1. Spirit Fanfics >
  2. Affection >
  3. Stay Awhile

História Affection - Capítulo 44


Escrita por:


Notas do Autor


Ola!
Olha só mais um extra aqui!
Tenho que pedir desculpas pela demora, apesar de não ter saído das datas, eu acredito que a espera esteja sendo longa, em contrapartida tenho a boa noticia de que vai ter mais um extra sim! No qual vai sair entre sexta, sábado e domingo (pq estou de mudança e as coisas estão uma loucura, então to na metade dele ainda).
Mas sobre esse ? Acho que algo de definiria um pouco ele seria "estabilidade", mas também há uma pequena surpresa e um suspense nele, no qual eu achei obvio, mas como sou eu que estou escrevendo pra mim é, então talvez não seja tanto.
Esse infelizmente não tem muita pesquisa por cima, mas acredito que esteja bom.
Desculpe qualquer erro e espero que goste!

Capítulo 44 - Stay Awhile


  Gabriel, com toda a certeza, adorava seu trabalho, mas também não podia negar o quão maravilhoso era a sensação de acordar e saber que era sua folga – algo que teria ganho com extrema facilidade se tivesse pedido a Primeira Esfera, mas que preferira resolver negociando com a Segunda Esfera, já que a burocracia era com eles mesmo,  e não que fosse estúpido de sua parte querer complicar as coisas com longos diálogos até chegarem  a um consenso, a verdade era que se importava com o Céu e seus demais anjos, então não queria ser injusto com eles só porque os Serafins tinham um grande apreço por si, com isto foi a procura de algo que pudesse favorecer ambos os lados -. Enfim, o dia havia começado bem, mesmo que o habito de dormir ainda não lhe agradasse tanto, muitas vezes preferia por pegar o “turno da noite” para poder evita-lo.

  Mas no fim das contas, mesmo com todo aquele cansaço no corpo, acordar ao lado do seu amado era um paraíso, o sorriso se fazendo presente em seu rosto ao vê-lo dormir calmamente, por mais que estivesse uma bagunça – principalmente aqueles lindos cachos avermelhados, no qual havia deixado crescer, chegando até seus ombros -, não conseguia deixar de se encantar, em como ele conseguia ser tão belo, em finalmente poder tê-lo ali, sem todos aqueles medos e desavenças que os seguiram durante tantos milênios, agora tinham estabilidade, e não podia haver prazer maior que esse.

  E foi só com muita relutância que o arcanjo conseguira tirar o demônio da cama, claro que sabia que ainda assim poderiam ter um dia bem produtivo, mas quando a noite caísse sentiria aquele estranho sentimento de que as horas haviam se passado e ele não havia feito nada em sua folga, só se dando conta disto quando já é tarde de mais, porque teria um dia como esse só na próxima semana. Esse é um sentimento muito compartilhado por humanos, que sempre entram e conflito entre ser produtivo em seu único dia livre, ou então descansar para uma nova semana, dilema esse que independente de sua escolha os deixa insatisfeitos, e mesmo que esse critério de cansado do trabalho não fosse fato em relação ao mensageiro, gostava de se deparar com dilemas dos humanos, havia criado um certo interesse em seus cotidianos de um tempo para cá, queria realmente se habituar ao mundo que Crowley estava tão acostumado e não cometer mais aquelas vergonhas alheias que Aziraphale lhe contara sobre, vinha até mesmo aperfeiçoando sua leitura.

  Deste modo, após um pouco de enrolação, o dia tinha seu real começo, vindo a ser, como de costume, na cozinha, apesar de raramente comerem – Gabriel com uma raridade imensurável, experimentando relutantemente algumas frutas que Crowley colhia do quintal por motivos que ainda não sabia -, dependia muito do humor de ambos para acontecer, esse sendo um dos dias em que se podia ver o demônio escorado no balcão, beliscando alguns biscoitos, que o arcanjo não se lembrava de ter comprado, e bebendo o típico café preto.

