História After - Adaptação Lutteo - Capítulo 74


Escrita por: ~

Postado
Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Gaston, Luna Valente, Matteo, Simón
Tags Lutteo
Visualizações 593
Palavras 1.290
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa Noite, pessoas como estão??
Espero que muito bem!!
Bom sem mais delongas vamos ao próximo capítulo!!
Boa Leitura!!

Capítulo 74 - Capítulo 74:


Os olhos de Matteo seguem os meus e se arregalam ao vê-la. Ele pega minha mão, mas eu a afasto e dou um passo à frente. “Oi, mã…” 

“O que está acontecendo?!”, ela grita quando nos aproximamos.

Quero encolher e sumir. 

“O quê?” Ainda não sei o que ela sabe, então permaneço em silêncio. Quando ela está nervosa, seus cabelos castanhos parecem mais claros e grudados em seu rosto perfeitamente carrancudo. 

“Onde você está com a cabeça, Luna? Símon tem me evitado há duas semanas, mas encontrei a sra. Álvarez no mercado. E você sabe o que ela disse? Que vocês terminaram! Por que não me contou? Precisei descobrir do jeito mais humilhante!”, ela grita. 

“Não é nada demais, mãe”, eu digo, e ela se assusta. Matteo fica atrás de mim, mas sinto sua mão nas minhas costas. 

“Não é nada demais? Como você ousa…? Vocês estão juntos há anos. Ele é bom com você, Luna. Tem um futuro e vem de uma ótima família!” Ela para e respira um pouco, mas eu não interrompo, sabendo que tem mais a dizer. Ela se endireita e fala com o máximo de calma que consegue. “Felizmente, acabei de conversar com ele, que concordou em voltar, apesar do seu comportamento promíscuo.” 

A raiva ferve dentro de mim. “Como eu ouso? Não sou obrigada a ficar com Símon. E o que a família dele tem a ver? Eu não estava feliz, e é só isso que importa. E não acredito que falou com ele sobre isso… Não sou criança!” 

Passo por ela para abrir a porta. Matteo me segue e minha mãe vem logo atrás.

“Você não faz ideia de como está sendo ridícula. E agora aparece aqui com… esse… esse… punk! Olhe para ele, Luna! É assim que você se rebela contra mim? Fiz alguma coisa para me odiar?” 

Matteo está de pé perto da cômoda com a mandíbula tensa e as mãos enfiadas nos bolsos. Se ela soubesse que o pai dele é o reitor e tem ainda mais dinheiro do que a família do Símon… Mas não vou contar, porque isso não é importante. 

“Não tem nada a ver com você! Por que sempre acha que tudo está relacionado a você?” As lágrimas querem escapar, mas me recuso a permitir que minha mãe consiga me abalar. Odeio chorar quando estou brava, porque faz com que pareça fraca, mas não consigo controlar.

“Você tem razão, não tem nada a ver comigo… tem a ver com seu futuro! Você tem que pensar nisso, não apenas em como está se sentindo agora. Sei que ele parece divertido e perigoso, mas você não tem futuro nenhum aqui!” Ela aponta para Matteo. “Não com ele… essa aberração!”  

Quando percebo, estou bem diante do rosto da minha mãe. Matteo dá um passo à frente e me puxa pelo cotovelo para me afastar dela. “Não fala assim dele!”, grito. 

Os olhos da minha mãe estão arregalados e vermelhos. “Quem é você? Minha filha nunca falaria comigo desse jeito! Ela nunca jogaria tudo pela janela e seria assim desrespeitosa!” 

Começo a me sentir culpada, mas é exatamente o que ela quer, e preciso lutar contra isso para defender o que eu quero. “Não estou jogando nada pela janela! Meu futuro não está nem em questão aqui. Estou estudando e vou começar um estágio ótimo amanhã! Você está sendo muito egoísta vindo aqui para tentar fazer com que eu me sinta mal por estar feliz. Ele me faz feliz, mãe, e, se não consegue aceitar isso, é melhor ir embora.” 

“Como é?”, ela vocifera, mas a verdade é que estou tão surpresa com o que acabei de dizer quanto ela. “Você vai se arrepender disso, Luna! Nunca achei que me daria tamanho desgosto!” 

O quarto começa a girar. Não estava preparada para entrar numa guerra com minha mãe, não hoje, pelo menos. Sabia que seria uma questão de tempo até que descobrisse tudo, mas não pensei que seria agora. 

