História Afável - Capítulo 8


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Taehyung (V), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Abo!au, Cio, Design:ainoseiza, Jeongguk!ômega, Menção Jihope, Royalty!au, Short Fic, Taehyung!alfa, Taekook, Taepurple, Vkook
Visualizações 297
Palavras 4.582
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Sobrenatural, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 8 - Ama tudo em você


Yerim acaba de acordar com os cabelos desgrenhados e o rosto bonito e meigo enfeitado por um sorriso manhoso. A camisola de seda rosada paira em seu corpo branquinho e seus olhos miram os flocos de neve que descem suavemente pelo céu. É tranquilizante acordar vendo a obra prima da natureza.

Mas não só vendo algo que a agrada em demasia, já que em sua cintura mãos delicadas se enlaçam, e o cheiro de rosas silvestres que inunda todo seu corpo é como uma proteção além dos guardas em volta de seu palácio. A ômega se sente extremamente satisfeita ao acordar nos braços da garota que a acompanha desde que se entende por gente.

Ela soltou um suspiro auditivo e a alfa a puxou com dengo para que ela ainda ficasse em seu abraço, circundando a cintura delgada da mesma com a perna. Yerim sorriu com o contato e se deixou aproveitar cada instante único, onde tudo está em seu devido lugar.

— Já está acordada? — a dona da voz melodiosa perguntou baixinho em seu ouvido, carente de ouvir a voz da princesa.

— Não. — risadas soaram baixo, e a morena se virou, encaixando-se nas pernas da alfa e inspirando seu cheiro com vontade.

— Deixe-me reformular: como você se sente hoje? — brincou, ao tempo que mexia nos fios desgrenhados da filha de Soo.

— Carente de um beijo.

— Oh, e quem poderá sanar a carência de vossa excelentíssima majestade princesa Yerim? — levantou uma sobrancelha e olhou questionadora, com um bico nos lábios cheios e bonitos.

— Você. — cortou a distância e começou a dar beijinhos por toda a extensão do rosto da serva, vendo a mesma sorrir de modo livre e levar as mãos até a nuca alheia para enfim parar o rosto da menina e dar-lhe um beijo de verdade.

Calmamente dançavam conforme combinado das línguas, e suspiros lindos de se ouvir saiam da boca de ambas. E quando o ar lhes faltou, se separaram com uma mordida no lábio inferior e selinhos carinhosos.

— Eu poderia ficar aqui o dia inteiro. — Yerim confessou baixinho.

— Mas você precisa nos representar no conselho. Eu também iria adorar ficar aqui, minha pequena.

— Oh, se a senhora Lee não fosse tão… ela, eu poderia passar o dia inteiro aqui, com você me mimando. — formou-se um biquinho, fazendo a alfa rir do comentário gradativamente revoltado.

— Lembre-se que eu também tenho o que fazer, e isso por acaso é te servir.

— Eu queria retardar mais meu passeio com os Kim, apesar de serem ambos tão gentis e educados.

— Sabe que já retardou o bastante. — seu tom foi de aviso.

— Parte disso foi sorte, a neve e o tempo frio contribuiu comigo e enfim pude ficar somente aqui, no palácio. Mas confesso que não foi fácil enfrentar o conselho, tenho tremedeiras só de repensar os momentos. — brincou e tremeu os ombros em dramatização. — Antes andar a cavalo do que ter todos aqueles olhos sobre mim.

— Mas você fez bem, e agora todos estão tendo provisões. Estou orgulhosa. — passou a mão pela bochecha branquinha.

— Meu pai é insensível e não vê que sem a classe mais baixa não existe reino — revirou os olhos.

O sol estava escondido e a manhã era úmida e escura, mas ainda sim bonita com os flocos de neve.

Yerim queria muitas coisas; tinha muitos sonhos.

— Sabe o que mais me constrange? — sapeca era seu tom de voz, e a alfa só negou com a cabeça. — Saber que vou ter que lidar Taehyung, nós duas sabemos a lástima que foi meses atrás. — ela riu baixinho.

