História Adventure Time? (Bubbline) - Capítulo 8


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Categorias Hora de Aventura
Personagens Árvore Tenebrosa, Ash, Beemo "BMO", Bongo, Finn, Hudson Abadder, Jake, Keila, Marceline, O Lich, Princesa De Fogo, Princesa Jujuba, Rei Gelado
Tags Ação, Adventure Time, Aventura, Batata Frita, Bubbline, Cartoon, Comedia, Desenhos, Espadas, Fanfic, Guerra Dos Cogumelos, Hentai, Hora De Aventura, Inferno, Jujuba, Lgbt, Lutas, Marceline, Novela, Ooo, Tragedia
Visualizações 244
Palavras 3.349
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Hentai, Lemon, LGBT, Luta, Magia, Orange, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Necrofilia, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Primeiro eu quero agradecer pelos comentários, pelos favoritos e por todo o apoio que senhores e senhoras leitores tem me dado. Eu pensei bastante em desistir de reescrever essa história, mas não deu não, amo muito vocês e Bubbline também '3' é isto

Puts, eu ainda não estou 100% mas trouxe aqui um capítulo escrito com muito carinho e cuidado :T então sei lá, aqui está, me desculpem a demora e aproveitem, no caso aproveitem pra sofrer comigo hahaha

!Leiam as notas finais!

Capítulo 8 - Cap. VIII


Marceline Abadeer

Meus cabelos estavam enormes, presos em uma traça lateral, eu vestia uma armadura de batalha antiga de meu pai e em minhas mãos, tinha a espada de Finn.
A sensação quase me embriagava, sentia o cheiro forte de sangue nas minhas narinas, a carniça entre meus dedos, era simplesmente revigorante. O calor que as chamas do purgatório faziam enquanto queimavam almas atordoadas era confortável, os intensos gritos guturais, o som de unhas arranhando o chão. Não conseguia reconhecer a mim mesma em êxtase com aquela situação, mas não podia reclamar, era simplesmente o efeito da Noitosfera ao meu lado demônio, que aparentemente, estava adormecido á muito tempo.
Minha mão segurava com força o cabo da Demon Blood Sword, que parecia simplesmente reagir ao sangue de cada um que eu feria a usando. Minha expressão era calma, a minha frente uma pilha de corpos jogados- claro que logo apenas aumentaria-, um sorriso estampado nos lábios carregados de uma voracidade fora do comum, uma que qualquer um de Ooo sentiria medo, uma que faria qualquer um daqueles que se dizem valentes correrem apavorados. Escutava Hunson gritar algo como um aviso e me esgueirava para um dos lados, vendo uma flecha passar raspando ao meu tronco, atingindo uma cabeça aleatória, ao olhar para o dono da flecha, só conseguia sorrir, Warren sempre teve uma ótima pontaria, e provava que todos os anos afastados, apenas o fez melhorar.

- Descuidada – Ele dizia alto encaixando mais duas flechas no arco negro de escama dragonica.

- Talvez um pouco – Falava gentilmente.

Não lembrava de quando eu havia adotado tanta naturalidade em uma situação daquelas, quer dizer, estávamos em meio de uma guerra, derramamento de sangue contínuo, com apenas eu, Hunson e Warren para conter um exército de demônios revoltados. Talvez seja por não ter ninguém para realmente me preocupar – os dois eram bem fortes e grandinhos para cuidarem de si- ou talvez apenas aquela seja minha natureza, matar, comandar, afinal, não era nada mais nada menos que Marceline Abadeer, Rainha dos vampiros, Herdeira do trono da Noitosfera.
Respirava fundo.
Apertava novamente o cabo da espada e olhava para a horda que se formava a minha frente, diversas espécies de seres repugnantes e nojentos, todos tão... Frágeis, uma carne tão cortável, ossos tão partíveis. Não pude conter a vontade, o tesão do momento, o calor, tudo o que me puxava naquele instante para os fatiar e sentir seu sangue contra minha pele gélida.

Avante, ao derramamento de sangue, eu os devorarei.

