História Adultério - Capítulo 14


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Categorias Naruto
Personagens Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Narusaku, Sasusaku
Visualizações 131
Palavras 2.696
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olázinho ❤

Passando apenas para desejar uma ótima leitura a todos.
Espero que gostem ❤

Capítulo 14 - Regresso


POV SAKURA 

 

A primeira metade da manhã foi desoladora.

Não fiz nada além de chorar e empacotar as minhas coisas.

Eu passei tantas horas na minha sala, que ela parecia parte de mim e machucava muito saber que alguém ficaria com ela. Me tranquei e só sai quando o relógio marcava as dez. Fiz questão de me despedir de cada centímetro daquele lugar.

Quando finalmente saí da sala, Kakashi e o Neji se ofereceram para me ajudar a levar as coisas para o carro de Kakashi, que gentilmente  também me ofereceu carona e aquilo foi um alívio, por que eu realmente não sabia como levar tanta coisa. Minha vida estava lá dentro, eu mal tinha forças para carregar uma das seis caixas enormes.

Deve ser este o motivo de meu apartamento ser tão pequeno: tudo que eu tenho está aqui.
    Eu não consegui contar para ninguém o fato ocorrido, mas a este ponto todos já sabiam.

Foi humilhante passar pelo hall de entrada do primeiro andar. Sentia que meus olhos estavam vermelhos e todos me olhava como se eu fosse uma aberração de circo chegando na cidade. 

Ficava cada vez mais difícil permanece com a cabeça erguida e os olhos secos.

Kakashi e Neji caminhavam atrás de mim, como se fossem meus seguranças e provavelmente, estavam tão desconfortáveis quanto eu.

Quando chegamos no estacionamento, Neji ajudou a acomodar as coisas no carro, mas não nos acompanhou até minha casa. Acho que é melhor assim.

Na verdade, acho que seria melhor se eu fosse sozinha.

Preciso comprar um carro, mas como não tenho, Kakashi era a melhor opção.

Depois de alguns minutos, chegamos no meu apartamento. Largamos as caixas em qualquer lugar que coube, sem dizer uma palavra sequer. Ele não era de muitas palavras e eu nunca agradeci tanto por isso.

Voltamos para a empresa tão silenciosamente quanto fomos para a minha casa, até um certo momento pelo menos, pois quando faltavam menos de cinco minutos para que chegássemos no estacionamento novamente, Kakashi abriu a boca:

- Sua presença vai fazer falta naquele andar.

    E eu desabei. 

Me encostei no ombro direito de Kakashi, que ainda tinha os olhos na estrada e chorei tanto que meu peito doeu e então, ele não disse mais nada. 

    Essa é a principal qualidade de Kakashi, por mais que todos acreditem que seja um defeito. Ele não sabe lidar com os sentimentos dos outros, então, sempre fica quieto, ao invés de tentar algum tipo de consolo idiota, como se a palavra consertasse as coisas. Esse foi um dos principais motivos pro nosso relacionamento ter durado mais de três meses. 

Mas isso já faz muito tempo e não importa mais.

    Ele foi gentil de ter estacionado o carro até eu terminar de chorar e então eu resolvi fazer algo. 

Pedi para que ele me largasse na farmácia e comprei o remédio da Tsunade.

Quando nem whisky resolve seus problemas, tente tarja preta.

    Pedi para que Kakashi não me esperasse. Fui caminhando até a empresa. Eu pensei seriamente em tirar os sapatos, porque o salto era alto, fino e meus pés realmente doíam muito após os primeiros minutos de caminhada. Mas repentinamente, eu não sentia mais nada.

    Caminhar no sol, sem se preocupar com e-mails, casamento ou o fato de meu noivo descobrir sobre o adultério é realmente tranquilizante, tanto que nem sinto os calos, ou isso, ou os remédios fizeram efeito mais rápido do que eu lembrava que eles faziam.

    Quando cheguei na empresa, fui até o pátio traseiro. Como meu turno só começa a tarde, eu não tenho mais nada a fazer além de encontrar um lugar pra esperar. 

Sentei ao sol, onde meus amigos sempre costumam sentar no almoço e eu sempre costumava dizer o quando eles são antiprofissionais por isso. Mas agora eu entendo como pode ser bom, relaxante, principalmente quando se está em silêncio.

