História Adversidades de uma vizinhança - Capítulo 2


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Categorias B.A.P
Personagens Bang Yongguk, Daehyun, Himchan, Jongup, Personagens Originais, Youngjae, Zelo
Tags Bangup, Bap, Blue Neighborhood, Comedia, Daehyun, Daejae, Drama, Fluffy, Himchan, Jongup, Junhong, Menção Banglo, Menção Daelo, Songfic, Teens!au, Yongguk, Youngjae
Visualizações 51
Palavras 2.106
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção Adolescente, Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


oi anjos, queria agradecer todo o amor que a fanfic está recebendo, e mesmo que 19 favoritos não seja muito, já é o suficiente. Obrigada por estarem dando tanto amor a esse casal lindo e a esse plot gostoso de escrever!
o link da playlist estará nas notas finais, e as musicas serão adicionadas de acordo com os capítulos.
Cada capítulo tem uma música "tema"; mais ou menos como se cada capítulo fosse inspirado em uma música. espero que gostem e até lá em baixo!

Capítulo 2 - Two;


Jongup não jantou. 

Acordou e, por alguns segundos encontrava-se desnorteado. Sentiu os braços do namorado rodeando sua cintura e um muxoxo manhoso desproveu de seus lábios finos.

Olhou ao redor e logo tudo fazia sentido novamente. Estava em seu quarto, Yongguk provavelmente o ajeitou na cama e deitou-se consigo, além de que apagou as luzes e removeu seus sapatos e a calça jeans incomoda. Não ligava mais ao ter o namorado o despindo quando estava desacordado, sabia que Yongguk jamais seria capaz de lhe fazer algum mal, e não é como se nunca tivessem se visto pelados. 

Yongguk levantou de supetão calçando os sapatos. O sono parecia ter desaparecido por completo, e Jongup riu levemente ao esfregar os olhos de forma preguiçosa. 

O Bang checou o celular e sorriu grande, expondo os dentes que brilharam ao terem
contato com a luminosidade forte do celular. 

— Youngjae está nos esperando, ainda bem que acordamos agora, a mensagem dele chegou há mais ou menos cinco minutos, parece que já estão lá. — Jogou para o Moon a calça que fora largada de qualquer jeito pelo quarto mais cedo.

 — Que horas? — Yongguk perguntou baixo, quase sem voz. Rouco, abrindo os olhos lentamente. 

O Moon olhou o celular.

— Duas e tanto. — Sussurrou. Não é como se precisasse, a mãe sabia que por vezes não dormia, tinha apenas que tomar cuidado para que ela não soubesse de suas saídas noturnas. 

— Ah, mas a gente tem mesmo que ir? — Questionou baixo. 

— Ter, não temos. Se quiser podemos dormir novamente. — Yongguk sentou-se novamente ao lado do namorado que tentava discernir se a calça estava do avesso ou não. 

Jongup sorriu pequeno e beijou o maxilar do moreno. 

— Vamos sim. — Mesmo sonolento, vestiu sua calça e em seguida os tênis, sem meias. — Vamos pela janela, a porta deve estar trancada. — Murmurou para Yongguk e o mesmo assentiu de forma positiva. 

Saíram sorrateiros pela janela. O muro que dividia sua casa com a da vizinha tornava-se uma boa trilha até o telhado que cobria a entrada de sua casa, e de lá, podiam pular até o chão sem grandes danos. Yongguk seguia atrás do mais novo com cautela, olhando fixamente para a superfície onde pisava, tomando cuidado para não escorregar ou errar o local. 

Jongup parecia ter mais habilidade naquele local. Também, não era para menos, o menino quase sempre escapava pela janela e esperava o namorado na frente de casa. 

— Faça silêncio, Yongguk. — O Moon murmurou baixinho ao pular do telhado até o chão, caindo um tanto desequilibrado e correndo um pouco para estabilizar-se no chão, em seguida, olhando para o namorado com um sorrisinho pequeno, chamando-o com a ponta do dedo indicador, em seguida mostrando com o próprio corpo como deveria cair com os joelhos dobrados e os braços prontos para se apoiar no chão caso caísse.

O Bang riu baixo, tampando a boca com a mão para abafar o som, e com isso, pulou, caindo em pé, desequilibrando-se e, por fim, caindo de joelhos e mãos espalmadas no gramado recém cortado de Jongup. O Moon riu do namorado e ofereceu sua mão para que o mesmo erguesse o corpo.

— Uber? — Jongup sorriu sacando a carteira do bolso do jeans.

— Eu pago. — O Bang sorriu largo pegando o celular e chamando o carro no aplicativo mencionado por Jongup.

Poucos minutos depois, o carro pedido apareceu, e não demorou para que os dois chegassem na entrada de um dos parques da cidade. Na verdade, aquele era um dos parques menos frequentados na cidade, e como era menos policiado, as pessoas evitavam frequentá-lo, mas não o grupo de amigos. Lá, era o point dos rapazes. Todos se encontravam lá na maior parte das vezes, e foi ali, naquele mesmo local, bem no fundo do pequeno bosque que lá tinha, próximo ao morro de terra, que ninguém sabia ser natural ou obra da prefeitura local, mas foi lá que Jongup foi pedido em namoro. Lá provou seu primeiro cigarro e lá tomou sua primeira cerveja – e não parou por ai.

