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História AFTER DARK - Amon Koutarou (Tokyo Ghoul) - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Olá! Admito que nunca sei o que escrever nas notas porque sou mais familiarizada com o wattpad, ainda estou em fase de adaptação quanto ao spirit e espero que entendam isso.

Bom, aqui está uma fanfic inteiramente sobre Tokyo Ghoul — particularmente um dos meus animea favoritos. — e apesar de ser um romance também terá partes emocionantes que logo irão vir.

Eu tenho um carinho enorme por esse plot e pretendo desenvolvê-lo da melhor maneira. Espero que gostem e se divirtam lendo tanto quanto eu quando tive as ideias e comecei a escrever! ♡

Capítulo 1 - Um olhar pode mudar tudo


Fanfic / Fanfiction AFTER DARK - Amon Koutarou (Tokyo Ghoul) - Capítulo 1 - Um olhar pode mudar tudo

Amon Koutarou observou seu reflexo no espelho pela última fez antes de sair de casa, dirigindo-se a sede da CCG — Central de Controle de Ghouls —, o lugar onde atualmente trabalhava. O dia estava ensolarado, deixando a expressão séria em seu rosto ficasse ainda mais marcada devido ao sol excessivo que fazia no dia. Amon fazia o que gostava e era bastante conhecido por realizar todos os serviços com competência, por isso a fama. Para ele, não havia sensação mais libertadora que matar ghouls. O investigador odiava essas criaturas — cujo ele as denominava monstros — com todas as suas forças. Eram parasitas que se alimentavam da carne humana, precisavam dos seres humanos para sobreviver, posteriormente adquiriam força e seguiam o ciclo sangrento de mortes.


Ghouls são monstros folclóricos associados a cemitérios e que consomem carne humana, comumente classificados como mortos-vivos. Na mitologia árabe, sua origem, é um monstro canibal que habita debaixo da terra e outros lugares desabitados. Amon passou anos e anos estudando sobre essas criaturas — ou monstros, como você preferir chamar. Foi prazeroso para ele ficar horas lendo livros e mais livros, ouvindo professores falando por horas e fazendo pesquisas que duravam dias; tudo sobre o mesmo assunto. Seus pais se orgulhavam do homem que ele havia se tornado e principalmente de sua profissão, onde o mesmo optou por colocar a própria vida em risco afim de proteger a própria raça. Já seu irmão mais velho, Keiji Koutarou não o apoiava, dizia que era loucura entretanto respeitava a sua escolha; Amon era grande o suficiente para saber o que era melhor para si e também era responsável pelas consequências de suas escolhas.


A vida de Amon Koutarou era agitada mas a de Noa Kawakami era ainda mais.

Noa fazia parte dos ghouls. Ser metade ghoul e metade humana nunca facilitou algo em sua vida, pelo contrário, atrapalhou e dificultou muitas coisas. As coisas para ela no início mudaram repentinamente, as comidas normais ingeridas pelo seres humanos acabaram se tornando nojento, nada agradava o seu paladar a não ser a carne humana, e, descobrir sozinha que, só podia se alimentar disso para sobreviver não foi uma experiência legal. Acostumou-se a comer os restos dos cadáveres que ghouls mais velhos e experientes que residiam no 17º Distrito deixavam. Conforme foi crescendo a sua apetite e sede de matar foram aumentando, contudo, não tardou para Noa Kawakami ser apelidada de “Demônio do 17º Distrito”.

Não que ela gostasse ou odiasse ser chamada assim, Noa apenas não se importava. Sua adolescência foi conturbada, esteve perto da morte pelo menos três vezes e rejeitava tais memórias. Agora, sendo adulta, estava vendo a sua mudança para o 20º Distrito; o local era definitivamente tranquilo, quase não se tinha notícias de mortes lá, e os que tinham, eram rapidamente resolvidos por pessoas como Amon Koutarou: os investigadores.

A mudança de Distritos seria por uma boa causa. Tentaria entrar na Anteiku de algum jeito; para então viver em paz, ou pelo menos tentar.

Logo viu a Anteiku há alguns metros de onde ela estava. Podia enxergar a fachada com clareza — apesar da chuva estar um tanto forte — assim como a placa escrito "aberto" na porta. Com alguns passos rápidos e decididos caminhou até a cafeteria e adentrou o estabelecimento fazendo o sino tocar, indicando que havia novos clientes. Viu Kaneki Ken, um garoto que Noa conheceu a uns meses atrás por descobrir que ele era um híbrido, como ela.

— Bom dia, Noa-san! — disse o garoto de tapa-olho bem humorado. — O mesmo de sempre?

— O mesmo de sempre, Kaneki-kun. — ela repetiu sorrindo pequeno.

Após conhecer o garoto, a Kawakami passou a considerá-lo como um irmão mais novo que ela não teve. Se conheceram quando Kaneki estava passando por problemas para aceitar o seu lado ghoul e também a lidar com a sua fome pela carne humana. Noa o ajudou a lidar com tudo isso, assim como Yoshimura, gerente da Anteiku; apesar de todo suporte que o rapaz recebeu e ainda recebe, ele ainda não conseguia manejar o seu kagune. Isso o desanimava bastante.

Logo Kaneki trouxe o pedido de Noa, que consistia em um grande copo de café com cubos de açúcar especiais que ajudavam a diminuir a fome de um ghoul. Ela o agradeceu e logo sua expressão facial a entregou, fazendo o Ken rir da mais velha.

