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História After Dark - Capítulo 7


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Notas do Autor


Notas finais.

Capítulo 7 - Capítulo VII


Fanfic / Fanfiction After Dark - Capítulo 7 - Capítulo VII

— Essa pode ser nossa última refeição. Você deveria estar comendo. Podemos ser executados a qualquer momento.

Bambam falava de boca cheia enquanto degustava da comida que os criados da mansão haviam trazido. Yugyeom estreitou os olhos para ele, mas na sua cabeça ele pensava se esse era mesmo o caso. Os dois seriam mesmo executados? Já fazia algum tempo desde que estavam naquele quarto, mas ninguém os torturou. Era como se fossem hóspedes.

Naquele exato momento Yugyeom estava mais interessado no homem sentado no chão do outro lado do cômodo, concentrado lendo os diários que vieram do barraco onde ele vivia. O homem parecia jovem demais para ser alguém que lida com magia. E não parecia nem um pouco incomodado por estar na presença de dois vampiros.

De repente ele levantou os olhos do livro encarando Yugyeom de volta com um sorriso estranho.

— Quer me perguntar alguma coisa? Você é o Yugyeom, certo? 

O vampiro franziu a testa levemente, mas não se deixou intimidar por ter sido pego encarando.

— Sim, é só porque é estranho. Nunca havia conhecido um bruxo pessoalmente e sempre ouvi falar que vocês são bem mais... — Ele pensou por um momento em como dizer sem ofendê-lo. — Bom eu sempre ouvi histórias e você é diferente da descrição.

Para sua surpresa o bruxo não ficou bravo, mas sim deu uma gargalhada alta jogando sua cabeça para trás.

— Acho que sou mesmo bem diferente dos bruxos do meu clã.

Yugyeom o observou por mais alguns minutos e se aproximou devagar se sentindo um pouco mais confiante.

— O que vai acontecer com Jinyoung-ssi?

O jovem bruxo torceu os lábios antes de responder.

— Você se importa com ele?

— Claro que sim.

— Por quê? Você colocou a vida dele em perigo, esse feitiço poderia ter dado muito errado.

Yugyeom sentiu um aperto estranho no peito.

— Eu sei disso, e me sinto muito mal. Ele é legal comigo, sempre me tratou bem. Ele era o único humano em quem eu confiava.

— Era?

— Não acho que ele vá me tratar do mesmo jeito quando souber que quase o matei.

— Não sei o que vai acontecer com ele, ainda estamos investigando. Mark hyung é muito justo em suas decisões, ele nunca faz nada sem pensar.

Yugyeom assentiu e caminhou de volta para a mesa para finalmente comer.

****************

Jaebeom estava ferrado, não conseguia se concentrar em mais nada quando estava perto de Jinyoung. Isso nunca havia acontecido e era estranho sentir aquilo sem saber exatamente o que era. Não podia aceitar a possibilidade mais óbvia. Não podia estar atraído por um humano.

Os dois caminharam mais alguns metros antes de virarem em direção a praça da cidade através de uma rua estreita. Jinyoung ainda falava empolgado sobre muitas coisas, e sua voz era tão agradável, o vampiro sentia que podia escutá-lo por horas.

— Você ainda está me escutando, Jaebeom-ssi?

— Você pode me chamar de hyung se quiser. Quero dizer… Você não me conhece direito, mas eu não me importo.

Jinyoung corou imediatamente e Jaebeom teve que conter um sorriso que tentou se formar em seus lábios.

— Ok. Jaebeom hyung, você estava me escutando?

Antes que pudesse responder Jaebeom sentiu uma presença que não estava ali antes, e, num piscar de olhos, estava na frente deles.

— Jaebeom, há quanto tempo, como você está? Acho que são quase 50 anos.

O vampiro ficou paralisado, como não sentiu a presença de Hakyeon tão próximo a ele, e Jinyoung, oh Jinyoung.

O barmen olhava curioso entre os dois enquanto parecia esperar que alguém explicasse a situação. Hakyeon desviou o olhar de Jaebeom para Jinyoung e suas pupilas dilataram como as de um animal quando localiza uma presa.

— Desculpe, que falta de educação. Me chamo Hakyeon, sou um amigo de Jaebeom.

— Ah, eu sou Jinyoung.

