História After - Capítulo 1


Escrita por: e ddpparty

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bts, Ddpparty Week, Jikook, Jikook Se Ama Muito Ok, Kookmin, Lemon, One-shot, Slash, Soft Lemon, Songfic, The Neighbourhood
Visualizações 193
Palavras 2.010
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Festa, Fluffy, Lemon, LGBT, Musical (Songfic), Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


caralho eu sou muito irresponsável KKKLLKKK

Capítulo 1 - Ur my world


Fanfic / Fanfiction After - Capítulo 1 - Ur my world

A chuva batia com força contra a carcaça de metal do carro, causando um barulho oco que se misturava com a música tocando baixa. O som estava ligado para encobrir o silêncio ensurdecedor dentro do carro, porque nenhum dos dois dizia qualquer coisa fazia quase uma hora. Eram os minutos mais torturantes da vida de Jimin, onde ele se corroía de culpa, e Jungkook de remorso. Não deveriam ter brigado.

– Jungkook, a chuva 'tá muito forte, não tem como você dirigir até Busan agora.

Jimin foi o primeiro a abrir a boca, constrangido. Enfiara as mãos nos buracos da calça jeans e brincava nervosamente com a meia arrastão por baixo dela.

Os olhos de Jungkook refletiam a pouca luz vinda do painel do veículo, e Jimin viu com detalhes a expressão dele se franzir, até um suspiro cansado deixar os lábios finos e ele assentir. Maldita hora em que tinha concordado sair de casa, ainda mais para outra cidade. Agora estavam no meio de uma estrada mal iluminada, no escuro, e pior ainda, brigados.

No começo da tarde, Jimin tinha dito que aquela festa aconteceria, e que era importante para si por ser o aniversário de um colega muito próximo, da faculdade. Jungkook não queria ir, mas ele insistiu tanto e prometeu tanta coisa que não teve como negar. Jimin era persuasivo, ainda mais quando fazia birra como uma criança mimada.

– Vamos procurar um hotel, passamos a noite e de manhã voltamos 'pra casa – Jeon murmurou, massageando as têmporas. Estacionou no acostamento, com os faróis ligados.

O problema todo começou quando chegaram na festa. Jimin estava no terceiro ano de Dança, e conhecia tantas pessoas naquela casa enorme que em pouco tempo perdeu Jungkook de vista.

Ele não era nenhum ciumento obsessivo, mas não gostava de ser trocado. Tinha saído única e exclusivamente por causa dele, porque ele queria tanto que fosse, e do nada ele sumia? Jungkook ficou extremamente puto.

Estavam namorando há pouco mais de três meses, e Jungkook era inseguro sobre basicamente tudo. Sempre se perguntava se não era muito pouco para Jimin, se ele não merecia alguém melhor. Quando Jimin apareceu em sua frente horas depois, explodiu com ele. Disse tudo o que estava entalado em sua garganta desde que se conheceram, disse como se sentia mal e insuficiente.

Depois saiu correndo, como sempre fazia. Entrou no carro e bateu a cabeça no volante, se xingando de idiota impulsivo. Cinco minutos depois, Jimin aparecia na janela. Entrou no carro e, bom, a cena de perpetua até o presente momento. Ambos num silêncio quase mortal.

– Eu odeio como você sempre guarda as coisas até o momento em que não cabe mais nada aí dentro e você explode – Jimin murmurou, meio triste, meio cauteloso demais.

Jungkook segurou um soluço e apoiou a lateral da cabeça no vidro embaçado pela chuva. Se sentia estúpido. Não falou absolutamente nada, apenas ligou o carro e dirigiu por mais cerca de dois quilômetros, até o neon brilhante aparecer no meio da escuridão, um belo “Temos vagas!” sendo a única fonte de luz além dos faróis amarelados. Jungkook manobrou e estacionou na frente da construção. Eram dois andares, aproximadamente vinte quartos, e tirando último, todos com as varandas fechadas. O letreiro brilhava, piscante, e na recepção apenas um velho com uma mala surrada e uma garota loira jogando no celular. Via-se pelo foco que ela mantinha na tela, e a velocidade em que os dedos a percorriam.

Havia mofo nas paredes e o piso parecia manchado, mas era o de menos. Jungkook só queria deitar, não importava onde fosse, e apagar até o dia seguinte. Estava mentalmente exausto.

