História After - Adaptação Lutteo - Capítulo 80


Escrita por: ~

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Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Gaston, Luna Valente, Matteo, Simón
Tags Lutteo
Visualizações 313
Palavras 2.568
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello pessoas, como estão???
Espero que muito bem!!
BOM, vamos lá para mais um capítulo!!
Boa Leitura!!!

Capítulo 80 - Capítulo 80:


Já são quase quatro da manhã quando nos deitamos na cama, depois do banho.

“Preciso estar de pé daqui a uma hora”, resmungo ao me deitar no peito dele. 

“Você pode dormir até sete e meia e ainda assim chegar a tempo”, Matteo diz. Não gosto de correria de manhã, mas preciso dormir. Felizmente, tirei aquele cochilo antes, então talvez não pegue no sono de pé no meu primeiro dia de trabalho de verdade na editora. 

“Hum…”, resmungo.

“Vou acertar seu alarme”, ele diz, e eu adormeço.

* * *

Meus olhos ardem de sono enquanto tento enrolar meus cabelos rebeldes. Passo lápis marrom nos olhos marejados e visto meu novo vestido vermelho. A gola é quadrada e baixa o suficiente para mostrar o peito sem ser indecente. A barra fica acima dos joelhos e o cinto marrom dá a ilusão de que demorei mais para me arrumar do que de fato demorei. Penso em passar um pouco de blush, mas graças à minha noite com Matteo meu rosto ainda está corado. Calço os sapatos novos e me olho no espelho. O vestido é bem bonito, e eu estou melhor do que preciso. Olho para Matteo enrolado no cobertor na minha caminha, com os pés para fora, e sorrio. Espero até o último minuto para acordá-lo. Penso em não fazer isso, mas sou egoísta e quero beijá-lo antes de sair. 

“Preciso ir”, digo e toco seu ombro.

“Eu te amo”, ele resmunga e faz um biquinho sem abrir os olhos.

“Você vai pra aula?”, pergunto depois de beijá-lo.

“Não”, Matteo diz, então rola para o lado. 

Dou um beijo em seu ombro e pego meu casaco e a bolsa. Quero voltar para a cama com ele. Viver com Matteo talvez não seja uma ideia tão ruim. Já passamos quase todas as noites juntos mesmo. Afasto esse pensamento. É uma ideia ruim, sim, e é cedo demais para isso. Além da conta. 

Ainda assim, passo o trajeto todo pensando em alugar um apartamento com ele, escolher as cortinas e pintar as paredes. Quando entro no elevador da editora, já escolhi a cortina do chuveiro e o tapetinho do banheiro. No terceiro andar, um jovem de terno azul-marinho entra e me tira desses pensamentos.

“Olá”, ele diz, levando a mão aos botões do elevador. Ao ver que o do último andar já foi apertado, ele se recosta no fundo.

“Você é nova aqui?”, o rapaz pergunta. Ele cheira a sabonete, e seus olhos são bem azuis, contrastando com seus cabelos escuros. 

“Sou só uma estagiária”, digo.

“Só uma estagiária?”, ele ri.

“Quer dizer, sou estagiária, não uma funcionária contratada”, eu me corrijo, nervosa.

“Comecei como estagiário há alguns anos e fui contratado para trabalhar em período integral. Você estuda na WCU?”

“Sim, você estudou lá?”

“Sim, eu me formei ano passado. Estou feliz por ter terminado.” Ele ri.

“Você vai gostar daqui.”

“Obrigada. Estou adorando”, digo quando saímos do elevador.

Quando vou para o outro lado, ele diz: “Não sei seu nome”.

“Luna. Luna Valente.”

Ele sorri e acena rapidamente. 

A mesma mulher de ontem está na recepção. Dessa vez, ela se apresenta como Kimberly e sorri, desejando-me boa sorte e fazendo um gesto em direção à mesa cheia do café. Sorrio e agradeço, pegando um donut e uma xícara de café, então vou para minha sala. Sobre a mesa, encontro uma pilha grande de papéis com um bilhete do sr. Vance dizendo para eu começar e desejando boa sorte. Adoro a liberdade desse estágio… não acredito que tive tanta sorte. Comendo o donut, tiro o bilhete e começo a trabalhar. 

O manuscrito é muito bom, e não consigo parar de ler. Já li duzentas páginas quando o telefone da minha mesa toca. 

