História Adúltera (Neymar e P. Coutinho) - Capítulo 21


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Categorias Neymar, Philippe Coutinho
Personagens Neymar, Personagens Originais, Philippe Coutinho
Tags Adultério, Camila, Copa, Neymar Jr, P Coutinho
Visualizações 284
Palavras 1.397
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 21 - Desenlaçados


Fanfic / Fanfiction Adúltera (Neymar e P. Coutinho) - Capítulo 21 - Desenlaçados

Camila tentou concentrar-se no cheiro de perfume masculino de Marcelo enquanto sentia os braços dele rodeando seu corpo, em como seus dedos faziam pequenos círculos nas costas dela ou nas cócegas que sentia no pescoço quando o cabelo de Marcelo a cutucava. No entanto, a tremedeira em seu corpo não cessava, os sons guturais que perpassavam pelos lábios de Milan era só um indício de que ela estava fora de si.

— Vocês vão conversar e terão que passar pelas consequências, independente de quais sejam. Não temos direito nenhum de falar o que é certo ou errado, Camila, mas isso não vai impedir o Neymar de falar poucas e boas para vocês dois. — falou com a voz carregada de pena.

Depois que foram flagrados, o cenário mudou tão rapidamente que demoraram para reagir quanto a agressão entre os jogadores, afinal, nenhum deles sequer havia pensado de que aquilo um dia aconteceria. Neymar e Coutinho eram como Harry Potter e Ronnie Weasley, ou talvez como Ryan Atwood e Seth Cohen, tipo, inseparáveis! Havia sido assim há anos e anos, e mesmo quando Coutinho dizia adjetivos nada cavalheirescos sobre a namorada do amigo não se desentenderam, nem mesmo quando ficaram sem se falar por um tempo devido a agenda cheia de Júnior eles deixaram de ser menos “um para o outro”.

E ao ver todo aquele caos acontecendo somente Marcelo e Thiago tomaram atitude para separa-los antes que uma consequência ainda mais drástica acontecesse com Philippe, esse foi levado até o lado de fora do casarão para que extravasasse e gritasse a vontade, como sabiam que precisaria. E Camila... Ah, ela estava uma pilha de nervos sem ter notícias de nenhum dos dois, com o coração apertadíssimo em pensar que havia acabado de noivar oficialmente e tudo, provavelmente, estava acabado.

Ela e Júnior.

Acabados.

Mais uma vez.

Dessa vez para sempre. Sentia isso com certeza em seu peito.

— Ele quer falar com vocês dois. — Daniel falou do corredor, referindo-se aos envolvidos no adultério.

Milan encontrou com Coutinho do lado de fora do quarto de Júnior, as mãos estavam fixas na parede e ele estava envergado como quem estava pronto para golfar, a camisa pólo agora marcada com manchas de suor debaixo dos braços e no peito. Não achou que o bolo em sua garganta poderia aumentar mais, mas bastou Philippe olha-la frente a frente que as pernas vacilaram, precisando ser amparada por Marcelo mais uma vez.

— Vai ficar tudo bem, ok? — Philippe disse se aproximando ainda apoiado na parede.

Ele depositou os lábios de forma leve na têmpora da mulher, e ela pôde sentir que a boca do jogador também tremia. Lá estava Philippe: tentando deixar sua dor de lado para consolar Camila, e ela nem pediria isso, vendo toda a situação. Por incrível que pareça isso pesou ainda mais o peito da farmacêutica, ela tinha estragado a vida de duas pessoas incríveis e que mereciam o mundo.

O casal de amantes, e agora amigos, entrou vacilante no cômodo em que Júnior estava, se mantiveram afastados dele e com os olhos presos no chão, os ombros de Coutinho e Franchi se encostavam sutilmente e de alguma forma tentaram levar aquilo como uma forma de conforto, o único que tinham no momento e que mereciam ter também, diante do pecado que cometeram.

— Há quanto tempo? — falou Neymar com as mãos agarrando o short brim azul em seu corpo.

— Começou na Rússia. — confessou Philippe.

— Depois de ter chamado ela de insuportável, interesseira e até vadia não perdeu a chance de ver se era verdade né? — Camila tremeu com seu noivo dizendo essas palavras de uma forma implacável, como se não significassem nada para ele.

— Não... — começou vacilante. — Não foi assim, não foi por isso.

Júnior riu fraco, e Camila apesar de saber como era culpada por tudo que acontecia, não conseguiu evitar a súbita raiva que subiu em sua garganta e que a fez apertar as mãos em punhos. Não é como se ele nunca estivesse estado na situação contrária.

