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História Adrien is Human - Capítulo 8


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Notas do Autor


Voltei.

Capítulo 8 - Atualizações sobre minha nova vida


 

– Eu sou o Chat Noir. 

 

Meu pai ficou alguns segundos paralisado. Provavelmente não havia acreditado, então eu pedi para que Plagg saísse e tanto ele como Nathalie ficaram surpresos.

 

Papai veio até mim, segurou meus ombros e quase implorou para que eu dissesse onde havia o encontrado. Respondi a verdade, que eu não sabia como Plagg havia parado no meu quarto, ele tentou força-lo a dizer mas o Kwami recusou-se dizendo que só obedecia a mim.

 

Papai disse que eu podia dar ordens para Plagg e eu pedi para que ele dissesse de onde veio, obrigatoriamente respondeu que veio de um guardião. Meu pai ficou ainda mais insano.

 

Eu também queria a mamãe de volta e não hesitaria se precisasse pegar os brincos da Ladybug — mesma ela tendo me feito sentir algo diferente — mamãe era minha prioridade. Papai tentou pegar meu Miraculous, mas eu disse que era melhor ficar comigo. Tinha receio dele fazer algo que se arrependesse depois.

 

Ele deixou com a condição de que era para eu trazer os brincos da minha parceira e eu aceitei. Argumentei que precisava de um tempo para que Ladybug tivesse confiança o suficiente e dissesse sua real identidade, assim eu pegaria os brincos e devolveria-os depois que trouxéssemos a mamãe.

 

Ficou decidido que eu continuaria como Chat e ele como Hawk Moth, ele soltaria os akumas e eu fingiria estar do lado de Ladybug, mas na verdade esperaria uma brecha para pegar o Miraculous dela.

 

Por mais que eu preferisse a versão em que eu pegaria os brincos com ela na forma civil, onde não precisaria envolver nenhum tipo de luta ou akuma.

 

E assim passou a ser minha nova rotina. Ir à escola, as vezes faltar por conta de algum compromisso ou sessão de fotos surpresa — pois para meu pai essas coisas eram mais importantes do que a escola — esgrima, chinês, piano e em meio a um ou outro eu virava Chat Noir por conta dos akumatizados. Fiz alguns amigos na escola e cada vez mais eu aprendia com eles, seja fazer um curta com monstros de papelão ou participar de uma banda amadora com o irmão mais velho de uma das minhas amigas.

 

Nino acabou virando meu melhor amigo e até tentou enfrentar meu pai quando o mesmo se recusou a fazer uma festa de aniversário para mim. Não era a data real do meu nascimento mas o que valeu foi a intenção dele. 

 

Dentre todos os meus relacionamentos com meus colegas o mais intrigante era com a Marinette. Ela gaguejava e dizia coisas sem sentindo quando falava comigo ou quando eu aparecia, em alguns poucos casos ela agia normalmente, como quando ela quais desmascarar Lila Rossi sobre as mentiras. 

 

Marinette era fascinante e ao mesmo tempo um desafio de entende-la.

 

E sobre a Ladybug, eu e ela ficamos mais próximos, passamos a confiar mais um no outro e o que eu sentia perto dela passou a crescer ainda mais. Meu corpo não se movia pela minha vontade quando ela estava em perigo, eu apenas queria protege-la mesmo que isso significasse minha morte. No início eu a defendia para que ela ganhasse minha confiança, mas isso foi mudando e agora eu só a queria bem.

 

Eu desconfiava desse novo sentimento. Era um que eu nunca havia experimentado antes. 

E como mamãe havia dito que qualquer dúvida ou qualquer coisa que eu precisasse era para consultar o papai ou a Nathalie e foi o que eu fui fazer, mas optei por Nathalie pois achei mais apropriado. 

 

– Nathalie – Chamei-a. Ela estava na sala usando o tablet. 

 

– O que deseja Adrien? – Ela direcionou sua atenção a mim. 