— Oh, nem me conte, toda vez que eu te via com ele meu sangue fervia e sentia vontade de te marcar com meu cheiro. — confessou com as bochechas coradas em ciúmes, fazendo a outra garota a olhar com afeto. — Mas nós nunca o fizemos.

A príncesa sabe do que a alfa estava falando, elas nunca haviam realmente se marcado apesar dos sentimentos recíprocos, e ficou ainda mais difícil quando Soo e o conselho começou a querer casá-la com o nobre Kim Taehyung. Estava cada vez mais difícil esconder os olhares e saber lidar com toda a situação, Yerim estava grudada no alfa como cola.

Mas quando enfim foi anunciado ela pôde respirar aliviada novamente. Claro, nessa noite em que recebeu a notícia que já estava na boca da população toda, teve que enfrentar o conselho real. Perguntas imundas como a de ela não ter habilidade de uma ômega digna para conquistar outro alfa foram postas a mesa; todas a contragosto e arrancando um filete de sangue vermelho dos lábios mordidos.

Ela resistiu e vem desde então tentando provar seu valor, o que não devia ser necessário, porque ela por ser uma mulher forte e uma ômega, já devia ter todo o respeito. Devia ter o respeito de todos por sobreviver, por lutar pelo que acha justo. Ser gentil a sua forma e ansiar por algo melhor do que muitos pensamentos medíocres.

Também foi nessa noite que desabafou mais uma vez com sua serva, tendo a conclusão de que nenhuma outra presença a faria se acalmar.

Tinha que lidar com o julgamento de todos, de quem a conhecia e dos súditos que só ouviram rumores sobre si.

— Me deixa contente que os dois estejam juntos, Jeon Chung-hee foi quem me atendeu qua do estive doente, e seu filho aparenta ser alguém bom, apesar de tímido como flor do campo.

— Quando eles vieram aqui para uma refeição, notei que não estavam marcados. — ela pontuou, acariciando o ombro da princesa. — Me incomodou um pouco, se você e ele tivessem se casado não teria sido tão estranho porque já se viram algumas vezes. Agora imagine os dois, pelo que sei só se conheceram no casamento.

— Entendo seu ponto de vista. — respondeu pensativa. — Eles devem estar se conhecendo ainda, nem todos criam laços de imediato. Mas bons dias se passaram e acredito que eles estão mais próximos agora.

— Viu a forma que seu pai o olhou? Me deu calafrios apesar dele tentar disfarçar, não era tão escandaloso mas ainda sim inoportuno e no mínimo nojento. — olhou fundo nos olhos da garota.

— Ah sim, parecia que se eu quisesse, poderia apalpar a tensão do ar. Eu não tinha mais idéias para tirar aquele clima e fazê-los sentir-se mais confortáveis, mas meu pai fez cada pergunta inimaginável e íntima, sem contar descarada. — falou de uma vez, com um pouco de irrigação na voz doce. As fitas passando em sua memória e a fazendo apertar os olhos.

— Não fique nervosa, você sabe que ele é assim. Nem eu e nem você concordamos com isso. — depositou as carícias agora no rosto alheio, tirando a ruguinha do meio das sobrancelhas.

— Pensar que outros podem estar sendo tratados assim me revolta, é minha natureza. — ela aceita o fato de ser uma ômega e estar ainda abaixo na posição hierárquica da biologia dos genes, mas isso não a torna uma fraca.

Isso não torna qualquer ômega fraco.

— Todos deveriam pensar como você.

Yerim afundou a cabeça na clavícula alheia, inspirando o cheiro de rosas e sentindo suas pupilas se dilatar com o deleite, seu lobo interno ficando manso novamente.

— Como pretende se portar hoje?

— Eu quero descobrir mais dos dois, quero cortar toda raiz de engano que cresceu nesse meio tempo e fazê-los me ver como uma aliada, e não como uma inimiga desesperada por um alfa.

— Até porque você já tem uma alfa. — piscou um olho, sorrindo debochada.

— Aish, estou tentando ser séria e planejar meu passo a passo nessa caminhada dramática! — falou e colocou um bico nos lábios, se a serva queria cortar de vez esse clima tenso que se instalou, conseguiu.

