História After - Depois da verdade (Fillie) - Capítulo 21


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Categorias Stranger Things
Personagens Billy Hargrove, Bob Newby, Chefe Jim Hopper, Dr. Martin Brenner, Dustin Henderson, Eleven (Onze), Jonathan Byers, Joyce Byers, Kali "Eight" (Oito), Karen Wheeler, Lucas Sinclair, Maxine "Max" Mayfield / "Madmax", Mike Wheeler, Nancy Wheeler, Personagens Originais, Sam Owens, Steve Harrington, Will Byers
Tags Fillie, Finn Wolfhard, Millie Bobby Brown, Stranger Things
Visualizações 421
Palavras 1.999
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Harem, Hentai, Literatura Feminina, Orange, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiiiii meus bebês. Entaaaaaao, a fic chegou em 100 favoritos antes do que eu esperava kkkk. Só tenho a agradecer vocês que estão lendo e favoritando. Adoro vocês muitaaaao, e como eu já falei no grupo do WhatsApp, com esses 100 favoritos eu vou fazer uma maratona de 10 capítulos, que começam com este aqui. Aproveitem e a próxima maratona vem se a fic chegar em 150 antes de eu terminar essa temporada.

Capítulo 21 - CAPÍTULO 19


Fico sentada, olhando para o papel num torpor, e

releio a carta duas vezes. Não tinha ideia do que esperar,

mas não era isso. Como ele pode dizer que não é

romântico? A pulseira no meu braço e esta carta bonita,

um tanto perturbadora, mas acima de tudo bonita, prova

o contrário. Ele até usou o primeiro parágrafo da carta

de Darcy para Elizabeth.

Agora que se abriu para mim, não posso deixar de

amá-lo ainda mais. Finn fez um monte de coisas que

eu jamais faria, coisas terríveis que magoaram muitas pessoas — mas o que mais importa para mim é que ele

não é mais assim. Ele nem sempre faz a coisa certa, mas

não posso ignorar seu esforço para me mostrar que está

mudando, tentando mudar. Que me ama. Odeio admitir,

mas não deixa de haver certa poesia no fato de ele não se

importar com ninguém, exceto comigo.

Fico olhando para a carta um pouco mais até ouvir

uma batida leve na porta. Dobrando a folha, guardo-a no

fundo da gaveta da cômoda. Não quero que Finn me

faça jogá-la fora ou rasgá-la agora que já li.

“Entra”, digo e vou até a porta para encontrá-lo.

Ele abre a porta, já olhando para o chão. “Você leu”

“Li…” Ergo seu queixo para olhar para mim, do jeito

como ele normalmente faz comigo.

Seus olhos vermelhos estão tão arregalados e tristes.

“Foi ridículo… Eu sabia que não devia ter…”, começa ele

“Não, não foi. Nem um pouco ridículo.” Solto seu

queixo, mas ele mantém os olhos vermelhos fixos nos

meus. “Finn, era tudo que estava querendo que você dissesse para mim todo esse tempo.”

“Desculpa ter demorado tanto, e fazer isso por

escrito… É que era mais fácil. Não sou muito bom

falando.” O vermelho em seus olhos cansados forma um

contraste bonito contra o castanho vibrante das íris.

“Sei que não.”

“Você… a gente devia conversar? Você precisa de

mais tempo, agora que sabe como sou problemático?”

Ele franze a testa e olha para o chão novamente.

“Você não é problemático. Você era… Já fez um

monte de coisas… de coisas ruins, Finn.” Ele faz que

sim com a cabeça; não suporto vê-lo se sentindo tão mal

sobre si mesmo, sobre sua história. “Mas isso não

significa que seja uma pessoa ruim. Você já fez coisas

ruins, mas não é mais uma pessoa ruim.”

Ele levanta a cabeça. “O quê?”

Seguro seu rosto entre as mãos. “Eu disse que você

não é uma pessoa ruim, Finn.”

“Você acha mesmo isso? Depois de ler o que eu

escrevi?”

“Li, e o fato de ter escrito tudo aquilo prova que você não é.”

A confusão é clara em seu rosto perfeito. “Como

você pode dizer isso? Eu não entendo… Você queria um

tempo sozinha, e aí você lê essa merda toda e ainda diz

isso? Eu não entendo…”

Acaricio seu rosto com os dedos. “Eu li e, mesmo

sabendo de tudo o que você fez, não mudei de ideia.”

“Ah…” Os olhos dele se iluminam.

A ideia de fazer Finn chorar de novo, sobretudo na

minha frente, me dói. Ele claramente não entendeu o que

estou tentando dizer.

“Eu já tinha me decidido quando você estava fora. E,

depois de ler o que escreveu, quero ficar mais do que

nunca. Eu te amo, Finn.”

