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História AFFECTION (l.s abo) - Capítulo 13


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Capítulo 13 - Praise.


"Everywhere I look I catch a glimpse of you."

 

As chamas da lareira iluminavam o quarto escuro. Algumas um laranja forte, outras um amarelo mais fraco. O ômega se lembrava de assistir a fogueira com Niall e Zayn no vilarejo às noites. Eles brincavam, conversavam e se aqueciam. Louis não reclamava da sua vida, ele gostava da simplicidade e de andar com os pés descalços.

Agora encarando a lareira bonita a sua frente, o fogo até podia ser parecido, mas todo o restante era completamente diferente.

O ômega se ajeitou na cama, levando os joelhos para perto do peito e apoiando o queixo nos mesmos. Desde que havia acordado, ele debatia se descia a procura do alpha, ou se tomava um banho e apenas esperava por ele quietinho.

Ele se levantou, apertando a roupa no peito e sentindo o cheiro forte do alpha nela. Na verdade o cheiro do príncipe estava em todo o ômega. Harry tinha o costume de dormir com seus corpos praticamente fundidos, e ele resmungava e rosnava baixo, quando durante a madrugada, o ômega se remexia. Provavelmente pensando que Louis sairia do abraço.

O ômega abriu um pouco as cortinas, era difícil, porque a cortina era pesada e grande. Louis nunca deixava de se maravilhar com a estrutura do castelo. Tudo era tão alto, as paredes erguidas tão longe que o pescoço do ômega doía todo vez que olhava para os candelabros que iluminavam o lugar.

Ele sorriu baixo quando conseguiu avistar Liam no jardim. O soldado estava regando as flores, como Louis se lembrava. Parecia que estava cantarolando alguma coisa também, estava um pouco longe, então o ômega não conseguira ler os lábios do alpha.

Era engraçado lembrar de Liam, um alpha, um soldado da família real e braço direito do príncipe, como uma pessoa que plantava e regava flores tão delicadas quanto àquelas. Louis realmente não poderia julgar as pessoas pelo o que elas aparentavam. 

Ele decidiu que tomaria um banho e desceria para ajudar Liam a cuidar do jardim, ele podia aproveitar e perguntar se ele sabia onde o alpha estava e se ele demoraria a chegar.

Ainda era difícil física e psicologicamente para o ômega ficar longe do alpha. Louis sentia como se estivesse, literalmente, faltando uma parte de si. Era estranho. Um sentimento que o ômega não estava familiarizado e gostaria de nunca estar. 

Antes de tirar as roupas, ele ponderou se Harry ficaria muito chateado se ele tentasse tomar um banho na piscina-

Piscina não, ele se corrigiu mentalmente, banheira.

Era complicado de encher, Louis tentou abrir a torneira mas a água simplesmente não ficava lá.

Ele desistiu, apenas tomou uma longa ducha e deixou que a água gelada levasse um pouco do seu cansaço, e com um pouco de martírio ele admitiu, o cheiro do alpha também. 

Enrolado na toalha, ele encarou a porta grande do quarto do príncipe e então seu closet, repetidas vezes. Por mais que o alpha demonstrasse que gostava que Louis usasse suas roupas, o ômega ainda não se sentia muito confortável em abrir o armário do alpha e procurar por elas. Ele sentia como se estivesse invadindo a privacidade do príncipe, de alguma forma.

E suas roupas estavam demorando um pouco para chegar.

Ele não sabia exatamente qual era o processo para a criação disso. Ele tinha visto sua mãe costurar às vezes, e não demorava muito. 

De qualquer forma, ele não teve muita escolha. Precisava descer e não poderia se estivesse apenas enrolado em uma toalha. Ele escolheu roupas largas, ele gostava quando não conseguia enxergar suas mãos. Fora que, era mais fácil quando ele queria inspirar o cheiro do alpha, levar as mangas até o rosto e inspirar suavemente. Era discreto e as pessoas não percebiam. 

O ômega estava descendo as escadas, quando sentiu o cheiro do alpha. E a cada degrau o cheiro se intensificava. Embora houvesse alguns outros cheiros fortes que Louis não conseguia identificar. Eram alfas também, ele podia dizer. Mas quem?

Talvez alguém importante que viera ao castelo para tratar de assuntos com o príncipe? 

