História After - Depois da verdade (Fillie) - Capítulo 26


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Categorias Stranger Things
Personagens Billy Hargrove, Bob Newby, Chefe Jim Hopper, Dr. Martin Brenner, Dustin Henderson, Eleven (Onze), Jonathan Byers, Joyce Byers, Kali "Eight" (Oito), Karen Wheeler, Lucas Sinclair, Maxine "Max" Mayfield / "Madmax", Mike Wheeler, Nancy Wheeler, Personagens Originais, Sam Owens, Steve Harrington, Will Byers
Tags Fillie, Finn Wolfhard, Millie Bobby Brown, Stranger Things
Visualizações 168
Palavras 1.601
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Harem, Hentai, Literatura Feminina, Orange, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 26 - CAPÍTULO 24


Nossa última noite com a mãe de Finn consiste

basicamente em beber chá e ver Finn se envergonhar

das histórias de quando era pequeno. Isso e umas dez

indiretas de que no ano que vem o Natal será na

Inglaterra: “Não quero saber de desculpas”.

A ideia de passar o Natal com Finn daqui a um ano

me causa um frio na barriga. Pela primeira vez desde que

nos conhecemos, posso visualizar um futuro com ele.

Não necessariamente ter filhos e se casar, mas pela

primeira vez me sinto segura o suficiente sobre seus

sentimentos para poder fazer planos com um ano de

antecedência.

Na manhã seguinte, quando Finn volta do

aeroporto após deixar Mary de manhã bem cedo, eu

acordo. Ouço-o largando as roupas no chão, e ele deita

na cama só de cueca. Ele me abraça de novo. Ainda

estou um pouco irritada por causa do que aconteceu,

mas seus braços estão gelados, e senti falta dele enquanto esteve fora.

“Amanhã volto ao trabalho”, aviso depois de alguns

minutos, sem saber se ele já dormiu ou não.

“Eu sei”, responde Finn.

“Estou animada para voltar para a Harbour.”

“Por quê?”

“Porque adoro aquele lugar, e tive uma semana de

folga. Estou com saudade de trabalhar.”

“Você é um prodígio”, ele ironiza, e sei que está

revirando os olhos, mesmo não podendo ver seu rosto.

O que me faz revirar os meus próprios, num reflexo.

“Desculpa se eu gosto do meu estágio e você não gosta

do seu trabalho.”

“Eu gosto do meu trabalho. Fiz o mesmo estágio que

você e troquei por algo melhor”, ele se gaba.

“Você só gosta mais porque pode trabalhar em casa”

“É, é o principal motivo.”

“E qual é o outro motivo?”

“Parecia que as pessoas achavam que só consegui o

estágio por causa do David.”

Não chega a ser uma grande revelação, mas é uma

resposta muito mais honesta do que eu esperava.

Imaginei uma palavra ou duas sobre o trabalho ser

exaustivo ou irritante.

“Você acha mesmo que as pessoas pensavam isso?”,

giro na cama, ficando de barriga para cima, e Finn se

apoia no cotovelo para me olhar.

“Não sei. Ninguém chegou a falar, mas era a minha

impressão. Principalmente depois que ele me efetivou

depois do estágio.”

“Você acha que ele ficou chateado quando você

resolveu trabalhar para outra pessoa?”

Ele abre um sorriso que, à meia-luz, parece mais

radiante do que o normal. “Acho que não. Enfim, os

outros funcionários viviam reclamando da minha suposta

falta de educação.”

“Suposta falta de educação?”, provoco.

Ele segura meu rosto e se aproxima para beijar minha

testa. “É, suposta. Sou um anjo. Não era nem um pouco

mal-educado.” Finn sorri contra a minha pele. Eu dou

risada, e seu sorriso fica mais largo. Ele cola a testa contra a minha. “Quer fazer o quê hoje?”, pergunta.

“Não sei; estava pensando em ligar para Noah e

passar no mercado.”

Ele recua um pouco. “Para quê?”

“Para ver quando ele pode me encontrar. Queria dar

os ingressos para ele.”

“Os presentes ficaram na casa dele. Tenho certeza de

que já abriram.”

“Não acho que eles abririam os presentes sem a gente.”

“Eu acho.”

“Pois é”, brinco.

Mas Finn já ficou sério só com a menção à sua

família. “Você acha que… O que você acha de eu pedir

desculpa… quer dizer, não pedir desculpa… mas e se eu

ligasse… você sabe… para o meu pai?”

Sei que preciso pegar leve quando o assunto é Finn

e Eric. “Acho que você devia ligar para ele. Você precisa

fazer um esforço para evitar que o que aconteceu ontem

não estrague o recomeço do relacionamento de vocês.”

“É…” Ele suspira. “Depois que bati nele, achei por um segundo que você ia ficar lá e me mandar embora.”

“Achou?”

“É, achei. Fico feliz que não tenha feito isso, mas foi

o que imaginei que ia acontecer.”

Em vez de responder, levanto a cabeça e dou um

beijo de leve em seu queixo. Tenho que admitir que

provavelmente teria feito isso se não tivesse me resolvido

a respeito do seu passado. Isso mudou tudo para mim.

Mudou a forma como olho para Finn — não de um

jeito negativo ou positivo, só mais compreensivo.

Finn olha para a janela. “Posso ligar para ele hoje, acho.”

“Você acha que a gente podia passar lá? Queria muito

entregar os presentes.”

Piscando algumas vezes, ele responde: “A gente pode

dizer para eles abrirem com você no telefone. É a

mesma coisa, só que você não vai ver os sorrisos

amarelos quando eles abrirem os embrulhos.”

“Finn!”, exclamo.

Ele ri e apoia a cabeça em meu peito. “Brincadeira;

seus presentes são os melhores. Aquele chaveiro do time errado foi demais.”