Finn segura as minhas mãos por um segundo antes

de me envolver em seus braços como se eu pudesse

desaparecer se ele não me segurasse.

Ao dizer as palavras quero ficar, percebi como tudo

isso é libertador. Já não preciso me preocupar que os

segredos do passado de Finn voltem para nos

assombrar. Não preciso temer que alguém despeje uma

bomba em cima de mim. Sei de tudo. Finalmente decobri

tudo o que ele vinha escondendo. Não posso deixar de

pensar na frase “Às vezes é melhor ficar na escuridão do

que ser cegado pela luz”. Mas não acho que isso se

aplique a mim agora. Estou perturbada pelas coisas que

ele fez, mas, pelo amor que sentimos um pelo outro,

escolhi não mais deixar seu passado nos afetar.

Finn se afasta e senta na beirada da cama. “O que

você está pensando? Tem alguma pergunta? Quero tirar

tudo a limpo.” Fico de pé entre suas pernas. Ele vira

minhas mãos para cima e corre os dedos em movimentos pequenos pelas palmas, enquanto observa o

meu rosto em busca de pistas sobre como estou me sentindo

“Não… Eu queria saber o que aconteceu com

Natalie… mas não tenho nenhuma pergunta.”

“Não sou mais essa pessoa, você sabe disso, né?”

Já disse a ele que sim, mas sei que ele precisa ouvir

de novo. “Eu sei. Sei de verdade, lindo.”

Seus olhos disparam na direção dos meus. “Lindo?”

Ele arqueia a sobrancelha.

“Não sei por que disse isso…” Fico vermelha. Nunca

o chamava de outra coisa que não Finn, então é um

pouco estranho chamá-lo de “lindo”, como ele faz comigo

“Não… eu gostei.” Ele sorri.

“Senti falta do seu sorriso”, digo, e seus dedos

param de brincar com as minhas mãos.

“Eu também.” Finn franze a testa. “Não faço você

sorrir o suficiente.”

Quero dizer alguma coisa para apagar a dúvida de

seu rosto, mas sem mentir. Ele precisa saber como me sinto. “É verdade… a gente precisa melhorar nisso”, digo

Seus dedos voltam a se mover, desenhando pequenos

corações nas palmas das minhas mãos. “Não sei por que você me ama.”

“Isso não interessa, o que importa é que eu te amo.”

“A carta foi ridícula, não foi?”

“Não! Quer parar de se menosprezar? Foi linda. Li

três vezes seguidas. Fiquei muito feliz de ler que você

pensava em mim… em nós.”

Ele ergue o olhar, meio rindo, meio preocupado.

“Você sabia que eu te amava.”

“Sabia… mas é bom saber as pequenas coisas, que

você se lembra do que eu estava vestindo. Esse tipo de

coisa. Você nunca diz esse tipo de coisas.”

“Ah.” Ele parece envergonhado. Ainda é um pouco

incômodo que Finn seja a pessoa mais vulnerável em

nosso relacionamento. Esse papel sempre foi meu.

“Não precisa ficar com vergonha”, digo.

Ele me envolve pela cintura e me coloca em seu colo.

“Não estou com vergonha”, mente.

Aliso seu cabelo e passo o braço em volta de seu

ombro. “Acho que está”, desafio em um tom de voz

suave, e ele ri, enterrando a cabeça em meu pescoço.

“Que véspera de Natal! Foi um dia bem cheio”, ele

reclama, e não posso deixar de concordar.

“Cheio demais. Não acredito que a minha mãe veio

aqui. Ela é tão inacreditável.”

“Nem tanto”, diz ele, e eu me afasto para encará-lo.

“O quê?”

“Na verdade, ela não está sendo insensata. Pode até

reagir do jeito errado, mas dá para entender por que não

quer você com alguém como eu.”

Cansada dessa conversa — e dessa ideia de que a

minha mãe tem alguma razão para pensar assim ao seu

respeito —, olho feio para ele e saio do seu colo para

sentar ao seu lado na cama.

“Mills, não me olha assim. Só estou dizendo que

agora pensei de verdade na merda toda que fiz, e não

culpo sua mãe por se preocupar.”

“Bom, ela está errada, e a gente pode mudar de

assunto?”, reclamo. O tumulto emocional do dia — do ano, na verdade — está me deixando cansada e irritada.

O ano está quase acabando. Nem posso acreditar.

“Certo, então do que você quer falar?”, pergunta ele.

“Não sei… algo mais leve.” Sorrio, me forçando a

ser menos ranzinza. “De repente o seu romantismo.”

“Não sou romântico”, desdenha ele.

“Ah, é sim. Aquela carta foi um clássico”, brinco.

Ele revira os olhos. “Não foi uma carta, foi um

bilhete. Um bilhete que era para ter um parágrafo no máximo.”