 

 

Bonniebel Bubblegum

O começo não foi tão ruim, quer dizer, eu pude me conter, pude ser mais cuidadosa, pude simplesmente fingir que estava tudo bem, nós conseguíamos nos falar por hologramas as vezes, míseros segundos, sempre via aquele sorriso lindo e rosto sujo de sangue, até o contato simplesmente cortar, isso é claro, na primeira semana, depois tudo se tornou completamente impossível sem Marceline perto de mim, sem ela ali para... Para que? Nesse momento eu realmente entendi o quanto estávamos distantes a tanto tempo, quer dizer, quando eu retirei seu vampirismo nos reaproximamos muito rápido, mas estávamos a duzentos anos distantes, quando retomei meu reino, parece que simplesmente nos afastamos completamente de novo, nos víamos pouco, não trocávamos palavras intimas, ela simplesmente deu aquele sumiço e... A única coisa que nos aproximou de novo foi a FAC, mesmo não tendo exatamente tido tempo para algo caloroso, sendo que mais da metade do tempo passamos dento do laboratório explodindo algo ou soltando xingões aleatórios. Eu e Marceline estávamos sim muito distantes, mas depois daquela despedida, nunca me senti tão próxima e ao mesmo tempo, tão distante dela em 200 anos.

Já fazia o que? Um mês? Dois? Eu não sabia exatamente quanto tempo estava se passando, afinal, desde que o contato foi cortado, os segundos pareceram minutos, os minutos horas, as horas dias. Era sufocante, ruim, estava me fazendo tão mal que eu simplesmente não conseguia encontrar uma válvula de escape, sem falar de todos os problemas que o reino estava se metendo, povo doce passando dos limites, problemas com os Lemongrab’s, tudo um maldito caos.

- Princesa – Peppermint puxava a saia do meu vestido com cuidado – Você irá?

- Desculpe Pepps, o que foi?

- Estava lhe dizendo princesa, que o humano e o cão mágico chamaram vossa realeza para uma festinha de comemoração a última missão e...

- Última missão...? – Me sentia perdida.

- A caça à bruxa do vento, aquela que estava lhe causando problemas com o povo doce.

- Ah sim, desculpe Pepps, acho que não irei, estou com a cabeça muito cheia e...

- Perdoe a intromissão princesa – Ele me cortava – Porém acho que será bom descansar um pouco, a senhora está com a cabeça cheia de mais daquela vampira, tenho total certeza disso, mas sabemos o risco que corremos e nem se quer sabemos se ela realmente está bem, além de todas suas responsabilidades, acho que deveria dar a si mesma o luxo de descansar ao menos uma noite.

Após dizer aquilo, meu pequeno mordomo se retira de modo respeitoso e gentil, dizendo sua última frase.

- Estarei lhe esperando ao por do sol.

Logo ele finalmente se retirava e me sentava no banco, nem lembrava o que estava fazendo antes de me tocar que a bala falava comigo, aparentemente estava no laboratório e a minha frente uma... GLOB! Eu estava bolando aquela poção para desencaroçar a P.C. durante aquela tal “festa lisa” – seja lá o que isso signifique – como ela me pediu. Normalmente eu não teria aceitado assim do nada, mas realmente estava precisando de alguma coisa para me distrair, e o que melhor do que a química? Absolutamente nada.
Já havia perdido o raciocínio, então preferi apenas deixar as coisas ali como estavam, não seria ruim ir a comemoração de Finn e Jake, talvez esfriar a cabeça... É, definitivamente eu iria e tentaria esquecer todos aqueles problemas por alguns instantes. E é claro que eu pensava assim, até realmente chegar lá com Peppermint e me sentir completamente deslocada entre pessoas que eu nunca tinha visto na minha vida e que me cumprimentavam como se eu fosse sua amiga de longa data, nunca tinha visto a casa da árvore tão lotada de seres estranhos, francamente, eu devia ter ficado no laboratório – isso martelava na minha cabeça.

Estava sentada em um dos sofás, vestia um vestido rosado com belos bordados e detalhes em roxo gentil, de mangas longas. Em meus pés haviam saltos confortáveis e em minha cabeça, não se encontrava a habitual coroa, apenas os cabelos rosas soltos. Estava bebendo um pouco do ponche alcoolizado de Jake e minha expressão era, com toda certeza, carregada de tédio, pois todos que passavam por mim me perguntavam se eu estava bem ou coisa do gênero.
Bebericava mais um gole sentindo um pequeno ardor na garganta e ao meu lado, o calor se faz presente.

- Hey – Um belo sorriso se abria. Era Phoebe em seu esbelto vestido cor de fogo, talvez meio curto de mais que ressaltava sua cintura, seus seios e seu bumbum. Provavelmente estava usando uma daquelas poções para não incendiar nada. – Tudo bem rosinha?

- Ah, claro – Tentava sorrir a altura – Não achei que fosse vir, não havia brigado com Finn?