    Joguei a cabeça pra trás e deixei meu corpo cair na grama. Fechei os olhos, por que o sol estava brilhando demais. Sem nada pra me preocupar pela primeira vez em dez anos me preocupando com absolutamente tudo. 

Este é o ponto positivo do fundo do poço: Já estou no fundo, não posso descer mais que isso. A partir de agora, só posso subir. E nada me impede de descansar um pouco antes da nova escalada.

    Talvez eu viaje, poderia fazer academia ou yoga. Eu poderia aprender a tocar violão ou lutar karatê...

Fiquei tanto tempo refletido sobre as possibilidade que nem mesmo vi o tempo passar, mas acredito que tenham se passado uns vinte minutos e tinham sido os melhores minutos da minha vida. Até que fui interrompida por uma voz tão grossa quanto o som de um trovão.

- Embora eu esteja apreciando muito essa sua posição, você não está na praia, gata. - Gelei. Eu nem mesmo precisava abrir os olhos pra saber de quem era essa voz, mas eu os abri da mesma forma, para garantir que eu não estava sonhando ou alucinando por causa dos remédios.

- O que você ta fazendo aqui? - Vendo ele de baixo pra cima, parecia uma mistura perfeita entre um monstro e um anjo, com o sol refletindo em suas costas e um sorriso demoníaco.

- Eu não mereço nem um abraço? - Ele sorriu esticando os braços, mas eu não levantei, ainda estava em choque com a sua presença. - Achei que ficaria feliz em me ver. Não está com saudade?

- Por que está aqui, Itachi? - Perguntei, séria.

- Eu vim por que fui convidado para um casamento. Mas fiquei sabendo que foi cancelado.

- Sinto muito desperdiçar seu tempo. - Levantei, ainda incrédula com a presença dele. Limpei a grama do meu vestido. - Agora que sabe, já pode voltar.

- Foi quase, hein. - Ele sorriu, ignorando o que eu havia dito. - Você estava a um passo do sétimo andar. Sinceramente, eu não teria como imaginar. Mas você é assim, sempre surpreendente. - Fiquei em silêncio, sem saber o que dizer. E ele me encarou por alguns segundos e continuou. - Você realmente casaria com alguém só por causa de um cargo?

- Olha Itachi, eu não estou nem um pouco confortável com essa conversa, então se me dá licença… - Me pus a caminhar, até sentir seus dedos puxando meu braço.

- Eu só queria te contar… - Sussurrou no meu ouvido. - Que sei quem expôs o vídeo. - Agora ele tinha minha atenção. Mas ficou em silêncio me encarando.

- Você pretende contar ou vai ficar fazendo joguinhos?

- Eu não preciso contar nada… Você está olhando para o culpado. - Levantou as duas mãos como se estivesse sendo rendido pela polícia.

- O que você quer dizer com isso, Itachi? - Eu me senti tão confusa e perdida.

- Você não é tão esperta quando dizer ser. - Sorriu. - Vou te dar uma dica. - Apontou para si mesmo, ainda sorrindo.

- Não pode estar falando sério. - Fiquei perplexa. - Você não  faria uma coisa dessas.

- Estou falando a verdade. - Seus dedos baixaram e o sorriso dele morreu e eu quis chutar ele, socar e chorar.

- Você destruiu a minha vida Itachi, você… - Eu quis chorar, mas não me permiti. Engoli choro com tanta força que senti minha garganta arder.. - Você acabou com tudo que eu já construí na vida. - Respirei fundo. Tentando me acalmar. - Você… -

- Você destruiu sua própria vida…- Me interrompeu. - Eu apenas fiz um vídeo. - Agora estava totalmente sério. - Não devia ter traído meu irmão e esperar que as coisas ficassem tranquilas.

- Se você se importasse tanto com o seu irmão, não teria feito um circo disso. Teria chamado ele pra conversar, ou algo do tipo.

- Eu fiz isso pensando mais em você do que nele. - Sorriu novamente. - Eu tinha que te desestabilizar antes de… - Interrompi ele.