— Tudo bem, vossa majestade, agora que tal nos levantarmos? Com certeza seu cavalo já está sendo preparado para mais tarde. E tenho que buscar sua bandeja de café da manhã, ou irá para o desjejum com seu pai?

— Adoraria tomar café da manhã com você aqui na minha cama, mas tenho que ir para a sala de banquetes. — olhou novamente para a garota, seus olhos estavam desapontados e o brilho de acordar com quem se ama fora perdido.

Deu mais um beijinho cálido e verdadeiro na herdeira, a puxando para longe dos lençóis.

— O que acha do vestido florido hoje?

— Acho ótimo.

Yerim sabia de suas privações, e comer com Irene estava nessa lista.

E assim como no palácio, onde a princesa era amada por sua companheira, Jeongguk e Taehyung eram gentis.

O decorrer do dia ia seguindo, e o alfa estava empenhado em escrever seus versos com a melhor delicadeza possível, enquanto recebe afagos no cabelo cinza. Afagos estes dados por seu ômega, que descansa os olhos, ouvindo a respiração calma do marido.

— Acha que vai estar bem para o passeio? Ando preocupado com seu bem estar, Jeonggukie. — murmurou, deixando suas anotações de lado para poder olhar o rosto sereno do mais novo.

— Claro que sim, só foi uma tontura, Tae. — riu baixinho com a preocupação do outro, era bom estar nessa fase onde a preocupação é mútua e o zelo é feito de forma involuntária. — Não acha que já adiamos demais?

— Você quer realmente ir nesse passeio? — fez uma careta descontente que causou risos ao mais novo. — Por mim eu tirava o dia de folga para ficar com você, quem sabe para passear só nós dois. — só Jeongguk sabe o efeito que aquele sorriso que foi aberto após a fala causa em si, bom, ou que passou a causar, abalos nada discretas em seu coração.

— Mas vamos passear, vamos ver o dia úmido. Eu e você. — beijou a ponta do nariz alheio, lembrando da pintinha que achou ali por acaso. — E a princesa Yerim.

— Oh, que castigo. — e rolou para longe dos braços do mais novo, que ria do drama que o marido fazia.

Com o passar do tempo ele foi descobrindo esse lado do mais velho, depois que se marcaram, parecia que haviam passado cola nos dois. E por mais que a aproximação fosse boa, Jeongguk ainda era assombrado pela vez em que usou a Folha do Porto.

O ômega o puxou pela cintura o trazendo para mais perto enquanto ouvia protestos, a cama ficando desarrumada e as roupas ameaçadas. O agarrou contra seu peito e apoiou sua cabeça sobre a do cinzento, inspirando o aroma de menta que tanto lhe acalma.

— A neve parou de cair. — pontuou baixinho, apertando a cintura do mais velho em seus braços, vendo que este afundava a cabeça e seu peito.

Ficaram ali por algumas horas, até Jimin bater na porta e adentrar no quarto, vendo o casal dormindo baixinho, Taehyung totalmente aconchegado em Jeongguk que tinha a respiração descompassada.

Seu relacionamento com Hoseok havia mudado tanto desde foi comprado, e isso foi uma novidade até mesmo para si. Fora tão pouco tempo e já se sentia totalmente do alfa feiticeiro. Ele tinha certeza que iria se apaixonar cada dia mais por ele, tinha aquelas sensações bobas e surreais que os livros tanto narram; se sentia especial.

Hoseok tem em suas mãos algo precioso, o brilho dos olhos de Jimin. Assim como Taehyung, que tem toda a afeição de Jeongguk.

Apesar do pouco tempo que ele e o alfa tem para conversar e matar a saudade, ele ainda conseguiu contar algumas notícias sobre o menino Jeon. O Jung agiu como um irmão super protetor, e ficou embasbacado quando Jimin contou-lhe que o mais novo havia furtado iam de suas poções.

Hoseok quer mais que tudo visitar o moreno, saber como ele está.

Após se perder em pensamentos, o servo se condenou por acabar com aquela cena tão linda, mas teve que acordar os dois para a realidade. Uma realidade onde ambos tem que se preparar para um passeio.

