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História After Gravity Falls - Capítulo 14


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Capítulo 14 - Capítulo 14


Mesmo na parte de cima da casa, Dipper ainda podia ouvir os gritos das meninas que se reencontravam na parte inferior da casa. Os estridentes de Mabel e Candy faziam seu ouvidos doerem, mas os graves de Grenda podiam fazer a madeira sob seus pés tremer. "É, parece que elas chegaram...". O garoto colocou o chapéu russo em um criado mudo do lado de sua cama, queria poder ter usado o boné, mas o frio havia gelado suas orelhas. Deitou na cama e pegou seu celular, olhou suas redes sociais e percebeu algo que fez seu coração palpitar, era uma postagem de Pacifica, uma foto dela olhando pela janela de um helicóptero que sobrevoava Gravity Falls. Na legenda, ela dizia o quanto estava feliz por voltar para casa.

Colocou o celular de lado e se virou. Não havia visto ela desde quando os dois visitaram a cidade subterrânea de Gravity Falls*, ela havia saído da cidade por alguns meses para estar com seus pais enquanto eles tentavam recuperar a fortuna da família. "Hm... tivemos bons momentos, mas ela não liga, e eu também não. Só porque ela voltou para cidade, não significa que vamos nos encontrar tão cedo, não é?". Assim que concluiu seu raciocínio, um barulho alto o fez saltar da cama. "Não, não é possível". Ele disse, olhando para fora e vendo um enorme helicóptero descendo no quintal.

A garota loira de óculos escuros e casaco preto por fora e roxo por dentro pisou para fora do helicóptero afundando sua bota preta na nave. Ela inspirou com força, fez uma careta e disse:

- Esse lugar... mesmo depois de meses ainda tem cheiro de roça...

Dipper, Mabel e suas amigas saíram da casa e olharam para Pacifica pela varanda. O garoto fez uma careta enquanto colocava o casaco. 

- Nossa... é a Pacifica...- disse Candy.

- Porque ela está aqui na sua casa?- disse Grenda.

- Eu não sei, não deve ser coisa boa, nunca é. Ou vai nos pedir alguma coisa ou vai nos ameaçar.

- Cuidado Dipper. Fiquei sabendo que um dia a Pacifica apareceu na casa de uma pessoa do nada e no dia seguinte essa pessoa e sua família foram despejadas...- disse Candy.

Dipper ia responder para a garota que aquilo era impossível, porém, sua irmã passou correndo por ele e foi até Pacifica, a apertando num abraço.

- Pacifica, quanto tempo! Eu estava com saudade da minha amiga-inimiga favorita!

- Hmmm...- Pacifica tentou se afastar mas o abraço de Mabel era muito forte- eu também senti saudade... agora me larga antes que eu mande meus seguranças darem uma surra no seu irmão!

- Ei!- disse Dipper, que se aproximava- Mabel, larga ela e entra na casa, você está só de camiseta com shorts e está cinco graus negativos aqui fora!

- A é- disse Mabel largando de Pacifica e correndo para casa- entra aqui Pacifica, vamos comer biscoitos e ouvir música!

A garota não respondeu, ela e Dipper ficaram alguns segundo se encarando até que o menino quebrou o silêncio:

- Oi.

- Oi.

- Belo helicóptero.

- Hm... belo... suéter- disse, rindo no canto dos lábios.

- Ele é ótimo, confortável. Muito melhor que esse cobertor que você está usando.

- Ei! Esse 'cobertor' é importado!

- Só porque é caro não quer dizer que seja bom!

- É, eu sei mas...

- Tipo, não estou dizendo que ele é feio, mas...

- Não, não, eu sei...

Um silêncio ensurdecedor pairou no ar. Os dois olharam para o lado buscando algo a mais para dizer. Da varanda, Candy e Grenda olhavam para os dois naquele momento um tanto constrangedor.

- Então... o que a trás aqui?

- A é mesmo...- disse Pacifica- meus pais e eu nos juntámos a um culto secreto para trazer de volta o Bill Cipher, mas eu convenci meus pais a traírem eles e agora eles estão atrás de nós.

Dipper encarou Pacifica por alguns segundos, esperando ela rir e dizer que era brincadeira.

- E eu também consegui esses poderes através de uns rituais para outra dimensão.

A garota deu alguns passos para frente e ficou cara a cara com um tronco que havia caído. Ela pisou com força no chão e estendeu as mãos para frente, uma aura azul e roxa envolveu a ponta de seus dedos e seus olhos brilharam, o tronco, também envolvida pelas cores, começou a levitar, como se fosse mais leve que o ar. Dipper deu três passos para trás. Já havia visto bizarrices, mas aquilo era simplesmente inexplicável. Pacifica estendeu as mãos para frente, como se empurrasse o tronco, fazendo com que o mesmo fosse lançado para frente, caindo no chão.

- Impressionante, não é?- disse Pacifica, olhando para Dipper, sorrindo com um leve deboche.

O garoto se recompôs e disse com clareza.