    Mas dessa vez, não foram com palavras e sim com um tapa na cara, com toda a força do meu corpo. Ele o recebeu imóvel e eu fiquei me perguntando de onde aquilo tinha vindo. Eu não sou assim, eu não bato na cara das pessoas… Mesmo que elas tenham acabado com tudo que eu tenho. 

Mas por outro lado, ele abandonou a empresa por todo esse tempo, pra estudar arte e depois de meses, chegar como se nada tivesse acontecido, destrói meu noivado e ainda por cima, fala em me desestabilizar.

Ele merece mais que um tapa.

- É falta de educação interromper alguém quando fala, Sakura. - Eu segurei meu próprio pulso, para que não fizesse uma idiotice dessas novamente. - Mas enfim, foi demitida?

- Não… - Eu não entendia por que estava dando explicação para ele. Acredito que seja por que me sinto culpada pelo tapa - Fui rebaixada para o terceiro andar.

- Que droga, não esperava que o Sasuke, fosse tão mole assim. Pelo temperamento dele, achei que ele ia te expulsar da empresa a chutes. - Me vi novamente com a mão erguida para acertar a cara dele, mas dessa vez ele foi mais rápido e segurou meu pulso. Ficamos nos encarando por alguns segundos até que senti uma lágrima rolar, solitária. Com a mão livre, limpei tão rápido quanto pude.

- Se veio pra cidade apenas pra me destruir, já pode ir embora. Seu trabalho foi realizado com sucesso.

- Não seja idiota, Sakura. - Soltou meu pulso que prendia nos seus dedos. - Somos amigos, não? - Sorriu. - Eu nunca te prejudicaria… Não sem ter um plano.

- Um plano? Que tipo de plano começa me humilhando e fazendo eu ser chutada alguns dias antes do meu casamento?

- Aqui não é o lugar adequado pra falar disso. Te explico melhor na festa fantasia.

- Não estou sabendo de festa.

- Vou dar uma festa na casa do Sasuke. Pra animar as coisas, sabe? Deve estar sendo difícil pra ele.

- Sasuke não vai aceitar que você dê uma festa na mansão. Mas vocês que são irmãos. Se entendam sozinhos. Eu não tenho nada a ver com isso. E, obviamente, não vou nessa festa.

- Você vai ficar muito interessada no que eu tenho a te falar, disso eu tenho certeza e… - Fez uma pausa, eu olhando de baixo para cima. - Você pode vestir aquela fantasia de enfermeira, sabe? - Ele sorriu. 

- Se o seu plano é o de voltar pra empresa e me pedir em casamento, saiba que eu não tenho interesse algum.  - Ele riu, como se fosse uma piada.

- Nem todos os paus do mundo giram em torno de você, Sakura. 

- O seu girou… Por muito tempo, aliás. - Falei séria.

- Quando eu ainda era imaturo e… - Ele parou por um segundo. - Não vem ao caso agora. Acontece que eu não quero trabalhar aqui e menos ainda casar com você.

- De qualquer modo, não tenho interesse pelo seu plano. E de jeito nenhum eu poderia confiar em você para qualquer coisa, depois que você me expôs na frente de toda a empresa.

Eu virei de costas pra ele, e senti meu braço sendo puxado, novamente. Me olhou dentro dos olhos e eu pude ver que ele estava sendo sincero, apesar da máscara de sarcasmo que estava usando. Eu conheço o Itachi.

- Alguma vez eu já te decepcionei, Sakura? - Ele segurava meus dois braços com as mãos apertadas. - Eu disse que tenho um plano. Você tem que confiar em mim, apenas mais uma vez. 

- Tudo bem. - Falei, me soltando.- Mas é melhor que seja algo decente.

- É sim. - Sorriu novamente. - Garanto que vai ficar tão empolgada quanto eu.

    Nossa conversa foi interrompida por Sasuke, que apareceu atrás do Itachi, completamente zangado.

- Irmão. - Itachi sorriu ao ver ele, mas Sasuke não fez o mesmo. Na verdade, ele ignorou a presença do irmão que não via a meses.

- Que porra você pensa que fez, Sakura?

- Não sei do que está falando. - Falei, confusa.

- Com que direito você deu o dia de folga pra Karin? Você está ficando louca? 