E os preparativos tanto na casa dos Kim como no palácio começou, quando ambos deram por si, estavam já fora do estábulo real, com cavalos malhados e com capas para proteger-lhes do frio e sereno. Cumprimentos singelos foram lançados e Jeongguk já não estava tão constrangido como quando estava com o rei em pessoa. Taehyung tinha as mãos dadas com ele ao seguirem um caminho até o bosque real, com a princesa de cabeça baixa, totalmente concentrada em seus passos na neve fina e servos os seguindo com as rédeas dos garanhões.

Era como estar dentro de um quadro de óleo sobre tela, ou até mesmo de uma tinta barata vinda de algum lugar de Paris, porque tudo estava branco e gélido como as montanhas altas que cercam alguns pontos do reino.

Era notório para Jeongguk, Yerim certamente estava com a cabeça longe e um formigamento em suas mãos o domina, fazendo-o apertar a mão do marido. Ironicamente depois do cio tudo estava mais notável ao seu ver, ele conseguia perceber mais das emoções alheias e seu corpo parecia ter um tipo de ponto dos cosmos, ou até dos lobos anciões, porque seus sentido mais aguçados o faz perceber as coisas ao seu redor com mais facilidade do que o normal.

Yerim sentia-se inquieta, o que não era estranho considerando sua relutância em aparecer no passeio em que ela mesmo convidou. Teria que se policiar, lembrar que fez isso pelas aparências, e que queria reinar sobre as terras de toda Coréia do Sul; queria reinar melhor do que seu pai.

— Vi que vossa majestade decretou a troca de alimentos por todas as províncias, isso é um gesto digno de honra. — Taehyung foi o primeiro a se pronunciar nessa parte do bosque, onde bonsais estão expostos ao choro branco da natureza e um pequeno lago está congelado e é feito de vidro.

— Ah sim, muito obrigado, mas fiz somente o que era necessário. — sorriu bondosa para o casal, sentindo vários cheiros no ar. De menta, morango, dos servos e o conhecido ao seu olfato: o de rosas. — Não era justo com todos.

Pararam, e os três receberam as rédeas dos cavalos, logo os montando. É típico todos os nobres saberem cavalgar, justamente por ser um meio de transporte quando se deseja ver o céu e estar livre das cabines das carruagens.

— Vocês formam um belo casal. Como está seu pai, Jeongguk? Quando o ver, mande lembranças minhas. — o ômega sabe que a princesa só queria ser gentil e o deixar a vontade, e por mais que estivesse aliviado por não ver o pai ou a mãe esses dias, tentou ser agradável.

— Certamente, vossa majestade. — corou e olhou para Taehyung que sorriu para si. Elogios de como eram um belo casal o deixava assim.

Cavalgada por mais uma extensão de terras, com conversas paralelas e comentários sobre a política em si até que chegaram na questão do povo.

— Acha que governará melhor que seu pai? — Taehyung perguntou e levantou uma sobrancelha, o vento levando os cabelos cinzas para longe dos olhos.

— Não posso prever o futuro, e não posso tirar a honra de meu pai fazendo pouco caso de seus anos de reinado, mas acredito que farei o meu possível.

— E como pretende lidar com isso de se casar? — Jeongguk estava curioso, desde que levantou essa questão, sua mente martela incansavelmente.

Um assunto pesado foi questionado, e Yerim não podia estar mais satisfeita com a questão.

— Não quero me casar com nenhum nobre. — foi sincera, e deixou parte da resposta no ar, fazendo assim o ômega se questionar sobre qual era as intenções dela com seu marido meses atrás.

— Entendo.

O clima entre os três estava bom, e já havia se passado horas desde que adentraram o bosque branco. A beleza dos três contrastava com as fontes congeladas.

Mas Jeongguk sentia que tudo estava passando rápido demais, como se ele estivesse em movimento e visse tudo passar rapidamente diante de seus olhos. Ele ao menos havia parado para pensar sobre tudo que lhe aconteceu. Sua visão ficou turva por um momento, e ele agarrou com mais força as rédeas do cavalo, fingindo estar bem quando Taehyung se aproximou de si.