E se Harry não gostasse que Louis estava saindo do quarto sem sua autorização?

E se ele brigasse com o ômega na frente de outras pessoas?

Louis engoliu em seco, se sentindo mal, de repente. Ficar dentro do quarto, sozinho, era uma coisa que ele não conseguiria suportar por muito tempo. Ele estava acostumado a estar sempre ao ar livre, seja no campo do vilarejo, ou na colheita, ou perto do riacho.

Ele não queria se sentir um prisioneiro no castelo. 

Quando o alpha apareceu no seu campo de visão, o ômega prendeu a respiração por alguns segundos. Ainda era tudo tão novo e ele não podia premeditar as ações de Harry, era ruim que ele ainda não conseguia farejar muito bem as emoções do alpha.

Se ele estava triste, feliz ou irritado. Louis só saberia se Harry o dissesse.

- Aí está você. - o alpha sorriu, caloroso, estendendo a mão para o ômega se aproximar. Louis o fez, relaxando os músculos aos poucos, sentindo seu coração mais leve. Harry não estava bravo, pelo menos. - Senti que você estava acordado, mas estou lidando com a parte burocrática de ser um príncipe, por isso não subi, ou não pude ficar até você acordar. - O alpha explicou, esperando até o ômega pegasse a sua mão, então ele se aproximou do filhote, beijando-o singelamente na bochecha.

Louis corou, claro. Ele sabia que essa era a reação que o alpha estava esperando. 

Harry guiou o ômega até que ele estivesse ao seu lado, com uma mão em sua cintura. Ele limpou a garganta e então, só então Louis pôde ver duas figuras a sua frente.

- Louis, esse é meu pai, Des. - o alpha o apresentou, apontando para o rei, e então para o ômega. - Pai, esse é meu ômega, Louis. Queria apresentar vocês mais cedo, mas ele estava em uma viagem de negócios. - o alpha disse mais baixo, para que o ômega escutasse.

Instintivamente, Louis deu um passo pra trás. Agarrando-se à blusa que o alpha usava e tentando esconder seu corpo, usando o alpha como escudo.

Eram nesses momentos que sua vida parecia um sonho. Como ele podia acreditar que um dia ele estaria sendo apresentado ao rei da Inglaterra como companheiro do príncipe? 

Quem acreditaria nisso?

- Prazer em conhece-lo, ômega. - o rei sorriu para o pequeno corpo atrás do seu filho, ele apenas conseguia ver o rosto do ômega. - Eu já estava achando que Harry aqui estava apenas fantasiando um companheiro. - ele riu baixo, sem se aproximar.

Louis tentou fazer uma saudação mas foi parado quase imediatamente.

- Não não, nada disso. - o rei ergueu a mão. - Fui apresentado a você não como rei, mas como pai, não há necessidade de se curvar, sim? 

O ômega engoliu em seco, mas concordou rapidamente com a cabeça, apertando ainda mais a mão do alpha na sua. 

- Prazer em conhecê-lo. - ele conseguiu dizer, sua voz saindo incerta e baixa demais. Se Des não fosse um alpha, provavelmente não o teria escutado

- Oi, Louis, lembra de mim? - a princesa, ao contrário do rei, se aproximou, estendendo a mão para o ômega. - Já nos conhecemos, então, não há necessidade para tanta formalidade, não é mesmo? - a alpha disse calorosa, comparando a mão do ômega com a sua própria quando Louis a ergueu. 

Ela sorriu.

- Olá, Gemma. 

Harry beijou a testa do ômega, dando um último aperto nele antes de se afastar um pouco.

- Preciso resolver algumas coisas com o rei. Por quê você não vai lá fora um pouco depois de tomar café? - o alpha sugeriu. - Liam estava procurando por você. Disse algo sobre te ensinar a plantar mudas. 

Louis involuntariamente esfregou as bochechas no ombro do alpha. - Posso?

- Claro, ômega. 

- Na verdade. - Gemma disse alto, chamando a atenção do casal para ela. - Louis vai passar algum tempo comigo. Podemos conversar um pouco enquanto eu lhe mostro o castelo. 

Harry encarou seu ômega, pequeno e fora de lugar. Ele se lembrava da vez que encontrou Louis e ele estava exatamente como estava agora, se escondendo do mundo, com medo, atrás de sua mãe como se ela fosse uma grande muralha.

