História Adverso - Capítulo 1


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Categorias Dragon Ball
Personagens Personagens Originais, Trunks
Tags Desafiosfanfics, Doutubro2019
Visualizações 14
Palavras 2.991
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ficção, Universo Alternativo

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá!
Sim, eu deveria estar escrevendo outra fanfic.
Sim, eu não deveria estar escrevendo/postando essa fanfic.
Sim, vcs tem razão de estar bravos, mas
É UM DESAFIO!
Fui desafiada, então... (mentira, era opcional aceitar ou não, eu que fui abelhuda)
O tema do desafio deste mês era....*rufem os tambores*... OBJETOS!
E não, não era qualquer objeto. Nas notas finais eu coloco a lista....
Os que eu usei foram:
- CD de Death Metal;
- Vestido Branco;
- Salto Agulha de 15 cm;
- Boia Flamingo Rosa;
- Óculos Laranja;
Espero que gostem do resultado!

Capítulo 1 - Capítulo único


Os alto-falantes faziam o carro tremer, despejando o que sua família considerava um “berreiro incompreensível”. Ninguém conseguiria entender aquele CD de Death Metal além dele. 

Estava há dez minutos preso na avenida principal que o levaria até o shopping center onde ficava o presente perfeito para Bra. Poderia desligar o carro, guardá-lo em sua respectiva cápsula e andar tranquilamente até o estabelecimento, há 20 minutos de caminhada. Mesmo com o sol esturricando, ele ponderou por instantes em fazê-lo... 

Como tinha parado ali? Ah, sim... Sua família - que consistia em seus pais e sua irmãzinha – resolveu celebrar uma “reuniãozinha”. Os Son viriam, os outros amigos de viagem e luta viriam, até mesmo o Senhor Bills, o destruidor de mundos, estaria presente – ele nunca dispensaria uma ocasião em que teria comida farta, é claro – para fazer uma pool party. E Mai viria.  

Tudo perfeito, não fosse pelo fato de que eles não estavam mais juntos. 

O Briefs mais velho tinha amadurecido, mas Mai não. Ela já tinha vivido todas aquelas transformações, quando Pilaf fez aquele pedido estranho às esferas. Por isso, poucas características suas tinham alterado, pelo menos na personalidade. E para piorar a história, ainda tinha sua outra versão aparecia às vezes – uma versão mais confiável

Confiável - odiava aquele adjetivo. Estava fazendo exatamente o que era solicitado desde que entrou para a maioridade: assumira a empresa, produzia bem no laboratório - bendita inteligência! - tirou sua licença, treinava com o pai, não respondia à mãe, ajudava com a irmã... E praticamente não destruiu mais nada desde os treze anos, quando andava com Goten. Esse era outro que tinha mudado: cada vez mais interessado em garotas. Não que ele não se interessasse, mas ele era comprometido e Mai era ciumenta. “Todo sayajin tinha uma terráquea de personalidade forte que lhe colocava o cabresto...”, pensou amargo. 

Após mais cinco minutos de espera, decidiu sintonizar o noticiário. Um acidente com três veículos tinha travado o fluxo a uns dois quilômetros de onde estava e pelo que diziam as autoridades, levaria pelo menos mais meia hora até que o trânsito normalizasse. Suspirou e fez o que tinha pensado anteriormente. Durante a caminhada, refletia em como sua vida destoava do que já tinha sido de quando era um moleque. As histórias vividas agora pareciam quase falsas pelo tempo que já havia se passado. Quase artificiais.  

Foi no meio daquele momento circunspecto que viu a porta de uma igreja abrir-se num ímpeto: uma moça saia aos prantos, em um belo vestido branco, de noiva, numa cor tão pura que quase o cegou. A jovem deveria não ter mais do que cinco anos de diferença de sua própria idade e chorava, manchando seu rosto outrora maquiado. 

- SOCORRO! ALGUÉM ME AJUDE! - ela gritava na calçada. - EU QUERO FUGIR! 

A moça tentou agarrar-se a alguém. Ninguém se comoveu ou parou.  

POR FAVOR! ELE VAI ME MATAR! 

Resolveu ficar e observar. 