Educadamente ele estendeu a mão e Hakyeon a segurou. Jaebeom sentiu uma urgência enorme de arrancar o braço do outro vampiro.

— Não somos amigos. — Disse sem conseguir disfarçar que a presença do outro o incomodava.

Hakyeon abriu um sorriso debochado. Jinyoung parecia cada vez mais confuso com a interação, mas permaneceu calado.

— Ele está certo — Disse se aproximando mais dos dois — Sou mais próximo do Mark, como ele está? Diga que mandei um oi e estou ansioso para vê-lo novamente.

O vampiro não tirava os olhos de Jinyoung, era óbvio que ele já sabia quem ele era. Jaebeom precisava tirá-lo dali o mais rápido possível.

— Já deu seu recado. Precisamos ir.

Jaebeom agarrou o braço de Jinyoung e o puxou para rua ainda em direção a praça. Jinyoung parecia confuso, mas não fez força para que o outro soltasse seu braço.

— Espera, Jaebeom. Quem era seu amigo? Tenho a sensação de já tê-lo visto antes. E quem é Mark? 

— Mark é o homem para qual eu trabalho. 

Disse aborrecido. Jinyoung estava prestes a perguntar novamente quando parou de repente no meio da rua e levou as mãos a cabeça.

— Jinyoung? Você está bem?

— Não. Essa dor de cabeça novamente. — Ele fechou os olhos respirou fundo e se recompôs.  — Acho melhor voltar para casa. Me desculpe. 

Jaebeom ainda podia sentir a presença de Hakyeon ao redor, ele estava ali os observando, não havia a menor chance de Jaebeom deixar Jinyoung sozinho naquele apartamento.

O vampiro rebelde havia matado uma humana na noite anterior e agora havia deixado claro que estava ali para desafiar Mark e sua autoridade. Jaebeom odiava Hakyeon, e aquele encontro o havia deixado nervoso.

— Eu acompanho você até lá. 

— Não precisa, tem tanta coisa pra ver ainda.

— Não tem a mesma graça sem a sua companhia.

Jinyoung corou novamente, seus olhos brilhando, ele tinha lindos olhos, Jaebeom pensou.

— Ok, se você faz tanta questão. 

Os dois caminharam alguns passos em direção a rua principal quando Jinyoung parou novamente levando as mãos a cabeça e dessa vez ele parecia realmente estar sofrendo. Seria isso ainda um efeito do feitiço? Antes que Jaebeom pudesse fazer algo ele viu Jinyoung cair quase que em câmera lenta, o pegou pela cintura antes que atingisse o chão.

— Jinyoung? 

O homem nos seus braços estava pálido e seu rosto trazia uma expressão de agonia. Seu coração batia devagar, e sua respiração também estava lenta. Precisava tirá-lo dali para longe dos olhos de Hakyeon. Não havia outra solução, precisava levá-lo para a mansão.

Depressa Jaebeom o pegou no colo e correu em direção ao carro, colocou ele no banco do passageiro ao seu lado, prendeu o cinto de segurança e encarou o rosto adormecido por alguns segundos.

Jaebeom não conseguia entender o que Jinyoung tinha de diferente que o deixava tão fora de si. Era de verdade um belo rosto, a luz da lua que entrava pela janela do carro dava um brilho especial a sua pele.

Forçou seu foco novamente em tirar Jinyoung dali, precisava garantir que estivesse seguro, que nada acontecesse com ele. 

****************

— Jaebeom? O que...? Quem é esse?

Mark estava na sala de estar com Jackson quando ele chegou e sua reação foi exatamente a esperada.

— Oh Jaebeom, trazendo o jantar para casa? — Jackson brincou.

Jaebeom caminhou em direção a escada com Jinyoung nos braços sem dar atenção aos dois vampiros chocados com a situação.

Quando finalmente colocou Jinyoung em sua cama, respirou aliviado. Mark e Jackson permaneciam parados na porta do quarto a espera de uma explicação.

— Esse é Jinyoung. Ele desmaiou e eu não podia deixá-lo na cidade. Não depois de encontrar Hakyeon.  

— Oh!

Jackson entrou de vez no quarto e sentou-se na cama encarando Jinyoung enquanto Mark se aproximava de Jaebeom.

— Jaebeom o que aconteceu? 

