História After - Depois da verdade (Fillie) - Capítulo 23


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Categorias Stranger Things
Personagens Billy Hargrove, Bob Newby, Chefe Jim Hopper, Dr. Martin Brenner, Dustin Henderson, Eleven (Onze), Jonathan Byers, Joyce Byers, Kali "Eight" (Oito), Karen Wheeler, Lucas Sinclair, Maxine "Max" Mayfield / "Madmax", Mike Wheeler, Nancy Wheeler, Personagens Originais, Sam Owens, Steve Harrington, Will Byers
Tags Fillie, Finn Wolfhard, Millie Bobby Brown, Stranger Things
Visualizações 348
Palavras 2.244
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Harem, Hentai, Literatura Feminina, Orange, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Os capítulos vão ser menores tanto por causa da falta de tempo que eu tô tendo aqui, quanto pra não acabar com essa temporada em 1 semana kkkkkk

Capítulo 23 - CAPÍTULO 21


MILLIE

Decido usar o cabelo liso, para tentar algo diferente.

Mas, quando termino, acho que ficou estranho, então

enrolo de novo, deixando ondulado como de costume. Estou demorando

muito para me arrumar, e já deve estar na hora de sair.

Talvez uma parte de mim esteja enrolando, apreensiva

com o que vai acontecer durante o dia.

Espero que Finn se comporte, ou pelo menos tente

Opto por uma maquiagem simples, só um pouquinho

de base, delineador e rímel. Ia passar uma sombra

também, mas tive que tirar a linha torta da pálpebra três

vezes antes de enfim acertar.

“Você morreu aí dentro?”, Finn pergunta pela porta

“Estou quase terminando”, respondo e escovo os

dentes mais uma vez.

“Vou tomar um banho rápido, mas depois a gente

tem que sair se você quiser chegar lá na hora”, diz Finn quando abro a porta.

“Tá bom, tá bom, vou me vestir enquanto você toma banho.”

Ele desaparece no banheiro, e vou para o closet e

pego o vestido verde-escuro sem manga que comprei

para usar hoje. O tecido é grosso, e o decote é médio. O

laço na cintura dá um toque delicado ao vestido elegante e vou usar um casaco de lã por

cima por causa do frio de dezembro. Pego a pulseira na cômoda e

sinto um frio na barriga ao reler a citação perfeita.

Não sei que sapato usar; salto alto provavelmente vai

criar um visual produzido demais. Escolho as sapatilhas

bege com pequenos detalhes brilhantes e visto o casaco branco sobre o vestido no

mesmo instante em que Finn abre a porta só com uma

toalha amarrada na cintura.

Nossa. Não importa quantas vezes o veja, ainda fico

sem fôlego. Olhando para o corpo seminu de Finn, não

consigo entender por que nunca gostei de tatuagens.

“Caramba”, diz ele, me observando de cima a baixo.

“O quê? Qual o problema?” Olho para baixo para ver o que há de errado.

“Você parece… incrivelmente inocente.”

“E isso é bom ou ruim? É Natal, não queria parecer

indecente.” De uma hora para outra, me sinto insegura sobre minha roupa.

“Ah, é bom. Muito bom.” Ele passa a língua pelo

lábio inferior, e eu finalmente entendo, corando e

desviando o olhar, antes de começar uma coisa que não

vamos poder terminar. Não agora, pelo menos.

“Obrigada. O que você vai usar?”

“O de sempre.”

Olho para ele. “Ah.”

“Não vou me arrumar todo para ir à casa do meu pai.”

“Eu sei… Que tal você vestir a camisa que a sua mãe

te deu de Natal?”, sugiro, sabendo que ele não vai querer.

Finn dá risada. “De jeito nenhum.” Ele vai até o

closet e tira a calça jeans do cabide, que cai no chão —

não que ele perceba essas coisas. Decido não dizer nada;

em vez disso me afasto do closet no instante em que a

toalha de Finn bate no piso.