- POR FAVOR SENHORA, ME AJUDE! - agarrou o braço de uma senhora que ali passava. Viu a mesma apenas puxar o braço abruptamente, resmungando.  

- Alguém... qualquer um... - foi então que viu a cena mais tétrica: a mesma caiu, apoiando as mãos no asfalto, enquanto chorava num tom baixo. 

Não soube dizer o que o tirou do transe em que tinha imergido desde que vira as portas da igreja abrirem, mas sabia que aquela moça estava atrapalhando. Ele teria ajudado e até se sensibilizado não fossem algumas coisas que destoavam da cena. Iria seguir seu caminho, quando sentiu alguém segurar-lhe. 

- Por favor... - talvez apenas Piccolo pudesse ouvir, de tão baixa que foi a súplica. - Eles... Eles vão... 

- Então levante-se. Ficar no chão não ajudará. - disse da forma mais gélida possível. Seu pai teria orgulho. 

Viu-a levantar-se silenciosamente, de cabeça baixa, como se esperasse uma ordem. Precisava comprar o presente, não poderia perder tempo ali. Foi então que a noiva misteriosa colocou-se à sua frente neste momento em que ele tentava sair. 

- Vai me salvar? 

- Não. 

- Vai me levar de volta? - apontou para a porta da igreja. 

- Não. 

- Então... por quê? 

- .... 

Que droga de diálogo era aquela? 

- Posso ficar com você? 

- Não. Estou atrasado. 

Mas continuou parado. 

- Se estivesse, não teria parado. - viu a moça responder, mas não desfazendo a pose de “vítima”. 

- Você me segurou. Queria que eu a arrastasse? 

- Se você tivesse andado, eu teria soltado. 

- Adeus. - não prolongaria por mais tempo aquele diálogo estranho.  

- Espera! - ela agarrou seu pulso. Ouviu o que parecia um fungar. Ninguém mais prestava atenção, por qual motivo ela continuava aquele teatrinho? - Posso ir com você? 

- Aonde? 

- Aonde você estava indo? 

Shopping

- Você não parece ser o tipo que vai ao shopping... 

- Vou devolver você. - agarrou o pulso dela. 

NÃO! POR FAVOR! Eu só não quero ficar sozinha... Por favor. 

Não tinha nenhum motivo plausível pra ajudá-la. Não tinha achado ela bonita. Não a conhecia. Ela definitivamente não estava em perigo. Nenhum Deus, Kaioh-Sama, Freeza ou Cell estava lá para matá-la.  

Mas quando deu-se por conta, estava arrastando a mesma pra um lugar que ia quando estava com a cabeça quente... 

Entraram numa cafeteria decadente, a “Kaphe”, localizada a 15 minutos da rota original de Trunks. Não era um local chique, não era perto da Cápsula, era de limpeza questionável, escura, fria... E por isso mesmo, perfeita. Ninguém em sã consciência pensaria em procurá-lo ali. Ia sempre que se sentia sufocado pela rotina, quando brigava com os pais ou quando já acordava querendo que algum vilão invadisse a estratosfera, para poder explodir seu Ki e mandar o mal feitor pelos ares... 

Ou seja, quatro vezes por semana. 

Sentou-se no local costumeiro, em um canto mal iluminado, e já pediu por dois cafés à garçonete, e uma água para... como era mesmo o nome? 

- Não sei seu nome. 

- Akira.  

Não era o nome dela, percebeu isso também, entretanto, não quis discutir. 

- Você tem vinte minutos. Depois é cada um por si... E pare. 

Viu um vinco na testa da garota. 

- Parar com o quê? 

Viu o rapaz de cabelos azuis dar um gole em seu expresso para depois endireitar-se. 

- Você estava numa igreja, num vestido branco. Obviamente se casando. Pra ninguém ter ido atrás de você, provavelmente foi algo arranjado. Qualquer um pensaria isso, mas, mesmo se fosse nessas circunstâncias, alguém interessado neste acordo viria até você. A menos que... 

A jovem endireitou-se, bem aos poucos, a expressão de triste e solitária sendo lentamente substituída por outra bem mais sinistra. 