Só que dessa vez a muralha era Harry e o alpha estranhamente estava sentindo orgulho de ser fonte de proteção e segurança para seu ômega.

Ele olhou desconfiado para a alpha a sua frente.

- Você não vai tentar envenenar o meu ômega contra mim, vai? - ele brincou, piscando para a irmã e colocando ambos os braços ao redor do ômega, inspirando seu cheiro por alguns segundos. - Você quer ir com ela? - ele perguntou rente ao ouvido de Louis, que somente balançou a cabeça. - Ok, então. - Harry deu um beijo em seu pescoço antes de se afastar devagar. - Todo seu.

Gemma sorriu.

- Muito obrigado, príncipe Harry. - ela fez uma reverência, brincalhona. - Vamos?

Louis só pode olhar pra trás mais uma vez para encontrar o alpha lhe dando um sorriso acolher.

Ele dizia: vai ficar tudo bem.

xx

- Pra falar a verdade, eu não fiquei nenhum pouco surpresa com isso. - a alpha disse, sendo sincera. - Desde o começo eu podia sentir a inclinação que o meu irmão tinha por você, por toda a sua família, pra ser honesta. A gente pensa muito com nosso lado humano quando estamos sendo observados o tempo todo. Harry está sendo observado o tempo inteiro. Mas então eu olhava pra ele e era quase como se conseguisse ver seu lobo.

Eles estavam de braços dados andando pelo jardim. Não pela parte em que Liam havia enchido de flores, mas pelos fundos do castelo. A alpha havia dito que aquela era sua parte preferida de todo o lugar porque a lembrava de quando era filhote e podia correr livremente, antes que começassem a cobrá-la uma maturidade que ela não tinha.

Ela fez uma analogia e disse que havia duas Gemma's. A dos fundos do castelo, e a de frente do castelo.

A humana e a princesa.

Louis estava admirado. Ele já havia se encontrado com alpha poucas vezes, no vilarejo ainda. Ela era uma das professoras da nova escola, ensinava para suas irmãs, inclusive. Porém ele nunca tinha tido a oportunidade de conversar com ela.

E sua voz acalmava o ômega, especialmente porque havia sinceridade em suas palavras, franqueza.

- Liam conversou comigo sobre isso quando Harry demonstrou os primeiros sinais de uma ligação. - a princesa continuou, olhando para o ômega que parecia brilhar com a pouca luz do sol que os iluminava.

- Primeiros sinais? - o ômega perguntou, confuso. Harry havia dito que não sabia que tinha tido a ligação até o dia em que ele apagou no vilarejo.

A alpha suspirou audívelmente. Ela olhou para os lados como se quisesse garantir que ninguém estava por ali além dos dois.

- Não sei se é algo que eu deveria te dizer. Pode ser que te deixe triste, é um tópico sensível.

O ômega encolheu os ombros.

- Por favor, gostaria muito de saber.

Devagar, Gemma os conduziu para um pequeno banco branco e deixou que o ômega se sentasse primeiro. Ela cruzou as os calcanhares com as mãos no colo. Como uma verdadeira princesa, Louis pensou.

- Ninguém sofre tanto com a morte de alguém, como alguém que está, de alguma forma, conectado com essa pessoa. - a alpha começou a dizer, lentamente. Ela estava procurando as palavras certas para falar, não queria colocar o ômega em uma situação de desconforto. - Quando sua irmã faleceu, Harry ficou transtornado. Todos nós ficamos triste, não foi uma perda apenas para sua família, Louis, foi uma perda para toda a Inglaterra. Mas meu irmão... - a alpha fez uma pausa, respirando fundo, como se lembrasse daquele momento. - Aquilo acabou com ele. Ele bebia muito e ia muitas vezes por semana a missa. Foi a primeira vez que eu o vi levantando a voz para nosso pai. Ele estava dizendo que meu pai não estava fazendo o suficiente pelo nosso povo.

Louis conseguia vizualizar aquela cena e seu peito doeu, porque ele mesmo havia presenciado o alpha fragilizado, lembrando da sua irmã. Porém ele ainda não havia compreendido. O que a morte de Fizzy tinha a ver com a ligação dele e de Harry?