“Vou ficar com a sua mãe”, grito do quarto, me esforçando para não olhar para o seu corpo.

“Como quiser.” Ele sorri, e vou para a sala.

Quando encontro Mary na sala de estar, ela está

usando um vestido vermelho e saltos pretos, muito

diferente do moletom habitual.

“Você está linda!”, digo a ela.

“Tem certeza? Será que não exagerei, com toda essa

maquiagem?”, ela pergunta, nervosa. “Não que eu me

importe, sério, só não quero estar feia quando encontrar

meu ex-marido depois de todos esses anos.”

“Confia em mim, feia é a última coisa que você

está”, garanto a ela, o que a faz sorrir um pouco.

“Prontas?”, pergunta Finn ao se juntar a nós na

sala de estar. Ainda está com o cabelo molhado, mas de

alguma forma perfeito. Está todo de preto, incluindo o

All-Star que eu adoro, que ele usou em Seattle.

Mary não parece notar que o filho está todo de preto,

provavelmente porque ainda está preocupada com a

própria aparência. Quando entramos no elevador, Finn

olha para a mãe como se fosse a primeira vez, então

pergunta: “Por que você está toda arrumada?”.

Ela fica um pouco vermelha. “É uma festa, por que

não estaria?”

“Só achei estranho…”

Eu o interrompo antes que diga algo que estrague o

dia de sua mãe. “Ela está linda, Finn. E eu estou tão arrumada quanto ela.”

Ficamos todos em silêncio durante o trajeto de carro,

até mesmo Mary. Sei que está ansiosa, e como não

entender? Eu também ficaria incrivelmente nervosa. Na

verdade, por razões diferentes; quanto mais nos

aproximamos da casa de Eric, mais apreensiva fico.

Queria muito ter um Natal tranquilo.

Quando enfim chegamos e estacionamos junto ao

meio-fio, ouço Mary suspirar. “Esta é a casa dele?”

“Pois é. Falei que era grande”, diz Finn e desliga o carro.

“Não achei que fosse tão grande”, ela comenta baixinho

Finn salta do carro e abre a porta para a mãe, que

permanece sentada, em estado de choque. Saio do carro

sozinha e, enquanto subimos os degraus que levam à casa, vejo a apreensão no rosto de Finn. Seguro sua

mão para tentar acalmá-lo, e ele olha para mim com um

sorriso discreto, mas perceptível. Ele não toca a

campainha, simplesmente abre a porta e entra.

Karine está de pé na sala de estar com um sorriso

radiante e acolhedor, tão contagiante que imediatamente

me sinto um pouco melhor. Finn atravessa o hall de

entrada com sua mãe, e eu vou atrás dos dois, ainda de

mão dada com ele.

“Obrigada por terem vindo”, agradece Karine,

aproximando-se de Mary, ciente que Finn não é de

fazer apresentações. “Oi, Mary, sou a Karine”, diz ela e

lhe estende a mão. “Que bom conhecer você. Fico muito

feliz que tenha vindo.” Karine parece completamente

calma, mas já a conheço bem o suficiente para saber que

não é o caso.

“Oi, Karine, é bom conhecer você também”,

responde Mary e aperta sua mão.

Nesse instante, Eric aparece na sala e parece

surpreso aos nos ver. Ele detém o passo e olha para a

ex-mulher. Eu me apoio em Finn, torcendo para que Noah tenha avisado Eric que viríamos.

“Oi, Eric”, diz Mary, mais confiante do que parecia

estar durante toda a manhã.

“Mary… Uau… Oi”, gagueja ele.

Mary, que suponho estar satisfeita com a reação dele,

acena com a cabeça uma vez e diz: “Você está…diferente”.

Tento imaginar como era Eric naquela época — olhos

avermelhados por causa da bebida, testa suada, rosto

pálido —, mas não consigo.

“É… você também”, diz ele.