- Você orquestrou todo este evento, provavelmente esperando algum benefício, entretanto, algo deve ter dado muito errado, não é? E eu não tinha nada a ver com isso, era um reles transeunte que seguia meu caminho em paz, assim como várias outras pessoas ali presentes, mas você quis se afixar em mim. 

Viu a garota endurecer o olhar, enquanto virava-se lentamente em sua direção, mudando completamente a postura, enquanto cruzava as pernas e os braços. 

- Acertei? - viu o rapaz dar um sorriso de canto, exatamente igual aos que seu pai fazia antes de matar seus oponentes. - E então... 

- E então o quê? - a moça respondeu rispidamente. 

- Vai me contar o que houve? Sua história? 

- E devo contar a você por que....? 

Viu o rapaz dar mais um sorriso zombeteiro, enquanto sacava algumas notas da carteira, terminava seu café e pedia a conta. 

- Se você não tem nada a dizer, adeus. 

- Vai me largar aqui? 

- Eu não tinha obrigação nenhuma de ajudar. Não tenho obrigação de ficar. Não tenho obrigação nem mesmo de pagar, mas você não tem cara de quem carrega o cartão. Não tenho nem mesmo obrigação de saber seu nome. Quer saber por que raios ainda estou aqui? 

Tomou a falta de voz dela como uma autorização para prosseguir. 

- Faz muito tempo que não me surpreendo com nada ou ninguém. As histórias que tenho já soam tão falsas, que nem parece que eu as vivi. Eu me sinto como se estivesse me afogando a cada dia que passa, num tédio tão moroso, que é capaz de simplesmente me dar conta de que morri e não percebi. Não tenho mais emoção na minha vida e as pessoas com quem costumava ter partilhado algum tipo de momento similar simplesmente... Não são as mesmas. Eu preciso... 

- ... de alguma coisa diferente na vida. - viu a garota completar para si, o olhar perdido na xícara a sua frente. 

- Não teria como me expressar melhor... É assim que me sinto. E eu tentei me afastar de você e seguir minha vida, mas você se agarrou em mim. Eu já saquei o que aconteceu, mas quero ouvir a história por trás disso. E você não quer contar. Nossos caminhos se separam aqui e agora. 

Já se preparava para levantar quando sentiu a mão da garota sobre a sua. 

- Eu conto.  

Akira tinha sua própria empresa de sapatos – inclusive o salto agulha de 15 centímetros, com pedras brilhantes que usava para seu “grande dia” era uma de suas criações. Mostrava-se muito segura e focada em seus objetivos, mas não tinha uma vida por assim dizer. Seus pais nunca apoiaram seu sonho, achavam que era um mercado saturado e jamais iria destacar-se, mas nunca a impediram. Ela confessou, após o segundo café, que essa não era sua ambição na realidade. Era de sua irmã. 

Azumi era uma adolescente feliz e geniosa enquanto que sua irmã Akira era um pouco mais reservada, uma pré-adolescente que disputava constantemente com a mais velha a atenção dos pais. Azumi era a filha perfeita: notas perfeitas, educação perfeita, voz perfeita... Jurava até - e Trunks quase cuspiu o café na hora, por conta do acesso de riso – que seus “puns” eram perfeitos. Era tão perfeita que acabou por despertar na irmã mais nova a inveja, visto que sus pais sempre a elogiavam enquanto que ela era a mais criticada para “ser mais como a irmã”. 

Tinham apenas 15 e 12 anos quando tudo aconteceu. A mais nova acabou descobrindo o namorado da mais velha, um “rebelde”, como Chichi adorava bradar. Sua irmã pediu, implorou pra que a caçula permanecesse calada, enquanto ela vivia aquele romance escondido e ela o fez... por um tempo. O fato era que Akira arquitetou fria e cuidadosamente como seus pais descobririam que a “favorita” era tão imperfeita como ela, talvez até mais! 

Era um sábado quente, embora estivesse nublado. Os pais tinham saído - o pai a trabalho e a mãe ao supermercado – enquanto que Azumi, embrenhada no quarto, soltou alguns sons suspeitos. Sua irmã, embora fosse menor, suspeitou de que ela e o namorado estariam “namorando” como diziam seus pais, e aguardou. Quando percebeu o barulho da mais velha, resolveu ligar para os pais, dizendo que alguém estava no quarto da irmã e que a mesma fazia sons estranhos. 