Não eram o exemplo de bom menino tradicional, mas ninguém realmente é. Perfeição é um esteriótipo e todos sofrem com ele. Família perfeita não existe, e por isso várias pessoas sofrem tentando alcançar um patamar impossível.

— Youngjae já está por aqui, né? Será que ele trouxe alguma coisa hoje? — Jongup murmurou baixinho olhando para o namorado enquanto o mesmo terminava de pagar ao senhor que os conduziu até ali.

— Não sei, e se tiver trazido algo, você não vai beber hoje. — Sussurrou.

— Se tu fumar eu vou arrebentar esse seus dentes branquinhos. — Jongup grunhiu dando a mão para o namorado, e com o membro livre, apoiando-se nas árvores para não correr o risco de tropeçar em alguma raíz e cair de cara no chão, machucando ainda mais seu nariz.

Ao longe, podiam ouvir leves vozes, e não tiveram dificuldade em identificar Youngjae e a inconfundível voz de Jung Daehyun.

Era engraçada a relação que tinham com Daehyun.

O garoto raramente andava com eles, e quando o fazia, era escondido do pessoal da escola. Youngjae sabia o motivo e não se importava muito, o Jung gostava de si, e isso era o que contava, mas

Yongguk sabia que aquilo não era bom.

Não que não entendesse o lado de Daehyun, a família do garoto era complicada pelo que Youngjae contou, e os boatos sobre o trio corriam a vizinhança, e lógico, Jung Daehyun, o machão da escola, super desejado por todas as meninas, capitão do time de futebol, não poderia nunca em sua vida ser visto andando com os ditos boiolas da cidade. 

Não que Daehyun ligasse, estava andando e cagando para sua reputação, mas seu pai não. Era aquele típico caso, onde a imagem do filho tem que refletir a do pai, e parece que isso importa, mas vizinhanças são assim, e Daehyun não tinha coragem para enfrentar o pai. 

Jongup sorriu largo ao ver os amigos sentados no banco de metal envelhecido pelo tempo, as condições climáticas não ajudando em nada a manter o estado do mesmo.

— Oi gente. — A voz sonolenta do Moon foi ouvida, e o casal sentado elevou-se de seus lugares. Em ambas as mãos podiam ver garrafas de cerveja, e Jongup imaginava quantas já não deveriam ter sido bebidas antes de chegarem, afinal, Youngjae estava corado, e não era comum o rosto do menor se avermelhar apenas por vergonha do Jung.

— E ai, como tá o nariz? — Youngjae questionou sem delongas enquanto cumprimentava Yongguk com um aceno de cabeça, ação que foi retribuída junto de um meio sorriso.

— Uma bosta, mano. — Jongup cumprimentou soprado, elevando a mão para receber um toquinho do amigo, que logo voltou a se sentar novamente ao lado do – talvez – namorado.

Aquela relação era estranha. Estavam juntos mas ao mesmo tempo não estavam… ficantes privados de se relacionar com qualquer outra pessoa? Yongguk chamava de namoro.

— Daehyun. — Jongup sussurrou ao passar pelo mais velho. Ele estava no último ano, junto de Yongguk.

Não é que não gostassem do Jung, a questão também era que o menino Daehyun fazia parte da turma que sempre pegava no pé de Jongup.

De início, todos ficaram um pouco relutantes quanto a integrar o Jung no grupo, mas foram entendendo os motivos dele, e com as pequenas coisas que Youngjae comentava com o Bang, conseguiam ter uma pequena noção de porque o menino nunca intervia. Não achavam certo, mas compreendiam, sim.

— Cerveja, Up? — Daehyun ofereceu baixinho ao retirar uma garrafa de sua mochila. — ‘Tá quente, mas tu nunca se importou, né? — Estendeu a garrafa em direção ao Moon que negou levemente com a cabeça, se sentando no chão, as costas apoiadas nas pernas de Youngjae, cobertas pelo jeans surrado e rasgado pelo uso.

— Hoje pro Gup, não. — Yongguk se sentou de frente para Jongup, aceitando a garrafa e sorrindo levemente para o mesmo, que o olhou feio. — Nem vem, tu vai fazer besteira se extrapolar, e machucar mais seu nariz. Hoje não. — Jongup queria reclamar, mas geralmente Yongguk tinha razão. 

— Up, me perdoa por não ter intervido, novamente, cê sabe como é, né? — Daehyun murmurou baixo, os cabelos aparentemente recém-cortados caindo-lhe sobre os olhos e fazendo cócegas em seu nariz. 

— Não, cara. Tá de boa, fica tranquilo. — Jongup murmurou baixinho. 

