História After - Depois da verdade (Fillie) - Capítulo 28


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Categorias Stranger Things
Personagens Billy Hargrove, Bob Newby, Chefe Jim Hopper, Dr. Martin Brenner, Dustin Henderson, Eleven (Onze), Jonathan Byers, Joyce Byers, Kali "Eight" (Oito), Karen Wheeler, Lucas Sinclair, Maxine "Max" Mayfield / "Madmax", Mike Wheeler, Nancy Wheeler, Personagens Originais, Sam Owens, Steve Harrington, Will Byers
Tags Fillie, Finn Wolfhard, Millie Bobby Brown, Stranger Things
Visualizações 442
Palavras 1.895
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Harem, Hentai, Literatura Feminina, Orange, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Gente, desculpa ter sumido. Eu fiquei atolada de coisas pra fazer esses dias. Chegaram uns parentes meus de SP e eu estava saindo muito com eles, então não tive tempo. Perdaaaaaaaoooo

Capítulo 28 - CAPÍTULO 26


FINN

Quando abro a porta, a primeira coisa que vejo é o

rosto do meu pai. Na bochecha, há um hematoma bem

escuro, e um pequeno corte no lábio inferior.

Cumprimento-os com a cabeça, sem saber o que dizer

“Que linda a sua casa.” Karine sorri, e os três ficam

de pé, perto da porta, sem saber o que fazer.

Millie nos salva, aparecendo na sala. “Por favor,

entrem. Pode colocar isso na árvore”, ela diz para

Noah, apontando o saco de presentes em seus braços.

“A gente trouxe os que vocês deixaram lá em casa

também”, diz meu pai.

O ar está carregado — não chega a ser raiva, mas é

uma tensão pesada pra cacete.

Mills sorri gentilmente. “Muito obrigada.” Ela é boa

em deixar as pessoas à vontade. Pelo menos um de nós

precisa ser.

Noah é o primeiro a entrar na cozinha, seguido por Karine e Eric. Seguro a mão de Millie, usando-a como

âncora para a minha ansiedade.

“Tudo bem no caminho?”, Millie puxa conversa.

“Tudo bem; eu dirigi”, responde Noah.

Enquanto comemos, a conversa a princípio

desconfortável vai ficando um pouco mais descontraída.

Entre um prato e outro, Millie aperta minha mão debaixo

da mesa.

“Estava uma delícia”, elogia Karine, olhando para Millie.

“Ah, não fui eu que fiz, foi Finn”, comenta Millie,

colocando a mão na minha coxa.

“Sério? Estava ótimo, Finn.” Karine sorri.

Não teria me incomodado se Millie tivesse ficado

com o crédito. Ter quatro pares de olhos em mim me dá

vontade de vomitar. Millie aperta minha perna com mais

força, querendo que eu diga alguma coisa.

Olho para Karine. “Obrigado”, digo, e Millie aperta

minha coxa de novo, me fazendo abrir um sorriso sem

jeito para a mulher do meu pai.

Depois de alguns segundos de silêncio, Millie fica de pé e tira seu prato. Ela caminha até a pia, e eu me

pergunto se devo segui-la ou não.

“A comida estava ótima, filho. Estou impressionado”,

diz meu pai, quebrando o silêncio.

“É só comida”, murmuro. Ele baixa os olhos, e eu

me corrijo. “Quer dizer, a Millie cozinha melhor que eu,

mas obrigado.”

Meu pai parece satisfeito com a minha resposta e dá

um gole em seu copo. Karine sorri sem jeito, olhando

para mim com aqueles olhos estranhamente

reconfortantes dela. Desvio o olhar. Millie volta à mesa

antes que outra pessoa tenha a chance de elogiar a

comida.

“E aí, vamos abrir os presentes?”, pergunta Noah.

“Vamos”, Karine e Millie respondem juntas.

No caminho da sala de estar, fico o mais perto que

posso de Millie. Meu pai, Karine e Noah sentam no

sofá. Estendo a mão para Millie e puxo-a para sentar no

meu colo na poltrona. Ela arrisca uma olhada para os

nossos convidados, e Karine tenta esconder um sorriso.

Millie desvia o olhar, envergonhada, mas não sai do meu colo. Eu me aproximo dela um pouco mais e a abraço

com mais força pela cintura.

Noah se levanta e pega os presentes. Ele os

distribui, e me concentro em Millie e no jeito como ela

fica animada com esse tipo de coisa. Amo o seu

entusiasmo, e sua forma de deixar as pessoas à vontade.

