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História After Dawn - Capítulo 14


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Notas do Autor


nome do capítulo: caminhe através do escuro

Capítulo 14 - Walk Through The Dark


Apenas pare de chorar
É um sinal dos tempos
Bem-vindo ao show final
Espero que você esteja vestindo suas melhores roupas
Você não pode subornar a porta em seu caminho para o céu
Você parece estar muito bem aqui embaixo
Mas você não está realmente bem

Sign Of The Times – Harry Styles

 


Merliah POV's 

Eu andava por enormes corredores várias e várias vezes seguidas, não sabia a quanto tempo estava assim mas já estava me cansando. Não havia luz alguma apenas escuridão, andava e me escorava nas paredes, sentia minha mão com uma crosta de sujeira e meus pés também, minha respiração começou a ficar ofegante e meus músculos se contraíram, não eu não podia ter um ataque de pânico logo aqui. 

Andei por mais algumas horas, estava com sede, estava com sono, estava cansada e suja, minha cabeça latejava e sentia lágrimas presas em meus olhos, minhas pernas fraquejaram e cai de joelhos no chão. 

– Por favor eu só quero sair daqui. Eu só quero sair... eu só quero sair – imploro sentindo lágrimas escorrendo pelos meus olhos. 

Ouvi um rangido de porta metrôs a frente de mim e uma pequena luz iluminou o imenso corredor. Eu estava apavorada e assustada, mas não tinha muitas escolhas a serem feitas e me levantei indo cautelosamente para porta, sentia todo o meu corpo tremer de pavor a cada passo que eu dava. 

Receosa ultrapassei a porta e um enorme clarão bateu em meus olhos, os tampei sentindo a ardência. Quando consegui abri-los novamente, estava em um cenário completamente diferente, não era mais os enormes corredores escuros e vazios, e sim a sala do trono dos Volturi, olhei para mim e eu vestia meu típico vestido e minha capa, meus cabelos estavam em um coque despojado que eu sempre usava. 

– Não, não, não, não, não eu não posso estar aqui novamente, eu não posso – falo desesperada e apavorada, me viro novamente para ir embora e fugir dali mas a porta é fechada em um baque forte e rápido. 

– Onde pensa que vai? – ouço uma voz vindo de trás de mim e meu corpo inteiro gela de pavor. 

Me viro lentamente de olhos fechados não querendo encarar o portador da voz. 

– Abra os olhos querida – ele diz novamente e meus olhos são abertos mostrando todo meu medo. 

Na minha frente estava Caius, Marcus, Demetri, Felix, Alec, Jane, Aro e Sulpicia. 

– Sul...? – pergunto confusa e chorosa. 

– Oi meu passarinho – ela fala com voz embargada e com dor, ao seu redor havia uma grande poça de sangue e algumas correntes a rodeava, ela percebe meu olhar assustado e sorri fraco – está tudo bem meu amor, eu estou bem. 

Me assusto com a risada estridente e medonha que Caius dá depois da fala de Sul.

– Não fale isso Sulpicia, você sabe que não ficará nada bem – Caius fala cínico e com deboche. 

– É muito bom ver você novamente minha querida Meri – Aro diz sentado em seu trono. 

Não conseguia falar, nem responder, apenas os olhava assustada, meu corpo tremia de pavor, e meus olhos ardiam em lágrimas, Aro levanta de seu trono e traça seu caminho até mim. Dou passos para trás até sentir a porta em minhas costas. Ele para a milímetros de distância de mim, sua mão passava em meu rosto e a outra percorria todo meu corpo, sua respiração batia na minha face fazendo um frio na minha espinha surgir. 

– Hoje você irá presenciar a morte de alguém importante para nós – ele sussurra em meu ouvido. 

– Q-Quem i-irá m-morrer...? – pergunto com medo da resposta. 

– Sua mamãe – ele responde com um sorriso maldoso no rosto.

– O quê...? Não por favor... ela não – falo me exaltando e chorando. 

– Oh ela sim. A sentença de morte dela já estava marcada a muito, muito tempo – ele fala se virando e fazendo um movimento com as mãos. 

Felix e Demetri a arrastam para o meio da sala e a deixam de joelhos, tento correr até ela mas Caius e Alec foram mais rápidos e me imobilizam. 

– Por favor não, não, não matem ela, por favor...– imploro tentando me mexer e me soltar das garras deles.

– Não há nada que você possa fazer Merliah, n-a-d-a – Jane fala sorrindo. 

