História After - Capítulo 34


Escrita por:

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui
Tags Camren
Visualizações 223
Palavras 1.593
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Intersexualidade (G!P), Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


4/5

Capítulo 34 - Capítulo 32


POV Camila

Meus olhos tentam se ajustar à escuridão, mas apenas uma parte da luz do luar consegue atravessar a janela fechada. “Lauren”, suspiro.

Ela solta um palavrão ao tropeçar em alguma coisa e preciso me esforçar para não rir.

“Estou aqui”, ela responde, e acende um abajur. Olho ao redor do quarto enorme, que parece até de um hotel. A cama coberta com lençóis escuros fica na parede oposta e parece ser king, com pelo menos umas vinte almofadas em cima. A escrivaninha é grande, feita de cerejeira, e o computador tem um monitor maior que a televisão do meu quarto no alojamento. Há um banco logo abaixo da janela principal, e as demais estão cobertas com cortinas azuis bem grossas, que não deixam a luz entrar.

“Este é… meu quarto”, ela diz, passando a mão na nuca, quase envergonhada.

“Você tem um quarto aqui?”, pergunto, mas está na cara que sim. É a casa do pai dela e de Shawn também. Shawn disse que Lauren quase nunca aparece, então deve ser por isso que o quarto parece um mausoléu, impessoal e imaculado.

“Pois é… Mas nunca dormi aqui… até hoje.” Ela se senta no baú posicionado ao pé da cama, desamarra as botas, tira as meias e as guarda dentro dos sapatos. Meu coração dispara diante da ideia de que vou compartilhar com Lauren uma experiência que também é inédita para ela.

“Ah. E por quê?” Aproveito para tirar vantagem de sua sinceridade de bêbada.

“Porque nunca quis. Detesto este lugar”, ela responde baixinho, desabotoa a calça preta e começa a abaixá-la.

“O que está fazendo?”

“Hã… tirando a roupa”, ela responde, afirmando o óbvio.

“Sim, mas por quê?” Apesar de meu corpo estar ansioso para sentir de novo suas mãos, espero que não pense que vamos transar.

“Bom, eu é que não vou dormir com essa calça apertada”, ela responde, dando uma risadinha. Lauren afasta os cabelos da testa, puxando-os para cima. Tudo o que faz produz uma sensação incrível no meu corpo.

“Ah.”

Ela tira a camiseta, e eu não consigo desviar o olhar. Sua barriga tatuada é perfeita. Lauren arremessa a camiseta para mim, mas não pego, deixo-a cair no chão. Levanto uma sobrancelha, e ela sorri.

“Você pode dormir com ela. Acho que você não vai querer dormir só de calcinha e sutiã. Mas é claro que não ligo se quiser.” Ela dá uma piscadinha, e eu, uma risadinha.

Do que é que estou rindo? Não posso dormir com a camiseta dela, vou me sentir praticamente nua.

“Não ligo de dormir de roupa”, respondo. Ela dá uma boa olhada no que estou vestindo. Até agora, Lauren não fez nenhum comentário grosseiro sobre minha saia comprida ou minha blusa larga, e espero que não comece agora.

“Tudo bem. Você que sabe. Se prefere ficar desconfortável, por mim tudo bem.” Ela vai para a cama só de cueca e top, e começa a jogar as almofadas no chão.

Chego mais perto e abro o baú, que, como eu imaginava, está vazio. “Ei, não joga no chão. É pra guardar aqui dentro”, aviso, mas ela dá risada e continua fazendo a mesma coisa.

Soltando um grunhido, recolho as almofadas e enfio no baú. Ela dá outra risadinha e puxa a colcha, deita na cama, põe os braços atrás da cabeça, cruza os pés e sorri para mim. As palavras tatuadas em suas costelas estão esticadas por causa da posição de seus braços. Seu corpo magro e longilíneo é uma beleza de ver.

“Você não vai reclamar de ter que dormir na cama comigo, né?”, ela pergunta, e eu reviro os olhos. Na verdade, não ia mesmo. Sei que é errado, mas quero dormir na mesma cama que Lauren mais do que qualquer outra coisa na vida.

“Não, a cama é grande o suficiente para nós duas”, respondo com um sorriso. Não sei se é por causa do sorriso dela ou porque está deitada só de cueca e top, mas meu humor está muito melhor do que antes.

“Essa é a Camila que eu adoro”, ela provoca, e meu coração dispara. Sei que jamais diria isso para mim seriamente, mas é muito bom ouvir essas palavras.

Subo na cama e me encolho no meu canto, mantendo a maior distância possível do corpo de Lauren. Mais um pouco e caio. Ela dá risada, e eu me viro de lado para encará-la. “Qual é a graça?”

“Nada”, ela mente, mordendo os lábios para não rir. Gosto dessa Lauren brincalhona. Seu senso de humor é contagiante.

“Conta!”, insisto, fazendo biquinho. Os olhos dela se voltam para minha boca, e ela passa a língua pelos lábios antes de prender o piercing entre os dentes.