Mesmo nessa segunda tentativa de Natal.

Noah entrega a ela uma pequena caixa que diz De:

Eric e Karine. Quando ela rasga o papel, revela uma caixa

azul com um Tiffany & Co. escrito em letra cursiva

prateada.

“O que é?”, pergunto baixinho. Não entendo nada de

joias, mas sei que a marca é cara.

“Uma pulseira.” Ela tira a joia da caixa e me mostra

uma pulseira de corrente prateada, com um pequeno

pingente em formato de coração flechado balançando,

preso ao metal caro. O objeto reluzente faz o bracelete

no pulso de Millie, o meu presente para ela, parecer uma

porcaria.

“Claro”, digo entredentes.

Millie franze a testa para mim, depois se volta para eles. “É linda; muito obrigada mesmo.” Ela sorri.

“Ela já…”, começo a reclamar. Odeio que o presente

deles seja melhor do que o meu. Eu sei — ele tem

dinheiro. Mas eles não podiam ter comprado outra coisa,

qualquer coisa?

Mas Millie vira para mim, me implorando em silêncio

para não tornar as coisas ainda mais desagradáveis. Solto

um suspiro derrotado e me recosto na poltrona.

“E o seu, o que é?” Millie sorri, tentando aliviar meu

humor. Ela se reclina sobre mim, beijando minha testa, e

olha para a caixa no braço da poltrona, me mandando

abrir o presente. Eu obedeço e levanto o objeto caríssimo

para ela ver.

“Um relógio.” Mostro a Millie, tentando agradá-la ao

máximo.

Sinceramente, ainda estou morrendo de raiva daquela

pulseira. Queria que ela usasse a minha pulseira todos os

dias — queria que fosse o seu presente preferido.

Karine abre um sorriso enorme ao abrir as formas de

bolo. “Estou querendo esse conjunto desde que

lançaram!”

Millie acrescentou o meu nome na etiqueta de

boneco de neve e achou que eu não tinha percebido, mas

percebi. Só resolvi não tirar.

“Estou me sentindo um idiota. Ganhei esses

ingressos maravilhosos e só dei um vale-presente”,

Noah diz para Millie.

Tenho que admitir que fiquei bem satisfeito com o

presente impessoal de Noah, um vale-presente para o

e-reader que dei de aniversário para ela. Se ele tivesse

comprado alguma coisa mais interessante, teria me

incomodado. Mas, pelo sorriso carinhoso de Millie,

parecia que tinha ganhado uma merda de uma primeira

edição da Jane Austen. Ainda não estou acreditando na

pulseira cara; que exibidos. E se ela quiser usar a deles

em vez da minha?

“Obrigada pelos presentes, adorei”, diz meu pai e

olha para mim, erguendo o chaveiro que Millie escolheu

por engano para ele.

Me sinto um pouco culpado por seu rosto

machucado, mas ao mesmo tempo acho aquele estranho

toque de cor um tanto divertido. Quero pedir desculpas

pelo meu ataque — bom, não diria que quero, mas

preciso. Não quero que as coisas entre nós retrocedam.

Foi até legal passar um tempo com ele, acho. Karine e

Millie se dão muito bem, e me sinto obrigado a dar a ela

a chance de ter uma figura materna por perto, já que é

minha culpa que esteja tudo tão ruim com sua mãe. E é

bom para mim que esteja, em certo sentido, pois é

menos uma pessoa tentando nos separar.

“Finn?” Ouço a voz de Millie em meu ouvido.

Ergo os olhos e percebo que um deles devia estar

falando comigo.

“Você quer ir ao jogo com Noah?”, pergunta ela.

“O quê? Não”, respondo depressa.

“Valeu, cara.” Noah revira os olhos.

“Quer dizer, acho que ele não ia querer”, me corrijo. 

Ser legal é muito mais difícil do que eu pensava. Só

estou fazendo isso por ela… Bom, para ser sincero, é

um pouco por mim também, pois as palavras de minha

mãe sobre a minha raiva só me render mãos machucadas

e uma vida solitária continuam ecoando na minha cabeça.

“Posso ir com a Millie, se você não quiser”, diz Noah.

Por que ele está tentando me irritar quando estou me

esforçando para ser gentil pela primeira vez na vida?

Ela sorri. “Legal, eu vou. Não entendo nada de

hóquei, mas vou.”

Sem pensar, passo o outro braço ao redor da cintura

dela e a puxo contra o meu peito. “Eu vou”, dou o braço

a torcer.

