Marinette diz, como se entendesse muito do assunto. - Se você quiser ter uma aliada nos momentos difíceis, pode me chamar. Eu não vou me importar em chutar o traseiro de quem quiser puxar seu saco. 

- Então... Eu tenho uma amiga agora? - o sorriso de Adrien se iluminou e seus olhos começaram a brilhar. 

- Tem sim, se você quiser - Marinette responde sorrindo. - Quando quiser, é só me chamar. Eu também sou muito boa com cobranças, caso alguém esteja te devendo alguma coisa. 

- Vou me lembrar disso, obrigado - eles riram. - Onze e cinquenta e nove. 

- Nossa... - o sorriso de Marinette se tornou mais aberto, ela estava sonhando na realidade. - Já? 

- Sim - Adrien a acompanhou em seu sorriso. - Amanhã, quando a neve abaixar, levo você pra um verdadeiro jantar de natal... Ou almoço.

- Você não precisa fazer isso - Marinette ainda olhava o relógio com expectativa. 

- Eu sei - ele também estava ansioso. - Mas eu quero. Quero te agradecer por essa boa conversa, e por não me deixar sozinho no natal. Te levo onde você quiser. 

- Meia noite - Marinette suspirou. Ouviram gritos, fogos de artifício, pessoas assoviando e comemorando. - Feliz natal. 

- Feliz natal - Adrien respondeu. 

Até darem pelo menos uma da manhã, ele ficaram conversando sobre o natal, sobre a amizade, sobre os dois, dividindo um pacote de salgadinhos, cujo qual Adrien teve que comprar outro tempos depois. Passariam a noite ali, lógico. Mas seria uma boa noite. Seria um bom natal. E, a partir dali, nunca mais estiveram sozinhos. 

 

 


Notas Finais


Curtinho, mas eu gostei...


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