- Isso pode acontecer mais com uma pessoa ligada do que com a outra, e francamente eu não tenho muita experiência nisso, mas leio muitos livros. - a alpha sorriu fraco. - Quando duas pessoas se ligam, não há uma ligação apenas entre si, mas também com sua linhagem. Alguns aspectos dos outros membros da família podem afetar diretamente a pessoa ligada.

A respiração de Louis ficou descompassada. Imagens de Harry com sua mãe, de Harry com suas irmãs preencheram a sua mente.

- Sua voz me acalma. - ele murmurou envergonhado, olhando para as próprias mãos e a alpha o abraçou de lado, fracamente.

- Sim, essas pequenas coisas, Louis. - a princesa se afastou, ainda sorrindo. - Meu irmão já estava ligado com você e sua família antes mesmo de te conhecer.

Como isso era possível?

Louis encarou a princesa boquiaberto.

- Eu não estava esperando por isso. - ele sussurrou. - O príncipe se culpa muito pela morte de Fizzy e ele só sente isso porque é ligado a mim?

A alpha negou rapidamente. - Não há um culpado na história, Louis. As coisas só são desse jeito. Eu vi nos olhos do meu irmão quando você estava descendo as escadas hoje, que... As coisas eram para ser desse jeito.

Louis ainda estava muito extasiado para sequer formular uma frase com coerência, por isso ele só balançou a cabeça.

- Você acha que eu deveria fazer uma refeição para ele? - ele perguntou, um pouco do nada.

Na verdade, Gemma estava certa. Falar sobre Fizzy ainda o deixava muito triste, embora ele não estivesse em negação sobre sua morte. Ela estava junto de Deus, descansando no paraíso. Mas ele sentia falta dela, era um pedaço faltando em seu coração.

E Harry havia feito uma refeição para ele assim que havia chegado no castelo. E agora havia o rei e a princesa, Louis queria ser um bom ômega para todos eles.

- Não somos tão tradicionais assim. - a alpha pontuou. - Papai disse que ele teve que implorar para mamãe fazer uma refeição para ele. Ela era uma ômega a frente do seu tempo.

Louis sorriu.

- Gostaria de cozinhar para vocês. Isso iria... - ele engoliu em seco. - Iria me deixar feliz.

- Sorte sua que agora você terá três alphas que só querem a sua felicidade. - a princesa se levantou, estendendo a mão para o ômega.

xx

- Acha que está bom? - o ômega levou a colher até a boca da alpha, com os olhos em expectativa.

Foi difícil, mas eles conseguiram convencer Theo a deixar ele que ele comandasse a cozinha por algumas horinhas. Gemma teve que prometer a beta que ela daria a última palavra na escolha do prato para que ela cedesse.

- Está delicioso, ômega. - a alpha aprovou, lambendo os lábios para provar seu ponto. - Está até melhor do que o da Theo. - a alpha olhou para a beta, rindo.

Theo estava terminando de pôr a mesa, mas riu alto do comentário da alpha.

- Você sabe o peso de suas palavras. - foi tudo o que ela respondeu.

- Theo? - Louis chamou a beta, um pouco receoso por não chamá-la pelo seu nome, não queria parecer intrometido. Mas a beta logo estava ao seu lado. O ômega a alimentou como havia feito com Gemma. - Bom?

Ele ao menos havia percebido que estava prendendo a respiração até que a beta deu sua aprovação. Ele sorriu largo, agradecendo-a e colocando a última travessa sobre a mesa.

Aquela era a sopa especial que sua mãe fazia quando tinha a oportunidade. Não era sempre pois precisava de muitos legumes e verduras, mas deixava ele e suas irmãs aquecidos por toda a noite quando tomavam.

- Algo cheira bem. - o alpha entrou na sala, acompanhado do rei. Ele olhou para Louis que estava fofo com um avental de Theodora, grande demais para o seu corpo pequeno.

Alguma coisa em ter Louis em sua cozinha, tão doméstico e tão bonito deixou seu lobo extremamente agitado.

- Vamos ter uma comida que não a da Theo está noite? - o rei perguntou, sentando-se em sua cadeira. - Por isso o dia foi tranquilo no castelo. - ele brincou.

Louis corou pelo comentário e olhou para Gemma, em sinal de conforto. A alpha piscou para ele.

