História After - Capítulo 36


Escrita por:

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui
Tags Camren
Visualizações 176
Palavras 1.912
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Intersexualidade (G!P), Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 36 - Capítulo 34


POV Camila

Lauren vai até a cômoda, abre a primeira gaveta, pega uma cueca xadrez azul e branca e a ergue no ar fazendo uma careta.

“O que foi?”, pergunto, apoiando a cabeça no cotovelo para olhar para ela.

“Esta cueca é horrível”, ela responde.

Dou risada, mas fico contente em saber que existem roupas para ela ali. A mãe de Shawn deve ter comprado tudo aquilo para Lauren, ou então o pai dela. Na verdade, isso é um pouco triste, já que foi feito na esperança de que Lauren passasse algum tempo por lá.

“Não é tão ruim assim”, digo, e ela revira os olhos. Duvido que alguma coisa vá ficar melhor em Lauren do que sua cueca preta habitual, mas não consigo imaginar nada que possa ficar feio nela.

“Bom, é a única opção. Já volto”, ela anuncia, e sai do quarto vestindo apenas a cueca molhada.

Ai, Deus, e se Shawn aparecer? Vai ser uma tremenda humilhação para mim. Preciso procurar Shawn de manhã e explicar o que aconteceu. Mas o que posso dizer? Não é o que parece. A gente estava conversando, e eu concordei em passar a noite aqui, e de alguma forma acabei só de calcinha e camiseta, e depois fiz nela a coisa mais próxima que conheço de uma punheta. Não vai soar nada bem.

Deito a cabeça nas almofadas e fico olhando para o teto. Até penso em levantar e olhar meu celular, mas acho melhor não. A última coisa que quero agora é ver uma mensagem de Austin. Ele deve estar surtando, mas, sinceramente, desde que não conte nada para minha mãe, não estou nem aí. Sendo bem sincera, já não sinto a mesma coisa por Austin desde que beijei Lauren pela primeira vez.

Sei que amo meu namorado e sempre amei. Mas estou começando a questionar se sou mesmo apaixonada por ele a ponto de querer passar o resto da vida ao seu lado, ou se o que sinto tem mais a ver com o fato de ele ser uma presença que traz estabilidade à minha vida. Austin sempre esteve por perto para me oferecer seu apoio, e em teoria somos perfeitos um para o outro, mas não posso ignorar a maneira como me sinto quando estou com Lauren. É uma coisa que nunca experimentei antes. E não só quando estamos nos agarrando. Sinto um frio na barriga só de saber que Lauren está me olhando, fico morrendo de vontade de vê-la mesmo quando estou irritadíssima com ela, e sua presença sempre acaba dominando meus pensamentos mesmo quando estou tentando convencer a mim mesma de que a odeio.

Lauren me conquistou, por mais que eu me esforce para negar isso. Estou na cama com ela, e não com Austin. A porta se abre e interrompe meus pensamentos. Levanto a cabeça, vejo Lauren com a cueca xadrez e dou uma risadinha. Ficou meio grande e é bem mais comprida que a dela, mas mesmo assim está bonita.

“Gostei.” Abro um sorriso, e ela me olha feio antes de apagar a luz e ligar a televisão. Ela volta para a cama e se deita bem perto de mim.

“Então, o que você ia me contar?”, ela pergunta, para minha infelicidade. Estava torcendo para não voltar a esse assunto. “Não vai querer dar uma de tímida, você acabou de me fazer gozar na cueca”, ela brinca, chegando mais perto de mim. Afundo a cabeça no travesseiro, e ela cai na risada.

Levanto a cabeça, e Lauren põe meu cabelo atrás da orelha antes de me beijar de leve na boca. É a primeira vez que me beija com tanto carinho e com uma intimidade maior do que em qualquer beijo de língua. Ela apoia a cabeça na almofada e muda de canal. Quero ficar abraçada com ela até cair no sono, mas acho que Lauren não é do tipo que gosta de dormir de conchinha.

