História After - (MITW) - Capítulo 62


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Categorias Alan Ferreira (EDGE), Felipe "Febatista" Batista, Felipe Z. "Felps", João Victor Negromonte Queiroz "Jvnq", Lucas "Luba" Feuerschütte, Lucas "T3ddy" Olioti, Matheus Neves "Pk Regular Game", Rafael "CellBit" Lange, Rafael "Guaxinim" Montes, TazerCraft, Thiago Elias "Calango", Zelune
Personagens Alan Ferreira, Felipe "Febatista" Batista, Felps, João Victor Negromonte Queiroz "Jvnq", Lucas "LubaTV", Lucas Olioti, Matheus Neves, Mike, Pac, Personagens Originais, Rafael "CellBit" Lange, Rafael "Guaxinim" Montes, Thiago Elias "Calango", Zelune
Tags After, Mike, Mikethelink, Mikhael, Mitw, Pac, Pactw, Tarik
Visualizações 342
Palavras 1.341
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 62 - 62


Quando acordo, preciso de um momento para me lembrar de que não estou na cama com Mikhael. O sol brilha pacificamente pela janela e, quando olho para a frente, vejo alguém e me sento rapidamente, tentando me orientar. Quando meus olhos se ajustam, tenho certeza de que estou enlouquecendo.

"Mike?", digo baixinho e passo a mão nos olhos.

"Oi", ele diz, sentado numa poltrona, com os cotovelos apoiados nos joelhos.

"O que você está fazendo aqui?", pergunto. Meu coração já está doendo.

"Pac, precisamos conversar", ele diz, com olheiras profundas.

"Você estava me vendo dormir?", pergunto.

"Não, claro que não, faz só alguns minutos que entrei aqui", ele diz. Penso que pode ter tido pesadelos dormindo sem mim. Se não tivesse visto com meus próprios olhos, diria que também fazem parte dos seus joguinhos, mas eu me lembro de ter segurado seu rosto suado e de ter visto o medo em seus olhos verdes. Permaneço em silêncio. Não quero brigar com ele. Só quero que vá embora. Detesto o fato de não querer realmente que vá embora, mas sei que tem que ir.

"Precisamos conversar", ele repete. Balanço a cabeça negativamente e Mikhael passa as mãos pelos cabelos, respirando fundo.

"Tenho que ir para a aula", digo a ele.

"Felps já saiu. Eu desliguei seu alarme. Já são onze horas."

"Você o quê?"

"Você ficou acordado até tarde e pensei que…", ele começa.

"Como você ousa? Vai embora." A dor que ele me causou ontem ainda está fresca, e acaba diminuindo a raiva que sinto por ter perdido as aulas da manhã, mas não posso demonstrar fraqueza, caso contrário, ele vai se aproveitar disso. Sempre se aproveita.

"Você está no meu quarto", ele diz. Saio da cama, e não me importo com o fato de estar usando só uma camiseta dele. 

"Você tem razão. Eu saio", digo. O nó na minha garganta aumenta e as lágrimas ameaçam rolar.

"Não, o que quero dizer é… você está no meu quarto. Por quê?" Sua voz é séria.

"Não sei… Eu só… não consegui dormir…", admito. Preciso parar de falar.

"Não é bem seu quarto, de qualquer jeito. Dormi aqui tantas vezes quanto você. Na verdade, até mais agora", eu digo.

"Sua camiseta estava apertada?", ele pergunta, com os olhos focados na camiseta branca. Claro que está tirando sarro de mim.

"Vai em frente, continua me provocando", digo, e as lágrimas tomam meus olhos. Mikhael me encara, mas desvio o olhar.

"Eu não estava provocando você." Ele se levanta da poltrona e dá um passo na minha direção. Eu me afasto e levanto as mãos para bloqueá-lo, e Mikhael para. 

"Só me ouça, está bem?"

"O que mais você pode ter a dizer, Mikhael? Sempre fazemos isso. Brigamos pelo mesmo motivo sem parar, e piora toda vez. Não aguento mais. Não aguento."

"Eu pedi desculpas pelo beijo", ele diz.

"Isso não tem nada a ver. Bom, tem um pouco, mas tem muito mais coisa. O fato de você não entender isso prova que estamos perdendo nosso tempo. Você nunca vai ser quem eu preciso que seja, e não sou quem você quer que eu seja." Seco os olhos quando ele olha pela janela.

"Mas você é quem eu quero que seja", Mikhael diz. Gostaria de poder acreditar nele, gostaria que não fosse tão ruim com sentimentos.

"Você não é." É tudo o que consigo dizer. Não quero chorar na frente dele, mas não consigo me controlar. Já chorei tantas vezes desde que o conheci, e se der para trás as coisas sempre vão ser assim.

"Não sou o quê?"

"Quem eu quero que seja. Você não faz nada além de me machucar." Passo por ele e atravesso o corredor até o quarto de hóspedes. Visto a calça de qualquer jeito e pego minhas coisas. Mikhael observa todos os meus movimentos.