- De fato, mas está tudo bem agora.

Ria baixo. Não estava com vontade alguma de conversar sobre nada e com ninguém, talvez apenas estivesse triste de mais e sentindo falta de mais de uma certa vampira para deixar aquela conversa fluir.

- Então... – Novamente escutava sua voz – Eu fiquei sabendo do que aconteceu e... sinto muito

Senti seu braço encostar no meu, dando a entender que se aproximou um pouco

- Do que aconteceu...?

- Sobre Marceline

- Ah... – Não consegui esconder perfeitamente o quanto escutar o nome dela doeu – Ela está bem... Eu espero

- É... – escutava seu suspiro – Sabe, as vezes, ficamos fragilizados de mais com as coisas, temos que aprender a lidar com perdas e tudo mais entende? A pouco tempo meu pai perdeu um de seus fiéis cavaleiros para uma missão, dizem que ele pisou em uma poça e...

- Por que está me dizendo isso? – Me afastava um pouco – Por que está me falando de perdas?

- Olha, todos estão tentando te dizer e... Já fazem três meses Bonnie

Três meses? Quando o tempo havia passado tão rápido? Eu podia jurar que nem se quer havia completado o primeiro mês desde sua ida.

- Me desculpe okay? – Sua mão tocava minha coxa em uma caricia lenta – Eu não gostaria que outra pessoa te contasse, talvez de modo grosseiro

O impacto do que tinha dito havia sido muita forte em minha cabeça e eu não estava raciocinando direito, era como se tivesse algo em minha garganta, não sabia o que falar, apenas suspirava e me sentia meio incrédula com aquela mão tocando minhas coxas.

- Está tudo bem eu... – Senti um apertão intenso onde sua mão quente estava e engolia saliva – Eu acho...

- Bonnie... – Sua voz estava próxima de mais

Uma leve dor tomou minha cabeça, sentia que o efeito do álcool estava começando a bater forte em mim, meu corpo estava se ascendendo, sentia o bico de meus seios ficarem rígidos e uma arfada foi solta.
Acho que aquele foi o sinal verde para Pheobe, que se aproximou colocando uma das mãos em minha nuca, me puxando lentamente para perto de si e tocando meus lábios, era um sentimento de pura luxúria, tesão, fogo, era como se meu corpo se desfizesse lentamente naquelas mãos flamejantes. Por um momento eu não havia percebido que todo o barulho a nossa volta tinha parado, nossas línguas ainda dançavam e aos poucos, nos afastávamos com cuidado, apenas com um único fio de saliva ligava nossos lábios ainda. Engoli em seco a situação e abri meus olhos, dando de cara com aqueles queimantes.

- Ih mermão, que isso? – Escutava a voz de Jake quebrando o silêncio

Todos em volta olhavam para nós, alguns soltavam assobios sarcásticos e uns até abriam a boca em um formato de “O”

- Que foi galera – Finn entrava na sala sorridente com uma abóbora na mão – Que que tá rolan...

Sentia que seus olhos chegavam em nós e fechava meus olhos de modo apertado, desejando internamente para que não tivesse feito aquela besteira por nada. Eu podia estar de olhos fechados, mas o silêncio e falta de movimento indicava perfeitamente que Finn estava paralisado e me olhava com aquela expressão assustada, infelizmente eu não conseguia segurar, meu corpo estava quente, ela ainda estava tão próxima que podia sentir o calor de seu corpo crepitante, eu sabia que Phoebe não era nada aos pés de Marceline Abadeer, mas era o que eu tinha ali agora, na minha frente, em chamas.
Não pude negar, me aproximei mais um pouco e colei nossos lábios mais uma vez, tocando minhas mãos no rosto coberto por uma pequena camada daquela poção. A farra voltava a ser feita no mesmo instante e a música voltava a tocar alto, em meio a aquele beijo sexy e carregado de luxúria abri meus olhos e os corri para onde Finn estava, nos olhando horrorizado e muito provavelmente com o coração partido, eu gostaria de ter coragem para solta-la ali, mas apenas me levantei, pegando em sua mão e lhe puxando escada a cima, em direção a um dos quartos que havia na casa da árvore, eu não me importava com Finn naquele momento, não me preocupava com ele e também não me preocupava com mais ninguém, em ao menos a Vampira, apenas queria a sensação que Phoebe iria me proporcionar.

 

 

Marceline Abadeer

Sentia minhas costas batendo contra as de Hunson e o olhava com uma expressão nada feliz.

