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História AFTER - Rubinho e Fernanda - Capítulo 5


Escrita por: e Lashippadora


Capítulo 5 - Jantar em Família, Reencontro, um Desmaio


 

Rubinho Estacionou o carro na frente da casa de Aníbal e desceu rápido com a intenção de abrir a porta para Fernanda. Ela adorou, porque mesmo sendo uma mulher de fibra, com a personalidade forte, marcante e independente, adorava o romantismo dele. Infelizmente, no passado não tinha prestado atenção nessas qualidades do homem à sua frente, agora se arrependia de tê-lo abandonado no altar no dia do casamento. O gentil cavalheiro estendeu a mão para ajudá-la descer, e ela lhe agradeceu com um gesto carinhoso em sua barba, em seguida Fernanda arrumou o terno sobre os ombros.

- Vamos, meu amor! – Disse Rubinho estendendo o braço para ela.

 Dentro da casa, as luzes estavam ligadas e a lâmpada no umbral da porta também estava. Fernanda não esperou que Rubinho apertasse a campainha, ela mesma se dignou bater na porta e aguardou segurando na mão dele.

- Já vaiiii! – Gritou Cacilda lá de dentro. – Já estou indo! – Gritou novamente com sua voz estridente. Meio minuto depois, Cacilda abriu a porta e olhou para o casal.

- Quem é, Cacilda? – Perguntou Aníbal, que estava na cozinha.

- É a Vivi com o Rubinho. Parece que o Miguel não vem! – Respondeu ela para o marido.  Nesse momento, Fernanda teve um ataque de riso e gargalhou na cara da madrasta, que arregalou os olhos sem entender nada.  

- Fer- Fernanda??? – Gaguejou Cacilda, reconhecendo a enteada, depois caiu dura no chão.

- Meu Deus, ela desmaiou. – Rubinho se prontificou socorrê-la, enquanto Fernanda procurava um cigarro dentro da bolsa, porque sabia que era drama.

- Vivi, minha filha, o que aconteceu? – Fernanda ouviu a voz do pai atrás de si e se virou para vê-lo, mas Aníbal não lhe reconheceu, porque estava preocupado com a esposa estirada na sala.

- Pai! – Chamou Fernanda com sua voz mais grave que a da irmã. Fernanda continuava no meio da sala, ereta, com os cabelos escovas e partidos de lado, segurando um cigarro na mão. Aníbal levou um choque ao escutá-la, e ao erguer a cabeça notou a diferença entre ela e Vitória, e imediatamente correu para abraçar a filha parada à sua frente.

- Fernanda?Fernanda?

- Sou eu, pai! A sua dor de cabeça! – Completou Fernanda sorrindo e abraçando-o com amor. Naquele momento Aníbal esqueceu Cacilda, e tremia olhando a filha querida, pois ele não conseguia acreditar no que os olhos viam. O velho aviador não sabia se chorava ou se ria de tanta felicidade, porém ficou bastante confuso, porque não sabia como Fernanda sobreviveu. Enquanto eles se olhavam e se abraçavam, num verdadeiro momento de emoção, Cacilda acordou e olhou para Rubinho, em seguida se lembrou do que viu antes de desmaiar e então viu novamente Fernanda. Com a ajuda de Rubinho conseguiu ficar de pé, mas ainda não conseguiu falar.

- Meu , meu, meu Deus... - Dizia ela gaguejando. – Eu tô vendo coisa! É um fantasma!

- Deixa de drama, Cacilda. É minha filha Fernanda que voltou. Ouviu isso? Minha Fernanda não morreu. Que alegria, meu Deus, que alegria para meu coração velho.

- Fernanda? – Cacilda tornou a se espantar.

- Buu! – Brincou Fernanda.

 - Mas você não estava morta?

    Fernanda revirou os olhos e puxou o pai para sentar ao lado dele no sofá, disposta a contar tudo o que aconteceu. Rubinho se sentou na poltrona em frente, e Cacilda ficou se roendo de curiosidade, estava doida para saber, mas quando Fernanda abriu a boca para começar, Vivi, Miguel, Pedro e Julia entraram na sala porque a porta estava aberta. Ao ver o filho, Fernanda para de falar e fica de pé olhando para Pedro, que também olha para ela tão surpreso quanto Vitória e Miguel.

