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História Afers Exteriors - Capítulo 50


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Notas do Autor


Finalmente Gray aqui! A apresentação dos protagonistas está completa!

Capítulo 50 - Gray Srge, o pescador que veio do gelo


Fanfic / Fanfiction Afers Exteriors - Capítulo 50 - Gray Srge, o pescador que veio do gelo

50 — Gray Sørge, o pescador que veio do gelo


"Because I’m bad, I’m bad, come on

(Bad bad, really, really bad)

You know I’m bad, I’m bad, you know it

(Bad bad, really, really bad)

You know I’m bad, I’m bad, come on, you know

(Bad bad, really, really bad)


And the whole world has to answer right now

Just to tell you once again

Who’s bad"


[Você sabe que sou mau, sou mau, você sabe

(Mau, mau, realmente, realmente mau)

Você sabe que sou mau, sou mau, hoo!

(Mau, mau, realmente, realmente mau)

Você sabe que sou sombrio, sou mau, você sabe

(Mau, mau, realmente, realmente mau)


E o mundo inteiro tem a resposta agora

Só para lhe dizer mais uma vez

Quem é mau?]


(Bad — Michael Jackson)


Barcelona, Espanha

Manhã de 15 de março de 2051


Lisanna abriu os olhos com a revelação. Erza se entregou? Se ela era tão forte assim, por que fez uma coisa dessas? 

— Gray! Maldito! O que faz aqui?

— Eu que me pergunto, o que você faz aqui. Eu sou um empresário, visando expandir meus negócios, mas você eu não sei bem quem é. Achava que as florestas na Noruega seriam o bastante para você… 

— Eu não tenho razões pra te falar do porquê de eu estar aqui. Nem muito menos pense que eu vou sair daqui só porque você tá mandando ou me intimidando! — Lisanna cerrou os punhos com força.

— Veremos… 

Gray continuava com um sorriso zombeteiro no rosto que custava a sair. Irritada, a albina correu até o homem, mas suas mãos desaceleraram assim que se aproximaram do moreno de cabelos espetados.

— Mas… 

— Lamento, minha querida. Lhe falta malícia pra entender que esse mundo tem muita gente má e cruel que que se disfarça de boazinha… — Gray agarrou seu punho no ar com força. Lisanna sentiu seu corpo inteiro congelar, desde os ossos, irradiando até os músculos e o sangue, fixando em sua mente a imagem sorridente de Gray.


[...]


Juvia estacionou o carro na frente do prédio do ministério sem jeito algum. Não era acostumada a dirigir, apesar de ter licença e pegar um carro de vez em quando. Sentindo aquela pressão de seu passado fritando seu cérebro, o volante deslizava de suas mãos. 

Quase quebrou o hidrante, mas conseguiu estacionar com segurança. O carro tinha piloto automático, mas desligou-o só para poder controlar melhor a velocidade do veículo. De manhã, as ruas de Barcelona não eram tão movimentadas como sempre, o que ajudava. 

Saiu do carro e correu até a porta, não parando por nada do mundo. Kinana e Happy estavam lá.

— Olha só, se não é a Juvia? — indagou o gato azulado de asas.

— Juvia, o que aconteceu pra você vir desse jeito até aqui? — perguntou Kinana, percebendo o estado alterado que estava. Sentou-a em uma das poltronas da recepção; Happy pegou um copo de água, que a azulada engoliu com voracidade.

 — Nana, é urgente! Cadê o Natsu?

Nesse momento, Natsu e Jellal entraram juntos na recepção do prédio do ministério. 

— Juvia, bom dia! O que aconteceu? — perguntou Natsu, sorrindo, um pouco preocupado.

— Graças a Deus você chegou! — A confeiteira levantou-se de súbito do banco, segurando as mangas de seu terno. — Aconteceu uma urgência, a Lisanna foi levada! 