“Claro. Um bilhete romântico, então.”

“Ah, cala a boca…”, ele resmunga, divertido.

Envolvo uma mecha do seu cabelo em meu dedo e

dou risada. “Agora é a hora em que você me irrita para

eu dizer o seu nome?”

Ele se move rápido demais para eu responder,

agarrando minha cintura, me jogando na cama e se

debruçando em cima de mim, com as mãos nos meus

quadris. “Não. Já aprendi outras maneiras de fazer você

dizer meu nome”, ele sussurra, com os lábios junto do meu ouvido.

Meu corpo inteiro se inflama com apenas algumas

palavras de Finn. “Ah, é?”, digo com a voz rouca.

Mas, de repente, a imagem sem rosto de Natalie

surge em minha mente, fazendo meu estômago revirar.

“Acho que a gente devia esperar até a sua mãe não estar

na sala”, sugiro, em parte porque obviamente preciso de

mais tempo para retomar o nosso relacionamento, mas

também porque já foi estranho o bastante fazer isso uma

vez com ela aqui.

“Posso expulsá-la agora mesmo”, brinca ele, mas

rola de lado na cama.

“Ou eu posso expulsar você.”

“Não vou embora de novo. Nem você.” A certeza em

sua voz me faz sorrir.

Ficamos deitados um do lado do outro, olhando para

o teto. “Então é isso, chega desse vai e vem?”, pergunto.

“Chega. Chega de segredos, de fugas. Você acha que

consegue ficar uma semana sem me abandonar?”

Empurro seu ombro com o braço e dou risada. “Você

acha que consegue ficar uma semana sem me irritar?”

“É, provavelmente não”, responde ele. Sei que está sorrindo.

Viro de lado e confirmo: um enorme sorriso cobre o

seu rosto. “Você vai ter que passar umas noites no meu

alojamento também. A viagem é longa.”

“No seu alojamento? Você não mora num alojamento.

Mora aqui.”

“Acabamos de reatar… você acha mesmo que é uma

boa ideia?”

“Você fica aqui. Não tem discussão.”

“Você deve estar confuso, para falar comigo desse

jeito”, respondo, e em seguida me apoio num dos

cotovelos para encará-lo. Balanço a cabeça de leve e abro

um pequeno sorriso. “Não quero voltar para o

alojamento, só queria ver a sua reação.”

“Ah”, diz ele, copiando minha posição, “que bom que

você voltou ao seu estado irritante.”

“Que bom que você voltou ao seu estado mal-

educado. Estava ficando preocupada que depois dessa

carta romântica talvez estivesse perdendo a prática.”

“Se me chamar de romântico mais uma vez, vou te

comer aqui e agora, com mãe ou sem mãe lá na sala.”

Arregalo os olhos, e ele ri mais alto do que acho que

jamais ouvi. “É brincadeira! Você devia ter visto a sua cara”, exclama.

Não posso deixar de rir com ele.

Depois que paramos, ele admite: “Talvez a gente não

devesse rir depois de tudo que aconteceu hoje.”

“Talvez seja exatamente por isso que precisamos rir.”

É assim que nós somos: brigamos e depois fazemos as pazes

“Nosso relacionamento é meio perturbado.” Ele sorri.

“É… só um pouco.” Definitivamente tem sido como

uma montanha-russa.

“Mas isso ficou para trás, certo? Prometo.”

“Certo.” Eu me aproximo e lhe dou um beijo rápido nos lábios.

Não é o bastante, porém. Nunca é. Levo meus lábios

de volta aos seus e dessa vez me demoro mais. Nossas

bocas se abrem ao mesmo tempo, e ele desliza a língua

para dentro da minha. Agarro seus cabelos, e ele me

puxa para cima de seu corpo, enquanto sua língua

massageia a minha. Por mais perturbada que tenha sido a nossa relação, não há como negar a paixão que nos

consome. Começo a mover os quadris, me esfregando

nele, e sinto seu sorriso contra os meus lábios.

“Acho que já basta”, diz.

Assentindo, deito ao seu lado e descanso a cabeça

em seu peito, deleitando-me com a sensação de seus

braços envolvendo minhas costas. “Espero que corra

tudo bem amanhã”, desejo em voz alta, depois de alguns

minutos de silêncio.

Ele não responde. Ergo a cabeça e seus olhos estão

fechados, e os lábios, entreabertos; Finn adormeceu.

Devia estar esgotado. Mas tudo bem, eu também estou.

Saio de cima dele e vejo a hora. Já passam das onze.

Tiro sua calça jeans com cuidado, para não acordá-lo, e

me aconchego ao seu lado. Amanhã é Natal, e só posso

rezar para que seja um dia muito melhor do que hoje.


Notas Finais


1/10


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