- Pedro! Filho?! – A voz da Fernanda saiu mansa e chorosa, porque andava bastante sensível ultimamente. Seus olhos encheram-se de lágrimas, e nessa hora Rubinho sentiu vontade de cuidar outra vez dela, para que não sofresse nunca mais. Pedro, porém, permaneceu imóvel, sem esboçar qualquer reação. A morte da mãe foi um choque para o rapaz, mas o amor da Júlia ajudava a suportar a ausência materna em sua vida. Além disso, a tia era como uma doce mãe para ele. Enquanto Fernanda derramava lágrimas de saudade, Vivi foi a primeira a reagir, correndo para abraçá-la muito forte. O pai das moças se emocionou, enquanto que Cacilda acompanhou tudo com um legítimo interesse.

- Eu sabia! Eu sabia! – Dizia Vivi apertando Fernanda e distribuindo beijos. – O meu sonho, o sonho que eu tive hoje.. - Vivi tentava falar, mas se embananava toda, porque sempre foi atrapalhada e emotiva demais. Por isso, Fernanda procurou acalmá-la antes que alguém ficasse com um nó na cabeça de tanto que ela se enrolava.

- Sua boba eu senti tanto a tua falta! – Disse Fernanda fazendo uma linda careta e beijando a bochecha da irmã.

- Eu sonhei com você. – Vivi contava as coisas arregalando seus intensos olhos de mel e gesticulando com as mãos. – Eu vi você viva! Foi tão real. Eu sabia que não podia ser uma coincidência!

Enquanto Vivi tentava contar o sonho premonitório com a Fernanda, Pedro saiu do transe e finalmente chamou pela mãe.

- Mãe!! – Ele também se atirou nos braços de Fernanda, que o abraçou ternamente. Miguel e Rubinho trocaram um olhar, e o empresário sorriu para ele.

- Oh, meu amor. –Fernanda o encheu de beijos. – Eu senti tanta falta de você. Deixa eu te olhar, tocar em você, meu querido.

- Mãe a senhora tá viva!

- Estou meu amor, mais do que nunca.

- Eu pensei que tinha te perdido.

- Me perdoa, Pedro. Eu espero que compreenda meus motivos.

- Que bom que a senhora voltou!

Miguel se aproximou e parou na frente da ex-esposa, ele gostaria de falar um pouco com ela, porque não teve tempo suficiente para agradecê-la e também se desculpar, pois reconhecia que durante muito tempo agiu como um homem imaturo e rancoroso.

- Fernanda! – Disse ele, sorrindo sério, todo certinho como sempre, o perfeito engomadinho que Fernanda nunca gostou. – Que bom te ver!

- É bom te ver também, Miguel.

- Obrigado pelo que fez por nosso filho, pela Vivi e por mim também. Foi muita coragem da sua parte!

- Eu tinha uma dívida com as pessoas que gostavam de mim e eu paguei com juros altos. Acredite, Miguel, não foi fácil, teve um momento que eu pensei que não conseguiria.

- Mas você conseguiu e o Mauro está morto! – Disse Miguel enfiando as mãos no bolso da calça social, e nessa hora Pedro deixou os pais conversando e abraçou Júlia que estava com Rubinho, segurando a mão do tio.

- Foi o preço! Alguém precisava deter o monstro.

- Então! – Alardeou Cacilda. - Agora que todo mundo abraçou todo mundo, que sabemos que a Fernanda está viva, que tal ela contar como foi que conseguiu sair ilesa daquele acidente, gente?! Por que eu sempre soube que avião é coisa do demônio, é um bicho muito perigoso pr..

- Me desculpa Cacilda! – Interrompeu Fernanda. – Mas agora não, eu conto depois, se todos estiverem de acordo, é claro.  Agora eu preciso mesmo me alimentar, afinal de contas, Rubinho e eu nos convidamos para jantar aqui em casa. Algum problema?

- Problema nenhum, minha filha! – Respondeu Aníbal. – Você nunca foi um problema!