- É, parece aqueles truques que o Gideão fazia. Não muito melhor que os dele mas é bem legalzinho...

- Legalzinho?! Os poderes do Gideão vinham de uma gravata, os meus poderes vem de outra dimensão! Como ousa comparar eu com aquele anão cabeludo?!

- Calma, calma. Estou brincando. Mas se você tem tanto poder assim, porque precisa da gente?

Pacifica parou por um secundo e colocou a mão no bolso, puxando com cuidado a adaga de prata que estava envolvida em um pano para não se cortar. Entregou a arma ao Dipper.

- Essa seita quer reviver o Bill, mas nem eles sabem como. Eles acham que tem algo a ver com os membros do zodíaco, por isso eles convenceram meus pais a me fazer entrar, mesmo que nós tenhamos fugido, ninguém está seguro, eles iram atrás de cada um de nós... inclusive você e sua irmã!

Dipper parou por um segundo e ficou fitando a adaga, pensando em um plano.

- Ok, vamos lá para dentro, aqui está congelando...

 

Duas figuras de mantos amarelos caminhavam por um corredor. Seus rostos cobertos por capuzes com a imagem de um grande olho. Os dois desceram por uma escada em caracol, entrando em outra sala, de frente para uma grande porta medieval. Deram três batidas na porta com a maçaneta. Uma voz atrás da porta lhes disse:

- Quando Gravity Falls e terra virarem pó...

- Confie no deus de um olho só...- eles responderam em coro.

A porta se abriu, a sala era iluminada a luz de velas, mais sete outras figuras de amarelo esperavam em um círculo.

- Finalmente vocês chegaram- disse aquele que abriu a porta.

- O trânsito estava horrível- respondeu um dos que chegaram.

Agora, os dez sentavam em um círculo. No chão, no centro, um desenho do pavoroso triângulo com olho e cartola, Bill Cipher.

- Onde está o grão-mestre? Ele normalmente chega primeiro...

Do teto, uma figura negra caiu atrás do homem que fez a pergunta. Era maior que todos os outros e o olho em seu traje era no centro da barriga, pintado em amarelo. O silêncio absoluto reinou na sala enquanto o ser se ajoelhava junto dos outros.

- Estamos aqui reunidos mais uma vez, clamando pela volta do único e verdadeiro deus, lorde Bill Cipher, que com seu poder faz a terra tremer e o oceano se contorcer, que com sua sabedoria divina ajudou a humanidade e seus grandes gênios. Ó, mestre Cipher, imploramos por sua volta!

Todos os outros encostaram seus rostos no chão e repetiram: "Ó, mestre Cipher, imploramos por sua volta!" Subitamente, o som anormal do toque de um telefone retirou a atenção de todos. Um dos membros começou a mexer no manto, agarrando o celular e o fazendo parar.

- Desculpe senhor, eu esqueci de colocar no mudo.

A figura negra apenas olhou para ele, mudando de direção, disse:

- Sr. Robiesper, oque ocorreu com a missão que eu lhe dei de assassinar a senhorita Northwest?

Um dos membros de amarelo se levantou do chão e disse:

- Eu enviei um dos meus vassalos para matá-la com a adaga que o senhor me deu, mas ele falhou. Ele e a adaga foram levados. Eu acho que deveríamos ter mandado um de nós para capturá-la, já que ela era uma das mais fortes que já vimos, mas...

- Ou talvez você devesse ter escolhido melhor o assassino!- disse outro membro de capuz.

- Eu escolhi um dos melhores!

- Um dos, deveria ter escolhido o melhor!

- Parem- disse a figura escura- existe um propósito para eu ter mandado você enviar um assassino com aquela específica arma. Eu...- o som foi interrompido pelo barulho cintilante de uma mensagem em um celular. 

O grão-mestre olhou para o mesmo homem cujo o celular havia tocado antes, que agora continuava mexendo no manto, tentando alcançá-lo.

- Desculpe senhor, eu estou esperando a mensagem de uma garota e...- sua voz foi interrompida pelo som do braço coberto pelo manto do grão mestre se movendo bruscamente, o corpo do homem de amarelo caiu no chão, seu rosto agora estava para trás, virado 180 graus.

- Eu coloquei um ship naquela adaga, conhecendo Pacifica, ela irá nos levar diretamente para outros membros do zodíaco.

Todos os outros homens de capuz aplaudiram.

- Sr. Robiesper, escolha mais dois homens nessa sala e vá atrás de Pacifica e dos outros. O resto de vocês tirem o corpo desse inconveniente daqui.

Agora vazia, com apenas o Grão-mestre na sala, o homem retirou o capuz do rosto, revelando um semblante pálido, careca, com os olhos negros como a noite, com o desenho de um olho amarelo e vermelho na testa. Ele tocou na imagem de Bill Cipher no chão e disse:

- Eu falhei com o senhor uma vez. Não irá ocorrer de novo...

 

*Ler a comic oficial da história, Lendas Perdidas.


Notas Finais


Perdão qualquer erro de português, até logo!


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