— Jeonggukie? — preocupação estampava a voz grossa, por sua marca ondulações eram passadas mas ele não sabia decifrar o que era.

— Senhor Jeon? — Yerim também parou seu cavalo e direcionou sua atenção ao garoto de mechas negras e pele branquinha.

Ela sentiu um arrepio quando o garoto lhe fitou, ou devia ser o vento a balançar seus cabelos por debaixo de sua capa azul escuro.

— Acho melhor voltarmos. — Taehyung falou convicto do que queria.

Ninguém precisou falar para Yerim que ambos estavam marcados, a presença do alfa estava mais marcada no ômega, e virce versa. Mas havia algo a mais em cada gesto do mais novo, ela podia sentir algo mais, algo sobre Jeongguk e ela estar mais sensíveis às emoções, o que é deveras estranho.

Ela olhou para o alfa preocupado com o esposo, e resolveram voltar, tomando o caminho de volta por entre os arbustos gélidos.

Quando chegaram no estábulo real, Taehyung tirou sua capa, ficando apenas com seu casaco grosso para proteger-lhe do frio, e depois a colocou sobre os ombros do esposo. Jeongguk não gosta de parecer fraco na frente dos outros, e agora ele imaginava estar nessa situação, isso o irritava mas ainda sim não podia negar que estava com a visão comprometida aos montes.

— Foi um prazer, cavalgar com a senhorita. — Taehyung fez uma reverência ao lado do moreno, sinceramente agradecendo o passeio e as boas conversas realistas que tiveram em propriedades do palácio.

— Eu quem devo agradecer a vocês, passei uma tarde ótima na companhia de vocês. — Jeongguk ainda sentia que faltava algo, que o tempo passou rápido demais e ele mal teve tempo de sondar e sanar todas as questões que tinha.

— Irene, pode fazer a gentileza de acompanhar meus convidados até seu transporte? E certifique-se de que ambos estão em condições perfeitas para seu caminho de volta. — se referiu a serva que se prostrou ao seu lado, com as roupas simples e os cabelos soltos em um penteado que consistia em duas tranças laterais.

— Claro, vossa majestade.

Reverências foram trocadas e sorrisos gentis e cheios de entrelinhas, Taehyung sentia seu lobo interno uivar, uma sensação de posse ao envolver o ômega com um abraço lateral ane todos os olhares de servos que recebiam. De fato, um casal que não passa despercebido, não só por serem da dinastia Kim, e sim pelo pelo poder e autoridade que a presença de ambos causam.

Yerim seguiu encabulada escadaria acima, com a cabeça mais cheia do que os rios durante o verão. Quis falar para ambos se cuidarem, realmente quis, mas seus pés pouco se importaram com seus devaneios e a guiou para seu quarto, onde tiraria sua tiara da cabeça e enfim postaria-se a pensar sobre seus passos. Sobre onde foi que errou, ou talvez, se errou.

Irene acompanhou os homens por toda a extensão do palácio, vendo um cuidado em cada palavra. E alias, ela nada disse, só ficou calada o tempo todo, mas no fundo ficou satisfeita em ver os dois juntos como deve ser, talvez fosse sua culpa lidar com algo que não tem poder de ter. Yerim é uma pérola, e não se joga pérolas aos porcos, ela pensava, mesmo que isso doesse a cada beijo escondido que trocavam.

Ao se despedir com uma reverência dos senhores, seguiu para suas funções novamente.

Mas de uma coisa é certa: nem ela e nem Taehyung queria largar suas pérolas, e este que está sentado ao lado do ômega, extremamente preocupado, é quem reivindica seu papel.

— Devemos contatar seu pai, ele é médico. — disse ao longo do caminho. — Estou realmente preocupado com você, meu amor.

— Não há necessidade, não quero ter mais tanto contato com ele. — no fundo o acinzentado entendia, e tentou confortar o outro através do laço que mantinham.