- Seu Aníbal tem razão! – Concordou Rubinho, se dirigindo para Fernanda, que estendeu a mão para pegar na dele.

- Eu mal posso acreditar que as minhas duas filhas jantarão comigo hoje! Ah, quando eu poderia imaginar? Quando eu ia sonhar com essa alegria, meu Deus? Hoje eu sou o pai mais feliz do mundo!

...

 O jantar que Aníbal tinha preparado saiu melhor do que ele esperava, porque reencontrar Fernanda era motivo de festa naquela casa, e com todos à mesa, o alimento foi servido e todos estavam à vontade, enquanto falavam sobre os mais variados assuntos. Pedro fez questão de sentar perto da mãe, e Fernanda adorou o carinho do filho que em breve ganharia outro irmãozinho ou uma irmãzinha. Fernanda pensou na criança em seu ventre e sentiu uma pontinha de alegria dentro do coração, porque, finalmente a vida estava lhe dando uma oportunidade de ser verdadeiramente feliz ao lado das pessoas mais importantes da sua vida, e então olhou para Rubinho que conversava alegremente com Vivi, e pensou na reação dele quando lhe contar que espera um filho seu. Vivi não parava de sorrir, ela mal se agüentava de tanta alegria, por isso comia com gosto a sobremesa e dizia que era uma pena a Natália, a irmã e também a Nandinha não estarem ali para confraternizarem com toda a família, mesmo assim, nada apagava o brilho do seu olhar, nem anulava a sua espontaneidade.

- Você está feliz, não é Vivi? – Perguntou Fernanda colocando os cotovelos sobre a mesa, encarando sua cópia perfeita.

- Ah, Fernanda, você sabe que sim. Poxa, que susto, viu? Levei maior tempão pensando em você e nas coisas que passamos juntas. E o Rubinho no maior bode. Foi osso duro, a Margot que o diga!  

- E onde está a Margot? Ela está bem?

- Tá sim, e ela vai adorar saber que você ta vida. – Afirmou Vivi enchendo a colher de doce e colocando-o todo na boca. Vendo isso e sentindo o cheiro da sobremesa, Fernanda sentiu pequenas náuseas, então colocou disfarçadamente a mão sobre a boca e apertou os lábios.

- Fernanda, você não tocou na sobremesa! – Observou Aníbal, interrompendo a conversa das duas.

- Não, pai. – Respondeu Fernanda toda sem jeito, tentando convencê-lo que não tinha importância.

- Mas é a sua preferida! – Afirmou desapontado, e em seguida, o piloto se virou para Rubinho.  – Quando a Fernanda era criança quase toda noite exigia mousse de maracujá que a mãe fazia, ela adorava, e eu adorava realizar todos os caprichos dela.

Fernanda riu constrangida, enquanto Rubinho compartilhou da diversão do sogro, porque ele adorava saber mais sobre a mulher da sua vida, embora soubesse quase tudo, porém tinha percebido que Fernanda não tocou nos doces, mas relevou, e então após o comentário de Aníbal, Rubinho pegou na mão dela e beijou com devoção.

- Fernanda, vai fazer a desfeita?  – Inquiriu o aviador, insistindo, olhando para ela enquanto todos faziam o mesmo. Fernanda emudeceu, porque não queria tocar no assunto, mas na verdade sentia-se enjoada com o cheiro do doce, e mesmo sendo o seu preferido, não suportaria provar.

- Estou satisfeita. Obrigado! – Respondeu com elegância sem preterir as boas intenções do pai.

- Está certo, então. A gente pode sentar no sofá, abrir umas garrafas de cerveja pra comemorar a sua volta. O que me diz Fernanda?

- Nada de cerveja, pai! – Aníbal estranhou a recusa enfática dela. Fernanda sabia que não poderia beber, nem fumar, embora fumasse algumas vezes. Mas, ela sabia que teria que largar os cigarros por um longo tempo, por pelo menos até passar a amamentação.

- Parece que a Fernanda voltou mudada. De novo! – Insinuou Cacilda. – Aníbal, será que você teve trigêmeas ao invés de gêmeas?

- Não fala besteira, mulher.