"Você não ouviu o que eu disse ontem?", ele diz finalmente. Queria que não tocasse nesse assunto.

"Responde", ele diz.

"Sim… eu ouvi", digo, evitando olhar em sua direção. Sua voz se torna hostil. 

"E não tem nada a dizer sobre isso?"

"Não", minto. Ele para na minha frente. 

"Sai", peço. Mikhael está perigosamente perto de mim, e sei o que ele vai fazer quando se movimenta para me beijar. Tento me afastar, mas suas mãos fortes me puxam para mais perto, seguram-me no lugar. Seus lábios tocam os meus, e sua língua tenta entrar na minha boca, mas eu não deixo. Ele joga a cabeça para trás levemente. 

"Me dá um beijo, Pac", ele pede.

"Não." Empurro seu peito.

"Diz que você não sente a mesma coisa e eu deixo você ir." Seu rosto está a centímetros do meu, sinto seu hálito quente em meu rosto.

"Eu não sinto." Dói dizer isso, mas ele precisa sair da minha frente.

"Você sente, sim", ele diz em um tom desesperado. 

"Sei que sente."

"Não sinto, Mikhael, nem você. Não pode achar que acreditei no que disse." Ele me solta. 

"Você não acredita que eu te amo?"

"Claro que não, você acha que sou tão idiota assim?" Ele olha para mim por um segundo, então abre a boca e a fecha de novo.

"Você tem razão", ele diz.

"O quê?" Ele dá de ombros. 

"Você tem razão, não amo. Eu não te amo. Só estava aumentando o drama." Ele ri um pouquinho. Eu sabia que não estava sendo sincero, mas isso não faz com que doa menos. Uma parte de mim, maior do que quero aceitar, esperava que me amasse de verdade. Mikhael se encosta na parede quando saio do quarto, com a bolsa na mão. Quando chego à escada, Karen sorri para mim. 

"Pac, querido, não sabia que estava aqui!" Seu sorriso desaparece quando ela percebe que estou alterado.

"Você está bem? Aconteceu alguma coisa?"

"Não, estou bem. Fiquei trancado para fora do meu quarto ontem à noite, e eu…"

"Karen" , Mikhael diz atrás de mim.

"Mikhael!" Um sorriso aparece brevemente em seu rosto. 

"Vocês querem comer alguma coisa, tomar café da manhã? Bom, almoçar, já é meio-dia."

"Não, obrigado, eu estava voltando para casa", digo e desço.

"Posso comer", Mikhael diz atrás de mim. Ela parece surpresa ao olhar para mim e então para ele. 

"Certo, ótimo! Estarei na cozinha!" Ela desaparece, e eu caminho para a porta.

"Aonde você vai?" Mikhael segura meu punho. Eu tento me livrar, e ele logo me solta.

"Para o dormitório, como acabei de dizer."

"Você vai andando?"

"Qual é o seu problema? Você age como se nada estivesse acontecendo, como se não tivéssemos acabado de brigar, como se você não tivesse feito nada. Você é muito maluco, Mikhael… Maluco de manicômio, que toma remédios, que fica em celas protegidas. Você diz coisas horrorosas para mim e depois quer me dar uma carona?" Não consigo acompanhá-lo.

"Eu não disse nada horrível, na verdade. Só disse que não te amo, e você disse que já sabia. E eu não estava oferecendo uma carona. Só perguntei se você ia voltar andando." Sua expressão contida me deixa confuso. Por que viria aqui para me encontrar se não se importasse comigo? Não tem nada melhor para fazer do que me torturar?

"O que eu fiz?", pergunto por fim. Estou esperando para perguntar isso há um tempo, mas sempre tive medo da resposta.

"O quê?"

"O que eu fiz para você me odiar?", pergunto, tentando manter a voz baixa para que Karen não me ouça. 

"Você pode ter praticamente qualquer garoto que quiser, mas continua perdendo seu tempo, e o meu, com novas maneiras de me ferir. Pra quê? Você me odeia tanto assim?"

"Não, não é isso. Não odeio você, Pac. Você é só um alvo fácil… Eu gosto da caça, entende?", ele diz, gabando-se. Antes que possa dizer mais alguma coisa, Karen o chama e pergunta se ele quer picles no sanduíche. Mikhael caminha até a cozinha e responde. Vou embora. A caminho do ponto de ônibus, percebo que já perdi tantas aulas ultimamente que tanto faz se perder o resto do dia para comprar um carro. Felizmente, o ônibus passa minutos depois e encontro um assento bem no fundo. Quando me sento, penso no que Felps disse a respeito de relacionamentos. Se você não ama a pessoa, ela não pode te causar dor. Mikhael sempre me decepciona, mesmo quando penso que não tem como me decepcionar mais.

E eu amo ele. Amo Mikhael.


Notas Finais


Bjussss


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