Alô?”, digo, e então percebo que não faço ideia de como atender. Desejando parecer mais adulta, acrescento: “Ou melhor, Luna Valente falando”. Mordo o lábio e escuto uma risadinha do outro lado.  

“Srta. Valente, tem uma pessoa querendo falar com você. Posso pedir que entre?”, Kimberly pergunta. 

“Pode me chamar de Luna, por favor”, digo a ela. Parece desrespeitoso deixar que me chame de srta. Valente, já que ela é bem mais experiente e mais velha do que eu. 

“Luna”, Kimberly diz, e consigo imaginar seu sorriso simpático. “Posso deixar o rapaz entrar?”, ela pergunta de novo. 

“Ah, sim. Mas… quem é?”

“Não sei ao certo… um rapaz… Ele tem tatuagens, e muitas”, ela sussurra. Dou risada. 

“Vou até aí”, digo, e desligo em seguida.

O fato de Matteo estar aqui me anima e me assusta. Espero que esteja tudo bem. Quando chego à recepção, ele está com as mãos nos bolsos e Kimberly está ao telefone. Tenho a impressão de que ela só está fingindo. Não sei ao certo. Espero que não pareça que estou tirando vantagem da grande oportunidade que o sr. Vance me deu recebendo visitas no segundo dia. 

Eu me aproximo de Matteo. “Oi. Está tudo bem?” 

“Sim, só queria ver como está sendo seu dia.” Ele sorri e gira o piercing da sobrancelha com os dedos.

“Ah, está ótimo…”, eu começo, mas paro quando o sr. Vance se aproxima.

“Vejam só… Veio pedir seu emprego de volta?” Ele sorri para Matteo e dá um tapinha em seu ombro. 

“Até parece, seu velho maluco”, Matteo diz, rindo, e fico boquiaberta. O sr. Vance ri e ergue o punho cerrado para acertar Matteo nas costelas, de brincadeira. Eles são mais próximos do que pensei. 

“A que devo a honra? Ou está aqui perseguindo minha nova estagiária?”, ele diz, olhando para mim.

“A segunda opção. Perseguir estagiárias é meu passatempo preferido.” Olho para os dois, sem saber o que dizer. Adoro ver esse lado brincalhão de Matteo. Não é muito comum vê-lo assim. 

“Você já almoçou? Tenho um tempinho agora”, Matteo me pergunta. Olho para o relógio na parede. Já é meio-dia. A manhã passou depressa. 

Olho para o sr. Vance e ele dá de ombros. “Você tem uma hora para o almoço. Garotas precisam comer!” Ele sorri e se despede de Matteo, então vai embora. 

“Enviei algumas mensagens para saber se você tinha chegado, mas você não respondeu”, Matteo me diz quando entramos no elevador.

“Não olhei o telefone, fiquei distraída lendo um manuscrito”, respondo e pego a mão dele.

“Você está bem, certo? Estamos bem?”, ele pergunta, olhando em meus olhos.

“Sim, por que não estaríamos?”

“Eu… não sei… Fiquei preocupado porque você não respondeu. Pensei que… pudesse ter se arrependido de ontem à noite.” Ele olha para baixo.

“O quê? Claro que não. De verdade, nem vi o telefone. Não me arrependi de ontem à noite, nem um pouco.” Não consigo esconder um sorriso ao lembrar.

“Que bom! E que alívio!” Ele solta um suspiro.

“Você veio até aqui porque achou que eu estava arrependida?”, pergunto. É meio exagerado, mas bom.

“Sim… Bom, não só por isso. Eu também queria levar você para almoçar.” Ele sorri e leva minha mão aos lábios.

Saímos do elevador e chegamos à rua. Eu devia ter trazido meu casaco. Sinto frio e Matteo olha para mim.

“Tenho uma jaqueta no carro. Podemos ir pegar e depois comer no Brio… é muito bom.” Caminhamos até o carro e ele pega uma jaqueta de couro preta do porta-malas, o que me faz rir. Matteo deve ter um guarda-roupa inteiro ali. Perdi o número de vezes em que tirou roupas do porta-malas desde que o conheço. 

A jaqueta é surpreendentemente quente e tem o cheiro de Matteo. É bem grande, então tenho que puxar as mangas para cima. 

