História AFTER - Camren G!P - Capítulo 28


Escrita por: ~

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Categorias Ariana Grande, Fifth Harmony, Justin Bieber, One Direction
Personagens Ally Brooke, Ariana Grande, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Harry Styles, Justin Bieber, Lauren Jauregui, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Normani Hamilton, Personagens Originais, Zayn Malik
Tags Camren, Camren G!p
Visualizações 2.029
Palavras 1.570
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


CHEGAAAAAAAAY

BOA LEITURA E EU AMO VOCES AAAAAA OBG PELOS 100 FAV

Capítulo 28 - Querer ser boa


Fanfic / Fanfiction AFTER - Camren G!P - Capítulo 28 - Querer ser boa

Camila POV

Quando voltamos à mesinha do quintal, Lauren me solta e puxa uma cadeira para mim. Sentindo minha pele se incendiar com seu toque, passo os dedos sobre o pulso enquanto ela arrasta uma cadeira pelo chão de cimento e a posiciona na minha frente. 

Quando ela se acomoda, está tão próximo de mim que seus joelhos quase roçam os meus.

“O que você quer me dizer, Lauren?”, pergunto da forma mais brusca de que sou capaz.

Ela respira fundo, tira o gorro e o coloca sobre a mesa. Fico observando enquanto passa os dedos compridos pelos cabelos e me olha nos olhos.

“Desculpa”, Lauren diz com uma intensidade que me faz desviar o olhar e me concentrar em uma das árvores do quintal.

Ela se inclina na minha direção. “Você me ouviu?”

“Sim, eu ouvi”, respondo, encarando-a. Lauren é mais sem noção do que eu imaginava se pensa que com um pedido de desculpas vou deixar de lado as coisas horríveis que faz comigo quase todos os dias.

“É difícil demais lidar com você”, ela comenta, recostando-se no assento. A garrafa que joguei no quintal está de novo em sua mão, e ela dá mais um gole. Como ainda não desmaiou?

“Eu sou difícil? Você está de brincadeira? O que quer que eu faça, Lauren? Você é cruel comigo... muito cruel”, digo, mordendo o lábio inferior. Não posso chorar na frente dela de novo. Shawn nunca me fez chorar. Já tivemos algumas brigas ao longo dos anos, mas nunca fiquei abalada a esse ponto.

"Não é de propósito.” O tom da voz dela é grave e parece se misturar à brisa da noite.

“É, sim, e você sabe muito bem disso. Você faz tudo por livre e espontânea vontade. Nunca fui tão maltratada por alguém em toda a minha vida.” Mordo o lábio com mais força ainda, sentindo um nó na garganta. Se eu chorar, ela vence. É isso o que quer.

“Então por que continua falando comigo? Por que não desiste?”

“Eu... na verdade não sei. Mas posso garantir que depois de hoje vou desistir. Vou trancar minha matrícula na aula de literatura e fazer essa matéria só no próximo semestre.” Até então, eu jamais tinha pensado em fazer isso, mas no momento é a melhor atitude que posso tomar.

“Por favor, não faça isso.”

“Que diferença faz pra você? Assim não precisa ser forçada a conviver com uma pessoa patética como eu, certo?” Meu sangue está fervendo. Se eu soubesse como dizer aquelas coisas horríveis que ela fala, diria.

“Não é nada disso... a patética aqui sou eu.” Olho bem para ela. “Bom, não vou discutir.” Ela bebe mais um gole e se recusa a me entregar a garrafa quando estendo a mão.

“Quer dizer que você é a única que pode beber?”, pergunto, e um sorriso surge no rosto dela. A luz do quintal reflete no piercing de sua sobrancelha quando ela me entrega a garrafa.

“Pensei que fosse jogar longe de novo.” Era o que eu deveria fazer, mas em vez disso levo a garrafa à boca. A bebida está quente e tem gosto de alcaçuz queimado e mergulhado em álcool. Sinto ânsia de vômito, e Lauren cai na
risada.

“E você, desde quando bebe desse jeito? Até onde entendi, você não bebia”, comento. Preciso me lembrar de ficar brava de novo depois que ela responder.

“Fazia uns seis meses que não bebia.” Ela baixa os olhos para o chão, como se estivesse com vergonha.

“Bom, você não deveria beber nunca. Isso faz com que fique pior que o normal.” Ainda olhando para o chão, ela assume uma expressão séria.

“Acha que sou uma pessoa ruim?” Ela está tão bêbada a ponto de achar que é uma pessoa boa?

“Acho.”

“Eu não sou. Bom, talvez seja... O que quero mesmo é que você...”, ela começa, mas em seguida se interrompe, corrige a postura e se recosta na cadeira.

“O que você quer de mim?” Preciso saber o que ela ia dizer. Devolvo a garrafa, mas Lauren a põe de volta na mesa. Não estou a fim de beber. Um único gole basta, considerando que meu juízo quando estou perto de Lauren não é dos melhores mesmo sóbria.

“Nada”, ela mente.

O que estou fazendo aqui? Shawn está no meu quarto me esperando, e eu perco meu tempo com Lauren.

