História After - Adaptação Lutteo - Capítulo 73


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Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Gaston, Luna Valente, Matteo, Simón
Tags Lutteo
Visualizações 838
Palavras 1.625
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bom dia pessoas, como estão??
Sem mais delongas, vamos para mais um capítulo!!
Boa Leitura!!

Capítulo 73 - Capítulo 73:


O vazio que sinto depois de deixar Matteo em casa é estranho, e faz com que eu me sinta meio ridícula. Depois do trajeto curto de volta ao dormitório, sinto como se o tivesse deixado há horas. Âmbar não está no quarto quando chego, mas fico contente. Preciso estudar e me preparar para meu primeiro dia na editora. Tenho que decidir o que vestir, o que levar, o que vou dizer. 

Pego minha agenda, planejo minha semana toda e então começo a pensar nas roupas. No primeiro dia na editora vou usar minha saia preta nova, uma blusa vermelha e sapatos pretos de salto não muito alto, mas mais altos do que eu pensaria em usar dois meses atrás. A roupa é muito profissional, mas ainda feminina. Distraída, penso se Matteo vai gostar.

Para não pensar nele, termino todos os trabalhos da semana e mais alguns. Quando acabo, o sol já desapareceu e estou faminta, mas a lanchonete do campus está fechada. Matteo ainda não enviou uma mensagem, então acho que não vamos jantar.  

Pego a bolsa e saio para comer alguma coisa. Eu me lembro de ter visto um restaurante chinês perto da pequena biblioteca, mas quando chego o lugar está fechado. Pesquiso os restaurantes mais próximos e encontro um lugar chamado Ice House. Quando chego lá, é pequeno e parece feito de alumínio, mas estou com fome, e pensar em encontrar outro lugar para comer faz meu estômago roncar ainda mais. Saio e percebo que é um tipo de bar que serve comida. Está bem cheio, mas, para minha surpresa, encontro uma mesa pequena no fundo. 

Ignoro os olhares das pessoas ali, que devem estar se perguntando por que estou sozinha. Estou acostumada com isso. Não sou do tipo que precisa sempre de companhia. Saio para fazer compras sozinha, como sozinha, fui ao cinema sozinha algumas vezes, quando Símon não podia ir comigo. Nunca tinha me importado em ficar sozinha… até agora, para ser sincera. Sinto falta de Matteo mais do que deveria, e me preocupa o fato de ele não ter se dado ao trabalho de enviar uma mensagem. 

Faço o pedido e, enquanto espero a comida, a garçonete traz um drinque cor-de-rosa com um guarda-chuvinha amarelo. 

“Eu não pedi isso”, digo, mas ela coloca o copo na minha frente mesmo assim.

“Ele pediu.” A garçonete sorri e inclina a cabeça em direção ao bar. No mesmo instante, torço para que seja Matteo e viro a cabeça para olhar. Mas não é. Sebastian acena e abre um sorriso lindo do outro lado do salão. Nico se aproxima e se senta no banco vazio ao lado dele, e também sorri para mim. 

“Ah, obrigada”, digo a ela. Parece que todos os lugares perto desse campus permitem que menores de idade bebam, ou talvez esses caras só frequentem lugares onde possam beber. Ela diz que meu pedido vai chegar daqui a pouco e se afasta. 

Alguns momentos depois, Sebastian e Nico se aproximam, puxam uma cadeira cada um e se sentam. Espero que Sebastian não esteja bravo comigo pelo que aconteceu na sexta-feira. 

“Você é a última pessoa que esperaria ver aqui, ainda mais num domingo”, Nico diz. 

“Foi por acaso. Eu ia ao restaurante chinês, mas estava fechado”, digo.

“Você viu Matteo por aí?”, Sebastian pergunta com um sorriso antes de olhar para Nico, que olha para ele de modo misterioso e então se vira para mim. 

“Não. E vocês?”, pergunto a eles. Está claro, na minha voz, que estou irritada. 

“Vimos faz algumas horas, mas ele deve chegar logo”, Nico responde.

“Aqui?”, pergunto. Minha comida chega, mas perdi o apetite. E se Fernanda estiver com ele? Não vou aguentar, não depois do fim de semana que acabamos de ter juntos. 

“Sim, a gente vem sempre aqui. Posso telefonar para ele para saber quando vai chegar”, Sebastian sugere, mas eu recuso. 

“Não, tudo bem. Na verdade, já estou indo embora.” Olho ao redor procurando a garçonete para pedir a conta. 

“Não gostou da bebida?”, Sebastian pergunta.

“Na verdade, não provei. Obrigada por ter pedido para mim, mas preciso ir.” 

“Vocês andaram brigando de novo?”, ele pergunta. 

Nico faz menção de dizer algo, mas Sebastian lança a ele um olhar do outro lado da mesa. O que está acontecendo? Sebastian toma um gole da bebida e olha para Nico de novo. 

“Ele disse alguma coisa?”, pergunto.

“Nada, só que vocês estão se entendendo melhor agora”, Sebastian diz. O bar, que já é pequeno, parece ainda menor agora, e estou desesperada para ir embora. 

“Ah, ali estão eles!”, Nico diz.

Olho para a porta e vejo Matteo, Ramiro, Pedro, Âmbar e Fernanda… Eu tinha certeza. Sei que são amigos, e não quero parecer controladora nem nada assim, mas não suporto ver Matteo perto daquela garota. 

Quando Matteo me vê, parece surpreso e quase temeroso. De novo, não. A garçonete se aproxima enquanto caminham em direção à nossa mesa. 