O caminho que fizeram foi o mesmo de sempre, passaram pelas movimentadas ruas, viram tabernas e observaram os ninhos que era a única coisa que dava cor aos inverno além das pessoas que andavam para lá e pra cá. Não demorou, e logo estavam na grande propriedade, saindo com pressa da carruagem para não pegar a frieza do vento. O clima estava de acordo com o humor de Jeongguk, e isso o fazia suspirar.

Foram recebidos por Jimin e Song, que olharam o rosto preocupado de Taehyung e logo o acompanharam, perguntando o que tinha acontecido, e claro, ao decorrer do momento Sun-Hi apareceu com sua formosura e os acompanhou até o quarto espaçoso onde o casal está instalado.

— Jeongguk, querido, faz quantos dias desde que teve seu cio? — perguntou a dama, o ajudando a se deitar na cama quente e colocando almofadas ao redor de si. O garoto estava se irritando com o cuidado todo, era somente uma tontura, acreditava ele.

— Não deve fazer muitos, aconteceu algumas semanas depois do casamento. — olhou para Taehyung que tirava o casaco e o enrolava debaixo das cobertas. — Lembro-me que a última vez que estive bem foi depois da visita ao palácio, passaram-se alguns dias, o que na realidade era para termos ido cavalgar com a princesa Yerim, mas foi adiado por causa da neve. E depois foi adiado por causa de meu cio e hoje cumprimos o compromisso. — deu todas as informações de que se lembrava.

Jimin o olhava anestesiado, ele pediu gentilmente que Song trouxesse algo da cozinha para que o seu senhor pudesse comer, algo como uma salada de frutas para dar vitalidade ou uma bebida quente para esquentar o corpo.

O ômega loiro havia lembrado do pedido de Hoseok, e agora quis notificar Jeongguk. Seria uma ótima idéia, ele iria ver um amigo e acima de tudo cuidar de seu bem estar.

— Senhor Jeongguk? — chamou baixo, quando Taehyung e Sun-Hi conversavam sobre algo. — O que acha de receber uma visita de Hoseok?

O garoto deitado ouviu com atenção cada palavra, e concordou com um sorriso no rosto, ficando animado de repente por receber a visita do amigo de infância.

— Ora, será ótimo, Jimin. — falou entusiasmo, tirando os lençóis de cima das pernas e ficando de pé, mesmo que recebesse olhares repreendedores de Sun-Hi. Não era tão incapaz assim, pensava.

O Park sorriu e acenou com a cabeça, indo para fora do quarto para mandar um mensageiro com urgência na casa dos Jeon.

E assim, um pouco distante dali, Hoseok recebeu a mensagem com ânimo e bom humor.

— Hoseok, se porte bem. — Sunmi disse rígida, mesmo que seus olhos ainda possuíssem um pequeno vestígio de dúvida.

— Não se preocupe, Sunmi. A senhora sabe que que convivo com a realeza e nobreza desde que meu pai ainda era vivo, e cuidava da saúde de todos nessa casa.

A senhora não falou mais nada e deu um último olhar para o garoto feiticeiro que arrumava sua capa negra como corvo em seus ombros. O vestido de Sunmi tinha pele para esquentar, e era pomposo assim como seu rosto que transbordava algo que ele não soube identificar. Chung-hee também não sabia que o mensageiro havia chegado, até porque não estava em casa para ver-lhe e sim em outra propriedade de um nobre qualquer.

Chegando Hoseok na casa dos Kim, logo encontrou Jimin a sua espera, na porta que dá acesso à cozinha e a casa dos servos.

— Eu senti sua falta. — o ômega segredou, o abraçando e o puxando para a dispensa.

Hoseok abraçou o outro com força, o marcando com seu cheiro e beijando o topo da cabeça do mais novo.

— Sinto que é a primeira vez que nos vemos. — falou, sentindo o coração palpitar e suas pupilas cresceram.

As bocas trilharam um caminho conhecido, onde Jimin brinca com cada fio de cabelo da nuca do outro e explora a boca doce e gentil que lhe conta clichês e história incríveis sobre civilizações distantes. E claro, era retribuído na mesma intensidade, com atos afáveis e com um calor delicado e gostoso de se sentir.