  O tempo que se seguiu sendo gasto com meras trivialidades, porque estava tudo bem e não havia nada que os impedisse de aproveitar as horas com algumas coisas insignificantes, a televisão era uma benção, mas também uma grande maldição, porque não havia como negar o quão extraordinário era existir toda aquela infinidade de canais com o único intuito de ganhar dinheiro e te distrair do mundo afora, esse sendo também o ponto contra, porque qualquer um conseguiria gastar horas afio ali sem se dar conta disso. Todavia, a “pátria” veio a ser salva, mesmo que ainda se perguntasse o porque de tantos programas de construção e reforma de casa, ou sobre vestidos de casamento, era tão difícil achar algo bom assim ? Pelo que pudera “pesquisar”, a resposta era sim, e muito provavelmente porque fosse um evento único, talvez o mais importante de toda a vida daquelas pessoas, afinal, os humanos são efêmeros. No entanto, aqueles programas não deixaram de lhe plantar duvidas a mente e a aflição de que teria muito trabalho pela frente.

  Era por volta de umas 15:30, quando Crowley decidira por cuidar do jardim.

  Pois o sol de meio dia ia embora , mas também não chegava a ser tão tarde a ponto de se verem no meio do caminho com o sol começando a se pôr. E Gabriel, como anjo, tinha como “consequência” o dom de se dar bem com coisas vivas, não vindo a significar que era um especialistas em plantas ou em seus cuidados, até porque existem infinitas espécies, cada qual com seus modos de sobrevivência, algumas eram completamente autônomas, enquanto outras precisavam de bastante atenção, e por mais que tivesse uma enciclopédia com todos esses seres, descobertos e ainda desconhecidos para os humanos, em sua sala, raramente a lia. Em contrapartida do que acham de Crowley,  ele também não era um expert, mesmo que gostasse delas, era algo que de habito passara para hobby e que, assim, aprendera na pratica, a tão famosa cultura por experiência. Todavia, algo que todos sabem, no mínimo, é de que se você que ter belas plantas, deve cuidar bem delas, tendo o habito de fertilizar, regar, livrar-se das ervas daninhas e certificar de que estão todas de acordo com os seus critérios.

  Assim se direcionaram para fora, comentário ou outro sendo solto enquanto pegavam as coisas de jardinagem, o arcanjo colocava as luvas quando notara uma pequena horta mais ao canto da paisagem, surgindo-lhe a duvida:

 - Começou a plantar legumes ?

   Crowley, já se agachando para ver como iam suas petúnias, o respondera casualmente:

 - Algumas ervas também.

 - E para que ?

  Não queria ser “preconceituoso” com a natureza, mas quando se tratava de flores dava para entender o porque de tantas, ou então das outras plantas, o vasto verde era sempre um colírio para os olhos, dando todo aquele ar aconchegante, todavia não via motivos para terem uma horta se não tinham o costuma de comer, independente de que se fossem as tão tentadoras porcarias ou os saudáveis legumes.

 - Aziraphale me pediu, já que eu tenho “mão” pra isso.

 - Ele vem muito aqui ?

  Crowley lhe sorriu, divertido apesar do suspiro cansado.

 - Ta praticamente morando aqui.

  E não estava mentindo ou aumentando quando afirmava isso, talvez o principado quisesse lhe dar o troco por todas as vezes que o alugara, ficando em sua livraria sem motivo algum, ou então Aziraphale realmente tivesse gostado da localização, como havia comentado dezenas de vezes sobre o ar ser fresco, ou então em como o lugar o fazia se lembrar de tempos não tão remotos, apesar de todos os momentos terem sua glorias e desgraças, o trazia de volta a épocas em que as cidades não era nada além de amontoados de fazendas bem distantes umas das outras com apenas um inicio de pequenos comércios, mas por mais que o anjo conseguisse ser extremamente antiquado, seria mentira negar que não foram tempos bem relaxantes, se considerarmos os séculos  - até porque, ao se tratar de um assunto como esse, deve-se levar em consideração a péssima higiene e aquele cheiro horrível de animais e pessoas, talvez fosse por isso que eram tão boas as casas serem afastadas, as aglomerações era enjoativas -. Voltando ao ponto principal, Aziraphale só faltava se mudar para lá, porque dia sim e quase dia também ele aparecia, às vezes só para conversar e muitas outras para usar sua cozinha, porque recentemente ele havia criado um interesse por culinária, vindo testas as mais diversas receitas com Crowley.