— A Lisanna? — Natsu ficou chocado. Do jeito que ela falava, com certeza aconteceu um sequestro. Por um segundo, teve medo que a mulher norueguesa que lhe ajudou a resgatar Kinana no frio e na neve e que lhe ajudou recentemente a descobrir um covil de criminosos tenha sofrido alguma retaliação por parte de um dos subordinados de Peppe. Agora era Natsu quem se alterava com as informações que acabou de receber. — Juvia, me conta, o que aconteceu com a Lisanna?  

— O Gray levou ela! ‘Tão num estaleiro de Barcelona!

— Estaleiro? — indagou Jellal, preocupado. — O que esse cara vai querer com ela? 

— Se ele está em um estaleiro e avisou onde estava, ainda mais com a Juvia conhecendo quem se trata, não é bem um sequestro… — pensou Kinana.

— Mas ele tá querendo aprontar alguma pra cima da gente e não é pouco não! — Natsu sacou sua pistola da cintura e puxou-a, engatilhando uma bala. 

— Espera, Natsu! — disse Jellal, segurando seu punho. — Não é assim que vamos resolver esse assunto! Pode ser que os dois estejam conversando e criou essa situação toda pra causar pânico na gente. Se fosse eu, chamava a polícia. 

— Não, essa eu resolvo. Não foi você mesmo, Jellal, que me disse no aeroporto que a gente tem que fazer trabalho de polícia de vez em quando? Vamos começar dede já! Quero saber o que esse Gray tem a ver com os caras que a gente tá investigando e quero saber agora! Happy, pega meu capacete! — pediu Natsu.

— Aye, Sir! — Happy fuçou por trás dos armários da recepção e jogou o equipamento de segurança para o agente de cabelos cerejeiras.

— Tudo bem! Eu vou com você! Vamos pegar os carros do ministério e depois a gente se explica com o Macao! Temos que ir preparados! — alertou Jellal. 

— Aye, Sir! Vou selecionar aqui uma Mercedes já equipada com algumas “coisinhas” — disse Happy, abrindo a tela holográfica de um painel de controle. 

— Ótimo! Vamos, Jellal! Eu vou na moto pra adiantar! — disse Natsu. 

— Espera, gente! Vocês não perceberam que a Juvia conhece demais desse homem? Quem é Gray, Juvia? — indagou Kinana.

A azulada calou-se e baixou a cabeça. Gray era um assunto delicado demais para ela, mas Natsu tocou em seu ombro, encorajando-a com suas mãos quentes em meio aquela manhã fria de inverno.  

— Conta pra eles… 

— Gray Sørge é o pai do filho perdido da Juvia… 

Agora foi a vez de Kinana e Happy ficarem espantados com a revelação.


[...]


Quando Lisanna percebeu, estava algemada em uma cadeira. Erza e Laxus olhavam para ela, esperando por alguém. De vez em quando, sorriam vendo sua condição de prisioneira. Era assim que Gray sempre agia com as mulheres que se aproximavam demais daquele coração frio e duro como pedra: hipnotizava-as, seduzia-as e depois as prendia em sua teia particular, sem algemas, sem grades. A mesma coisa aconteceu com Lisanna, o mesmo aconteceria com as demais mulheres que ousaram se aproximar demais dele. Essa era a impressão de Lisanna sobre ele. 

E como se arrependeu por se aproximar demais daquele homem!

Sentiu também que a cicatriz em sua barriga ardia, mas havia uma gaze tapando-a como um grande “band-aid”. A mesma coisa poderia ser dita dos ossos quebrados no nariz, cobertos com a mesma gaze. Um forte cheiro de hortelã e medicamentos era tudo o que sentia. Eles haviam tratado de seus ferimentos enquanto estava inconsciente, mas seu corpo ainda estava dormente por causa da sensação de frio. 

“Olha que gentil da parte dele… Só faltou me dar uma camiseta nova pra trabalhar... “, pensou.  

Segurando um florete nas mãos, Gray caminhava de um lado para o outro, batendo a arma nos ombros de seu elegante sobretudo branco. As golas tinham pelagem de animais mesmo. 

— Gray, você não acha que tão demorando demais? — perguntou Laxus, entediado. 