Júnior já tinha sido o traidor. Por que debochava deles então?

— Por que fodeu minha noiva então, irmão? — soou como o pior dos venenos. — Deixa eu adivinhar, vocês estavam bêbados?

O craque levantou e começou a caminhar ao redor do casal de amantes, passando os olhos por ambos os corpos, avaliando suas reações como um predador pronto para o abate. O coração em seu peito estava em frangalhos por ter perdido as duas pessoas de sua vida ao mesmo tempo.

— Sim, Neymar, estávamos. — confirmou Camila, e devido ao desuso da voz tossiu para que ficasse mais clara.

— Ah é? Sem nem um pouquinho de consciência? — se inclinou para sussurrar como se fosse um segredo.

Todo esse estardalhaço estava deixando a farmacêutica ansiosa.

— Eu não estava consciente. — afirmou novamente, com voz mais alta.

— Claro que não. Que erro o meu! — gesticulava com as mãos como se estivesse em um teatro, mas na verdade era o nervosismo correndo por suas veias. — Você não estava agindo racionalmente, estava bêbada, coitada, durante todo esse tempo... — caçoou.

Coutinho olhava para os lados pedindo para todas as forças da natureza darem um jeito para que ele se retirasse do cômodo. Sabia o caminho que a conversa estava tomando, no momento não era “fui traído pelo meu melhor amigo”, mas sim uma conversa de noivo para noiva. Ele nunca esteve tão desconfortável quanto naquele momento.

— Esse tempo todo eu estive correndo atrás de você, aceitando que jogasse os erros na minha cara, aceitando que se colocasse como vítima. Ah não, pobre Camila, foi seduzida pelo melhor amigo do namorado e bêbada ainda por cima.

— Os meus erros nunca vão justificar os seus, não se engane. Eu ter te traído não anula o seu adultério, Júnior, e você não pode olhar para mim e falar que o seu dói mais e nem que como “correu atrás de mim” por ter se arrependido. Você não tem esse direito, está me entendendo? Então não tente.

Júnior de uma forma brusca se inclinou contra o corpo de Camila, fazendo com que ela ficasse encostada de costas para a parede e encostada no corpo dele, apesar de estarem tão próximos a tensão sexual ou qualquer outro pensamento assim estava totalmente fora de cogitação. O craque estava com o maxilar travado e os lábios rijos quando procurou os olhos castanhos dela.

— Chega. — Philippe decidiu se intrometer, e de forma receosa agarrou nos ombros do moreno para tira-lo de perto de Milan.

Ele pensava que Neymar nunca agrediria uma mulher, mas diante de todos aqueles acontecimentos, e levando em consideração que havia batido em Philippe minutos antes, era melhor não arriscar de forma alguma.

Ele não precisou.

Em um milésimo de segundo uma gota grossa de lágrima desceu beirando o nariz de Neymar, e toda aquela postura debochada ruiu. 

De repente era só um garotinho quebrado.

Um garoto sem ninguém para ampara-lo.

E ele não pôde deixar de pensar naqueles velhos dizeres sábios de que o dinheiro não traz tudo. Com certeza ele sentia isso na pele agora.

E junto com isso foi embora a raiva de Camila.

De repente era só uma menina se despedindo do primeiro e único amor.

Uma garotinha assustada com a imensidão do mundo sem sua âncora.

De repente era só um casal que havia se perdido. E ali estavam, se despedindo.

Coutinho entendeu isso.

Coutinho entendeu quando os lábios de Camila se entreabriram junto com um fio de saliva, arquejando em um claro sinal de dor, e soltou um soluço tão alto que os outros homens: Thiago, Daniel, Marcelo e Gabriel, apareceram no quarto.

Entendeu quando seu melhor amigo retirou a aliança do dedo anelar esquerdo, beijou demoradamente o objeto brilhante e deixou que caísse no chão em um barulho incômodo.

Eles estavam arruinados.

Já não existia mais Camila e Neymar.

E quando o craque olhou para Philippe e deixou que as lágrimas escorressem ainda mais frequentemente, levantou uma das mãos como que na intenção de bagunçar os fios de cabelo do jogador do Barcelona, ele parou antes que o ato fosse concluído. Os dedos trêmulos se fecharam em punho e Júnior deu as costas para ele, para seu melhor amigo.

Ah, nesse momento...

Nesse momento entendeu que já não existia mais Neymar e Coutinho também.

As úlceras de todos os três revirando com a perda recente.

Como a vida seguiria dali para frente?

Todos os três temiam essa pergunta.



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