A tensão está me deixando tonta, então fico mais do

que aliviada quando Karine de repente exclama:

“Noah!”, e ele se junta a nós. Karine está obviamente

mais calma ao ver o menino dos seus olhos, e ele parece

digno de representar o papel, de calça social azul, camisa

branca e gravata preta.

“Você está linda.” Ele me elogia e me dá um abraço.

Finn aperta minha mão, mas consigo me soltar e

abraçar Noah de volta. “Você também está ótimo, Noah", digo.

Finn engancha o braço em minha cintura e me

puxa de volta para ele, mais perto do que antes. Noah

revira os olhos para o filho de seu padrasto, então se vira

para Mary. “Olá, sra. Daniels, sou o Noah, filho de

Karine. É muito bom finalmente conhecê-la.”

“Ah, por favor, não me chame de senhora.” Mary ri.

“Mas é muito bom conhecer você também. Millie falou

muito de você.”

Ele sorri. “Espero que só coisas boas.”

“Na maior parte”, ela brinca.

O charme de Noah parece aliviar um pouco a

tensão na sala, e Karine anuncia: “Bom, vocês chegaram

bem na hora. O pato vai ficar pronto em dois minutos!”.

Eric nos leva para a sala de jantar, enquanto Karine

desaparece na cozinha. Não fico surpresa de ver a mesa

posta com perfeição, o melhor aparelho de jantar,

talheres de prata polidos e elegantes anéis de guardanapo

feitos de madeira. A mesa está repleta de travessas

arrumadas com primor. O pato está cercado de grossas

fatias de laranja, com um montinho de frutas vermelhas

no topo. É tudo muito elegante, e o cheiro é de dar água na boca. Bem na minha frente, vejo um prato de batatas

assadas. O aroma de alho e alecrim enche o ar, e eu

admiro o restante da mesa. No centro, um arranjo

grande com flores e enfeites em tons de laranja e

vermelho. Karine é sempre uma anfitriã incrível.

“Alguém aceita uma bebida? Tenho uns tintos

deliciosos na adega”, oferece ela. Suas bochechas ficam

vermelhas ao perceber o que acabou de perguntar.

Álcool é definitivamente um assunto delicado com este grupo

Mary sorri. “Na verdade, eu aceito, sim.”

Karine desaparece, e ficamos num silêncio tão

profundo que, quando ela tira a rolha na cozinha, o som

é tão alto que parece reverberar nas paredes à nossa

volta. Quando ela volta com uma garrafa aberta, penso

em pedir uma taça para acalmar a sensação

desconfortável na barriga, mas mudo de ideia. A anfitriã

está de volta, e nós sentamos à mesa — Eric na

cabeceira; Karine, Noah e Mary de um lado; Finn e

eu do outro. Depois de alguns elogios à arrumação da

mesa, ninguém diz uma palavra enquanto serve os pratos.

Após algumas garfadas, Noah faz contato visual

comigo, e sei que está se perguntando se deve ou não

falar. Dou um pequeno aceno de cabeça; não quero ser a

pessoa responsável por quebrar o silêncio. Levo uma

garfada de pato à boca, e Finn coloca a mão na minha coxa

Noah limpa a boca com o guardanapo e se vira

para Mary. “Então, o que está achando dos Estados

Unidos, sra. Daniels? É a sua primeira vez aqui?”

Ela faz que sim com a cabeça algumas vezes. “Sim, é

a minha primeira vez aqui. Estou gostando. Não moraria

aqui, mas gosto. Você está pensando em ficar em

Washington quando terminar a faculdade?” Ela olha para

Eric, como se estivesse perguntando a ele, e não a Noah.

“Não sei ainda; minha namorada está de mudança

para Nova York no mês que vem, então vai depender do

que ela quer fazer.”

Por mim, torço para que Noah não mude tão cedo.

“Bom, vou ficar feliz quando Finn terminar os estudos, para poder voltar logo para casa”, comenta

Mary, e eu deixo o garfo cair no prato.