Quero ser uma pessoa melhor para você, Camz. As palavras de Lauren voltam à minha mente, e fico me perguntando se foi mesmo uma afirmação sincera ou só conversa de bêbado.

“Você ainda está bêbada?”, pergunto, apoiando a cabeça em seu peito. Ela fica imóvel, mas pelo menos não me afasta para longe.

 “Não, acho que aquela gritaria lá no quintal me deixou sóbria”, ela responde. Uma de suas mãos segura o controle remoto, e a outra fica estranhamente erguida no ar, como se ela não soubesse o que fazer com ela.

“Bom, pelo menos alguma coisa boa aconteceu por causa disso.”

Ela vira a cabeça para me olhar. “É, acho que sim”, ela diz, colocando por fim a mão nas minhas costas. Ficar abraçada com ela é incrível. Por mais terríveis que forem as coisas que ela vai me dizer amanhã, esse momento ninguém pode me tirar. É meu novo lugar favorito no mundo, com a cabeça no peito dela e seu braço nas minhas costas.

“Acho que gosto mais da Lauren bêbada”, falo em meio a um bocejo.

“É mesmo?”, ela pergunta, virando-se outra vez para me olhar.

“Talvez”, provoco, fechando os olhos.

“Você é muito ruim em tentar mudar de assunto. Conta logo.”

Acho melhor fazer isso mesmo. Sei que ela não vai desistir.

“Bom, eu estava pensando em todas as meninas com quem você… tipo, fez essas coisas.” Tento esconder o rosto em seu peito, mas ela larga o controle remoto na cama e puxa meu queixo para me encarar.

“Por que estava pensando nisso?”

“Sei lá… porque não tenho experiência nenhuma, e você tem um monte. E isso inclui até Demi”, respondo. A imagem das duas juntas me vem à mente e revira meu estômago.

“Você está com ciúme, Camz?”, ela questiona em um tom bem-humorado.

“Não, claro que não”, minto.

“Então tudo bem se eu contar alguns detalhes?”

“Não! Por favor, não!”, imploro, e ela dá uma risadinha e me abraça com mais força.

Lauren não fala mais sobre isso, e fico aliviadíssima. Não suportaria ouvir os detalhes de suas transas. Sinto meus olhos pesados e tento me concentrar na televisão. Estou me sentindo tão confortável em seus braços…

“Você não vai dormir, né? Ainda está cedo”, eu o ouço dizer em meio à névoa do sono.

“Ah, é?” Devem ser no mínimo duas da manhã. Cheguei por volta das nove.

“É meia-noite ainda.”

“Isso não é cedo.” Solto outro bocejo.

“Para mim é. Além disso, quero retribuir o favor.”

Quê?

Ah.

Minha pele começa a formigar.

“Você também quer que eu retribua, não é?”, ela provoca, e eu engulo em seco. Claro que quero. Olho para ela, tentando esconder meu sorriso ansioso. Lauren percebe e, com um movimento fluido e delicado, vira-me de barriga para cima para ficar sobre mim, apoiando o peso do corpo em um dos braços enquanto sua outra mão começa a descer. Levo a perna até o lado de seu corpo, e quando dobro o joelho sinto sua mão me alisando do tornozelo até a coxa.

“Tão macia”, ela comenta, repetindo o movimento. Ela me dá um apertão de leve na coxa, e minha pele se arrepia em uma ação de segundo. Lauren se inclina e dá um beijo no meu joelho. Minha perna se mexe em um sobressalto. Ela a segura e a enlaça com o braço, dando risada.

O que ela vai fazer? A espera está me deixando maluca.

“Quero sentir seu gostinho, Camila”, ela diz, cravando os olhos em mim para observar minha reação.

Minha boca fica seca no ato. Por que ela está pedindo para me beijar se sabe que pode fazer isso sempre que quiser? Deixo os lábios entreabertos e aguardo pelo beijo.