  Assim se seguiram os diálogos casuais, o clima sendo simplesmente tão acolhedor, aquela era a paz que tantos caçam, aquele único momento tão comum, seu coração se aquecia e não podia evitar de sorrir em meio ao suposto trabalho, ter Gabriel ao seu lado parecia um sonho, e se fosse, que por favor não o acordassem.

  Depois de um pouco de trabalho no qual o arcanjo não estava lá familiarizado, Crowley o chamara, o sol se punha e ele estava um tanto distraído em guardar as coisas, tirando as luvas sem pressa ao se virar para seu demônio, no qual segurava um simples vaso, decorado com um lírio branco.

 - Eu sei que ‘cê já tem o seu, mas se quiser colocar no seu escritório.

  Gabriel pegou o vaso com delicadeza e um sorriso no rosto, sussurrando um agradecimento, porque estava encantado de mais com tão singelo ato, sentido aquela necessidade, que nunca ia embora, de beijar apaixonadamente aqueles lábios. No fim, ao estarem separados, sendo agraciado com aquele sorriso encantado que o outro tinha.

 - Bora pra dentro ?

  Ele perguntou, da sua forma, sempre descontraída, o anjo assentiu, segurando o vaso com apenas uma mão para poder envolver seu amado com o outro, depositando um delicado beijo na cabeça do mesmo.

 - O que vamos assistir agora ?

 - Eu tava pensando na gente se divertir de outro jeito.

  Não havia malicia sem Crowley, que lhe sorria já causando todas as sensações em seu corpo, mal conseguindo exclamar qualquer coisa antes de ser puxado para dentro da casa, o vaso foi deixado de lado, o beijo se tornava mais profundo e as roupas ficavam mais amassadas quando os suspiros apaixonados vinham.

 

~*~

 

  Foi como levar um tiro bem no peito, apesar de Miguel jamais ter vivenciado uma atrocidade dessas que não fosse no ponto de vista do espectador, a sensação parecia ser a mesma e suas mãos tremiam quando viu, a pouquíssimos passo de si, Satanás em pessoa.

  A poucos minutos atrás tudo estava bem, seu coração não parecia que iria saltar pela boca e o corpo ainda não tinha ganhado toda aquela adrenalina, como se a cada segundo fosse precisar correr dali, ou então não agir como um covarde que não era e voar em sua direção, pronto para uma batalha, fazendo jus ao titulo de guerreiro. Não, as coisas não estavam assim antes, era só mais um dia típico, talvez nem tanto assim já que não ia a confeitarias com grande frequência, mas queria desta vez fazer uma surpresa à Aziraphale, já que seu relacionamento com ele estava se estabilizando, algo que era bem novo para si, às vezes assustador e em outras tão maravilhoso, os encontros se tornaram frequentes, e mesmo que aquele amontoado de coisas ainda lhe desse certa gastura, gostava de passar a noite e jogar conversa fora  na livraria do principado, amava quando seus lábios se encontravam e os toques eram cúmplices, nada podia estar melhor.

  Assim, deu súbito, decidira que sua visita deveria ser acompanhada de um bom doce, e o arcanjo, sofisticado do jeito que era, não pode deixar de ir a melhor confeitaria que conhecia em Londres, apenas para poupar esforços, já que pedira um Ópera, um tipo de bolo francês, feito com camadas de pão de ló de amêndoa embebido em xarope de café, coberto com ganache e creme de manteiga francês de café, coberto com uma cobertura de chocolate, que claramente não seria tão bom quanto se tivessem o feito na França, mas com certeza bem feito, afinal, era uma receita de extrema dificuldade de se preparar, o resultado, se bem feito, vindo a ser uma obra de arte, e Miguel jamais que compraria algo de má qualidade.

  Com a certeza de que havia feito a escolha certa de compra, saiu do estabelecimento, sua preferência seria aparecer milagrosamente a frente da livraria de seu principado, mas o sol já se punha, indicando que toda aquela movimentação de pessoas iria começar, o forçando a ou procurar um lugar mais privado ou percorrer o não tão longo caminho a pé, assunto esse que iria decidir consigo na calcada, isso se não tivesse sido atingido por aquele sentimento tão desesperador.