— Eles vão chegar na hora certa. Pelo que eu conheço da Juvia, ela vai berrar pelos quatro canto do mundo pedindo ajuda — disse Gray.

— Parece que já chegaram… — disse Erza, apontando para um carro de polícia dos “Mossos d’Esquadra”. Dois agentes, um negro e outro loiro, saíram de dentro do veículo. 

— Aqui é o subinspetor Ren, e esse é o agente Eve! Viemos apurar uma denúncia de sequestro que recebemos! — disse Ren, apontando uma pistola para eles. 

Gray sorriu. 

— Sequestro? Eu recebi essa gentil senhora para conversar comigo, e ela veio partindo para a agressão contra os meus trabalhadores, a capitã do meu navio de pesca! Não é mesmo, Erza? 

— Sim, eu peguei o arpão pra me defender… — disse a escarlate. 

— Mentirosos! — gritou Lisanna. 

Ren e Eve olharam-se. 

— Solta ela, senhor Gray Sørge, e então vamos conversar na delegacia! Venha conosco! — berrou Eve. 

— Eu não vou ir, agente! Mas se o senhor quiser ir, pode ir! — respondeu Gray. Ren ficou incomodado com a resposta do empresário.

— Não teste a nossa paciência, senhor Gray! — disse Ren. — Podemos saber o que faz com esse florete ou seria uso ilegal de arma branca? 

— Eu tenho licença europeia, meu amigo! — disse Gray, exibindo o documento.

Nesse instante, Natsu voou com sua moto, parando na cadeira onde estava Lisanna, surpreendendo os dois. Sacou um bastão elétrico e destruiu a algema que a prendia.

— Agente Ren, pode deixar esse cara com a gente! Ele quer briga, ele vai ter! — disse Natsu, retirando o capacete. Seus olhos estavam sérios e suas mãos pareciam que soltavam fogo.

— Hum… Natsu… é você mesmo? — perguntou Gray.

— Como sabe quem eu sou, Gray? 

— Sua calça apertada, sua echarpe… Só alguém que me falaram anda assim… — respondeu o moreno de cabelos espetados. — Eu tô vendo que sabe sobre mim… a gente já se conhecia e nem fomos apresentados direito…  

— Maldita apresentação… — Natsu agitou o bastão elétrico no ar e ele cresceu mais ainda como um guarda-chuva quando esticado, mas não aberto. 

— Lisanna… — Gray virou-se para encarar a albina, que se aproximava, quando ela deu um tapa no rosto do moreno.

— Desgraçado! Maldito! — berrou a albuna. 

— Hey, policial, não vai fazer nada não? — perguntou Gray, zombando dos agentes. Ren e Eve estavam tensos, segurando suas pistolas. — Se vocês não fazem, eu faço… — Laxus apertou o ombro de Lisanna, e ela caiu no chão desacordada.

— Venha conosco! — disseram Ren e Eve.

— Eu já disse que não vou… — Gray escorregou no chão de concreto como se ele fosse feito de gelo e parou quando estava vendo claramente suas costas. Deu um golpe de florete na nuca dos dois e caíram.

— Não se fazem policiais como antigamente… — respondeu o moreno. 

Natsu espantou-se com a velocidade dele.

“Mas como?” — indagou o rapaz. Com o bastão elétrico em mãos, correu até Gray, mas Laxus e Erza formaram uma barreira, impedindo-o de prosseguir. 

— Não tão cedo… — disse Erza, sorrindo. 

Natsu guardou o bastão e envolveu-se em uma luta contra os dois, trocando socos e chutes, sem sucesso. Eles se defendiam e esquivavam, atacando-o de vez em quando com golpes usando a palma da mão. De vez em quando, jurava que sentia choques vindo da palma de Laxus.

“Quem são esses dois?”, pensou.

— Eu achava que teríamos uma bela luta, Natsu, mas você é incapaz de passar pelos meus amigos. Uma pena! Você é fraco! — disse Gray.

Foi o gatilho que fez Natsu perder a cabeça. Tentou partir para cima de Laxus e Erza, mas terminou agarrado pelos dois, contorcendo as pernas em vão. 

