História After - Ruggarol - Capítulo 20


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Categorias Karol Sevilla, Ruggero Pasquarelli, Sou Luna
Personagens Karol Sevilla, Personagens Originais, Ruggero Pasquarelli
Tags Ruggarol
Visualizações 99
Palavras 1.713
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Festa, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa Leitura...
N/A:Bella

Capítulo 20 - Capitulo 20


Ando um quarteirão e as ruas estão escuras e silenciosas. As fraternidades aqui perto ocupam casarões do mesmo tamanho que a de Ruggero.

 Depois de uma hora e meia de caminhada, consultando o GPS a cada passo, finalmente chego ao campus. Totalmente sóbria e ciente de que é melhor nem dormir,passo no 7-Eleven e compro um café.

Quando a cafeína faz efeito, me dou conta de que tem um monte de coisas que não entendo em Ruggero. Tipo: por que ele faz parte de uma fraternidade cheia de filhinhos de papai se diz que é punk? E por que foi de afetuoso a impassível em um piscar de olhos?

 Meu interesse, porém, é puramente acadêmico, já que não tenho motivo para perder tempo pensando nele, e depois do que aconteceu na madrugada desisti de vez de tentar estabelecer uma relação amigável. Não consigo acreditar que o beijei. Foi o maior erro que poderia ter cometido, e assim que baixei a guarda ele me atacou com mais força do que nunca. Não sou burra a ponto de acreditar que não vai contar para ninguém porque pedi, mas espero que a vergonha de ter beijado"a virgem" seja suficiente para manter sua boca fechada. Se alguém me perguntar, nego até a morte.

Preciso inventar uma boa explicação para minha mãe e para Lionel sobre meu comportamento ontem à noite. Não sobre a parte do beijo, que eles nunca vão saber, mas sobre ter saído. De novo. E preciso muito conversar sobre essa mania de Lionel de contar tudo para minha mãe. Se quero ser tratada como uma adulta de agora em diante, ela não pode controlar tudo o que faço.

Quando chego ao alojamento, minhas pernas e meus pés estão doendo, e solto um suspiro de alívio ao virar a maçaneta.Mas então quase tenho um ataque do coração ao ver Ruggero sentado na minha cama.

"Não acredito!", eu meio que grito quando finalmente me recupero do susto.

"Onde você estava?", ele pergunta sem se alterar.

 "Rodei quase duas horas de carro tentando te encontrar."

Quê?

 "Como assim? Por quê?"

 Se era para fazer isso, por que não se ofereceu para me trazer enquanto eu ainda estava lá? Ou, melhor ainda, porque eu mesma não pedi uma carona assim que descobri que ele não bebia?

"Só achei que não era uma boa ideia você andar por aí sozinha de madrugada."

E, como nem tento mais ler suas expressões e Malena está sabe-se lá onde e eu estou sozinha com ele, a pessoa mais perigosa do mundo para mim, só consigo rir, dar uma gargalhada enlouquecida, que não tem nada a ver comigo. E não porque vejo graça na situação, mas porque estou exausta demais para ter outra reação.

Ruggero me olha com a testa franzida, o que me faz rir ainda mais.

 "Sai daqui, Ruggero… some da minha frente!"

Ele me encara e passa as mãos pelos cabelos. Pelo menos é uma reação que consigo entender. No pouco tempo que tive para descobrir que Ruggero Pasquarelli é um sujeito enlouquecedor, aprendi que quando faz isso é porque está estressado ou sem jeito. No momento, espero de verdade que sejam as duasbcoisas.

"Sevilla, eu…", ele começa a dizer, mas suas palavras são interrompidas por batidas violentas na porta e uma voz gritando:

"Karol! Karol Sevilla, abra essa porta!"

Minha mãe. É minha mãe. Às seis da manhã, e tem um garoto no meu quarto.Imediatamente entro em ação, como sempre faço quando ela fica com raiva. 

"Ai, meu Deus, Ruggero, entra no armário", cochicho para ele e o seguro pelo braço, arrancando-o da cama e me surpreendendo com minhaforça.

Ele me encara, quase rindo. 

"Não vou me esconder no armário. Você tem dezoito anos."

Ruggero diz isso — e com razão — porque não conhece minha mãe. Solto um grunhido de frustração, e ela esmurra a porta outra vez. 

A maneira desafiadora como ele cruza os braços me diz que não vai sair dali, então me olho no espelho, dou uma esfregada nas olheiras, pego a pasta de dente e espalho um pouco sobre a língua para disfarçar o cheiro de álcool, que persiste mesmo depois do café. Talvez a mistura dos três o dores confunda o nariz dela ou coisa do tipo.

Abro a porta com um sorriso simpático no rosto, mas então percebo que ela não está sozinha. Lionel está ao seu lado, claro. Ela parece furiosa. E ele parece… preocupado? Magoado?

"Oi. O que estão fazendo aqui?", pergunto, mas minha mãe passa por mim e vai diretamente até onde está Ruggero.

 Lionel entra no quarto em silêncio,deixando que ela tome a dianteira da situação.

"Então é por isso que você não estava atendendo o telefone? Porque estava com esse… esse…" Ela agita os braços na direção dele. "Arruaceiro tatuado no seu quarto às seis da manhã!"

Meu sangue ferve. 

Geralmente me intimido e fico com medo quando minha mãe age assim. Ela nunca me bateu nem nada do tipo, mas jamais demonstrou o menor pudor em apontar meus erros:Você não vai querer sair vestida assim, certo, Karol?Você deveria ter penteado melhor os cabelos, Karol.Você poderia ter tirado notas melhores nas provas, Karol.