“Sabia que havia alguma coisa acontecendo desde a primeira vez que vi esse garoto aqui. Só não pensei que você abriria as pernas tão depressa!” 

Matteo se coloca entre nós. “Você está levando isso longe demais”, ele avisa com um olhar intenso. Talvez ele seja a única pessoa capaz de pôr minha mãe para correr. 

“Fica fora disso!”, ela diz, cruzando os braços de novo. “Se continuar a ver esse garoto, nossas relações estão cortadas, e duvido que consiga pagar a faculdade sozinha. Só este quarto me custou uma fortuna!”, ela grita.

Fico abismada por ela chegar a esse ponto. “Está ameaçando meus estudos porque não aprova o cara que eu amo?” 

“Ama?” Ela ri. “Ah, Luna, como você é ingênua. Você não faz ideia do que é o amor.” Ela ri, emitindo um som que mais parece a risada de um louco. “E você acha que ele ama você?” 

“Eu amo, sim”, Matteo interrompe.

“Claro que ama!” Ela joga a cabeça para trás.

“Mãe.” 

“Luna, estou avisando: se continuar se encontrando com ele, haverá consequências. Vou embora agora, mas espero um telefonema quando estiver de cabeça fria.” Ela sai batendo os pés, e seus passos ecoam no corredor.

“Desculpa, de verdade”, digo a Matteo.

“Não precisa se desculpar.” Ele segura meu rosto com as mãos. “Estou orgulhoso do jeito como se posicionou.” Ele beija meu nariz. Olho ao redor e me pergunto como as coisas chegaram a esse ponto. Eu me encosto no peito de Matteo e ele me abraça, massageando os músculos tensos do meu pescoço.  

“Não acredito que ela fez isso, não acredito que agiu assim e ameaçou não pagar minha faculdade. E ela nem paga tudo, tenho uma bolsa e consegui um financiamento estudantil. Minha mãe só paga vinte por cento, o mais pesado é o quarto. Mas e se ela parar de pagar? Vou precisar de outro emprego além do estágio.” Começo a chorar. Matteo leva a mão à minha nuca e direciona minha cabeça para baixo, para que eu chore em seu peito. 

“Shh… shh… está tudo bem, vamos dar um jeito. Você pode ir morar comigo”, ele diz. Dou risada e seco os olhos. “É sério. Ou então podemos alugar um apartamento fora do campus. Tenho dinheiro.” 

Olho para ele. “Você não pode estar falando sério.”

“Estou.”

“Não podemos morar juntos.” Dou risada e fungo.

“Por que não?”

“Porque nos conhecemos há poucos meses, e a maior parte do tempo passamos brigando”, eu lembro. 

“Conseguimos nos dar muito bem este fim de semana.” Ele sorri e nós dois começamos a rir. 

“Você é maluco. Não vou morar com você”, digo, e ele me abraça de novo. 

“Pensei nisso… Quero sair da fraternidade de qualquer jeito. Eu não me encaixo ali, se você ainda não percebeu”, ele diz e ri. É verdade. O pequeno grupo de amigos dele são as únicas pessoas nas festas que não usam camisa polo e calça cáqui todo dia. “Entrei para irritar meu pai, mas não deu tão certo quanto eu esperava.” 

“Você poderia ter alugado um apartamento, se não gosta da casa”, digo. De jeito nenhum vou morar com ele em tão pouco tempo. 

“Sim, mas não seria tão divertido.” Matteo abre um sorriso e ergue as sobrancelhas para mim. 

“Nós nos divertimos lá”, eu provoco.

Ele sorri ainda mais, então leva as duas mãos à minha bunda e aperta. 

“Matteo!”, eu o repreendo, de brincadeira.

A porta se abre e eu seguro a respiração. Penso na cara furiosa da minha mãe e sinto medo de que tenha voltado para o segundo round. 

Fico aliviada ao ver Âmbar e Pedro entrando no quarto. 

“Acho que perdi algo importante. Sua mãe acabou de mostrar o dedo do meio para mim no estacionamento”, Âmbar diz, e não consigo controlar o riso.


 


Notas Finais


E aí o que acharam??
Rolou treta da Luna com a mãe dela!!! Será que essas duas se acertam de novo???
Bom, por hoje é só, até amanhã!!
Beijos!!!


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