“Vai dormir.” Dou um tapa em seu cabelo bagunçado.

“O que você precisa do mercado?”, pergunta ele,

deitando de barriga para cima.

Esqueci que tinha mencionado isso. “Nada.”

“Não, não, você disse que precisava ir ao mercado.

O que é, plugues ou algo assim?”

“Plugues?”

“Você sabe… para plugar em você.”

O quê? “Não entendi…”

“Absorvente interno.”

Fico vermelha. Tenho certeza de que todo o meu

corpo está vermelho. “Ah… não.”

“Você não menstrua?”

“Ai, meu Deus, Finn, para com isso.”

“Por quê? Você tem vergonha de falar da sua mens-tru-a-ção comigo?” Quando ele ergue os olhos para me

olhar, está com um sorriso enorme estampado no rosto.

“Não tenho vergonha. Só não acho adequado”, me

defendo, absolutamente constrangida.

Ele sorri. “Já fizemos várias coisas inadequadas, Millena.”

“Não me chama de Millena — e para com essa

conversa!”, reclamo, cobrindo o rosto com as mãos.

“Você está sangrando agora?” Sinto sua mão descer

pela minha barriga.

“Não…”, minto.

Já me safei dessa situação outras vezes, porque a

gente estava sempre indo e vindo, e nunca aconteceu

antes. Agora que vamos ficar juntos o tempo todo, sabia

que isso ia acontecer — só estava evitando.

“Então você não se importaria se eu…” Ele desliza a

mão para dentro da minha calcinha.

“Finn!”, grito e dou um tapa em sua mão.

Ele ri. “Fala, então: ‘Finn, estou menstruada’.”

“Não, não vou dizer isso.” Sei que, a esta altura,

estou parecendo um tomate de vergonha.

“Qual é, é só um pouco de sangue.”

“Você é nojento.”

“Que é isso, sou muito sangue bom.” Ele sorri, obviamente orgulhoso da piada idiota.

“Ridículo.”

“Você precisa ter mais sangue frio com essas

coisas.” Ele gargalha.

“Meu Deus! Tá legal, se eu disser você para com as

piadas de sangue?”

“Poxa, eu aqui dando o meu sangue para aliviar a sua tensão”

Sua risada é contagiosa, e é uma delícia ficar na

cama rindo com Finn, apesar do constrangimento do

assunto. “Finn, eu estou menstruada. Começou um

pouco antes de você chegar em casa. Pronto, satisfeito”

“Por que você tem vergonha disso?”

“Não tenho, só não acho que seja algo que as

mulheres deviam discutir.”

“Não é nada de mais, não me importo com um

pouco de sangue.” Ele cola o corpo no meu.

Faço uma careta. “Você é nojento.”

“Já me chamaram de coisa muito pior.” Ele sorri.

“Você está de bom humor hoje”, comento.

“Talvez você também estivesse, se não estivesse naqueles dias Solto um suspiro e cubro rosto com o travesseiro.

“Será que a gente pode falar de outra coisa?”, pergunto

através do travesseiro.

“Claro… claro… parece que tem alguém de chico.”

Ele ri.

Tiro o travesseiro do rosto e bato na cabeça dele,

antes de sair da cama. Ouço Finn dar risada enquanto

abre o closet, atrás de uma calça, imagino. Está cedo,

são sete da manhã, mas estou completamente acordada.

Preparo um bule de café e pego uma tigela de cereal.

Não acredito que o Natal já passou; daqui a pouco, o ano

acaba.

“O que você costuma fazer no Ano-Novo?”,

pergunto assim que Finn senta à mesa, usando uma

calça branca de malha.

“Saio.”

“Para onde?”

“Uma festa ou uma balada. Ou as duas coisas. No

ano passado foram as duas coisas.”

“Ah.” Passo a tigela de cereal para ele.

“O que você quer fazer?” 

“Não sei. Quero sair, acho”, respondo.

Ele ergue uma sobrancelha. “Quer?”

“Quero… você não?”

“Não ligo, mas, se você quiser sair, é isso o que a

gente devia fazer.” Ele leva uma colherada de cereal à

boca.

“Tá…”, respondo, sem saber aonde vamos. Sirvo

outra tigela de cereal para mim. “Você vai perguntar ao

seu pai se a gente pode passar lá hoje?”, pergunto e

sento ao lado dele.

“Não sei…”

“Que tal eles virem aqui?”, sugiro.

Finn estreita os olhos. “Melhor não.”

“Por que não? Você ficaria mais à vontade aqui,

não?”

Ele fecha os olhos por um instante e abre novamente.

“Acho que sim. Daqui a pouco eu ligo.”

Termino o café da manhã depressa e levanto da

mesa.

“Aonde você vai?”, pergunta Finn.

“Arrumar a casa, claro.”

“Arrumar o quê? O lugar está impecável.”

“Impecável coisa nenhuma e, se a gente vai receber

visitas, quero que esteja perfeito.” Passo uma água na

minha tigela e coloco na máquina de lavar. “Você podia

ajudar, sabia? Já que é a pessoa que faz a maior parte da

bagunça”, comento.

“Ah, não. Você é muito melhor na limpeza do que

eu.” Ele aponta para a caixa de cereal.

Reviro os olhos, mas pego a caixa para ele. Não me

importo de limpar, porque, para falar a verdade, gosto

das coisas do meu jeito, e o que Finn chama de

limpeza está muito longe disso. Ele só empurra as coisas

para qualquer canto.

“Ah, e não se esquece de passar no mercado para

comprar os seus plugues.” Ele ri.

“Para com isso!” Jogo um pano de prato na cara

dele, e ele gargalha diante do meu embaraço.



Notas Finais


6/10


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