História After (HIATUS) - Capítulo 35


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Categorias Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui
Tags Camren
Visualizações 252
Palavras 1.601
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Intersexualidade (G!P), Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


5/5

Capítulo 35 - Capítulo 33


POV Camila

Os olhos ardentes de Lauren continuam fixos nos meus enquanto caminho em sua direção. Apoio o joelho na cama e subo. Ao mesmo tempo, ela ergue o corpo, encosta-se na cabeceira e estende a mão para mim. No momento em que nossas mãos se tocam, ela me segura e me puxa para junto de si. Eu coloco um joelho de cada lado de seu corpo e monto sobre ela. Já fiz isso antes com Lauren, mas nunca usando tão pouca roupa. Mantenho o corpo elevado para evitar o contato, mas ela põe as mãos nos meus quadris e me puxa de leve para baixo. No instante em que nossos corpos se tocam, sinto um frio na barriga. Sei que a felicidade que estou sentindo não vai durar, e me sinto como a Cinderela, esperando as badaladas do relógio que vão decretar o fim da minha noite mágica.

“Bem melhor assim”, ela diz com um sorriso malicioso.

Sei que está bêbada e que só está sendo legal comigo por isso — para os padrões dela, claro —, mas não estou nem aí. Se esse vai ser meu último contato com ela, então quero aproveitar. Repito isso para mim mesma o tempo todo. Posso fazer o que quiser com Lauren hoje à noite, porque quando o dia amanhecer vou dizer para ela nunca mais vir atrás de mim. É melhor assim, e ela também vai achar quando estiver sóbria. Em minha defesa, posso dizer que estou tão inebriada por Lauren quanto ela pela garrafa de uísque. Essa é outra coisa que fico repetindo para mim mesma o tempo todo. Lauren continua olhando fixamente nos meus olhos, e começo a ficar nervosa. E agora, o que eu faço? Não tenho ideia de onde ela está querendo chegar com isso, e estou com medo de fazer alguma bobagem se tentar dar o primeiro passo.

Ela parece notar minha expressão de embaraço.

“Que foi?”, pergunta, levando a mão ao meu rosto. Seu dedo passeia pela minha bochecha, e meus olhos se fecham involuntariamente com aquele toque surpreendente e suave.

“Nada… só não sei o que fazer”, admito, olhando para baixo.

“Pode fazer o que quiser, Camz. Não precisa ficar pensando muito.”

Inclino-me um pouco para trás para criar algum espaço entre nós e levo a mão até a altura dos seu seios cobertos pelo top. Peço sua permissão com o olhar, e ele concede com um aceno de cabeça. Ponho as duas mãos de leve sobre os seus seios, e ela fecha os olhos. Meus dedos passeiam pelo contorno dos pássaros tatuados em seu peito, e vou descendo até a árvore morta em sua barriga. As pálpebras dela se movem levemente quando passo os dedos pelos escritos em suas costelas. A expressão de Lauren é de pura tranquilidade, mas sua respiração está bem mais acelerada do que poucos momentos antes. Sinto-me incapaz de me controlar e vou baixando a mão até roçar com o dedo indicador no elástico de sua cueca. Ela abre os olhos de repente e parece nervosa. Lauren nervosa?

“Posso… hã… tocar você?”, pergunto, torcendo para que ela me entenda. Não consigo me reconhecer nesse momento. Quem é essa menina montada em cima dessa sujeita com pinta de roqueira, pedindo para tocá-la… lá embaixo? Penso no que Lauren disse antes, sobre meu verdadeiro eu se revelar quando estou com ela. Talvez seja isso mesmo. Adoro a maneira como estou me sentindo agora. Adoro sentir a eletricidade percorrendo meu corpo quando estamos assim.

Ela faz que sim com a cabeça. “Por favor.”

Com a mão por cima do tecido, baixo um pouco mais a mão para sentir o volume sob a cueca. Ela respira fundo, e eu a toco bem de leve. Não sei o que fazer, então apenas a acaricio. Estou nervosa demais para encará-la, então concentro meu olhar no que estou fazendo.

“Quer que eu mostre pra você como faz?”, ela pergunta baixinho, com a voz trêmula. Sua arrogância habitual tinha se transformado em algo difícil de compreender.

Balanço a cabeça afirmativamente, e ela pega minha mão e me faz tocá-la de novo. Lauren abre meus dedos, fazendo-me envolvê-la totalmente. Ela respira fundo, de boca aberta, e olho para ela por entre as pálpebras semicerradas. Em seguida, larga minha mão, deixando-me no controle.

“Porra, Camila, não faz isso”, Lauren fala com um grunhido. Confusa, paro de mexer a mão e estou prestes a largá-la quando ela diz: “Não, não isso. Pode continuar… só falei pra você não me olhar desse jeito”.

“Que jeito?”

“Com essa carinha inocente… Esse olhar me dá vontade de fazer um monte de coisas indecentes com você.”

