História After-Cellps - Capítulo 5


Escrita por: e SuicideUnknow

Visualizações 94
Palavras 722
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - Capítulo 4


Felipe já desapareceu dentro da casa, o que é ótimo, porque não quero vê- lo pelo resto da noite. 

Considerando a quantidade de gente na festa, provavelmente é isso que vai acontecer. 

 

Sigo Calango e PK até a sala lotada, e alguém me entrega um copo vermelho. Eu me viro para recusar educadamente, mas é tarde demais, não consigo nem ver quem me entregou a bebida. Ponho o copo sobre um balcão e continuo andando atrás dos dois. Eles param quando chegamos a um grupo reunido em torno de um sofá, e concluo, pela aparência, que aqueles são os amigos de Calango. São todos tatuados como ele e estão sentados no sofá. Infelizmente, Felipe está empoleirado no braço direito, mas consigo evitar um olhar na direção dele enquanto Calango me apresenta ao restante do pessoal.

“Este é Cellbit, meu colega de quarto. Ele chegou ontem, então a trouxe para que se divirta em seu primeiro fim de semana na WCU” , ele explica.

Eles me cumprimentam com um aceno de cabeça ou um sorriso. Todos são simpáticos, com exceção de Felipe, claro. Um menino bonito de pele morena estende a mão para me cumprimentar. Está fria por causa do copo de bebida que estava segurando, mas seu sorriso é caloroso. A luz do ambiente reflete em seus dentes, e acho que vejo de relance um piercing em sua língua, porém é tudo rápido demais, então não posso ter certeza.

“Sou Guaxinim. Você estuda o quê?”, ele me pergunta. Percebo que seus olhos passeiam pelo meu corpo. Ele abre um sorriso, mas não faz nenhum comentário a respeito.

“Inglês”, digo todo orgulhoso, sorrindo. Felipe solta um risinho de deboche, que ignoro.

“Demais”, ele comenta.

“Eu curto flores.” Guaxinim dá risada e eu respondo com um sorriso.

Flores? Do que ele está falando?

“Quer uma bebida?”, ele oferece antes que eu tenha a chance de perguntar sobre as flores.

“Ah, não, eu não bebo”, respondo, e ele tenta esconder o riso.

“Só o Calangopra trazer um garoto tão certinho para uma festa”, resmunga uma menina baixinha de cabelos castanhos claro . Finjo que não ouço, para evitar uma discussão. Certinho? Não é assim que me vejo, de jeito nenhum, mas estudei e trabalhei muito para chegar onde estou e, como meu pai foi embora de casa, minha mãe teve que se esforçar demais para que eu tivesse um bom futuro.

“Vou sair pra tomar um ar”, digo e começo a me afastar. Preciso evitar esse tipo de picuinha a qualquer custo. Não estou a fim de arrumar inimigos, já que nem amigos tenho.

“Quer que eu vá com você?”, Calango grita atrás de mim. Faço que não com a cabeça e vou andando até a porta.

 

Sabia que não deveria ter vindo. Deveria estar de pijama lendo um livro. Ou então conversando pelo Skype com Alan, de quem estou morrendo de saudade. Até dormir seria uma opção melhor do que ficar do lado de fora de uma festa cheia de desconhecidos bêbados. Decido mandar uma mensagem de texto para Alan. Vou até um canto do jardim, que parece ser o local menos lotado da festa. Saudade. A faculdade não está nem um pouco divertida por enquanto. Envio e sento em uma mureta de pedra à espera da resposta. Um grupo de meninas bêbadas passa dando risadinhas e tropeçando nas próprias pernas.

A reposta vem rápido: Por quê? Também estou com saudade. Queria estar aí com você. Abro um sorriso ao ler aquelas palavras.

“Desculpa aí!”, diz uma voz masculina, e um segundo depois sinto um líquido gelado ensopar a frente da minha blusa. O sujeito sai aos tropeções e se apoia na mureta.

“Foi mal mesmo.”

Não poderia ser pior. Primeiro uma menina debocha de mim, e agora minha roupa está encharcado sabe-se lá de que bebida, e com um cheiro horrível. Soltando um suspiro, guardo o celular e entro para procurar um banheiro. Vou abrindo caminho pelo corredor lotado, tentando todas as portas que encontro, mas estão todas trancadas. Tento não pensar no que as pessoas estão fazendo lá dentro.

Subo a escada e continuo minha busca por um banheiro. Finalmente, consigo abrir uma porta. Não é um banheiro. É um quarto e, para meu azar, Felipe está deitado na cama. A menina de cabelos castanhos está montada sobre ele, beijando sua boca.



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