 

– Sentimonstros podem amar? 

 

– Não entendi muito bem – Ela parecia um tanto surpresa. 

 

– Mamãe me criou para ser um humano e como eles eu pensei que talvez eu conseguisse sentir amor, visto que eu consigo sentir outras coisas como eles também sentem – Justifiquei – Mas não é amor fraternal é amor de verdade. 

 

– Existe alguém especial para você está com essa dúvida? – Nathalie desconfiou. 

 

– Não sei exatamente – desviei o olhar e passei a mão na nuca – Como é sentir amor? 

 

– É difícil de explicar, acho que você só vai saber quando realmente chegar a hora. 

 

Aquela resposta deixou minhas dúvidas ainda piores. 

 

– Você acha que eu consigo amar? – Perguntei curioso. 

 

– Você consegue fazer várias coisas, sentir várias coisas, então porque não conseguiria sentir amor? – Ela sorriu para mim – O que Emilie fez com você foi bem intenso e acredito que o estado atual dela não tenha sido para que você não fosse um humano completo. 

 

Fiquei pensativo. 

 

– Obrigado Nathalie – Agradeci mesmo não tendo ficado satisfeito com a resposta. 

 

Fui tentar recorrer a outras pessoas sobre minha dúvida. 

Tentei perguntar ao Nino e ele basicamente respondeu a mesma coisa — Logicamente não perguntei sobre os Sentimonstros mas sobre como era sentir amor já que ele tinha a Alya — tentei perguntar a própria Alya mas a resposta foi igual, perguntei a Rose, Juleka. 

 

Ninguém conseguia me dar uma resposta completa. Tentei com Ivan, Kim, Nathaniel, até com Chloé e ela basicamente só amava a si mesma.

 

No fim só sobrou a Marinette mas eu duvidava que ela pudesse sentir amor por alguém, então não perguntei. 

Seria muito mais fácil se mamãe estivesse comigo. 

 

Eu queria-a de volta, queria muito. 

Enquanto isso as tentativas do meu pai de pegar os Miraculous fracassavam um após a outra. Desde que contei ao meu pai sobre ser o Chat, eu tinha que ditar um relatório de como foi a luta e das minhas tentativas de pegar o Miraculous de My lady. Ele tinha medo de que eu fosse mudar de lado ou talvez desistisse, mas eu queria a mamãe tanto quanto ele. Acho que até mais do que ele.

 

Várias outras novidades aconteceram naquele ano. 

 

Meu primeiro natal sem a mamãe, a quase descoberta da identidade do papai, conheci o guardião pessoalmente mas não contei ao papai, Plagg ganhou novos poderes, uma garota nova apareceu na esgrima e coincidentemente a mãe dela e o papai deram-se muito bem nos negócios, Lila como eu tinha falado antes, mais heróis apareceram, papai quase me sacrificou com o Gorila akumatizado, Marinette ajudou-me a chegar no cinema para assistir o último filme que a mamãe fez — no fim eu terminei assistindo o filme com meu pai em casa — eu fiz um presente especial para Marinette no aniversário dela. Uma forma de agradecimento por ela ter me dado o amuleto da sorte dela quando fomos treinar para o campeonato de vídeo game na escola. Um dia foi dedicado especialmente aos heróis e algo que nunca pensei que aconteceria era ver o Miraculous da mamãe em ação novamente, mas que estava usando-o não era ela mas a Nathalie.

 

Ela assumiu o nome de Mayura. 

Quando o sentimonstro do Hawk Moth apareceu e afastou todos os heróis com a ventania de suas asas, uma esperança acendeu em mim, eu voltei correndo para casa, mas quando cheguei descobrir que havia sido a Nathalie e não a mamãe. O que me deixou bastante preocupado pois eu não queria perde-la como eu perdi a minha mãe.

 

Se bem que não faria sentido a mamãe voltar de repente, mas esperança é a última que morre, certo?