Ela me pressiona demais para ser perfeita o tempo todo, e isso é exaustivo.

Lionel, por sua vez, se limita a ficar parado olhando feio para Ruggero, e eu sinto vontade de gritar com os dois — na verdade, com os três. Com minha mãe por me tratar como uma criança. Com Lionel por contar tudo para ela. E com Ruggero por ser do jeito que é.

"É isso que você anda fazendo na faculdade, mocinha? Fica acordada a noite inteira e traz garotos para o quarto? O coitado do Lionel estava morrendo de preocupação. Então viemos até aqui só para encontrar você com esse garoto", ela diz, e eu e Lionel ficamos constrangidos.

"Na verdade, acabei de chegar. E ela não estava fazendo nada de errado",responde Ruggero, deixando-me chocada.

 Ele não faz ideia de quem está enfrentando. Pensando bem, ele é um teimoso irredutível, e ela, uma controladora irrefreável. Talvez saia uma boa briga. Meu subconsciente sugere que eu pegue um saco de pipoca e me sente na primeira fileira para ver.

Minha mãe fecha a cara. 

"Como é? Eu não estava nem falando com você. E não sei o que alguém como você está fazendo com minha filha, por falar nisso."

Ruggero absorve o golpe em silêncio, mas não se move e continua olhando para ela.

"Mãe", eu digo por entre os dentes.

Não sei nem por que estou defendendo Ruggero, mas é esse meu impulso.Talvez em parte porque a maneira como ela o está tratando seja parecida com o modo como Ruggero me tratou quando o conheci. 

Lionel olha para mim, para Ruggero e de novo para mim. Será que sabe que nós nos beijamos?A lembrança ainda está fresca na minha mente e faz minha pele se arrepiar só de pensar.

"Karol, você está fora de controle. Dá para sentir o cheiro da bebida daqui,e não venha me dizer que isso tudo não é influência da sua coleguinha de quarto e dele ali", ela diz, apontando para Ruggero.

"Tenho dezoito anos, mãe. Nunca bebi antes e não fiz nada de errado. Sinto muito que a bateria do meu celular tenha acabado, e que por isso vocês tenham vindo até aqui, mas está tudo bem comigo." 

De repente, o cansaço das últimas horas começa a bater. Eu me sento na cadeira diante de escrivaninha antes mesmo de terminar de falar. Ela solta um suspiro.Depois de ouvir o que falei, minha mãe assume uma postura mais tranquila — afinal de contas, ela não é um monstro. 

Virando-se para Ruggero,ela diz:

 "Poderia nos dar licença um minutinho?".

Ruggero me olha como quem pergunta se vai ficar tudo bem. Faço um gesto afirmativo com a cabeça, e ele faz o mesmo antes de sair do quarto.

Lionel fecha a porta logo em seguida, sem tirar os olhos de Ruggero.

 É uma sensação estranha me posicionar ao lado de Ruggero contra minha mãe e meu namorado. Por algum motivo, fico pensando que ele vai esperar no corredor até os dois irem embora.

Durante os vinte minutos seguintes, minha mãe fica sentada na minha cama explicando que só está preocupada, com medo de que eu estrague minhas chances de ter uma boa formação e diz que não me quer bebendo de novo. Ela também fala que não aprova minha amizade com Malena, Ruggero ou qualquer um do grupo, e me faz prometer que não vou mais andar com eles.

Depois da noite passada, não quero mesmo chegar perto de Ruggero e não pretendo ir a nenhuma festa com Malena, então minha mãe não tem como saber que tipo de relação vou ter com ela daqui para a frente.

Por fim, ela se levanta e junta as duas mãos. 

"Já que estamos aqui, vamos tomar café da manhã juntos e fazer umas comprinhas."

Faço que sim com a cabeça, e Lionel abre um sorriso lá da porta. Parece mesmo uma boa ideia, e estou morrendo de fome. Meus pensamentos ainda estão um pouco prejudicados por causa do álcool e do cansaço, mas a caminhada de volta, o café e o sermão da minha mãe serviram para me deixar sóbria de vez.

 Vou andando para a porta, porém de tenho o passo ao ouvir minha mãe tossir atrás de mim.

"Você precisa dar uma ajeitada no visual e se trocar primeiro, claro."

 Ela abre um sorrisinho condescendente.

 Pego roupas limpas na cômoda e me troco. Dou uma retocada na maquiagem da noite passada e estou pronta para ir. 

Lionel abre a porta para nós, e os olhares dos três se voltam para a porta do quarto em frente, diante da qual Ruggero está sentado.

 Lionel segura minha mão com força, em um gesto protetor.Ainda assim, sinto vontade de puxar minha mão para longe dele. 

Qual é o problema comigo?

"Vamos até a cidade", digo para Ruggero.

Ele balança a cabeça várias vezes, como se estivesse respondendo alguma coisa para si mesmo. Pela primeira vez, Ruggero me parece vulnerável e talvez até um pouco chateado.

Ele humilhou você, meu subconsciente me lembra. Apesar de ser verdade,não consigo deixar de me sentir culpada quando Lionel me puxa para longe de Ruggero e minha mãe abre um sorrisinho triunfante para ele, obrigando-o a desviar o olhar.

"Não gosto nem um pouco desse cara", comenta Lionel, e eu balanço a cabeça.

"Eu também não", respondo com um sussurro.

Mas sei muito bem que estou mentindo.


Notas Finais


Ate mais...


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