- Você está bem, Fernanda? – Preocupou-se, Vivi, e Rubinho olhou imediatamente para a amada, que o tranqüilizou com um leve sorriso. Fernanda percebeu a bola de neve se formando em torno dela, mas finalmente convenceu que estava perfeitamente bem. E então, depois do jantar e como combinado, sentou os familiares no sofá da sala e contou do acidente. Todos ouviram com atenção e angústia ao mesmo tempo, menos Cacilda que adorava um drama, mas, apesar disso, ela também ficou bastante contente com o retorno da enteada. Duas horas depois, Fernanda e Rubinho estavam se despedindo de Aníbal e Cacilda, bem como Miguel e Vivi, porque estava tarde e a Nandinha poderia acordar no meio da noite procurando pela mãe. Todavia, antes de entrar no carro com Miguel, Vivi pediu para lhe esperar, pois queria conversar um pouco mais com Fernanda, dessa vez, longe dos maridos. Miguel e Rubinho concordaram, e ambos os homens ficaram nos carros aguardando as esposas.

- Fernanda, eu posso te ver amanhã?

- Que pergunta é essa, Vivi?

- Te achei tão pálida!

- É o cansaço.

- Me conta, vai. Você está escondendo alguma coisa? – Vitória tanto insistiu que Fernanda acabou cedendo.

- Você quer saber mesmo a verdade? – Perguntou Fernanda ironizando a situação. Vivi tinha medo quando ela falava assim, porque sempre sobrava pra ela.

- Hunrum!

- Eu tô grávida, Vivi. Estou esperando um filho do Rubinho! Satisfeita agora?

- Grávida? - Vivi tapou a boca com a mão para sufocar um gritinho de alegria, pois ficou muito contente com a notícia. Ela sabia o quanto aquela criança traria alegria pra família, especialmente pro Rubinho que merecia um filho mais do que qualquer homem no mundo.

- Eu descobri em São Paulo.

- O Rubinho já sabe?

- Não, eu ainda não contei pra ele.

- Fernanda você não ta pensando em esconder..

- Claro que não, Vitória. Para de usar essa cabecinha para criar situações melodramáticas. O Rubinho é o homem da minha vida, além disso, é o pai do filho que estou esperando. Eu nunca mais vou me separar dele!

- Que bom, minha irmã, que bom! – Vitória lhe abraçou novamente. - O Rubinho sofreu tanto quando pensou que você tinha morrido. Ele não vivia Fernanda. Não comia, arrastou o maior bode, sabia? E por tua causa!

- Ele sofreu tanto assim?

- Claro! Ele é louco por você! – Afirmou Vivi olhando para o amigo sentado no banco do carro, esperando por Fernanda

- Eu amo o Rubinho, Vivi. Antes dele eu não sabia o que era amor, mas agora eu não quero passar nenhum dia sem ele, porque já perdemos tempo demais com bobagens e erros.

– Então quando vai contar que ele vai ser pai?

- Amanhã, mas por enquanto é um segredo só nosso!

- Sim senhora! – Respondeu Vivi, batendo continência.

  ....

 Na manhã seguinte, Rubinho tinha aulas, por isso, levantou cedo da cama, olhou Fernanda dormindo, deu um beijo na cabeça dela, em seguida foi ao supermercado e comprou todas as coisas que faltavam na sua dispensa e geladeira. Ele pagou as compras e seguiu para o carro. Enquanto guardava as sacolas no porta-malas, alguém chamou pelo seu nome, Rubinho não reconheceu a voz, mas quando baixou a porta, viu uma mulher loira sorrindo para ele. A mulher se aproximou e perguntou se ele não estava lembrado dela.

- Lívia? – Rubinho teve uma surpresa.

- Oi! – Respondeu Lívia com um largo e bonito sorriso. Lívia estudou com Fernanda e Rubinho, e na época foi muito apaixonada por ele. Mas, há muito tempo a loira deixou Porto do Céu para morar no Japão, e desde então não tinha pisado mais em sua cidade natal.

- Você está encantadora! – Disse Rubinho com seu ar romancista.

- Você se lembrou de mim! – Observou Lívia. – Que bom, porque eu jamais me esqueci de você!