- Toma cuidado velhote pra não morrer ainda – Ria erguendo a espada vermelha em minhas mãos

- Você também pirralha – Ele parecia se divertir com aquilo, se divertir tanto que nem percebeu o belo corte de cabeça que fez – Ops.

- Os dois deveriam tomar – Gritou Warren de onde estava, acertando duas flechas a nossa frente.

Por mais que tentasse levar aquilo na esportiva, eu estava começando a sentir minha energia ir embora, desde que cheguei ali não me alimentei de absolutamente nada, apenas gastei minha energia em combate com aqueles demônios, estava sentindo meu estômago revirado e uma dor de cabeça intensa, só agora estava me dando conta do quanto aquilo estava sendo desgastante.

- Marcy! – O homem de cabelos negros e olhos verdes segurava meu ombro me puxando e colocando meu corpo contra uma parede – Você quer morrer?

Ele parecia preocupado, o grande companheiro de meu pai, quase um pai pra mim, parecia desesperadamente preocupado. Seus cabelos que sempre estavam a altura dos ombros agora estavam tão curtos que eu mal o conhecia, se não fosse por aquela cicatriz no pescoço, podia dizer que era panas mais um cara bonito.

- Ah, qual é – Ria baixo sentindo uma tontura estranha

- Marcy – Ele dizia novamente e me deixava encostada na parede e soltando as flechas com pressão – A quanto tempo você não se alimenta

- Warren...

- Marceline Abadeer!! A quanto tempo você não se alimenta?

- Desde que cheguei e...

Sua expressão se torna de puro horror.
Na Noitosfera, em meio a uma guerra, eu não encontraria nada correto para me alimentar, quer dizer, havia muito sangue de demônio por ali, mas aquilo não seria nada bom para mim. Durante todo o tempo que morei na Noitosfera, me alimentei de sangue de demônio, aquilo deixava meus sentidos aguçados, eram como uma droga, minha força voltava aos 10000%, a cede de sangue crescia e eu sentia todo o meu lado ruim aflorar, me deixando louca para qualquer coisa que fosse sinônimo de matar.

- Você precisa Marceline

- Eu não posso... – Dizia e de relance, via Hunson cercado.

Nunca tinha visto meu pai realmente preocupado, mas naquele momento, vestindo uma túnica e com duas espadas em mãos, eu realmente senti um aperto no peito, me senti com medo, medo de que qualquer coisa pudesse acontecer, medo de perder o controle de tudo, medo de meu pai não conseguir segurar as redes.
Com medo do que poderia vir a acontecer, me aproximei e Warren e agarrei sua cota, me aproximando e cravando meus dentes na cicatriz de seu pescoço... Eu lembrava muito bem de como ele havia a conseguido.

 

“Fazia não muito tempo que Hunson havia me encontrado. Eu me contorcia na cama, sentia meus olhos cheios de lágrimas e meu estômago estava pegando fogo, eu precisava, precisava de mais daquele sangue, era como se todas as minhas forças estivessem indo embora e só ele pudesse me devolver.
Soltava um grito alto e sofrido como quem estava implorando por algo e me debatia na cama, até sentir aquelas mãos grandes e firmes me prensarem contra a cama.

- Marceine! – Ele dizia com aqueles olhos verdes presos em mim – Por favor, pare!!

Eu nunca tinha visto os olhos verdes de Warren ameaçando chorar.

- Por favor, eu não aguento vê-la assim... – Ele dizia baixo, ainda me prendendo na cama.

Minha expressão se tornava voraz e eu tentava o morder, mas era impedida novamente por um desvio rápido, novamente o fitava e dessa vez ele estava sério.

- Eu preciso! – Dizia alto

- Não... Você não...

- Eu preciso!!! – Novamente dizia alto, mas era calada.

Sentia uma de suas mãos sob meus lábios e logo ele se aproximava de mim, tudo parava por um instante e ele beijava o topo da própria mão, que era a única coisa que separava nossos lábios. O tempo parou e eu só conseguia o encarar, assim que ele afastava a mão, abraçava meu corpo, não conseguia o abraçar de volta, apenas estava perplexa, podia sentir as veias deles pulsando e o sangue sendo bombeado dentro de seu corpo, minha boca encheu de saliva então... Meus dentes estavam cravados naquele pescoço pálido, enquanto meu corpo era apertado pelos braços fortes.”