Youngjae sorriu, aproveitando-se do silêncio dos amigos para lançar uma ideia. 

— O que acham de um jogo? — Questionou. 

— Verdade ou desafio nem dá, todo mundo aqui é comprometido e eu não tô a fim de ter vocês me mandando tirar a roupa, até porque tá frio. — Yongguk murmurou com meio sorriso, levando a garrafa quente aos lábios e bebendo lentamente, sentindo o gosto amargo batendo contra sua língua e descendo de forma quase sofrida por sua garganta; cerveja quente era tortura.

— Eu não pensei em verdade ou desafio… — Sorriu malicioso, e Yongguk pode imaginar qual seria a brincadeira da vez. 

[...]

— Tens certeza de que isso não vai matar alguém? — Daehyun murmurou enquanto encarava o trio de amigos zanzando na beira do riacho gelado. 

— Depende… eu acho que todos sabem nadar, né? — Jongup perguntou, mas olhava para Youngjae procurando sinais e que o mais velho não estava apto a entrar na água por ter bebido demais, não encontrando com facilidade algo que incriminasse o Yoo.

— Tá todo mundo razoavelmente sóbrio? — O de cabelos castanho cobre murmurou. Daehyun olhou para o quase namorado como se o questionasse em silêncio sobre sua aptidão para a ação. — Tô bem. Qualquer coisa cê pula na água e me salva. — O quarteto riu. 

Jongup não queria entrar na água. Devia estar fria, e odiava água fria, além de que, ficaria com a cueca molhada pelo resto da madrugada até voltarem para casa!

— Tu vai, Gup? — O Bang perguntou baixinho já removendo a camiseta, jogando-a na grama sem qualquer cuidado. — Corrida até a margem do outro lado, que acham? 

— Quem ganhar, leva uma caixa de djarum black. — Youngjae sorriu ao ver a expressão no rosto de Yongguk. Nunca em sua vida, o Bang seria capaz de perder a oportunidade de ganhar um djarum black. Jongup não gostou da ideia, e Daehyun permanecia apenas encarando, sentado ao lado das roupas dos meninos. 

— Vamos, né? — Jongup suspirou, jogando sua camisa junto da do namorado e retirando a calça, imitando os amigos.

Viu que os dois já começavam a imergir os pés na água, e com isso, sentiu um leve frio na barriga e aquela estranha vontade de rir mesmo que nada engraçado estivesse em sua mente. Rindo de nervoso. 

Os dedos tocaram a água do riacho, está que corria de forma rápida, formando pequenas cascatas pelo caminho adiante até o rio principal da cidade. 

Mergulhou as panturrilhas e logo a água batia em seus joelhos. A margem oposta parecia longe, e o medo da correnteza arrastá-lo o impedia de se mover, junto ao frio da água. 

— Yongguk… — Gemeu baixo com os lábios entreabertos e os dentes batendo um contra o outro. — Vamos nadar logo e sair daqui! 

Os dois riram. 

— Ok, Jongup. Vamos logo com isso. —

Youngjae lançou um olhar suspeito ao Bang, e este o retribuiu. 

Assim que Jongup se posicionou ao lado da dupla, recebeu jatos de água cobrindo seu corpo e encharcando seus cabelos. A onda repentina de frio o fez gritar em surpresa. 

Os dois amigos riam, e Jongup estava sem reação. 

Yongguk, ainda rindo, abraçou o namorado com força. Seu corpo quente era confortável e Jongup nada disse, apenas o abraçou de volta, sorrindo, tomando cuidado para não encostar o nariz na pele do namorado, mesmo que quisesse afundar o rosto na curvatura de seu pescoço ou sentir novamente o cheiro de fumaça de cigarro misturado a banho, do amado. 

— Yongguk? — Chamou baixinho. 

— Sim? — O mais velho respondeu. 

— Eu… — Com isso, sorriu malicioso empurrando o namorado na água com força, fazendo-o tropeçar nas pedras ali existentes, virando-se em seguida e empurrando o Yoo, e com um alegre sorriso vencedor em seu rosto, atravessando o riacho com a correnteza um tanto quanto desadora, mas que não lhe afetava muito pelo fato da água bater pouco acima de sua cintura. 

— Ganhei, quero meus cigarros. 

— Mas você não fuma! — Yongguk apontou o dedo. 

— Mas assim você também não vai fumar. 

— Bem colocado. — Yongguk sorriu largo e esperou que o namorado retornasse, ajudando-o a sair do rio e dando a mão para Youngjae em seguida. 

Vestiram as roupas e, com um ar mórbido, Daehyun sorriu ao ver os três amigos rindo e gargalhando alto na margem. Não era sempre que se sentia assim; parte de um grupo, e mesmo que não fosse por completo, era o mínimo. Mas se o mínimo lhe fazia bem assim, mal podia esperar até sentir máximo. 


Notas Finais


https://open.spotify.com/user/anonimistic/playlist/0G5vAoyH9bYMebPIPc3tx3?si=tqI5E90TTjm0OuztR4XcTA

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