- Está visitando Porto do Céu? – Rubinho trocou de assunto, e tentou terminar logo o diálogo, porque não poderia se atrasar e porque Fernanda estava em casa. Por fim, teve sorte, Lívia tinha um compromisso, mas entregou o cartão com seu telefone para Rubinho ligar quando desejasse. Ele guardou o cartãozinho no bolso da calça e entrou no carro.

   Após o reencontro, o professor seguiu direto para casa, onde colocou o avental, amarrou os cabelos e arrumou tudo nos armários da cozinha como um verdadeiro homem prendado. E como ainda era cedo, preparou um delicioso despertar para ele e Fernanda, desse modo, com a mesa pronta do jeito que ele queria, retirou o avental e seguiu para o quarto para ver sua amada. Primeiro ele olhou pelas brechas da porta, ela estava lá, linda, dormindo entre as cobertas. Depois girou a maçaneta com cuidado e entrou no quarto pisando devagar para não fazer barulho. Fernanda dormia com a cabeça no travesseiro dele e com metade da camisola aparecendo, mostrando as pernas. Rubinho parou diante da cama e admirou a beleza dela, e foi nesse momento que Fernanda despertou, abrindo os olhos com dificuldade por causa da claridade. Rubinho deitou sobre ela e lhe deu um beijo, desejando bom dia.

- Bom dia, dorminhoca! – Disse Rubinho espalhando beijinhos nela.

- Como é bom acordar com você! – Respondeu Fernanda se espreguiçando e em seguida colocando as mãos no pescoço dele. – Que horas são?

- É a hora mais bela do dia, quando os passarinhos cantam para acordar a minha adorada. – Romantizou Rubinho, fazendo Fernanda se derreter por ele, mas, logo em seguida ela decidiu se levantar, porque pretendia visitar as sobrinhas. No entanto, ao sair da cama, Fernanda sentiu uma forte tontura e desmaiou. Felizmente, Rubinho estava próximo e conseguiu ampará-la e levava-la de volta para cama.

- Fernanda, meu amor, o que foi? O que você tem? – Rubinho estava louco, muito preocupado com a palidez no rosto dela e as mãos geladas. Porém, Fernanda não respondia. Apesar dos cuidados dele, ela não retornava. – Oh meu Deus, nãoo! De novo não! – Suplicava Rubinho, colocando o rosto dela no peito. – Fernanda abra os olhos, minha vida! Abra pelo o amor de Deus.

  Desesperado, ele decide levá-la ao posto de saúde para Nadine examiná-la. Rubinho pegou Fernanda nos braços e correu contra o tempo para salvá-la, antes que perca novamente a mulher da sua vida, pois dessa vez morreria junto com ela. Rubinho entrou na sala da Doutora Nadine com Fernanda desmaiada em seus braços, ele estava quase chorando, e implorou por ajuda.

- Rubinho o que é isso? – Surpreendeu-se a médica. – O que a Vivi tem?

- Nadine pelo o amor de Deus, salva a minha Fernanda.

- Quem? – Nadine pensou que Rubinho tinha perdido o juízo de vez.

- Salva ela por tudo que há de mais sagrado! – Rubinho suplicava com pavor em seus olhos.

- Calma, Rubinho, calma! Deita ela aqui na maca. – Assim ele fez. – Primeiro você precisa se acalmar, eu vou cuidar dela, pode deixar comigo. Agora me diz, o Miguel já sabe? Você ligou pra ele?

- Não, você não está entendendo nada. Esta não é a Vivi, esta é a Fernanda, a minha Fernanda.

- Tudo bem. – Nadine não acreditou nele. – Espera lá fora, eu vou examinar a paciente e depois te dou notícias.

- Salva ela, Nadine. Eu não posso viver sem o meu amor!

- Eu vou salvá-la se você me deixar cuidar dela. Por favor, aguarda lá fora, Rubinho.

Com muito custo ele aceitou obedecer, mas não conseguiu ficar sentado e zanzou pela sala de espera o tempo todo que Nadine examinou Fernanda no consultório. Obviamente, a médica não acreditou numa só palavra dele.

CONTINUA



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