“Obrigada.” Dou um beijo em seu rosto.

“Fica boa em você… perfeita.” 

Matteo segura minha mão enquanto andamos. Alguns executivos olham para nós com estranheza. Às vezes, esqueço como somos diferentes por fora. Somos opostos em quase todos os aspectos, mas, de certo modo, nos damos bem por isso. 

O Brio é um restaurante italiano pequeno, mas pitoresco. O piso é colorido e o teto é uma imagem do céu, com querubins gordinhos e sorridentes esperando do lado de fora dos portões brancos, e dois anjos — um branco e outro negro — abraçados mais à frente. O anjo branco parece estar tentando puxar o outro para o lado. 

“Lu?”, Matteo diz e me puxa pela manga. 

“Já vou”, digo e caminho em direção à mesa, que fica nos fundos do restaurante. Matteo se senta na cadeira ao meu lado e não na frente, e a aproxima de mim, apoiando os cotovelos na mesa. Faz o pedido para nós dois, mas não me importo, já que ele conhece o lugar.

“Então você e o sr. Vance são muito próximos?”, pergunto.

“Eu não diria isso. Mas nos conhecemos bem.” Ele dá de ombros.

“Parecem se dar muito bem. Gosto de ver você assim.”

Ele esboça um sorriso e apoia a mão na coxa. “Gosta?”

“Sim, gosto de ver você feliz.” Sinto que há mais coisas por trás da relação dele com o sr. Vance do que está me contando, mas por enquanto não vou perguntar nada.

“Estou feliz, mais feliz do que pensei que seria… na vida toda”, ele acrescenta.

“O que deu em você? Está todo bonzinho comigo”, provoco, e ele ri.

“Posso virar umas mesas e dar uns socos em alguém para você se lembrar do passado”, Matteo diz, e eu bato nele com o ombro.

“Não, obrigada”, respondo dando risada. 

Nossa comida chega e eu agradeço à garçonete. O prato parece ótimo, e sinto o aroma delicioso antes de dar uma mordida. Matteo pediu um ravióli delicioso.

“Bom, não é?”, ele se gaba e enche a boca de comida. Concordo e faço a mesma coisa. 

Quando terminamos, Matteo e eu discutimos quem vai pagar o almoço, mas ele acaba ganhando. 

“Você pode me pagar depois.” Matteo pisca ao dizer isso, enquanto a garçonete não está olhando. 

Quando voltamos para a editora, ele entra comigo. “Você vai subir?”, pergunto.

“Sim, queria ver sua sala. Depois vou embora, prometo.”

“Combinado”, digo a ele e entramos no elevador. Quando chegamos ao térreo, entrego a jaqueta e Matteo a veste. Fico impressionada ao ver como fica lindo com ela. 

“Oi de novo”, o cara do terno azul-marinho diz quando atravessamos o corredor.

“Oi de novo”, sorrio.

Ele olha para Matteo e se apresenta. 

“Muito prazer. Meu nome é Trevor e trabalho no departamento financeiro.” Ele acena rapidamente e diz para mim: “Bom, até mais”.

Quando entramos na minha sala, Matteo segura meu braço e me vira para ele, com raiva. “Que merda foi essa?” 

Ele está brincando? Olho para meu braço e vejo que não está. Matteo não me segura com força, mas me mantém presa.

“O quê?”

“Aquele cara!”

“O que tem ele? Eu o vi hoje cedo no elevador.” Puxo meu braço para que Matteo me solte. 

“Não parecia que vocês tinham acabado de se conhecer. Ficaram de gracinha na minha frente.”

Não consigo me controlar e dou uma risada que mais parece um rosnado. “O quê? Você está maluco. Fui educada e ele também. Por que ia ficar de gracinha com ele?” Tento falar baixo. Um escândalo não pode ser bom para mim.

“E por que não? Ele é bonito, limpo, usa terno e tudo”, Matteo diz.

Percebo que parece mais magoado e preocupado do que bravo. Meu ímpeto é xingá-lo e mandá-lo embora, mas decido tentar uma abordagem diferente. Como quando Matteo estava quebrando as coisas na casa do pai dele.

“É isso que você pensa? Que quero alguém como ele, alguém diferente de você?”, pergunto com delicadeza.