  Lúcifer pareceu o notar de imediato, virando o rosto em sua direção e fazendo seu ar entrar engasgado, não que Miguel estivesse com medo ou coisa do tipo, acabara com ele uma vez e poderia muito bem o fazer de novo, mesmo assim lhe parecia loucura o encontrar tão casualmente, claro que também não era como se não o visse a tantos anos assim, entre milênio e outro o encontrara, mas jamais trocaram alguma palavra e estavam sempre distantes de mais para que fossem obrigados a qualquer coisa, enquanto agora ele estava ali, a passos de distancia de si, tornando fácil analisar seus mínimos detalhes, estava mais bonito, mas disso não haveria duvidas, não se pode tentar as pessoas sem uma boa isca, e Lúcifer certamente que era tentador.

  Com aquele olhar diabólico sobre si, o arcanjo respirou fundo, lançando-lhe seu melhor e mais cínico sorriso ao, com o nariz empinado, andar pomposamente em sua direção.

 - Lúcifer, não devia estar congelado e torturando os maiores traidores da historia ?

  Não estava para bons amigos, e teria preferido passar reto, só que se tivesse o feito então seria o diabo a começar o dialogo.

 - É bom te ver também, Miguel, salvando muitas almas ?

  Ele lhe sorriu, como quem é culpado mas sabe que tem um bom advogado.

 - Me diga você, o Inferno anda cheio ?

 - Teria sido um ótimo assunto se você tivesse ido a minha sala me dar um oi quando passou por lá.

  O guerreiro apenas revirou os olhos, voltando a caminhar e sendo seguido pelo outro, se vendo, assim, obrigado a continuar aquela conversa.

 - Apenas pensei que sua esposa não fosse ficar muito feliz em te ver falando com seu ex.

 O diabo deu de ombros:

 - Lilith não ligaria, você não é uma “ameaça”.

 - Então ela sabe que eu não tenho mal gosto ?

  Seu sorriso infantilmente vitorioso foi desfeito com o deboche do outro:

 - Para alguém que esta de terninho no meio da rua, você não me parece ter muita moral.

 - Ora, por favor.

  Assim, o arcanjo apertou o passo, Lúcifer não deixou de fazer o mesmo, parecendo divertido.

 - Pelo menos faz o gosto do Gabriel ?

 - O que ? 

 - Não me venha com essa cara surpresa, você sempre teve uma quedinha por ele.

  Miguel não queria entregar as coisa de bandeja assim, até porque Lúcifer não tinha porquê saber disso, todavia por algum motivo não conseguia não o responder, talvez fosse a sede por ganhar mesmo que em um simples dialogo.

 - Se você que saber, ele esta com um dos seus.

 - Com um dos meus ?

  Ele repetiu nitidamente confuso, só que o guerreiro não estava para paciência com os outros.

 - Você é surdo por acaso ?

 - Eu só não estava esperando. – Se defendeu, contando os pontos. – Estamos em uma paz temporária, mas não achei que fossem ficar fazendo isso pelas minhas costas.

 - Não é pelas suas costas se ele não trabalha mais para você.

  O diabo teve que parar para pensar, mesmo que minimante, não que fosse algo lá difícil de entender, o fato era que Miguel, que continuara andando, falava como se fosse algo de domínio publico.

 - Espera. – Dando-se conta de que o outro já havia ido para longe em tão pouco tempo, apressara o passo, o alcançando com facilidade, porque apesar de Miguel se alto, Lúcifer era mais. – Com o Crowley ?

 - Você demite demônios com tanta frequência que teve que parar para pensar ?

 - Só não achei que ele fizesse o tipo do Gabriel.

  Já em um nível imensurável de estresse, Miguel teve de respirar fundo.

 - Raphael, se lembra ?

 - Puta merda, é verdade!

  Revirar os olhos foi inevitável para o guerreiro, no qual continuava com seus passos apressados, quase ficando feliz com o silencio que se formou, apenas não ficando completamente por ainda conseguir sentir a presença do outro, que no fim das contas tornou a falar:

 - E você ?

 - O que tem ?

 - Não esta com ninguém ?

  Agora foi sua vez de parar por confusão, no entanto, vindo a perguntar com grosseria:

 - E no que isso lhe diz respeito ?

 - Só estou perguntando.

 - Você é o ultimo a ter motivos para querer saber disso ou de qualquer outra coisa a meu respeito.

  Estar na defensiva era uma das coisas mais comuns para o guerreiro, que voltara a andar, tentando seu máximo para  dar a entender que queria se distanciar daquele ser diabólico, e mesmo que o tal tivesse entendido isso, se colocou a sua frente, o forçando a parar.