Quando se separaram aos pequenos selinhos, o servo contou-lhe a situação.

— Jeongguk teve um mal estar, eu suponho o que seja, mas o feiticeiro e filho de médico aqui é você. — brincou sorridente, os olhos sumindo com as bochechas cheinhas. — Eu dei a ideia de você vir, e ele achou ótimo, aposto que estava ansioso para te ver.

— Aquele pirralho que deixou preocupado sem nem dar notícias.

— Eu queria ficar, mas vamos logo para cima, nosso garoto precisa de suas habilidades. — ah, Jimin poderia passar o resto do dia olhando aquele rosto lindo e bem feito, como o próprio sol.

O feiticeiro subiu as escadas nada admirado com o que via, a luxúria e nobreza que aquelas pessoas tinham como característica não o afetava, e ao acompanhar Jimin para dentro do quarto do mais novo, também não ficou surpreso com a recepção que teve.

— Eu estava com saudades, Hobi. — Jeongguk o abraçou e riu abobado, ambos receberam a atenção de todos, até de Song que chegou atrasado com a bandeja.

— Ah, saudades estava eu, garoto insolente. — brincou vendo o sorriso de coelho brilhar como uma fonte de luz. — Você deve ser o Taehyung, certo? — fez uma devida referência em frente ao alfa.

— E você, Jung Hoseok? — sorriu amigável, sentindo boas emoções ser transmitidas pelo laço.

— Isso mesmo. E, obrigado senhora Sun-Hi por me deixar ficar aqui e cuidar de Jeongguk, por hoje.

— Oh, de nada. Cuide bem dele.

— Senhora Sun-Hi, saímos agora? — Song perguntou e apontou para a porta, vendo Taehyung sorrir ladino e aos poucos as pessoas saírem, no caso Sun-Hi que assentiu, Jimin que lançou um olhar para o garoto feiticeiro antes de sair e Taehyung.

— Jeonggukie, você irá ficar bem? — Taehyung perguntou, devidamente preocupado.

— Claro, Tae. — beijou a boca rosada do mais velho.

Ele saiu e deixou os dois a sós.

— Me conte como anda, e por que está com esse cheiro incrivelmente bom. — olhou sugestivo.

— Hoseok!

— Eu sinto algo vindo de você, Jeonggukie. Acho que isso é bom, Jimin até suspeita o que pode ser mas eu preferi me manter neutro até te encontrar.

— Eu só tive um mal estar, só isso.

— Jura que não faz a menor ideia do que pode estar acontecendo? — Hoseok levou as mechas negras do ômega para trás em um carinho fraternal.

— Seu cio, não faz muito tempo. Você e Taehyung fizeram sexo no cio, Jeongguk. Você sabe das consequências, e elas às vezes não são ruins, depende do ponto de vista de quem o enxerga.

— Existe mais doses do cheiro de Taehyung em você, está mais acentuado. — falou carinhoso. — Você pode estar esperando um filhote.

— Mas assim tão rápido? — perguntou exasperado, não sabia como se sentia, e lá fora o alfa seu marido sentia suas emoções confusas serem passadas através do laço e da marca.

Ele não sabia se sorria, na realidade não sabia o que fazer. Levou as mãos até a barriga e pensou em todas as vezes que ele e o marido fizeram amor, ou sexo. Hoseok o olhava com um brilho nos olhos, dava para sentir que o garoto iria ficar feliz em ter um filhote, todos ficariam.

— Você e Taehyung vão ter um filhote, Jeongguk. — falou calmo e compreensivo, segurando os ombros do ômega.

Incrível como deu o diagnóstico só ao chegar próximo do moreno, de tão intenso que estava o cheiro do outro em si e os claros sintomas do qual Jimin lhe falou.

Talvez o mais novo não tenha visto realmente uma ilusão quando fora marcado no cio, e sim um futuro próximo, onde a cada dia que se passa, uma semente única ia crescendo.

Jeongguk, Taehyung e um filhote.


Notas Finais


Espero que tenham gostado. Yerim é um bolinho <3
E espero que estejam preparados pra esse comeback rsrs.


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