Trancou o carro e sentiu a presença de Jimin logo atrás de si, mas ignorou a crescente vontade de virar-se para olhá-lo. Sabia que se sentiria pior se visse o rosto bonito, o cabelo rosado ou a forma com que a camiseta branca se molhava aos poucos pelos pingos trazidos pelo vento forte. Não pode evitar, todavia, de pensar que ele tinha deixado a jaqueta no carro, e provavelmente estava com frio sem ela.

Poderia brigar mil vezes com Jimin, mas jamais deixaria de se preocupar.

Ainda olhando para frente, despiu a camisa xadrez vermelha que usava por cima de uma camiseta preta e a entregou para Jimin, continuando o caminho até a recepção.

E Jimin o seguiu, colocando a camisa excessivamente grande e se agarrando a ela, enquanto evitava as poças para que não molhasse o all star. Odiava lavar tênis.

Quarto setenta e três, último do corredor. Jimin não viu sentido na numeração aleatória, tampouco em perguntar o porquê dela, então apenas agradeceu a recepcionista e, foi atrás de Jeon. O piso do corredor rangia, o mofo continuava pelas paredes a fora. Jimin não sabia se puxava o assunto ou não, assistindo Jungkook se livrar dos próprios tênis e se dirigir até o banheiro do quarto, fechando a porta atrás de si.

Jimin pegou lençóis limpos dentro do criado mudo – levemente descascado pelo tempo – e se contentou em arrumar a cama de casal enquanto ouvia o barulho da torneira ligada. Quando Jungkook saiu, Jimin se postava sentado na cama. O quarto estaria em completa escuridão se não fosse pelo letreiro lá fora, que iluminava parcamente o cômodo por entre as portas abertas da sacada.

– A gente pode conversar? – A vozinha saiu baixa, e Jungkook sentiu uma pontada no próprio peito. Jimin era sempre tão vivo e animado, era estranho vê-lo tão cabisbaixo.

– Jimin, eu-

– Jungkook, me desculpa – ele o cortou, com culpa brilhando nos olhos. O coração de Jungkook apertou – Eu não sabia que você se sentia assim, e eu tô deixei sozinho, meu deus, como eu sou idiota! – e abaixou a cabeça, mexendo no cabelo.

Jungkook se aproximou, sentando na frente dele. Viu Jimin levantar o olhar, e o par de meias luas cintilava com.pequenas lágrimas que Jimin não desejava derramar.

– Anjo, por favor, eu também tive culpa. Eu nunca te conto nada, não tinha como você saber.

– Eu fui horrível! Eu devia ter prestado mais atenção, eu sou um péssimo namora-

Jimin continuaria falando sozinho se Jungkook não tivesse o interrompido, beijando os lábios fartos e com resquícios do gloss de cereja que ele tinha usado antes de ir para a tal festa.

Jungkook roçou o nariz na bochecha dele, calmo. Depois que a raiva passava, só restava a culpa de ter feito Jimin ficar daquele jeito. Odiava ver seu Jimin triste, e gostava menos ainda de ser o motivo da tristeza dele.

– Eu te amo. Muito. E me intimida ver que tem tanta gente tão melhor que eu por aí. Você podia estar com qualquer um Anjo, e mesmo assim escolheu esse rabugento inexpressivo. Eu sinto medo de não ser suficiente, de que um dia você perceba que tem gente muito melhor que poderia estar no meu lugar. Tanta gente mais sociável, mais bonita, mais tudo.

Jimin deu uma risadinha entre um soluço e outro, secando as bordinhas dos olhos inchadinhos. Jungkook era bobo.

– Você é muito burro se acha que eu trocaria você por qualquer uma dessas pessoas. A graça 'tá justamente em te convencer de fazer as coisas, 'tá nas nossas diferenças. Eu te amo Jungkook, e eu sinto aqui dentro que eu talvez nunca consiga gostar tanto de alguém como eu gosto de você.

O beijo que veio em seguida os deixou leves, e logo Jimin se deitava na cama, puxando o corpo quente de Jungkook para si. Estava tão frio, e a pele dele parecia incandescente quando tocava a sua. Pouco importava o vento entrando pela sacada, a chuva caindo lá fora. O que importava era o par de corpos entrelaçados em cima do colchão barato.

As mãos pequenas e geladas percorreram desde o maxilar marcado até as sobrancelhas relaxadas, beijando com delicadeza cada pedacinho de pele acessível. Amava ele, cada parte dele.