Vejo Marcus se deslocar até Sulpicia e ele agarra seu pescoço o puxando para cima enquanto Alec e Felix puxavam seus braços. Viro minha cabeça para não poder ver mas Aro aparece e segura meu rosto me virando novamente.

– Isso é culpa sua – ele sussurra soltando uma risada diabólica. 

– Eu te amo passarinho, sempre vou te amar – Sul fala antes de ser desmembrada.

– NÃO!!! NÃO MAMÃE NÃO, NÃO!!! NÃO... MAMÃE – grito sentindo inúmeras lágrimas caindo de meus olhos. Meu corpo doía, minha alma doía, eu estava entrando em colapso, ela morreu em minha frente e eu não pude fazer nada. 

Aro solta minha cabeça e se move para minha frente ficando cara a cara comigo. 

– Isso é culpa sua, tudo é culpa sua – ele fala com ódio – levem ela para o quarto, tenho uma surpresa para ela. 

Felix e Caius me carregam para o corredor, eu sabia o que ele pretendia fazer, sabia o que aconteceria assim que passa-se a porta do quarto, eu sabia qual era a surpresa.

Eles prendem minhas mãos e meus pés em cada ponta da cama dificultando meu movimento, as amarras estavam apertadas ao extremo, senti sangue saindo por baixo das cordas. Minha respiração ficou pesada e meus olhos ardiam como se estivessem em chamas. Felix e Caius saem do quarto em risos satisfeitos e Aro entra em seguida e tranca a porta. 

Ele me olhava como se eu fosse a presa e ele o caçador, lambeu os lábios e sorriu com luxúria. Meus músculos se contraíram e o desespero e medo se fez presente novamente. 

– Você nos deixou, deixou sua família, deixou seu lar e se juntou com o inimigo. Você é minha está ouvindo? MINHA E DE MAIS NINGUÉM – ele grita me assustando – não permito que você fique com aquele lobo imundo está me ouvindo? Tudo em você pertence a mim, e como você me deixou muito, muito irritado, irei te dá sua punição. 

– Não, por favor... – sussurro com minhas energias esgotadas, eu estava cansada e com medo, meu corpo doía e eu sentia tudo girar. 

Ele se aproxima e rasga minha roupa me deixando apenas de calcinha e sutiã, suas mãos passavam em toda extensão do meu torso, ele me batia com força e deixava marcas roxas por todo meu corpo, me beijava contra minha vontade arrancando sangue de meus lábios. A cama estava encharcada de meu próprio sangue, meu corpo estava com hematomas e mordidas, ele rasga minhas últimas peças de roupa e fica por cima de mim segurando um de meus seios com força. 

– Você é minha – ele fala antes de me penetrar forte e sem dó alguma, meu interior doía, tudo doía, não havia mais lágrimas, eu me sentia vazia. Não me debati, não protestei, não chorei, não gritei, não o impedi, não tinha mais forças para nada e apenas deixei tudo acontecer. Uma enorme luz atingiu meus olhos e eu senti tudo se desfazer dentro de mim e desmaio sentindo o vazio me atingir em cheio. 



Acordo de súbito me sentando na cama, estava suada e ofegante, meu peito subia e descia rapidamente, lágrimas começaram a cair e abafei um grito com uma de minhas mãos. Abracei minhas pernas e me encolhi começando a chorar desesperadamente. 

Escuto alguém abrir a porta e entrar correndo, me assusto e me encolho ainda mais na cama. Edward me olhava preocupado e quando viu o quão assustada eu estava, ele se aproxima lentamente.

– Ei... tudo bem, não vou te machucar. – Ele fala se sentando na cama deixando um espaço relativo entre mim e ele – Eu não vou te ferir, ninguém mais vai te ferir... 

Ele abre seus braços sugestivamente, eu não queria ser tocada, mas também precisava me sentir segura e amada. Receosa me acomodei no abraço de Edward, me assustei quando sua mão pouso em meus cabelos. 

– Eu não vou machucar você. Está tudo bem agora, está tudo bem... – ele fala me apertando forte enquanto acariciava meus cabelos. 

Me encolhi em seu abraço, me senti protegida mesmo que por dentro eu não me sinta realmente assim. Meu choro se cessou, minha respiração normalizou, eu não sentia mais nada, não sentia medo, apenas o vazio. 

– Você não precisa responder – ele fala depois de uns minutos em silêncio – ...mas o quê te deixou assim Meri? 

– Eu... eu tive um pesadelo. 

– O quê aconteceu nele? – ele me pergunta cauteloso. 