Com cuidado Jaebeom ajeitou Jinyoung no meio da cama e o cobriu com o edredom. Ignorou completamente a sensação estranha que sentiu ao ver o outro na sua cama.

— Wow — Jackson exclamou um pouco alto demais — Ele é muito bonito.

Jaebeom ignorou o comentário do vampiro Wang e sinalizou a porta do quarto.

— Vamos falar lá em baixo. Onde está o Youngjae? Preciso que ele dê uma olhada no Jinyoung.

Minutos depois os três vampiros conversavam na sala.

— Pode nos contar agora? Então Hakyeon está mesmo na cidade?

— Claro que está. Eu disse que estava. Nunca menti pra você. — Jackson disse parecendo chateado com a falta de confiança.

Jaebeom se serviu de uma boa dose de whisky. 

— Hakyeon nos abordou na rua. Ele me cumprimentou, e não tirava os olhos do Jinyoung. Ele mandou um oi pra você.

— Desgraçado. Vem na minha cidade me afrontar.

— Eu não podia deixar Jinyoung sozinho.

— Por que ele está desmaiado? — Jackson perguntou.

— Ele sentiu uma forte dor de cabeça e desmaiou.

Jaebeom conhecia Mark desde o início da sua pós vida e normalmente conseguia saber o que o outro estava pensando, mas dessa vez Mark estava fechado, sua expressão não dizia nada. Ou talvez Jaebeom só estivesse muito distraído para notar.

— Você fez bem em trazê-lo.

Youngjae desceu as escadas e se juntou a eles sem dar uma palavra.

— E então? O que acha?

— Você está certo Hyung, o desmaio não foi natural. Existe uma energia tão diferente nele, ele é definitivamente uma criatura que nunca conheci. Parece que a dor de cabeça está relacionada ao feitiço. Mas eu consegui fazer com que ele relaxasse usando um feitiço de sono, ele vai dormir por algumas horas.

Mark suspirou.

— Ótimo! Isso nos dá tempo pra pensar no que fazer. Não podemos deixar que ele saia daqui até tirarmos Hakyeon da cidade.

Jackson riu.

— Markie, meu amor, Hakyeon precisa morrer, ele foi expulso do conselho, é suspeito de trabalhar com rebeldes e ameaçou um membro da realeza. Você precisa conseguir autorização para Jaebeom matá-lo.

Jaebeom faria isso com prazer, matar nunca foi um problema pra ele, e eliminar uma ameaça iminente para a paz que ele e Mark conseguiram naquele pequena cidade definitivamente seria uma tarefa fácil.

— Acho que você tem razão. — Mark disse depois de pensar por alguns segundos.

— E enquanto ao Jinyoung? O que dirão a ele?

— A verdade? E então torcemos para que ele não surte.

A verdade, Jaebeom não tinha certeza se queria dizer a Jinyoung que é um vampiro e que bebe sangue humano para sobreviver. Como ele reagiria? Como ele se comportaria sabendo que Jaebeom é um monstro?

— Jaebeom? Você está bem? — Mark questionou.

— Sim, só estou pensando. 

****

Jaebeom entrou no quarto devagar fechando a porta com cuidado. Youngjae havia dito que o barmen dormiria por alguns horas, mas ele preferia não arriscar em acordá-lo antes da hora. Sentou-se na poltrona do outro lado do quarto e fixou seu olhar no rosto de Jinyoung. Ele parecia dormir tranquilamente, seus rosto estava relaxado, e sua respiração estava normal. Jaebeom sentia uma sensação engraçada quando pensava que Jinyoung estava ali no seu quarto e na sua cama.​

Era difícil processar a situação. Como eles chegaram até ali tão rápido? Mas o que preocupava Jaebeom naquele momento era como contar a verdade para Jinyoung, como dizer a ele o que estava acontecendo com ele, falar do risco que ele corria e falar quem, ou melhor, o que Jaebeom era na verdade. Jaebeom não se lembrava de um dia ter se preocupado com o que os outros achavam dele. Nunca mediu palavras para poupar os outros. Ele não fazia ideia de como faria aquilo. ​

Jinyoung continuava a respirar calmamente, parecia que ele realmente precisava daquele sono. Os últimos dias não devem ter sido nada fáceis. E as coisas ainda poderiam piorar bastante.​

Ele precisava mantê-lo seguro, precisava garantir que dormisse tranquilamente todas as noites. 

