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História After Dream - Jongsang - Capítulo 1


Escrita por: yun-ho

Notas do Autor


Olá pequerruchos, tudo certinho? Senti a falta de vocês, e foi por isso que eu decidi trazer a primeira fanfic de Jongsang para vocês. Essa capa estava parada à muito tempo.

Boa leitura pequerruchos ~

Capítulo 1 - Capítulo único


Yeosang estava sentado naquela cadeira dura de hospital já faziam umas duas horas. 


Sua perna não parava de balançar de jeito nenhum por conta da ansiedade, em sua braço havia uma agulha para o soro, sua boca estava amarga. O Kang encarava a janela de seu quarto, deixando as poucas lágrimas cair de seus olhos.


Tudo aquilo, Yeosang queria que fosse apenas um grande pesadelo, somente isso. Não bastando nascer com vários problemas de saúde, seus exames saíram e infelizmente seu pulmão esquerdo estava tomado pelo câncer.


Agora teria que andar para todos os lados com um oxigênio no nariz, e não fazer muito esforço. O coração de Yeosang estava tão calmo, batendo tão lentamente que parecia que nem batia. Mas batia, devagar, mas batia.


San entrou em seu quarto com sua prancheta, e seu sorriso de sempre. Fazendo seus olhos fechar levemente, e suas covinhas ficarem aparentes. O moreno se aproximou do loiro, e se agachou ao seu lado.


— Yeosanggie. - o Choi toca a mão fria do garoto loiro, ganhando a atenção do mesmo para si. — Eu vim te buscar para tomar um banho de sol no jardim.


O Kang suspirou, assentindo lentamente. Se levantou com cuidado, e com a ajuda de San, foram até o jardim do hospital que muitas pessoas ficavam por lá. O loirinho via vários pacientes por ali, outros conversando, outros apenas relaxando. O enfermeiro ajudou Yeosang se sentar no banco de madeira que havia ali.


— Eu ficarei por perto, qualquer coisa me chame. - o enfermario se afasta do garoto. O deixando sozinho mais uma vez.


Yeosang balançava seus pés, olhando envolta e admirando como ali era bonito. Cheio de flores, passarinhos, grama verdinha, tudo muito bem cuidado. Yeosang quis expirar aquele cheiro de flores, mas não podia, maldito câncer.


— Olá.


O Kang sobressaltou assustado pela voz repentina, olhou para o lado vago do banco, vendo um garoto de pele amorenada, cabelos castanhos meio bagunçados, sua respiração meio ofegante, vestindo uma roupa igualmente a sua, dando para perceber que também era paciente. E o que mais chamou atenção de Yeosang, foi o sorriso do garoto.


— Oi.


O moreno desfez seu sorriso, se levantando rapidamente pegando uma margarida que havia ali, e dando para o Kang. O último citado tomba a cabeça para o lado meio confuso.


— Seus cabelos são tão loiros que parecem brancos, margarida combina com você. - O garoto do sorriso encantador, coloca a flor atrás da orelha de Yeosang que ainda estava meio atordoado. — Me chamo Jongho.


— Eu sou o Yeosang. - o mais velho toca a flor, e abrindo um sorriso logo em seguida.


— Por que você está usando esse oxigênio? Sem dúvidas você ficaria mais bonito sem eles. - Jongho observa cada detalhe do rosto do garoto à sua frente. As bochechas levemente coradas, os fios loiros arrumados, seu rosto tinham sardinhas clarinhas que eram apenas vistas de perto.


Yeosang deu de ombros, desviando seu olhar para outras pessoas ao redor.


— Não é algo que eu tenho escolha. - o loiro diz, já sentindo seus olhos marejados. O Choi desmanchou seu sorriso, começando a ficar preocupado com o garoto.


— É algo com seu pulmão? - Jongho pergunta mais preocupado do que curioso, Yeosang assente já deixando suas lágrimas cristalinas rolarem por suas bochechas. Encarou o garoto ao seu lado ao sentir a mão do mesmo sobre a sua, que estava pousada sobre seu colo. — Vamos passar por essa juntos.


Jongho abriu um de seus sorrisos mais sinceros e confortantes que conseguia, isso fez o coração de Yeosang relaxar, e retribuir o sorriso com toda a honestidade e gratidão possível.


[...]


Depois daquele dia Jongho e Yeosang se tornaram mais próximos do que nunca. Eles andavam pelos corredores do hospital em meio de risadas e bastante conversa, as mãos sempre dadas, e olhares bobos. Ambos não sabiam o que sentiam, mas era algo forte.


Yeosang chorou por umas horas ao saber que Jongho tinha problemas em seu coração, e já iria fazer nove meses que estava tentando procurar algum doador compatível. Naquele dia o Kang adormeceu encostado no peito do moreno, ouvindo as batidas calmas e fracas do coração de Jongho.