Sinto vontade de me jogar de costas na cama e deixá-la fazer o que quiser. Quero ser dela, libertar-me pelo menos por um momento da inexplicável sensação de medo que sinto às vezes. Dou um sorrisinho e volto a mexer a mão. Quero tirar sua cueca, mas fico sem jeito. Um gemido escapa dos lábios dela, e a seguro com mais força. Preciso ouvir aquilo de novo. Não sei se devo mexer a mão mais depressa ou não, por isso continuo com movimentos lentos e precisos, e ela parece gostar. Inclino-me para a frente e toco seu pescoço com os lábios, fazendo-a gemer mais uma vez.

“Ai, Camz, que delícia.” Aperto com mais força, e ela faz uma careta. “Não tão forte assim, linda”, ela diz em um tom suave, bem diferente daquele com que costuma zombar de mim.

“Desculpa”, digo enquanto beijo seu pescoço outra vez. Minha língua vai subindo até pouco abaixo de sua orelha, e ela estremece toda. Sua mão vai até meu peito, e Lauren aperta um dos meus seios.

“Posso… tirar seu sutiã?”

A voz dela sai rouca, apressada. Fico impressionada com o efeito que estou causando nela. Faço que sim com a cabeça, e seus olhos brilham de excitação. Suas mãos estão trêmulas quando entram por baixo da camiseta e sobem pelas minhas costas, desabotoando meu sutiã com uma facilidade que me leva a pensar em quantas vezes deve ter feito isso. Afasto esses pensamentos da cabeça, e Lauren baixa as alças até meus braços, fazendo-me tirá-lo. Arremessando meu sutiã para fora da cama, ela põe as mãos de novo dentro da camiseta e pega meus seios. Seus dedos beliscam de leve meus mamilos quando ela se inclina para a frente para me beijar. Solto um gemido com a boca colada à dela e baixo a mão outra vez para segurá-la.

“Ah, Camila, eu vou gozar”, ela diz, e sinto minha calcinha ficar ainda mais molhada, apesar de ela estar tocando apenas meu peito. Acho que estou prestes a gozar também, só de sentir seus gemidos e suas carícias leves nos meus seios. Suas pernas ficam rígidas, e ela abre um pouco mais a boca enquanto me beija. Suas mãos despencam ao lado do corpo, e quando sinto a umidade se espalhar por sua cueca tiro minha mão de lá. Nunca tinha feito ninguém gozar. Meu peito fica em chamas, inflado por uma estranha sensação de que agora estou mais perto de me tornar uma mulher. Olho para a mancha úmida na cueca de Lauren e me admiro com o controle que tenho sobre ela. Adoro saber que posso lhe proporcionar prazer da mesma forma como faz comigo.

Lauren joga a cabeça para trás e respira fundo. Continuo sentada sobre ela, sem saber o que fazer. Depois de alguns instantes, ela abre os olhos e ergue a cabeça para me olhar. Um sorriso preguiçoso se abre em seu rosto, e ela se inclina para a frente para me beijar na testa.

“Nunca gozei desse jeito antes”, ela comenta, e eu fico toda sem graça.

“Foi tão ruim assim?”, pergunto, tentando sair de cima dela. Lauren me segura.

“Quê? Não, foi bom demais. Geralmente preciso de muito mais do que uma esfregadinha por cima da cueca.”

Sinto uma incômoda pontada de ciúme. Não quero pensar nas outras meninas que proporcionaram a Lauren essa mesma sensação. Ela aproveita meu silêncio para envolver meu rosto entre as mãos, passando os polegares pelas minhas têmporas. Meu conforto é saber que as outras precisaram fazer mais do que eu, mas o que gostaria de verdade é que não houvesse outras. Não sei por que me sinto assim. As coisas entre nós ainda não estão resolvidas. Nunca vamos poder namorar ou ter algo mais, então preciso viver o momento, curtir o fato de estarmos juntos. Solto uma risadinha ao pensar nisso. Não sou do tipo que “vive o momento”, de forma nenhuma.

“O que você está pensando?”, ela pergunta, mas balanço a cabeça em um gesto de negação. Não quero confessar meu ciúme. É uma coisa sem sentido, e não estou disposta a falar sobre isso.

“Ah, qual é, Camila, me conta”, ela insiste, e eu faço que não com a cabeça de novo. Em um gesto que aparentemente não combina em nada com ela, Lauren me segura pela cintura e começa a me fazer cócegas. Solto um grito em meio às gargalhadas e caio sobre a cama. Ela continua com as cócegas até eu não conseguir respirar. Sua risada ecoa pelo quarto, e é o som mais maravilhoso que já ouvi. Nunca tinha visto Lauren gargalhar daquela maneira, e alguma coisa me diz que ninguém viu. Apesar de seus muitos defeitos, considero-me uma pessoa de sorte por poder dividir um momento como esse com ela.

“Tudo bem… tudo bem! Eu conto!”, digo com um gritinho agudo, e ela para.

“Muito bem”, ela diz. Mas, olhando para abaixo, acrescenta: “Só espera um pouquinho. Preciso trocar de cueca”.

Fico toda vermelha.


Notas Finais


Espero que tenham gostado!!
Até breve!


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