Deixou que ele tirasse a camisa, a camiseta, e sucessivamente até que estivesse nu. Jimin sempre sentia algo diferente quando se despia na frente dele, porque Jeon não o olhava só com malícia, era uma mistura de admiração e atração, ambas muito fortes, e Jimin se sentia elogiado sem que ele ao menos abrisse a boca. Se sentia apreciado.

A pele morena do Park arrepiou com uma corrente mais forte de ar, e Jungkook lhe beijou o ombro, levantando da cama num movimento rápido. Andou até a sacada e a trancou, fechando a cortina também. Não era um tecido grosso, então ainda havia uma luminosidade mínima no cômodo. Podia enxergar as silhuetas dos poucos móveis, então se deu por satisfeito. Não é como se ele quisesse ficar no escuro, de todo jeito. Seria desperdício perder todas as expressões de Jimin.

Jungkook não usou de rapidez para tirar suas próprias roupas. Subiu a camiseta com calma, tirou o cinto e o jeans, abaixando junto a boxer cinza. Quase podia tatear a intensidade do olhar de Jimin o queimando de longe, e sorriu, porque eles tinham três meses de namoro, mas se conheciam como um casal perto das bodas de diamante. Era uma sincronia e um entendimento mútuo incríveis, e inferno, eles se amavam demais.

E no final é isso que importa.

Jeon deitou na cama e puxou Jimin para si, virando ambos os corpos até que ele estivesse deitado de costas, com Jimin acima de si. E ele corou, porque estava tão mais exposto daquele jeito. Jungkook soltou um risinho contido, e Jimin o abraçou pelos ombros, escondendo o rosto ali. Uma mão do maior desceram pelas costas dele, massageando a pele suavemente entre os dedos, amolecendo o rosado entre seus braços, arrancando murmúrios baixinhos de aprovação. A outra acariciou de leve o lugar onde antes estivera o six pack, e agora era nada além da pele macia e molinha. Apertou a coxa com delicadeza, provocou com as unhas perto do baixo ventre, até finalmente pegar o membro dele, esfregando o polegar na fenda da glande.

A intenção era limpar o pré gozo que escorria dali, mas Jungkook apenas fez com que o líquido escorresse em maior quantidade. Jimin teve um espasmo, se agarrando com mais afinco em seus ombros e suspirando baixo quando os dedos longos começaram a trabalhar a extensão. Inconscientemente, Jimin se remexeu no colo de Jeon, só um ondular de quadril, e mesmo assim ele pensou que podia desmaiar.

A questão não era a intensidade do contato. Só a presença de Jimin já alterava alguma coisa no funcionamento de seu corpo. Era extremamente sensível a qualquer coisa que viesse dele.

Jimin tateou o criado mudo até abrir a primeira gaveta. Quando estava arrumando os lençóis, acabou por achar um talão de camisinhas ao invés da roupa de cama.

Não achou que realmente fosse usar, mas ali estava ele.

A cena que se seguiu desenrolou-se mais como um borrão do que como qualquer outra coisa. Jungkook ansiava tanto pelo que estava para vir que, quando se conta, Jimin segurava seu pau entre os dedos pequenos, direcionando-o até a própria entrada.

Ah, ele quase tinha esquecido o quão bom era estar dentro dele. Era como se pertencessem juntos, como se fossem feitos sob medida. Sentia que cabia perfeitamente dentro dele, e era bom 'pra caralho.

Tudo nele era, se fosse ser sincero.

Agarrou a cintura com mais firmeza e se forçou até o final. Jimin o olhava, a cabeça deitada em seu ombro, enquanto ele respirava entrecortado por entre os lábios cheios e vermelhos de tanto morder.

Era lindo.

Park levantou os quadris, arfando baixinho e descendo duas ou três vezes, até Jungkook começar a lhe ajudar. Se moviam juntos, se olhavam, nenhum detalhe passou despercebido.

Jungkook sentiu quando o corpo dele tremeu assim que tocou aquele ponto, ouviu o gemido alto, viu as bochechas corando num misto de vergonha e esforço; assim como Jimin ouviu a respiração pesada dele, viu os olhos se apertarem, sentiu as mãos dele o segurando contra seu corpo como se ele fosse sumir, e então veio o alívio.

Toda vez era como se o mundo acabasse e voltasse a existir.

Porque eles eram o mundo um do outro, e mesmo com os problemas que carregavam, sempre seriam o porto seguro para onde voltariam depois que a raiva passasse e a saudade surgisse.


Notas Finais


esse eh o lemon mais sentimental da minha vida, eh uma mão no pau outra na caixinha de lenço


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