“Preciso ir”, anuncio, levantando-me e saindo na direção da porta.

“Não vai embora”, ela fala baixinho. Meus passos se detêm quando ouço seu tom de súplica. Quando me viro, vejo que Lauren está a menos de meio metro de mim.

“Por que não? Você tem mais algum insulto que queira fazer?”, grito, dando as costas para ela. Sua mão envolve meu braço e me puxa de volta.

“Não dá as costas para mim!”, ela berra ainda mais alto que eu.

“Eu já deveria ter dado as costas para você há muito tempo!”, grito, e dou um empurrão em seu peito. “Não sei nem por que estou aqui! Vim assim que o Austin ligou! Deixei meu namorado sozinho — que aliás, como você falou, é a única pessoa que quer minha companhia — para vir falar com você! E quer saber? Você tem razão, Lauren, eu sou patética, sim. Sou patética por ter vindo até aqui, sou patética por tentar...”

Sou interrompida pelo toque dos seus lábios nos meus. Tento empurrá-la, mas não consigo movê-la. Meu corpo me pede para retribuir o beijo, porém eu me seguro. Sinto sua língua tentando entrar na minha boca, e seus braços me envolvendo, puxando-me mais para perto apesar da minha resistência. Não adianta. Ela é mais forte do que eu.

“Me beija, Mila”, ela diz com a boca colada à minha. Faço que não com a cabeça, e ela solta um grunhido de frustração.

“Por favor, me beija. Preciso de você.” Essas palavras acabam com minha resistência.

Uma garota indecente, bêbada e terrível acabou de dizer que precisa de mim, e por algum motivo isso soa como poesia aos meus ouvidos. Lauren é como uma droga para mim. Toda vez que sinto seu gosto, quero mais. Ela consome meus pensamentos e invade meus sonhos.

Assim que meus lábios se abrem, sua boca se junta à minha, mas dessa vez não tento resistir. É impossível. Sei que essa não é a resposta para meus problemas, e que estou apenas afundando ainda mais, mas isso não importa no momento. Só o que interessa são as palavras dela e a maneira como as pronunciou: Preciso de você.

Será que Lauren precisa de mim da mesma maneira desesperada que preciso dela? Duvido, mas prefiro fingir que sim. Ela leva uma das mãos ao meu rosto e passa a língua em meu lábio inferior. Estremeço toda, e ela sorri, fazendo seu piercing roçar no canto da minha boca.

Ouço um farfalhar e me afasto dela. Lauren me deixa interromper o beijo, mas continua me abraçando com força, comprimindo seu corpo contra o meu. Olho para a porta dos fundos e torço para que Austin não tenha testemunhado meu terrível lapso de juízo. Graças a Deus, ela não está lá.

“Lauren, preciso mesmo ir. Não podemos continuar com isso. Não está fazendo bem pra nenhum de nós duas”, digo para ela, olhando para baixo.

“Podemos, sim”, ela retruca, levantando meu queixo e me obrigando a olhar em seus olhos verdes.

“Não podemos. Você me odeia, e não quero mais ser seu saco de pancadas. É tudo muito confuso. Em um momento, você diz que não me suporta, ou então me humilha depois de uma experiência íntima.” Ela abre a boca para me interromper, mas ponho um dedo em seus lábios rosados e continuo: “Então, no momento seguinte, você me beija e diz que precisa de mim. Não gosto da pessoa que sou quando estou com você e detesto como me sinto depois de ouvir tantas coisas horríveis”.

“Quem você é quando está comigo?” Seus olhos verdes observam meu rosto, à espera da resposta.

“Alguém que não quero ser, uma pessoa quetrai o namorado e chora o tempo todo”, explico.

 “Sabe quem eu penso que você é quando está comigo?” Ela acaricia meu queixo com o polegar, e eu preciso fazer força para me concentrar na conversa.

“Quem?”

“Você mesma. Acho que esse é seu verdadeiro eu, mas está distraída demais se preocupando com o que os outros pensam para se dar conta disso.”

Fico sem saber o que fazer, mas ela parece tão sincera, tão convicta, que paro um pouco para refletir sobre aquelas palavras.

“E sei muito bem como me comportei depois de fazer você gozar.” Lauren olha para minha cara fechada antes de continuar:  “Desculpa... depois do que tivemos, sei que o que fiz foi errado. Fiquei me sentindo um lixo depois que você saiu do carro”.

“Duvido”, retruco, lembrando-me do quanto chorei naquela noite.

“É verdade, juro. Sei que você me considera uma péssima pessoa... mas você me faz...” Ela se interrompe. 

“Esquece.” Por que ela sempre se interrompe?

“Termina de uma vez essa frase, Lauren, ou vou embora agora mesmo”, digo a ela. E não é blefe. Seus olhos se acendem ao me encarar e sua boca se abre lentamente, como se cada palavra fosse representar um grande ato — uma grande verdade ou uma grande mentira —, o que me deixa ansiosa por sua resposta. 

“Você... você me faz querer ser boa... Quero ser uma pessoa melhor para você, Camz.”


Notas Finais


eae viados, comenta aq


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