— MAS QUE DROGA! — berrava o homem de cabelos cerejeira.

— Então esse é o Natsu! Acha que é agente só com isso? — perguntou Gray, aproximando-se de sua face. O homem rosado trincava os dentes. 

Mais e mais carros de polícia apareceram, seguidos da Mercedes que Jellal dirigia, acompanhado por Kinana e Happy.

— Pare! Aqui é o comissário Ichiya, senhor Gray! O que está acontecendo aqui? — perguntou o policial. Os agentes atrás de si começaram a sacar suas pistolas, vendo Ren e Eve desacordados. 

— Apenas uma “conversa de reconhecimento”. Procurando colocar os assuntos em dia com o meu amigão, Natsu! — disse Gray. Laxus e Erza jogaram Natsu para frente.  

— Eles estavam tentando sequestrar a Lisanna! — gritou Natsu. A albina começava a despertar do choque que Laxus lhe deu. Gray aproveitou-se disso e abraçou Lisanna, ainda zonza. 

— Sequestrar? Eu queria conversar com ela! Afinal, eu e Lisanna tivemos um tórrido caso no passado, não é amor? — disse Gray, dando um beijo em sua bochecha. A albina considerou o gesto nojento e empurrou-o. Natsu correu até a mulher loba e pegou-a pelo pulso, puxando-a de perto do moreno. — Foi tão tórrido que eu me entreguei pra ela de corpo e alma! — Gray sorria. Lisanna ficou tão rubra que quis ser engolida pela terra naquele momento. 

— E daí? Isso não te dá direito de falar assim dela! — Natsu sacou sua pistola e apontou para a testa dele. 

— Você tem armas, eu também tenho! — disse Gray, caminhando até ele com o florete erguido em mãos, apontando para sua jugular. Os policiais ficaram apreensivos. Natsu apontou a arma para a testa do moreno. — Duvido você atirar… 

— Não me subestime… — disse o rosado, com os dentes trincando. Laxus e Erza sacaram suas pistolas e apontavam para o rosado também. 

— Não nos subestime, você quis dizer. Não é, Natsu… — Jellal apontou um fuzil AR-15 para a têmpora de Gray. O empresário sorriu. 

— Isso que eu chamo de falar sério! Não essa arminha de bastão ou essa cara de besta que esse daí tem! — disse Gray, admirado com a arma

Nesse momento, Natsu disparou. O tiro passou de raspão pela testa de Gray, Deu até para sentir a dor no osso da cabeça e um leve fliete de sangue que descia demoradamente. 

— Maldito… — Gray não gostou do ataque de Natsu. Quando ia fazer um movimento com o florete, Jellal afundou o fuzil em seu pescoço, em sua jugular, da mesma forma que ele tinha feito com Natsu. Erza e Laxus tentaram se aproximar, mas foram contidos pela polícia, principalmente Ren e Eve, que se recuperaram do golpe.

— Tá vendo isso aqui, cara? Dispara 100 tiros por segundo de munição 7.62mm. Pra mim é fácil estourar essa sua cabeça e justificar minhas ações como legítima defesa. E pra você, hein? Eu tenho a policia do meu lado, meu chapa! 

— Eu tenho os políticos, doutor! 

— Nenhum político tá acima da lei! — disse Jellal. Gray o aplaudiu. Guardou o sabre na cintura e levantou as mãos para o alto. 

— Você ganhou essa, doutor Jellal! Eu só queria dar as boas-vindas para essa estimada terra da Catalunya. Espero que tenham se divertido. — Gray gargalhou.

— Me divertir? Você chamou a atenção de um aparato policial complexo por conta de uma tolice! Nos divertimos nada! Você vai vir com a gente, quer queira, quer não! — disse Ichiya, sacando sua pistola finalmente.

Gray sorriu.

— Vou ligar pros meus advogados… ou melhor, Lucy Pujol!

Ichiya, Jellal e Natsu ficaram impressionados com o que ele disse.


Continua… 




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