A diversão está estampada no rosto de Noah e,

mesmo de costas para mim, sei que Millie está com a

mesma expressão.

“Gostei da decoração, Finn”, meu pai diz.

“O apartamento já estava quase todo decorado, mas,

obrigado”, respondo. Estou chegando à conclusão de

que é menos estranho dar um soco nele do que tentar evitar uma discussão.

Karine sorri para mim. “Foi muito legal da sua parte

chamar a gente.”

Minha vida seria muito mais fácil se ela fosse uma

megera, mas claro que ela é uma das pessoas mais legais

que já conheci. “Não foi nada, sério… depois do que

aconteceu ontem, é o mínimo que posso fazer.” Sei que

minha voz soa mais frágil e tensa do que gostaria.

“Não foi nada… essas coisas acontecem”, Karine me

assegura.

“Acho que não. Não lembro de violência fazer parte

da tradição de Natal”, acrescento.

“Talvez faça, a partir de agora… a Millie pode me

dar um soco no ano que vem”, brinca Noah, numa

tentativa idiota de aliviar o clima.

“Olha, que eu dou.” Millie mostra a língua para ele, e

eu sorrio um pouco.

“Não vai acontecer de novo”, digo e olho para o meu

pai.

Meu pai fica me encarando, pensativo. “Eu também

tive culpa, meu filho. Devia ter percebido que não ia dar certo, mas espero que, agora que você extravasou um

pouco da raiva, a gente possa voltar às tentativas de

construir uma boa relação”, diz ele.

Millie coloca sua mão pequena sobre a minha para

me consolar, e eu faço que sim com a cabeça. “Hã, tá…

legal”, digo timidamente. “É…” Mordo a parte interna da

bochecha.

Noah bate as mãos nos joelhos e levanta. “Bom,

temos que ir. Se quiser mesmo ir ao jogo, me avisa.

Obrigado aos dois por nos receber.”

Millie abraça os três, e eu fico encostado contra a

parede. Até topei ser gentil hoje, mas não vou abraçar

ninguém, de jeito nenhum. A não ser Millie, claro, mas,

depois da maneira como me comportei, ela podia me dar

bem mais que um abraço. Observo o jeito como seu

vestido solto esconde suas belas curvas e tenho que me

segurar para não arrastá-la para o quarto. Lembro da

primeira vez em que a vi nesse vestido horroroso. Bom,

na época achava horroroso; agora meio que adoro. Ela

saiu do alojamento parecendo pronta para vender Bíblias

de porta em porta. Revirou os olhos para mim quando impliquei com ela enquanto entrava no meu carro, mas

não tinha ideia de que acabaria apaixonado por ela.

Aceno mais uma vez enquanto nossas visitas vão

embora e solto um suspiro profundo que não tinha

percebido que estava segurando. Uma partida de hóquei

com Noah — onde fui me meter?

“Foi tão bom. Você foi tão gentil.” Millie me elogia e

tira os sapatos de salto, arrumando-os cuidadosamente

ao lado da porta.

Dou de ombros. “Foi tudo bem, acho.”

“Foi melhor do que tudo bem.” Millie sorri para

mim.

“Tanto faz”, digo, num mau humor exagerado, e ela

ri.

“Amo você de verdade. Você sabe disso, né?”,

pergunta ela enquanto caminha pela sala, catando o lixo.

Eu implico com suas manias de limpeza, mas a casa

estaria um chiqueiro se eu morasse sozinho. “E o

relógio? Gostou?”, pergunta ela.

“Não, é horrível. E não uso relógio.”

“Achei bonito.”

“E a pulseira?”, pergunto, hesitante.

“É linda”.

“Ah…” Desvio o olhar. “É chique e cara”,

acrescento.

“É… Me sinto um pouco mal que eles tenham

gastado tanto dinheiro, já que nem vou usar. Vou ter que

colocar uma ou outra vez, quando estiver com eles.”

“E não vai usar por quê?”

“Porque já tenho uma pulseira preferida.” Ela balança

o pulso, fazendo os pingentes baterem um no outro.

“Ah. Você gostou mais da minha?” Não consigo

esconder meu sorriso idiota.

Ela me lança um olhar com uma leve reprimenda.

“Claro, Finn.”

Tento manter a pouca dignidade que me resta, mas

não consigo me conter e a levanto pela parte de trás das

coxas. Millie solta um grito, e eu dou uma gargalhada.

Não me lembro de ter rido assim alguma vez na vida.


Notas Finais


8/10


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