O tratamento de Yeosang estava tudo dando um sucesso, por mais que fazia o mesmo cansar, e chorar em silêncio de noite. Ele estava fazendo isso por Jongho.


— Você é alguém forte, Yeonnie. - Jongho balançava suas mãos no ar, enquanto andavam por aquele corredor tão conhecido. Branco, sem graça. Mas para ambos, era algo tão bom, como se fosse sempre a primeira vez andando por ali.


— Eu sei, mas é algo tão difícil, Jonggie. - Yeosang faz um beicinho, que faz Jongho ter um grande vontade de selar seus lábios. E foi isso que fez, um selar rápido, tímido e inocente.


— Vai tudo dar certo, eu prometo. - o moreno acariciou a bochecha fofinha de Yeosang, que estava num tom vermelho forte pela vergonha. Que fez Jongho sorrir.


Mais esse sorriso durou pouco, já que Jongho sentiu o ar faltar, e sentir sua visão escurecer. Yeosang arregalou os olhos assustado. O Choi cai na chão, tentando de toda forma respirar. Mingi, o enfermeiro de Jongho, se ajoelhou ao seu lado, e assim gritou: 


— Chamem o doutor Kim. Agora! - San puxou Yeosang pelo braço, que não conseguia por nada desviar os olhos da cena de seu amado tentando respirar. 


O Kang estava encolhido na maca de seu quarto, chorando no silêncio mais uma vez. Mas não era por tentos exames, ou remédios. E sim, por preocupação pelo Jongho, San não teve notícias, e infelizmente não poderia dizer nada. A chuva caia furiosamente do outro lado do hospital. 


O loiro pegou seu celular, vendo marcar 03:20 da manhã, engoliu o choro, e tirou a agulha de seu braço. Tirou o oxigênio também de seu rosto, não queria nada o atrapalhando na missão de ir ver Choi Jongho. 


Yeosang caminhava pelos corredores frios do hospital com rapidez, seus pulmões ardiam por ar, mas Yeosang apenas ignorou aquele fato, e foi até o quarto de seu garoto, e tomando todo o cuidado ao ver algum guarda por ali. 


O Kang abriu um sorriso ao chegar na porta de Jongho, e não hesitou em abri-la. Seu coração se apertou ao ver Jongho com seus olhos fechados, em seus braços vários fios, oxigênio, e máquinas. O loiro puxou o ar, que foi algo inútil de se fazer, já que parecia que o ar não vinha. 


Em passos calmos, caminhou até o Choi do sorriso bonito, e segurou sua mão com delicadeza. O mais novo abriu seus olhos e abriu um sorriso sem mostrar os dentes. 


— Seu oxigênio... - Jongho avisou com a voz fraca meio preocupado, mas Yeosang sorriu querendo chorar só de ouvir a voz doce de Jongho. O garoto abraçou com calma o mais novo, ouvindo seu coração bater com fraqueza. 


— Achei que eu fosse te perder. - Yeosang mormurou, apertando Jongho em seu abraço desajeitado. O Choi sorriu acariciando os fios loiros do garoto. 


— Você não irá me perder, eu prometo à você. 


[...] 


Depois daquele acontecimento, Jongho voltou à sua rotina melhor, mais com supervisão de seu enfermeiro. Agora o casal andavam pelo jardim conversando sobre assuntos aleatórios, em meio de carinhos, beijinhos, risadas e o sorriso perfeito de Jongho. O sorriso que fazia o coração de Yeosang revirar dentro do peito. 


— Eu não vejo a hora de achar um doador compatível, e ir embora. - Jongho abriu um sorriso, olhando para o céu azulzinho. — Eu quero acabar minha faculdade de medicina veterinária. 


Yeosang sorriu vendo Jongho fechar seus olhos, sentindo a brisa bater em seu rosto, fazendo seus cabelos castanhos voar lentamente. 


— Você virá me visitar, não é? - o loiro agarra o braço forte do mais novo, com um biquinho. Que fez Jongho apertar suas bochechas. 


— Todos os dias. - o Choi roçou seu nariz do de Yeosang como um tipo de carinho. 


Yeosang jogou seus fios loiros para trás, mas se assustou ao ver sair um tufo de cabelo em sua mão, fazendo os olhos de Jongho arregalar. 


— Jonggie... - Yeosang chama baixinho, sentindo seus olhos ficarem lacrimejados. Jongho o abraçou com força, e logo em seguida selando os lábios do loirinho. 


— Eu só saio deste hospital quando você estiver totalmente curado. Está me ouvindo? - Jongho segurou fortemente os ombros do namorado, segurando as próprias lágrimas. — Se eu não sair, viva por mim! Me prometa Yeonnie.