 

Respirei fundo e senti seu consentimento. Afundei minhas presas na cicatriz e escutei um grito de dor, eu sugava todo aquele sangue quente e sentia todo meu corpo em êxtase, era como gozar e logo em seguida usar alguma droga, me sentia no céu, não conseguia separar minha boca de seu pescoço e sabia que poderia mata-lo.

- Eu confio em você Marceline... – Ele sussurrava e aquilo foi o bastante para minha adrenalina ir ao máximo.

Minha visão foi se tornando mais escura, eu sabia que tinha me levantado e que estava empunhando a espada, sabia que tinha partido para cima de todos, mas me senti longe daquilo agora.

Sinto um cheiro familiar e sorrio ao saber exatamente do que era, cheiro de chiclete misturado com jujuba, era um perfume extremamente doce e meio enjoativo, mas eu já tinha me acostumado completamente com ele, me acostumado de um jeito que nem eu mesma achei que me acostumaria.
Abria meus olhos avermelhados e dava de cara com o rosto rosado delicado, com aqueles lábios entreabertos suspirando e com os longos cabelos rosa espalhados por toda a cama, parecia estar dormindo, ou apenas descansando. Descia meus olhos lentamente e via seus ombros nus e o começo de seu seios, cobertos pelo lençol fino e branco.

- Vai me encarar de mais? Senhorita Abadeer? – sua voz doce dizia e eu erguia meus olhos, indo de encontro com os azuis.

- Não posso? – ria

- Ora, é claro que pode, mas... – Ela encolhia os ombros – Faz tempo que não me olhava assim...

Meu peito apertou, sabia o quanto ela podia estar sofrendo com aquilo.
Me aproximei um pouco e a puxei, fazendo com que se deite em cima meu peito- me tocando que também estava nua, o que não tinha percebido, até então.

- Eu sei, eu sei, me desculpe tudo bem? – tentava me explicar começando um cafuné – Não é como se eu não morresse de amores por você

- Sei – ela ria – Eu senti sua falta...

- Eu sei que sente – Ria lhe dando um peteleco – E eu também senti sua falta Bonnie...

- Eu também sei que sente – Bonniebel se ajeitava em cima de mim, agora conseguindo olhar para meu rosto – Por que nem se quer me avisou que iria demorar tanto? Foram o que? Três meses?

Um bico se formava em seus lábios e imediatamente eu quis o beijar

- Vai me fazer morrer de saudade Abadeer?

- Ora, não fale isso nem brincando, eu apenas não sabia que a situação estava tão ruim e...

Nem se quer me deixou acabar de falar. Tocou aqueles lábios rosas nos meus fez eu me derreter em seu carinho, era tão apaixonado que chegava a ser reconfortante.

- Está tudo bem... Apenas volte pra mim

Ela dizia em um sussurro e tudo parecia perder as cores.

Uma ardência estranha tomava meu peito e era como se tudo a minha volta, todo aquele amor, o conforto, tivesse sumido. Abria meus olhos lentamente e percebia uma espada atravessando meinha armadura e peito, pertinho, colado, quase no coração. Minha expressão foi de curiosa para dolorida, estava queimando. Ao erguer meu rosto, via um demônio não muito mais alto que eu me olhando apavorado, sua mão segurava o cabo da espada que me atravessava e em sua testa, um  fio de sangue descia, só então o via cair para trás com uma flecha na cabeça.

- Marceline! – Escutava o grito de Hunson

- Ora eu... – tentava dizer algo, mas parecia cansada de mais para formular qualquer tipo de resposta para ele.

 Os gritos insuportáveis tinham parado, o barulho de espadas batendo também e só então percebia, que eu havia simplesmente limpado o território, não havia mais um se quer demônio de pé, estavam todos criando um tapete de cadáveres aos meus pés e os que haviam sobrevivido, se renderam diretamente e largaram suas armas.

- Eu achei que...

- Droga Marceline – Mãos fortes me seguravam com cuidado – Por que tem que ser tão imprudente?

A voz rouca dizia chorosa e preocupada, era a única coisa que eu conseguia me lembrar antes de apagar com meu corpo atravessado em uma lâmina de batalha.


Notas Finais


E AÊ GALERA NO PRÓXIMO CAPÍTULO TEM HOT KSKSKSK acho que vocês vão querer me bater por qual shipp vai ser, alguns sabem, os lerdos ainda não, então a gente releva ksksk

Queria dizer que eu tô bem afim de ler comentários, o que estão achando? Algo a declarar? jksksk pronta pra ler
<SOBRE A MINHA ESCRITA: É EVOLUÇÃO QUE FALA NÉ?>


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