Sentindo-se sufocado ele resolveu descer as escadas e entender o que Mark havia descoberto.

Youngjae estava na sala com um grande livro no colo, Mark e Jackson não estavam por perto, talvez Jaebeom pudesse conseguir algumas respostas.

— Youngjae, posso falar com você um minuto?

O jovem bruxo estranhou a formalidade do outro, mas decidiu escutá-lo.

— Claro Hyung. Aconteceu alguma coisa?

— Nada ainda. Só quero fazer algumas perguntas. 

— Estou ouvindo.

— Acha que Jinyoung ainda corre perigo por causa do feitiço?

Youngjae pareceu surpreso por um momento.

— Acredito que ele vá ficar bem. O feitiço definitivamente deu certo, a transição foi caótica, mas acho que o sangue que você deu a ele foi decisivo para estabilizar a condição do corpo dele. Mas tem um porém.

— O que é?

— Você disse que ele sentiu fortes dores de cabeça antes de desmaiar, e quando eu o examinei a dor que ele está sentindo era com certeza relacionada a condição dele de mestiço.

— E o que isso quer dizer? Fale a minha língua Youngjae.

— Eu não tenho certeza ainda. Mas desconfio de algumas coisas, preciso que ele acorde pra que eu possa examinar melhor.

Aparentemente Jaebeom era o único que não estava ansioso para ver Jinyoung acordado. Ainda não sabia o que dizer a ele.

— Youngjae. Tenho sentido… — falou com o tom de voz mais baixo — Eu tenho sentido umas coisas estranhas desde que conheci Jinyoung algumas noites atrás.

Youngjae franziu a testa confuso, mas não disse nada e Jaebeom continuou.

— Você acha que pode ter algo a ver com o feitiço? Acha que ele pode estar fazendo algo comigo sem perceber?

O jovem bruxo fechou o livro se ajeitando no sofá.

— Que coisas você está sentindo, Hyung?

Jaebeom não sabia explicar, ele mesmo ainda não entendia o que estava acontecendo.

— É complicado. Eu nunca senti isso antes, pelo menos não com um humano.

Youngjae arregalou os olhos.

— Hyung? Você gosta dele?

Ouvir aquilo fez o vampiro prender a respiração por um momento. Nervoso ele sorriu sem vontade. Caminhou até o bar e serviu-se de uísque.

— Isso é impossível.

Youngjae não disse nada. Jaebeom virou um dose da bebida sentindo sua garganta se esquentar a espera de uma resposta.

— É impossível, não é? Vampiros não sentem nada por humanos ou qualquer outra raça.

— Teoricamente sim, é impossível.

Disse sem colocar muita certeza nas suas palavras.

— Você... Você já soube de vampiros que se envolveram com bruxos ou humanos antes?

Youngjae franziu a testa e observou Jaebeom por um momento antes de responder.

— Bom, eu nunca conheci ninguém, mas eu soube de histórias no passado de bruxos e vampiros vivendo juntos. Como todos sabem vampiros não sentem nada por outras raças, então era uma relação estranha. Esses bruxos eram expulsos dos seus clãs, então é um assunto meio proibido.

— Então nunca aconteceu de um vampiro realmente sentir algo por um humano? 

— Eu não sei, mas respondendo sua pergunta, mesmo que eu ainda não saiba muito sobre mestiços, sei que os poderes deles não eram usados diretamente contra vampiros durante a guerra. Então é pouco provável que ele esteja fazendo algo com você mesmo que sem querer.

Jaebeom não sabia se aquela resposta era o que ele queria ouvir. Ele não sabia mais o que pensar. Jinyoung estava prestes a acordar e ele teria que encará-lo mais confuso do que nunca.

 


Notas Finais


Primeiramente perdão pq esse capítulo ta horrível. Pela ausência não vou pedir perdão pq eu expliquei que tava trabalhando e não tinha energia pra escrever essa historia, e quando finalmente arranjei tempo e disposição eu tinha perdido a inspiração, por isso o capitulo ficou ruim. Tomara que tudo volte ao normal pra eu poder terminar isso direito. Enfim, até a próxima a e fiquem em casa.


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