O ato não passou despercebido pelo príncipe. Harry encarou com um grande sorriso no rosto a interação do seu ômega com sua irmã.

Tudo o que ele mais queria era que Louis se desse bem com sua família, não só isso, ele queria que o ômega se sentisse confortável vivendo no castelo, feliz, realizado. Ele não queria que o ômega se sentisse deslocado por não estar junto da sua família.

Louis nunca havia sequer viajado. Harry sabia o quão difícil era para o ômega ficar afastado da sua família, especialmente das suas irmãs e de sua mãe.

Ele queria que Louis encontrasse um lar em sua casa.

Ele queria que Louis encontrasse um lar no seu alpha.

- Vamos comer, então. - Gemma anunciou. Ela delicadamente desamarrou o avental da cintura do ômega e deu um leve empurrão nele, indicando para ele se sentar ao lado de Harry.

O alpha entendeu e com todo o cavalheirismo, puxou a cadeira para que o ômega pudesse se sentar.

Louis era observado por todos na grande sala e ele odiava atenção. Se sentia tão constrangido que correu para sentar logo e se ver livre de todos os olhares.

Harry gargalhou antes de colocar a cadeira para frente novamente. Ele beijou os cabelos do seu filhote antes de sentar ao seu lado.

xx

- Então, o que você fez com Gemma hoje?

Harry tinha recém saído do banho e seu cabelo pingava em sua blusa enquanto ele adicionava mais madeira na lareira.

Louis notou que aquela era uma preocupação frequente do alpha. Ele queria garantir que Louis sempre estaria aquecido e aquilo de fato, aqueceu o coração do ômega.

Harry tão bom em cuidar dele, em garantir que ela estava confortável e bem.

Louis queria ser um ponto de amor e conforto para o alpha também. Por isso ele foi até o banheiro na ponta dos pés, sem perceber que havia ignorado completamente a pergunta do alpha e que o mesmo estava o encarando com uma sobrancelha erguida.

Ele voltou a sentar na cama com a toalha nas mãos.

- Pretende me ignorar a noite inteira? - Harry perguntou brincalhão, jogando um último pedaço de madeira e se sentava ao seu lado.

Louis levantou a toalha para o alpha ver e apontou para o seu cabelo.

- Hmm. - o alpha cumprimiu os olhos. Ele não estava acostumado com Louis iniciando nenhum tipo de contato, mas nada deixava seu lobo mais feliz do que ter o seu ômega fofo se esforçando. E secretamente ele adorava o rubor nas bochechas de Louis. - Quer secar meu cabelo, ômega?

Louis concordou. - Pra você não ficar resfriado.

Harry sorriu, deitando a cabeça no colo do ômega. Ele sentiu o toque delicado de Louis através da toalha, massageando seus fios rebeldes.

- Você é um ômega tão bom, cuidando do seu alpha. - Harry suspirou, circulando a cintura do ômega com um dos braços. - Primeiro você enche minha barriga e depois me põe pra dormir. - o alpha riu. - Eu quem deveria estar fazendo tudo isso pra você.

Você está, Louis pensou, mas não conseguiu dizer. Ele apenas focou em esfregar os fios do alpha como se fazendo uma massagem.

- Meu ômega precioso, tão bom pra mim, tão fofo e tão doce. - Harry murmurou, beijando a barriga do ômega e ouvindo o riso baixo de Louis. - Como pode ser bom em tudo o que faz?

O lobo de Louis estava se debatendo dentro de si ao ouvir os elogios do alpha. Estava tão satisfeito e contente. Tudo o que ele queria era ser bom pra Harry.

- Falei com Gemma hoje e ela disse que vai ao vilarejo amanhã, dar continuidade as aulas. Ela teve que se ausentar esses dias por causa da viagem que fez. - Harry disse, virando-se e encarando o ômega. Louis parou os movimentos. - Você gostaria de ir ver sua família?

O ômega podia quase sentir as lágrimas se formando em seus olhos. Ele sentia tanta falta de sua mãe e de suas irmãs. De seu pai, de Niall e Zayn.  E depois de ter conversado com Gemma... Era quase como Harry soubesse do que ele precisava.

E talvez ele realmente soubesse.


Notas Finais


:) :)


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