Enquanto aguardava a chegada dos pais, ouviu um barulho um pouco mais agudo e depois tudo silenciou-se. Achou que tinham terminado, mas tudo bem, os pais saberiam que ela desrespeitou suas regras. Foi então que após dez minutos que o namorado começou a gritar. Tudo se sucedeu como num borrão: os pais chegaram ao mesmo tempo, arrombaram a porta e viram uma cena grotesca do rapaz tentando reanimar a garota que vestia apenas roupas íntimas. 

Akira deu mais um gole no seu café, enquanto tinha duas safiras cravadas em seu rosto. 

- O que aconteceu? - perguntou por fim. 

- Minha irmã não voltou... O rapaz, assim que viu os paramédicos, fugiu. Meus pais entraram em colapso. Meu mundo acabou. 

- Por quê? 

- Quando a polícia perguntou o que eu sabia, eu confessei. Achei que meus pais veriam o quão imperfeita ela era e parariam de nos comparar... Foi justamente o contrário. Disseram que eu deveria tê-la protegido, que eu fui um monstro em permitir isso, que eles jamais imaginaram que eu seria tão mesquinha. 

O Briefs ouviu tudo em silêncio, mas sabia viria mais. 

- Depois de alguns anos, eu sai de casa, fiz faculdade de moda, era o curso que a Azu faria... Esse modelo ela quem desenhou – apontou com a cabeça para o par de sapatos – Mas eu dei uma melhorada no original. Ela sempre quis ter uma grife de sapatos e eu acabei enveredando pra isso... Mas sabia que precisaria de um empréstimo ou de alguém que me financiasse. Foi aí que eu conheci o Yan, numa festa da alta sociedade. Você sabe qual... 

- Sei? - ergueu uma sobrancelha - Você nem sabe quem eu sou. 

- Por favor, você é o herdeiro dos Briefs. Nem precisa mais trabalhar, de tão podre de rica que sua família é. Eu vi suas fotos nos jornais, demorei um tempo pra te reconhecer, mas depois que sentamos e olhei melhor, te reconheci. Você é só mais um desses filhinhos perfeitos de milionários. 

Engoliu em seco a última parte. Perfeito? Nunca... 

- E você fez o quê quando o conheceu? - decidiu focar-se na história dela. 

- O seduzi, é claro. Precisava do dinheiro. Ele era o mais fino gentleman na alta sociedade, achei que ele estava no papo, mas assim que tentei beijá-lo, ele me impediu. Disse que jamais beijaria alguém que combinasse o vestido com aqueles acessórios exagerados. 

- Ele era... 

- Sim. Ele É. E tentou me dispensar. Eu disse que guardaria o segredo dele em troca de dinheiro, mas ele não me deu ouvidos. Então o segui até a casa dele, tirei fotos e gravei vídeos com meu celular, dizendo que ninguém precisaria saber de nada se ele casasse comigo. Não queria filhos, só queria o dinheiro dele para a empresa. Ele concordou, mas eu só teria acesso ao dinheiro após o casamento. 

- Você poderia ter pedido só o dinheiro. 

- Poderia. Só que o rumor já estava se espalhando, ele precisava de alguém pra servir como um atestado de masculinidade pra família. Os pais dele não dariam um centavo sequer se descobrissem quem ele era de verdade. Eu achava que ele não tinha outra saída a não ser casar comigo. 

- Era pra ter acontecido isso hoje. 

- Exato. 

- E não aconteceu porque.... 

Ouviu o suspiro cansado dela, antes que continuasse. 

- Por que ele descobriu que eu tinha um amante, gravou tudo em vídeo e fez questão de mostrar hoje, na igreja. Foi sua vingança. 

- Você não parece triste... 

- Era tudo encenação, confesso. Só queria o dinheiro, mas ele levou minha integridade. Meus pais odeiam ainda mais pelo que eu fiz com ele. Yan me odeia. Até eu mesma me odeio. 

- Eu não odeio você. - disse neutro. 

- Ainda... Mas, poderia ter sido você. 

- Não faria isso comigo. E eu não teria coragem de fazer isso a alguém próximo a mim. 