“Você nunca dormiu na mesma cama com alguém, né?” Ela se vira de lado e chego mais perto.

“Não”, respondo, e seu sorriso se escancara. Estamos a poucos centímetros de distância e, antes de me dar conta do que estou fazendo, estendo a mão e ponho o dedo na covinha em sua bochecha. Ela arregala os olhos de surpresa. Puxo minha mão de volta rapidamente, mas ela a agarra e a leva de novo até o rosto e começa a mexer lentamente o pescoço.

“Não sei por que ninguém nunca comeu você, mas essa mania de planejar tudo deve aumentar bastante sua capacidade de resistir”, ela comenta, e eu engulo em seco.

Nunca precisei resistir aos avanços de ninguém”, admito. Os meninos do colégio me achavam bonita e davam em cima de mim, é verdade, mas ninguém nunca tentou transar comigo. Minha experiência se resume a Austin. Éramos um dos casais queridinhos de toda a escola.

“Ou isso é uma mentira deslavada ou você estudou em uma escola para cegos. Só essa sua boca já torna essa história bem difícil de acreditar.”

Fico sem saber o que dizer, e ela ri. Lauren leva minha mão até sua boca e a passa sobre seus lábios úmidos. Seu hálito esquenta meus dedos, e levo um susto quando ela arreganha os dentes e morde de leve a ponta do meu indicador, fazendo eu sentir um frio na barriga. Ela baixa minha mão para seu pescoço, e meus dedos contornam o galho de trepadeira de uma de suas tatuagens. Lauren observa tudo com atenção, porém não faz nada para me deter.

“Você gosta do jeito que eu falo com você, não?” Sua expressão é bem séria, mas também muito sexy. Minha respiração acelera, e ela sorri de novo. “Dá pra perceber que sim, porque você fica vermelha e sua respiração acelera. Responde, Camila, usa essa sua boca para alguma coisa”, ela diz, e dou uma risadinha, por não saber o que fazer. Jamais vou admitir que as palavras dela mexem profundamente comigo.

Lauren larga minha mão, mas, envolvendo meu pulso com os dedos, elimina a distância entre nós. Sinto calor, muito calor. Preciso me refrescar, caso contrário vou começar a transpirar em breve.

“Você pode ligar o ventilador?”, peço, e ele franze a testa. “Por favor.”

Lauren suspira, mas desce da cama. “Se está com calor, por que não tira essas roupas quentes? Essa saia parece ser bem incômoda.” Eu já esperava que ela fosse fazer comentários maldosos sobre minhas roupas, mas dessa vez abro um sorriso, pois entendo quais são suas verdadeiras intenções no momento.

“Você tem que usar as roupas que valorizem seu corpo, Camila. Essas escondem todas as suas curvas. Se eu não tivesse visto você de calcinha e sutiã, jamais teria descoberto como é gostosa. Essa saia parece mais um saco de batata.”

Dou risada, apesar de seu elogio conter uma boa dose de insulto. “E o que você sugere que eu use? Meia arrastão e tomara que caia?”

“Não… Bom, eu até ia gostar de ver isso, mas não. Você pode se cobrir o quanto quiser, mas usando roupas do tamanho certo. Essa blusa não tem decote, e você não devia esconder esses peitos de jeito nenhum.”

“Para de usar essas palavras comigo!”, esbravejo, e ela sorri.

Voltando para a cama, Lauren deita seu corpo praticamente nu junto ao meu. Ainda estou com calor, porém os elogios um tanto incomuns dela renovam minha confiança. Desço da cama.

“Aonde você vai?”, ela se apressa em perguntar, em pânico.

“Me trocar”, respondo, e pego sua camiseta do chão. “Agora vira para o outro lado e nada de espiar”, digo com as mãos nos quadris.

“Não.”

“Como assim, ‘não’?” Como ele pode me negar isso?

“Não vou me virar. Quero ver você.”

“Ah. Certo.” Dou um sorriso, balanço a cabeça negativamente e apago a luz. Lauren resmunga, e eu sorrio para mim mesma enquanto abro o zíper da saia. Quando ela cai diante dos meus pés, outra luz se acende.

“Lauren!” Puxo a saia de volta às pressas. Lauren está apoiada sobre os cotovelos, olhando para mim, e não tem nenhum pudor em medir meu corpo de cima a baixo. Ela já me viu menos vestida antes, e sei que não vai ceder, então respiro fundo e tiro a blusa por cima da cabeça. Não que não esteja gostando do joguinho que estamos fazendo. No fundo, quero que ela me olhe, que me deseje. Estou usando um conjuntinho branco de sutiã e calcinha, nada muito elaborado ou especial, mas a expressão no rosto de Lauren faz com que eu me sinta muito sexy. Visto a camiseta dela logo em seguida. Tem um cheiro delicioso, assim como Lauren.

“Vem cá”, ela murmura de onde está deitada. Ignorando meu subconsciente, que me diz para fugir dali o quanto antes, vou andando na direção da cama.



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