- Achei que estaria te ajudando. - Eu fiquei nervosa. Ele parecia realmente zangado. Como se fosse saltar em mim a qualquer momento. Eu não lembro de já ter visto ele assim. Nunca. - Você acha que está perfeitamente bem pra trabalhar hoje? 

- Não é a sua conta Sakura. - Respirou fundo, procurando calma. - Se você fizer algo desse tipo novamente, não vou ter opção a não ser te demitir.

- Entendo. - Pela primeira vez aquilo não me incomodou. Mas eu continuei encarando ele. Não é por estar no terceiro andar que eu vou baixar a cabeça. E ele devia pensar o mesmo, por que nem mesmo piscava.

- É impressão minha ou está rolando uma tensão sexual aqui. - Olhamos para Itachi, Sasuke parecia furioso, querendo matar ele, mas eu quase ri, porque gostei de pensar naquilo. - Sabem, dizem que o sexo de raiva é o melhor.

- Se você pensa que vai voltar pra cá pra espalhar seu senso de humor doentio, está muito enganado. - Falava diretamente ao Itachi. - Eu acabo com cada centímetro da empresa se sonhar em assumir a posição que você deixou.

- Não se preocupe, irmão. - Apertou os olhos. - Eu não tenho interesse na sua empresinha. 

- Ótimo. - Voltou a olhar em minha direção. - Conserte a merda que fez e traga a Karin de volta.

- Tudo bem. - Era apenas o que eu tinha a dizer, embora eu não soubesse onde achar ela.

- Irmão, não seja dramático. - Itachi colocou a mão nos ombros de Sasuke. - Eu posso ser a sua secretária gostosa por um dia. Se eu soltar os cabelos, talvez você nem repare na diferença. - Itachi ria e vi que Sasuke estava irritado com aquilo.

- Não tenho tempo pra essa infantilidade, Itachi. - Tirou a mão do irmão de seus ombros com um tapa. Itachi riu.

- Piadas a parte, eu consigo me virar na parte do secretariado, não esqueça de que já fui secretário do nosso pai e vai ser bom passar um tempo com você e planejar a festa.

- Que festa? - Sasuke pareceu confuso. - Achei que soubesse que a festa e o casamento são cancelados juntos.

- Credo, não. Estou falando da festa a fantasia que daremos na sua casa. - Itachi pôs novamente os braços nos ombros do Sasuke. 

- Eu já comentei com ele que você não iria gostar da ideia. - Sasuke me lançou um olhar de reprovação. Por algum motivo eu intrometi na conversa. Queria poder voltar a cinco segundos atrás e ficar de boca fechada. É difícil se acostumar em não fazer mais parte das decisões de vida do Sasuke, depois de todos os dias que passamos juntos.

- Imagina, Sasuke. - Continuou Itachi, me ignorando. - Todas as mulheres com fantasias curtas, competindo pra ver quem fica mais gostosa que a outra. Vai ser bom pra você. Ficou tanto tempo com a Sakura que deve ter esquecido como os outros sabores de sorvete são bons. - Itachi riu pra mim, como se estivéssemos competindo por algo, e ele estivesse ganhando.

- Me parece bom . - Sasuke riu e Itachi realmente foi vitorioso.

Ambos saíram conversando, ignorando a minha existência e eu me sentia um completo “nada” naquele momento.

Por algum motivo ridículo, eu fiquei chateada por Sasuke pensar nessa festa como uma sorveteria.

Seria ridículo ter ciúmes, logo do Sasuke.

Ridículo.

Deve ser apenas costume. Passei grande tempo do nosso relacionamento ouvindo o quanto eu era maravilhosa e a mulher da vida dele e do nada, Itachi chega, revela minha traição, oferece novos “sabores” e eu já não pareço ser essa mulher maravilhosa que ele dizia que eu era.

Deve ser apenas estranheza de pensar em Sasuke com outra.

Mas a estranheza machuca um pouco.

Mas também pode ser o meu sistema sentimental, atrapalhado com o impacto dos remédios.

Mas não pode ser ciúmes.

Não pode ser.

 


Notas Finais


Eu acredito que, de alguma forma, esse capítulo seja um pouco diferente do outros, mas espero que ainda assim, vocês tenham gostado ❤
Beijinhos.


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