– Tinha vários corredores escuros, eu estava sozinha neles, não tinha luz nem nada, parecia que eu tinha andado horas e mais horas, eu estava cansada e fraca... uma porta apareceu em minha frente, eu não sabia se entrava ou voltava e procurava outra saída mas acabei entrando e o cenário mudou completamente. Estava na sala do trono em Volterra... eles mataram minha mãe na minha frente – falo sentindo toda a dor daquela cena novamente. 

– Sua mãe? – ele me pergunta confuso.

– Sulpicia, ela era uma das esposas de Aro. Ele matou ela no ano passado. E no pesadelo depois de eles a matarem, Aro pediu que me levassem para o quarto, eu sabia o que iria acontecer, eu só não sabia que seria tão doloroso. 

– O quê... o quê ele fez com você? – ele pergunta receoso. 

– Ele me estuprou... – começo a chorar, eu tremia e Edward me apertava mais contra si – eu estou medo Edward, eu não quero voltar pra lá, eu não quero, não quero... 

Shiii... você não vai voltar mais, eu prometo. Ninguém vai tocar em você, ninguém vai te machucar ou maltratar Meri, eu não vou deixar. Se alguém ferir você, será uma pessoa morta. Eu considero você minha filha sabia? Nessie considera você como a irmã que nunca poderá ter e sei que você nunca falou muito com Bella, mas ela ama você, todos nós amamos você. Está segura agora. 

– Promete? – pergunto levantando meu olhar para encará-lo. 

– Eu prometo. Agora vem, dorme de novo, ainda está muito cedo – ele percebe meu olhar assustado e beija minha testa – eu fico até você cair no sono. 

Me deitei e ele me cobriu com meu coberto, acariciava meus cabelos e como eu já estava muito cansada o sono veio rápido e sem demora mas agora não teve sonhos ou pesadelos, eu apenas dormi. 


Autora POV's 

O dia amanheceu chuvoso e nublado, Merliah tinha acabado de acordar e estava em seu banheiro olhando seu reflexo. Havia acabado de tomar um banho demorado de água quente, estava parada em frente ao espelho apenas com uma calcinha preta, seus cabelos presos em um coque desajeitado dava a plena visão de seu rosto inchado e olhos vermelhos. 

Havia algo diferente em Merliah, suas emoções estavam uma confusão, ela não sabia o que sentir naquela situação e apenas optou em não sentir. Ela fazia suas tarefas matinais sem nenhuma empolgação alguma e apenas fazia por força do hábito. Se locomoveu para dentro da banheira com um pequeno pote de creme nas mãos, se sentou na beirada e o abriu passando nas suas costas na altura de seus ombros. Havia três ou quatro enormes cortes em suas costas que ainda estavam expostos, todos os dias ela passava algo para acabar não inflamando, era a última coisa que ela desejará. 

Faltou apenas um machucado devidamente grande, ela sempre teve dificuldade de cuidar desse em específico pois ficava em um lugar em suas costas que ela não alcançava direito mas sempre acabava se virando no final das contas. Hoje era um dia diferente, suas forças estavam reduzidas e ela não conseguia fazer o mínimo de esforço. Ela pensou em chamar Nessie para ajudá-la mas provavelmente ela ainda estaria em sua casa com Bella e Edward. Pensou em chamar Alice, Rose ou Esme  mas nenhuma delas estava presente em casa. Bufou frustada e fechou seus olhos sentindo seus pelos se arrepiarem com o vento gelado que entrava pela janela. 

– Meri? – Seth pergunta do outro lado da porta – Meri está ai? – ele pergunta dando duas batidas. 

– Sim estou – ela fala. 

– Está tudo bem? – ele pergunta preocupado. 

– Está sim, eu só preciso de ajuda. 

– Eu posso entrar para te ajudar? 

– Pode sim, a porta está aberta. 

Seth entra e se espanta, ela estava sentada de costas para ele usando apenas uma calcinha da cor preta, seus ombros estavam curvados e ela nem fez a mínima questão de incará-lo. Ele teve que se controlar por ver ela assim desse jeito, sua ereção se fez presente e seu sangue esquentou, não podia vacilar, não era hora para isso. 

– Pode passar nas minhas costas? – ela se vira apontando para o creme ao seu lado. 

Ele engole em seco e apenas assente com a cabeça, se aproxima e vê ela abraçar seus seios, agradeceu mentalmente por aquele feito. Pegou o pote em suas mãos e passou uma quantidade significativa em seus dedos, ficou paralisado quando viu as cicicatrizes que atravessavam as costas dela. Tinha grandes, pequenas, umas já cicatrizadas e outras ainda abertas, ele sentiu uma dor em suas costas como se ele mesmo estivesse sendo chicoteado. 