Todos os olhos se voltam para mim, e eu sorrio,

pedindo desculpas, antes de pegar o talher de volta.

“Você vai voltar para a Inglaterra depois da faculdade”, Noah pergunta a Finn.

“Vou, claro”, responde Finn, abruptamente.

“Ah”, diz Noah, olhando diretamente para mim.

Finn e eu não fizemos planos para depois da faculdade,

mas jamais imaginei que fosse voltar para a Inglaterra.

Precisamos discutir isso mais tarde, e não na frente de

todo mundo.

“E você… gosta dos Estados Unidos, Eric? Pretende

ficar de vez?”, Mary pergunta.

“Sim, amo aqui. Vou ficar, com certeza”, responde ele

Mary sorri e dá um gole lento no vinho. “Você

sempre odiou os Estados Unidos.”

“É… odiava”, ele responde, meio que sorrindo de

volta para ela.

Karine e Finn se remexem desconfortavelmente em suas cadeiras, e eu me concentro em mastigar o pedaço

de batata em minha boca.

“Dá para falar de outra coisa que não os Estados

Unidos?” Finn revira os olhos. Eu o chuto de leve por

baixo da mesa, mas ele não demonstra ter percebido.

Karine intercede rapidamente, perguntando para mim:

“Como foi sua viagem para Seattle, Millie?”.

Tenho certeza de que já falei sobre isso com ela, mas

sei que Karine está só tentando preencher o silêncio,

então conto a todos sobre a conferência e sobre o meu

trabalho novamente. Com isso, chegamos ao final da

refeição, pois todos seguem me fazendo perguntas num

claro esforço para manter a conversa num tópico

seguro, que não envolva ex-mulheres e ex-maridos.

Depois que todos terminam de comer o delicioso

pato e os acompanhamentos, ajudo Karine a levar os

pratos para a cozinha. Ela parece um pouco abalada,

então não puxo conversa enquanto arrumamos a cozinha

“Aceita mais uma taça de vinho, Mary?”, pergunta

Karine, depois que todos se acomodam na sala de estar. Finn, Mary e eu sentamos num dos sofás, Noah fica

na poltrona, e Karine e Eric ficam no outro sofá diante de

nós. Parece que somos dois times, com Noah como árbitro

“Sim, por favor. Está muito bom”, responde Mary e

entrega a taça vazia a Karine.

“Obrigada, compramos na Grécia, no último verão;

uma delícia de…” Ela se interrompe no meio da frase.

Depois de uma pausa, acrescenta: “Um lugar

interessante”, antes de devolver a taça.

Mary sorri e faz um pequeno aceno de cabeça. “Bem,

o vinho é excelente.”

Não entendo muito bem esse constrangimento a

princípio, mas então percebo que Karine tem o Eric que

Mary nunca teve. Viagens à Grécia e ao resto do mundo,

uma casa enorme, carros novos e, o mais importante,

um marido amoroso e sóbrio. Tenho que exaltar Mary por ser tão forte e tolerante. Está fazendo um esforço

tremendo para ser educada, sobretudo diante das circunstâncias

“Mais alguém? Millie, aceita uma taça?”, pergunta Karine ao terminar de servir Noah. Olho para Mary e Finn.

“Só uma, para comemorar o Natal”, insiste Karine.

Acabo cedendo e respondo: “Aceito, por favor”. Se o

dia for continuar assim tão estranho, vou precisar de

uma taça de vinho.

Enquanto ela me serve, vejo Finn acenando a

cabeça perto de mim várias vezes. E, em seguida, ele

comenta: “E você, pai? Quer uma taça de vinho?”.

Todos olham para ele com os olhos arregalados,

boquiabertos. Aperto sua mão para tentar silenciá-lo.

Mas ele continua com um sorriso perverso. “O quê?

Não? Qual é, tenho certeza que quer. Sei que você sente falta.”


Notas Finais


3/10 fodeu


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