- Por que não? 

- Por quê... 

Lembrou-se de imediato de sua reflexão de mais cedo. Ele tinha motivos pra fazer o que bem entendesse, não tinha? Afinal de contas, sempre fez o esperado dele e não tivera nenhuma satisfação, não é? 

Em que ele se diferenciava de Akira?  

Poderia não ter decepcionado ninguém da sua família, mas encontrava-se tão ou mais perdido que ela. Não tinha satisfação. Não tinha ninguém que pudesse compreendê-lo. Tinha salvado a Terra várias vezes, mas não poderia bradar-se como o salvador dela. Então... o que ele estava esperando? 

Foi quando um “estalo” fez-se presente. 

- Se você realmente tivesse feito as coisas para você e por você, não estaria nesse buraco. 

- Como? 

- Você quis abrir essa empresa por conta de ser melhor que sua irmã, não por você. Você ligou para seus pais naquele dia para desmascará-la, não por se preocupar com sua família ou com sua segurança. Você chantageou seu noivo, em vez de tentar uma aproximação com outra pessoa que gostasse de você. Tudo o que aconteceu foi uma consequência de seus próprios atos... 

Viu ela olhá-lo estarrecida, estupefata. 

- Como você se atreve... 

- Quando você vai fazer algo por si mesma? 

Silêncio. Viu os olhos dela quase saírem das órbitas enquanto a mesma escancarava a boca, surpresa. Ela sustentou o olhar no dele por longos minutos, até que finalmente entendeu o que ele queria dizer. Levantou-se, sorriu para ele e estendeu a mão. 

- Obrigada pelo café. Preciso ir... 

- Vai desse jeito? 

- Vou dar uma ajeitada ali no banheiro. Devo estar ma-ra-vi-lhosa! - respondeu rindo. 

- Acho que mesmo lavando, ainda vai ficar com o rosto borrado. 

- Hum... 

Foi então que ele viu uma máquina de “pescar brindes”. Teve uma ideia. 

Após alguns minutos, ambos saíram cada qual para um lado. Sem cumprimentos, sem adeus. Akira seguia com seu vestido – agora customizado – os cabelos soltos, os saltos impecáveis e um par de óculos laranja que disfarçava um pouco do restante da maquiagem que ficara em seu rosto, fruto da “pescaria”. Nenhum dos dois sabia o que o outro iria fazer, mas ele ficou com aquela sensação de que ela se sairia bem. 

De dever cumprido. 

Quando virou-se para finalizar sua missão, seu celular começou a tocar. Nem olhou o visor para saber quem era, apenas atendeu. 

- Briefs. 

- Oi. - era Mai. 

- Oi. Estou indo ao shopping, comprar aquela boia flamingo que a Bra queria... lembra? 

- Impossível esquecer... Olha, sobre nós... 

- Me encontre lá. Precisamos conversar. 

-... - ficou surpresa pelo convite, mesmo sem vê-la ele sentiu isso. - Quando? 

- Estarei lá em 20 minutos. 

E desligou. Não sabia se Mai iria, não sabia se eles se acertariam, não sabia se ele ainda acharia aquela boia ridícula para a irmã, mas ele tinha descoberto uma coisa com aquele encontro inusitado: se você não fizer algo pra você e por você, ninguém mais o fará


Notas Finais


Apenas para elucidar os objetos que eu usei no desafio do Mês de Outubro (e vcs podem conferir aqui:
www.spiritfanfiction.com/jornais/quarto-desafio-de-fanfics--objetos-17591520) em ordem de aparição:
- CD de Death Metal;
- Vestido Branco;
- Salto Agulha de 15 cm;
- Boia Flamingo Rosa;
- Óculos Laranja;

QUERIA ter usado mais objetos, mas estouraria o limite de palavras que eu poderia usar (no próximo, poderiam colocar um limite de 5k de palavras, né @BlueFairy19 e @Alyssa? Hehehehehe)

Sei que ficaram MUITAS pontas soltas, mas acho que consegui passar a minha ideia e eu quis que todos refletissem com a história. Quem nunca esteve em um situação similar, de parecer que tudo a sua volta não está como deveria ser?

Obrigada por chegarem até aqui!


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