“Pode embrulhar para viagem e trazer a conta, por favor?”, peço a ela, que parece surpresa, então olha para todos que acabaram de chegar e concorda, voltando com meu prato para a cozinha.

“Você já vai?”, Âmbar pergunta. Os cinco se sentam à mesa ao lado da nossa. Eu me recuso a olhar para Matteo. Odeio ver como fica diferente quando está com os amigos. Por que não pode ser o mesmo Matteo com quem passei o fim de semana? 

“Eu… tenho que estudar”, minto.

Ela sorri. “Você deveria ficar… Já estuda demais!” 

A pouca esperança que tinha de que Matteo me abraçasse e me dissesse que sentiu minha falta desaparece. A garçonete chega com minha comida, e eu entrego a ela uma nota de vinte e me levanto para sair.

“Bom, tchau para vocês”, digo. Olho para Matteo e de novo para o chão.

“Espera”, Matteo diz. Eu me viro e olho para ele. Por favor, que não faça um comentário grosseiro nem beije Fernanda de novo. 

“Você não vai me dar um beijo de boa-noite?”

Ele sorri. Olho em volta e todos os amigos dele parecem um pouco surpresos e confusos. “O-o quê?”, pergunto, gaguejando. Endireito os ombros e olho para ele de novo. 

“Não vai me dar um beijo antes de sair?” Ele se levanta e caminha na minha direção. Eu queria isso, mas agora me sinto desconfortável com todo mundo olhando. 

“Hum…” Não sei o que dizer.

“Por que daria?” Fernanda ri. Meu Deus, não suporto essa menina.

“Porque eles estão juntos, claro”, Âmbar diz a ela.

“O quê?”, diz Fernanda.

“Cala a boca, Fernanda”, Sebastian diz, e sinto vontade de agradecer, mas alguma coisa em sua voz me faz achar estranhas as palavras que escolheu. Isso é mais do que desconfortável. 

“Tchau, pessoal”, digo de novo e caminho em direção à porta. 

Matteo me segue e segura meu braço para me impedir. “Por que você vai embora? E por que está aqui, para começo de conversa?” 

“Bom, eu estava com fome e vim aqui para comer. Agora estou saindo porque você estava me ignorando e eu…” 

“Eu não estava ignorando você, só não soube o que dizer ou fazer. Não pensei que veria você aqui, fui pego de surpresa”, ele explica. 

“Sim, com certeza. Você não me enviou nenhuma mensagem o dia todo e agora está aqui com Fernanda.” Minha voz sai mais estridente do que eu pretendia. 

“E Ramiro, Pedro e Âmbar. Não só com Fernanda”, ele diz.

“Eu sei… mas vocês têm um passado e isso me incomoda.” Certamente quebrei o recorde de crise de ciúme mais rápida.

“É o que você disse: passado. Não foi nada como isto… como nós”, ele diz.

Suspiro. “Eu sei, mas não consigo me controlar.” 

“Eu sei. Como acha que me senti quando entrei e vi você sentada com Sebastian?”

“Não é a mesma coisa. Você e Fernanda dormiram juntos.” Só dizer isso já dói.

“Lu…”

“Eu sei, é loucura, mas não consigo controlar.” Desvio o olhar.

“Não é loucura. Eu entendo. Só não sei o que fazer em relação a isso. Fernanda faz parte do grupo e provavelmente sempre vai fazer.”

Não sei o que esperava que ele dissesse, mas esse “foi mal” não serve. “Certo.” Eu deveria estar feliz por ele ter contado a todo mundo que estamos juntos, mas a coisa toda é esquisita.   

“Vou nessa”, digo a ele.

“Então vou com você.”

“Tem certeza de que quer deixar seus amigos?” Ele revira os olhos e me acompanha até o carro. Tento esconder meu sorriso quando entramos. Pelo menos sei que prefere ficar comigo a ficar com Fernanda.

“Você chegou faz tempo?”, Matteo pergunta quando saio do estacionamento. 

“Uns vinte minutos.”

“Ah. Você não marcou com Sebastian lá, né?”

“Não. Foi o único lugar aberto que encontrei. Não fazia ideia de que ele estava ali, ou de que você ia aparecer. Afinal, você não me escreveu.”

“Ah”, Matteo diz e faz uma pausa. Ele olha para mim de novo e diz: “Sobre o que vocês conversaram?”.

“Nada. Ele ficou cinco minutos na minha mesa e logo vocês chegaram. Por quê?”

“Só curiosidade.” Ele tamborila os dedos no joelho.

“Senti saudade hoje.”

“Eu também”, digo quando entramos no campus.

“Estudei bastante e preparei tudo para meu primeiro dia na editora.”

“Você quer que eu leve você até lá amanhã?”

“Não, foi para isso que comprei o carro, lembra?” Dou risada.

“Mesmo assim, eu poderia levar você”, ele oferece quando chegamos no quarto e entramos.

“Não, tudo bem. Vou dirigindo. Mas obrigada mesmo assim.” 

Quando estou prestes a perguntar o que ele fez o dia todo, e por que não enviou uma mensagem se sentiu tanto minha falta, paro de respirar porque o pânico me domina. 

Minha mãe está de pé na frente da minha porta, com os braços cruzados e parecendo furiosa.
 


Notas Finais


E aí o que acharam??
MDS e agora o que vai acontecer??
Vejo vocês mais tarde!!
Beijos e até!!!


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