 

Os acontecimentos que listei podem não estar na ordem exata, mas o importante é listar e não a ordem, ter coerência com o que estou contando, ou seja, a ordem não afeta meu relato.

 

Eu não mencionei mas desde que eu contei ao Plagg sobre eu não ser real ele meio que ignorou e continuou agindo normalmente comigo. Não contou ao guardião o que eu era e quando eu estava prestes a renunciar o posto como Chat quando iríamos enfrentar a sereia, ele deu a entender de que não queria outro portador além de mim e quando derrotamos o Sonhador, Plagg me abraçou e disse que eu era o melhor Chat Noir que ele já teve. Ele gostava de mim e me tratava como qualquer outro portador humano.

 

Plagg não tinha muito contato com meu pai ou com Nooroo então é meio como se Hawk Moth não morasse na mesma casa que eu. Nos também quase perdemos o livro do papai sobre os Miraculous mas no fim ele achou — Mesmo não fazendo ideia de como — e deu tudo certo.

 

Nathalie começou a sentir os efeitos do Miraculous. Novamente eu veria alguém amado morrer e era basicamente seria por minha culpa outra vez. Nathalie entrou na jogada porque eu não consegui nenhum avanço significante pelo Miraculous de My lady.

 

Meu dever como herói estava colidindo com minha obrigação de ajudar a trazer a mamãe e para completar o que eu sentia por My lady aumentava de uma maneira que eu não conseguia controlar.

 

Era amor.

 

Confirmei após alguns foras e tentativas idiotas de cantadas/indiretas.

 

Vi na internet que lançar cantadas sobre o futuro poderiam funcionar e me renderam momentos como: 

 

– Já está esperando por mim meu amor? – Perguntei encontrando-a de cabeça bem no local em que eu estava. 

 

– Eu já disse que você deixa meu mundo de cabeça para baixo? – Eu estava empendurado em um poste. 

 

– Quase fiquei sem palavras porque todas as letras eu usei para declarar meu amor a você – Disse após ela receber um dicionário do Lucky Charm. 

 

– Poderíamos ser como eles, vou cuidar muito bem dos nossos filhos – Apoio-me no bastão enquanto refiro-me ao casal que o filho foi akumatizado por achar que os pais não ligavam mais para ele pois saíram para jantarem a sós. 

 

– Nossos filhos vão ser iguais ao nosso relacionamento – My lady guardou o ioiô na cintura. 

 

– Um futuro próximo? – Pergunto esperançoso. 

 

– Inexistentes – Ela deu um peteleco no meu sino e foi embora. 

 

– Está com frio My lady? Posso te esquentar – Abro os braços. Lutávamos contra a Tormenta outra vez, só que ela afastava o planeta do sol e a temperatura ficava cada vez mais fria. 

 

– Prefiro congelar. 

 

– Eu tenho sete vidas e vou te amar em todas elas – Tentei algo fofo em uma das patrulhas noturnas. 

 

– Ainda bem que eu tenho uma e acaba bem rápido – Revirou os olhos. 

 

– Você salva Paris que é a cidade do amor, mas não salva o coração do seu amor – Estávamos aproveitando a vista da Torre Eiffel. 

 

– O número de vezes que você me rejeitar é a quantidade de vezes que você vai me amar em triplo. 

 

– Também é o número de vezes em que você se iludiu com esses pensamentos. 

 

Tiveram várias e várias outras. Me lembro de cada uma delas e me divirto até hoje.

 

Confesso que sou péssimo, mas My lady não precisava saber. Para ela eu era extremamente convencido e orgulhoso, então quis deixar que ela pensasse que eu realmente era assim. 

 


Notas Finais


Se vcs quiserem eu posso fazer alguns capítulos bônus falando sobre os episódios que pulei.
O ponto de vista do Adrien sobre algumas situações como akumas e etc.

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