— Ainda não desistiu de conquistar Yomo-san? — ele questionou a mulher, rindo baixinho.

— Você sabe que quando eu quero algo, eu consigo. — Noa respondeu, convencida do que estava falando.

— Eu acho que isso não se aplica a ele. — Kaneki rebateu, sentando em frente a Kawakami. — Por que não tenta o Nishio?

— Jamais! Muito arrogante. — Noa fez uma careta, sem disfarçar o asco que tinha do ruivo.

— E você esqueceu que eu namoro, maldito Kaneki?! — Nishiki exclamou sem deixar de ser grosseiro e continuou: — Sabemos que você nunca vai conquistar Renji Yomo. — ele revirou os olhos, Noa dirigiu seu olhar ao rapaz que estava debruçado no balcão da cafeteria.

— Cale a boca, maldito. Não chamei você nessa conversa. — a mulher rebateu.

Nishio riu ajeitando os olhos e foi atender um novo cliente que havia chegado. Kaneki voltou a sua atenção em Noa, pronto para questionar a mulher a sua frente sobre um monte de coisas.

— Então, Noa-san... É verdade que o 17º Distrito está cheio de pombas?

— Infelizmente sim. — a Kawakami disse com um pesar no olhar. — As coisas por estão ficando cada vez mais perigosas para nós ghouls, Kaneki. Não é seguro eu continuar morando lá.

— Por que não entra na Anteiku?!

— Isso não depende de mim, vai muito além e eu sei me cuidar, consigo me virar sozinha. Te contei que não estou matando mais ninguém?! — Noa disse sorrindo de canto, Kaneki fez o mesmo. Estava feliz pela amiga, isso era um grande avanço.

— Uau, que legal! Eu fico feliz por você. E bom, por que não pergunta ao Yomo-san sobre casas ou apartamentos pelas redondezas?!

— É uma boa ideia, farei isso.

Nessa hora, a voz grave pôde ser ouvida na entrada do estabelecimento, revelando ser Renji Yomo.

— Eu ouvi meu nome. Algo aconteceu? — o homem questionou inexpressivo.

Kaneki timidamente se prontificou em falar mesmo sendo tão tímido. Yomo lhe dava arredios por sua seriedade.

— Bem... É que Noa-san pretende se mudar para esse distrito em breve mas ainda não achou nenhum local aqui por perto, e estávamos conversando sobre pedir a você para ajudá-la a procurar, ou algo do tipo... — Kaneki disse sugestivo, sem tentar forçar algo.

— Ok. — ele respondeu, por fim.

— Isso seria um sim? — Noa questionou o homem de cabelos platinados.

Renji Yomo apenas assentiu, confirmando a sua resposta e Kawakami Noa só faltava explodir de tanta alegria, definitivamente ela estava idêntica as adolescentes histéricas por um garoto, mas no seu caso não era um desses, mas sim um homem. E que homem! Não demorou para ele se manifestar mais uma vez, falou que a esperaria dentro da cafeteria saindo em seguida para a caça as casas.

Enquanto do outro lado da cidade encontrava-se Amon Koutarou, sentado e concentrado ouvindo as orientações que seu superior dava. Logo ouviu seu nome ser proferido pelo mesmo homem, que estava atrás de uma mesa.

— Mado Kureo e Amon Koutarou. — a voz séria e intimidadora do homem ecoou pela grande sala. Amon e o seu colega de trabalho imediatamente se levantaram, mantendo a postura ereta e a seriedade no rosto; eles levavam a sério o trabalho, então o mais velho continuou: — Vocês serão enviados ao 17º Distrito por serem qualificados o suficiente para lidar com os ghouls de lá. Preciso que pelo menos um de vocês se infiltre na vizinhança e descubra quem está ocasionando as mortes. Podem se retirar.

E assim Amon e Mado fizeram.

Mado Kureo era um homem que aparentava estar na faixa dos quarenta anos, tinha cabelos brancos na altura do ombro e um de seus olhos era maior que o outro. No início lidar com Mado Kureo fora levemente complicado, ele, definitivamente, era uma das pessoas mais estranhas que o Koutarou já havia conhecido mas não podia negar que aprendeu muitas coisas sobre ghouls — os quais a Academy não o ensinou — durante os anos que tem trabalhado com ele, Mado era experiente e também descontrolado; para ele nada mais importava a não ser matar ghouls, não ligava como ou quando, ele necessitava daquilo assim como o ser humano necessita de oxigênio e água para viver.

Ambos caminhavam em silêncio ,lado a lado pelo extenso e largo corredor do último andar da sede da CCG. Lá iam somente os melhores investigadores, ou seja, apenas única e exclusivamente os melhores e os mais habilidosos. Tal feito era árduo não era impossível, Amon sempre dizia isso a si mesmo quando ainda era um mero estudante.

— Amon, você está disposto a morar no 17º Distrito? — o homem de cabelos brancos questionou. — Eu realmente não posso e não quero, mas ajudarei ao máximo.

— Tudo pelo trabalho. — Amon respondeu sério e Mado abriu um sorriso sádico no rosto. Um sorriso que faria qualquer pessoa assustar-se, mas, o rapaz não se abalou. — Sei que me ajudará, Mado-san.


— Vamos indo, precisamos providenciar uma casa no 17º Distrito pra você, garoto!



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