Ignorou seu incômodo e começou a passar o creme na única ferida que ainda não estava revestida. Merliah assim que sentiu os dedos de Seth em contato com sua pele, estremeceu e recuou um pouco para a frente. Seth parou assim que percebeu a movimentação desconfortável de Merliah e a olhou preocupado. 

– Está tudo bem pode continuar – ela fala antes mesmo dele questionar algo. 

Ele retorna a passar o creme nas costas dela e ela fecha os olhos sentindo o líquido pastoso e gelado se espalhando.

– Pronto terminei – Seth fala fechando o pote e colocando-o em cima da pia. 

– Obrigada. 

Ele se senta ao lado de Merliah com suas pernas para fora da banheira. Ele percebeu que tinha algo errado com ela, estava aérea, pensativa e distraída, nem ao menos se importou de estar semi-nua na frente dele, ele queria perguntar o que estava acontecendo mas sabia que ela não falaria e decidiu que perguntaria depois. 

– Será que você pode me esperar na sala? Eu quero me trocar... – ela fala o olhando nos olhos.

– Oh claro – ele iria se levantar mas antes se aproxima para depositar um selinho nela, mas rapidamente ela vira seu rosto o impedindo então ele apenas da um beijo rápido em sua bochecha. 

Ele sai e fecha a porta indo em direção a sala, sua mente estava uma confusão, ele queria entender o motivo de ela está tão distante e perdida mas não queria ser invasivo demais. Quando chegou no cômodo todos já estavam lá, provavelmente tinham acabado de chegar. 

– Onde está Meri? – Renesmee pergunta sentando no sofá ao lado de Bella. 

– Ela está se trocando lá em cima. Tem algo errado com ela... não sei...  ela tá estranha – ele fala confuso. 

– Como assim estranha? – Alice pergunta. 

– Ela está aérea, pensativa e desconfiada de tudo. Está tão perto mas está tão longe também. 

– Mas, ontem quando vocês chegaram ela estava tão feliz. O que vocês fizeram depois que foram pro quarto? – Emmet pergunta sugestivo. 

– Não fizemos nada demais. Apenas conversamos e ela leio um livro pra mim, depois eu fui embora, só isso. 

– Então o quê será que ela tem? – Rose pergunta. 

Todos trabalhavam incansavelmente para saber o que estava havendo, inúmeras idéias e hipóteses passavam pela cabeça de todos, a preocupação era o principal pilar que todos estavam sentindo ali. Bella olha pra Edward e ela sabia que ele escondia algo, ela conhecia ele bem demais. 

– O que você sabe que nós não sabemos? – ela pergunta para o marido. 

Ele arregala os olhos e coça os cabelos nervoso. 

– Ontem de madrugada quando todos vocês saíram para fazer algo eu decidi vim aqui ver como ela estava já que ela era a única na casa. Quando estava na metade da escada eu escuto barulho de choro e de um grito sendo abafado, então eu corro desesperado para ver o que tinha acontecido. Cheguei no quarto e ela estava encolhida na cama chorando, e quando eu me aproximo ela se recua mais ainda, estava assustada e com medo. 

– Mas o que deixou ela assim? – Renesmee pergunta ao pai. 

– Ela teve um pesadelo, a onde eles matavam a mãe dela. 

– A mãe? – Alice pergunta. 

– A mãe de consideração dela, Sulpicia – Seth responde triste. 

– Sim, ela mesmo. Meri disse que eles mataram ela na frente dela e depois Aro ordenou que levassem ela para o quarto, ele queria dá uma punição por ela ter se juntado a nós. Ele... ele... ele estuprou ela – ele conclui sentindo um nó em sua garganta. 

Todos ficaram chocados, Nessie sentiu lágrimas nos seus olhos mas se controlou para não deixá-las sair. A confusão de Seth se esvaziou, e os esclarecimentos foram claros para ele. Então foi por isso que ela recuou quando eu a toquei, ele pensa. 

– Por isso ela está tão estranha, esse assunto é muito delicado e recente na vida de Merliah. Então deixem ela um pouco sozinha e não forcem muito a barra, ela precisa desse tempo para assimilar tudo. Foi apenas um pesadelo mais ainda assim estabilizou ela por completo, só temos que ser compreensivos e amorosos, é a única coisa que ela quer nesse momento. 


 



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