“Não. Aqui embaixo”, ela explica, colocando a mão no meio das minhas pernas. Minha falta de experiência deve ser uma coisa estranha para Lauren, mas pelo menos ela se esforça para conter o riso. Enrugo a testa, e ela me toca com o dedo por cima da calcinha, fazendo-me respirar fundo. Acariciando levemente meu sexo, ela continua me olhando nos olhos.

“Você já está toda molhadinha pra mim.” Sua voz parece mais áspera que o normal. Sinto seu hálito quente na minha orelha; ela passa a língua nela.

“Fala comigo, Camila. Diz o quanto você quer.” Ela dá um sorrisinho malicioso, e eu me contorço toda quando ela aplica mais pressão na minha região mais sensível.

Não consigo dizer nada porque meu corpo está inflamado pelo seu toque. Depois de mais alguns segundos, ela tira a mão, e solto um resmungo de protesto.

“Eu não queria que você parasse”, reclamo.

“Você ficou aí quieta”, ela esbraveja, e eu me encolho toda. Não é essa a Lauren que eu quero. Quero a Lauren sorridente e brincalhona.

“Não dava pra perceber?”, pergunto, levantando a cabeça.

Lauren se inclina para trás e se senta sobre minhas coxas, mantendo o peso de seu corpo sobre os joelhos separados. Ela passa os dedos pelas minhas coxas, e meu corpo imediatamente responde a esse gesto, remexendo meus quadris para me aproximar dos seus.

“Então fala”, pede Lauren. Ela sabe muito bem que eu quero. Só está me pedindo para dizer isso claramente. Faço que sim com a cabeça, mas ela balança o dedo de um lado para o outro.

“Nada de balançar a cabeça, você precisa me dizer o que está querendo, linda”, ela insiste, começando a se afastar. Mentalmente, avalio os prós e os contras da situação. A humilhação de pedir a Lauren que… que me beije lá embaixo é maior que o prazer que posso sentir com isso? Se for ao menos parecido com o que Lauren fez com os dedos no outro dia, sei que vale a pena. Estendo o braço e ponho a mão em seu ombro para que ela não saia de cima das minhas pernas.

“Eu quero que você faça”, digo, aproximandome dela.

“Você quer que eu faça o quê, Karla?” Só pode ser brincadeira. Ela sabe exatamente do que estou falando.

“Você sabe… que você me beije”, respondo, e o sorriso dela se escancara. Lauren se inclina para a frente e me dá um selinho. Reviro os olhos, e ela repete o gesto.

“Era isso que você queria?”, ela pergunta com um sorrisinho, e dou um tapa em seu braço. Lauren vai mesmo me fazer implorar.

“Que você me beije… lá embaixo.” Fico toda vermelha e cubro o rosto com as mãos. Ela as afasta, aos risos, e eu fecho a cara. “Você está me deixando sem graça de propósito”, esbravejo. Ela continua segurando minhas mãos.

“Não quero deixar você sem graça. Só quero que me diga o que quer que eu faça.”

“Esquece, Lauren”, digo, soltando um suspiro. Porque eu estou, sim, muito sem graça, e talvez meus hormônios enlouquecidos estejam mesmo confundindo meus sentimentos, mas a verdade é que a vontade passou, e estou irritada com o egoísmo dela e com aquela mania constante de me provocar. Reviro os olhos, deito de lado, dando as costas para Lauren, e entro embaixo das cobertas.

“Ei, desculpa”, ela diz, mas eu ignoro. Tenho certeza de que uma parte de mim está aborrecidíssima com o fato de Lauren ter me transformado em uma típica adolescente guiada apenas pelos hormônios.

“Boa noite, Lauren”, resmungo, e ela suspira. Em seguida, murmura bem baixinho algo que me parece “Tudo bem”, mas não peço para ela repetir. Fecho os olhos com força e tento pensar em outra coisa que não seja a língua de Lauren, ou seu braço apoiado sobre meu corpo enquanto não durmo.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...