 - Eu só queria saber como você esta.

 - E por que ? Não é porque estamos nessa suposta trégua que você tem que pagar de bom samaritano, que eu sei que você não é.

 - Eu sei, mas, por favor, olhe só quantos milênios você não olha na minha cara.

 - E com motivos de sobra, acredito.

 - Eu não sou mais o mesmo daquela época.

  O tom de Lúcifer era de longe o mais amigável, ele estava tentando o conversar de algo que aparentava não ser verdade, mas se alguém havia mesmo mudado era Miguel, e ele não deixaria se abalar.

 - Ah, então o Satanás esta arrependido e quer voltar atrás ?

 - Não. – Agora ele pareceu ofendido, mas respirou fundo, o que era mesmo assustador, ver o diabo tentando manter a calma. – Escuta, se eu tivesse naquela época a mentalidade que tenho agora, não teria deixado de fazer a revolta, mas teria te tratado melhor, acho que apenas nesse ponto lhe devo desculpas.

  O arcanjo ficara mais do que perplexo, a boca se abriu em surpresa, mas nada saiu, e a respiração entrou com dificuldade quando Lúcifer lhe estendeu a mão, estava este tempo todo o crucificando para agora ter seu arrependimento, sendo nesse exato momento, com o próprio diabo lhe pedindo perdão, que Miguel entendeu que as pessoas podem sim mudar.

  Assim, ao apertar sua mão, não conseguiu evitar de sorrir, dizendo em um tom mais baixo e gentil:

 - Devemos sempre perdoar, não ?

  O diabo lhe sorriu, e foi estranho não sentir todo um mal quando, caminhando sem pressa, Lúcifer o acompanhou, tiveram uma longa conversa no meio do caminho, enfim não conteve alguns risos, muito foi esclarecido e agora eles estavam ali, logo em frente a livraria de Aziraphale.

 - Aqui.

  O guerreiro disse após milagrosamente fazer surgir um papel em sua mão, entregando o mesmo para o diabo, que lhe olhara um tanto confuso.

 - O que é isso ?

  Ele perguntou, já desdobrando o pequeno pedaço no qual continha um endereço, data e hora.

 - Algo importante, é claro, e quero que vá. – Foi até mesmo adorável ver aqueles olhos surpresos sobre si. – E que leve quem achar importante.

  Lúcifer assentiu, o sorriso sendo simples em seus lábios.

  Ao se virar, Miguel pode se sentir mais leve, com um pouco daquela sensação de quem faz a coisa certa, esperava que tudo corresse bem, assim entrou naquela velha livraria, não tardando a ser recebido por aquele tão encantador principado.

 - Você demorou.

  Ele disse, sem qualquer “não me toque”, vindo do fundo do estabelecimento e colocando alguns livros em uma mesa bagunçada.

 - Imprevistos acontecem, mas eu te trouxe um bolo.

  Pronto, mudara totalmente o humor de Aziraphale, que lhe sorrira abobadamente e se aproximara, beijando o arcanjo com zelo.

 - Então esta perdoado.


Notas Finais


I cabo!
Devo admitir que o começo ficou bem massante, mas qualquer cap fica ofuscado quando o Miguel aparece, é um dom dele.
Sobre estabilidade de novo, escutem a musica, eu imagino muito um dia muito gostosinho do Gabe com o Crowley quando escuto.
(e é incrível como o Miguel tem uma lança, o Azi uma espada que pega fogo e o Gabriel um lírio, só pra mostrar o quanto ele é bebê)
E me diga, estava esperando que o Lúcifer fosse voltar a aparecer ? Serio, é um ideia que eu tenho a muito tempo, passava horas no trabalho pensando como que poderia colocar ele no meio e nenhuma dava certo, tanto que a fic "acabou" antes do previsto, mas felizmente ele apareceu em um dos extras.
(quando fui descrever o bolo, apesar de ter pego boa parte do google, eu vi um vídeo, e é muito engraçado como vídeo de francês fazendo comida parece pornografia kkkk)
Bem, muuuuito obrigada por ler até aqui, espero que tenha gostado e até o próximo extra!!

Musica:
https://www.youtube.com/watch?v=Ni75mYuwvlg


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...