Matteo arregala os olhos e se surpreende. Sei que esperava que eu o atacasse, mas a mudança de tom o acalma e ele pensa no que dizer em seguida. “Não sei… talvez.” Seus olhos encontram os meus.

“Bem, você está errado, como sempre”, digo e sorrio. Preciso conversar com ele sobre isso mais tarde, mas mostrar que não tem com que se preocupar é mais importante que corrigi-lo.

“É uma pena se você acha que eu estava paquerando aquele cara, porque não estava. Eu não faria isso com você”, digo. Seu olhar se suaviza e encosto a mão em seu rosto. Como uma pessoa consegue ser tão forte, mas também tão fraca?

“Eu… está bem”, ele diz. 

Dou risada e acaricio seu rosto. Adoro surpreendê-lo. “Para que vou querer aquele cara, se tenho você?” 

Ele semicerra os olhos e sorri, finalmente. Fico aliviada por estar aprendendo a desarmar a bomba que Matteo é. “Eu te amo”, ele diz e me beija. “Sinto muito por ter estourado daquele jeito.” 

“Aceito seu pedido de desculpa. Agora vou mostrar minha sala!”, digo com uma voz animada.

“Não mereço você”, Matteo diz baixinho. Decido ignorá-lo e mantenho minha atitude alegre.

“O que você achou?”, pergunto sorrindo.

Ele ri e ouve com atenção enquanto mostro todos os detalhes, todos os livros da estante e o porta-retratos vazio em cima da minha mesa.

“Estava pensando em colocar uma foto nossa aqui”, digo a ele.  

Nunca tiramos uma foto juntos, e eu nem tinha pensado nisso antes, até ver o porta-retratos vazio. Matteo não parece ser o tipo de cara que sorriria para a câmera, nem mesmo no celular.

“Ah. Não curto muito ser fotografado”, ele diz, confirmando o que eu pensava. 

Mas quando vê que a resposta me decepciona, ele diz: “Quer dizer… acho que posso tirar uma. Mas só uma”.

“Vamos pensar nisso depois.” Eu sorrio e ele parece aliviado.

“Agora podemos falar sobre como você está linda com esse vestido. Está me deixando louco desde que cheguei aqui.” Sua voz está mais grossa e ele dá um passo na minha direção. Meu coração acelera no mesmo momento. Suas palavras sempre mexem comigo.

“Você tem sorte por eu não ter aberto os olhos hoje de manhã. Se tivesse…” Matteo passa os dedos pela gola do vestido. “Não teria deixado você sair.”

Ele desce a outra mão até a barra do vestido e acaricia minha coxa.

“Matteo…”, eu aviso. Minha voz me trai e sai mais parecida com um gemido. 

“O que foi, linda? Não quer que eu faça isso?” Ele me levanta e me senta na beira da mesa. 

“É que…” Minha mente está confusa porque os lábios dele descem pelo meu pescoço. Enfio os dedos em seus cabelos e ele belisca minha pele. “Não podemos… alguém pode entrar… ou alguma coisa assim.” As palavras saem abafadas e não fazem muito sentido. Ele toca minhas coxas e as abre mais.

“A porta tem chave por um motivo… Quero pegar você aqui, nesta mesa. Ou talvez na janela.” Seus lábios descem pelo meu peito. Pensar no que está propondo faz com que uma corrente elétrica desça por meu corpo. Ele passa os dedos pela renda da minha calcinha e respira fundo. 

“Você está me matando.” Matteo geme e olha entre minhas pernas para ver o conjunto de renda branca que comprei ontem. Não acredito que estou deixando isso acontecer na mesa da minha sala no segundo dia de estágio. A ideia me excita e também me apavora. 

“Tranca a…”, começo, mas somos interrompidos pelo toque do telefone. Eu me sobressalto e dou a volta na mesa para atender. “Alô? Aqui é Luna Valente!” 

“Srta. Valente. Luna”, Kimberly se corrige. “O sr. Vance está indo embora e vai passar na sua sala antes”, ela diz com um tom divertido na voz. 

Kimberly deve ter percebido como Matteo é irresistível. Sinto o rosto corar e agradeço, afastando-me da mesa em seguida.

 


Notas Finais


E ai o que acharam??
Esse casal tem um Fogo que acho que bombeiro nenhum apaga!! KKKK
Matteo com ciúmes...
Bom, amanhã volto com mais capítulos!!!
Beijos e até!!!


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