— Jongho...


— Me prometa hyung! - o moreno implorou já deixando as lágrimas tomar conta de sua face. Yeosang suspirou, mordendo seus lábios fortemente.


— Eu prometo.


[...]


— Então você está apaixonado? - San pergunta todo sorridente, enquanto marcava algo em sua prancheta. Yeosang assentiu feliz e com um sorriso lindo que não era visto à muito tempo.


— Sim sim San, você não sabe o tamanho de minha felicidade ao descobrir isso. E parece ser recíproco. - o Kang suspirou apaixonado lembrando do sorriso de Jongho, e das três palavrinhas que fez seu coração se aquecer.


— Sim, é recíproco hyung. O jeitinho que ele te olha, é lindo. - o moreno abre um sorriso olhando para o paciente com os olhos brilhando.


— Yeonnie, Yeonnie! - Jongho entra eufórico dentro do quarto de seu amado, sendo acompanhado por um Mingi super preocupado. — Conseguimos um doador! A família dele irá me ver hoje.


Yeosang abriu um sorriso tão grande, se levantando rapidinho para abraçar o namorado que já chorava em seu ombro emocionado.


— Finalmente terei um coração de verdade. - Jongho segura o rosto branquinho do mais velho, e selando o mesmo inteiro. Fazendo os enfermeiros sorrir.


— Vamos Jongho, chega de melação. - Mingi puxou o Choi para longe, fazendo Yeosang ficar chateado, mais também feliz por Jongho finalmente conseguir seu sonho.


[...]


— Então é você que terá o coração de meu filho dentro de seu peito? - uma mulher de cabelos negros segura a mão de Jongho, com os olhos inchados e uma cara cansada.


— Sim, sou eu. - Jongho não pôde conter a felicidade na voz, que fez os olhos da mulher lacrimejar.


— Mesmo morto, Yunho não para de ajudar as pessoas. - a morena abre um sorriso, acariciando o rosto do Choi com carinho. — Ele era um garoto tão cheio de vida, tão feliz. Sempre querendo ajudar o próximo mas... Naquela noite tinha que vir um caminhão, e bater no carro do meu filho.


Jongho suspirou, abraçando a mulher com força e abrindo um sorriso.


— Eu agradeço tanto seu filho por estar me dando a chance de ter um coração novinho em folha, e eu sei que ele deve estar feliz por estar ajudando alguém... Pelo menos uma última vez. - o moreno acariciou os fios negros da mulher, a vendo chorar.


— Este é Yunho. - A senhora Jeong tira de sua bolsa, uma foto de um garoto de cabelos negros igualmente aos da mãe, as bochechas fofas, o sorriso contagiante que fez Jongho sorrir em meio de lágrimas, e sua pele branquinha. — O coração de Yunho era tão grande... Por favor, cuide dele por mim.


Jongho puxou a mão da mulher até seu peito, e a encarou com um sorriso lindo no rosto.


— Ele andará comigo para sempre. Eu te prometo.


[...]


— Por favor, saia de lá vivo. - Yeosang aperta com força a mão de seu amado, enquanto o mesmo era preparado para a cirurgia. Jongho sorriu bobo, acariciando o rosto de Yeosang.


— Eu irei sair de lá com vida. Pronto para te amar por mais tempo, para todo o sempre. - o Choi encosta sua testa na de Yeosang, com um sorriso no rosto, nunca o tirando.


— Eu te amo. - o Kang sussurrou selando os lábios de Jongho, e o mesmo suspirou.


O mais novo o encarou nos olhos intensamente, e segurando sua mão com força.


— Eu te amo.

[...] 

Faziam exatas nove horas, e nada de notícias da cirurgia de Jongho, Yeosang sentia seu coração bater descontroladamente dentro do peito, ele já havia roido todas as suas unhas. Várias cenas passavam em suas cabeça, sejam boas, ou ruins. Ele precisava saber de Jongho.


Na cabeça de Yeosang, ele caminharia até o jardim, veria Jongho o esperando com o belo sorriso que ele sempre teve. Vivos, bens e saudáveis. Isso, foi na cabeça de Yeosang. 


A porta do quarto foi aberta, revelando um San entrar de cabeça baixa, segurando a prancheta com força. Se aproximou de Yeosang, sentando ao seu lado na maca.


— Notícias do Jongho? - Yeosang perguntou para o enfermeiro, recebendo um aceno positivo. San sem querer deixou suas lágrimas cair, e molhar os papéis de sua prancheta. O coração de Yeosang errou uma batida, e sentiu o peito se apertar. — Como ele está? Ele está bem? Ele está vivo? 


San fechou os olhos, e lentamente negou com a cabeça. 


Notas Finais


Eu chorei aos prantos.


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