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História After Gravity Falls - Capítulo 29


Escrita por: PedroKNeS

Notas do Autor


Estamos chegando na reta final para o fim dessa história!
Deixem seus comentários ou sugestões para os próximos capítulos da história.

Capítulo 29 - Capítulo 29


Com passos largos junto de um sorriso de orelha a orelha, Bipper caminhou até Dipper. O garoto estava de pé, no meio da imensidão branca, sozinho. Dessa vez não havia cadeiras por perto, eles estavam apenas com a companhia um do outro.

- Dipper!- o demônio exclamou- você aqui de novo? Que coincidência você aqui comigo! Vai querer mais uma ajuda para sair?!

O menino se virou para ele, sério, sem demonstrar a menor emoção.

- Oque foi? Vai me pegar pela gola e ameaçar me dar uma surra de novo?- Bipper inclinou seu rosto para perto do garoto.

- Não Bill. Eu não vou- disse Dipper, suspirando- pelo contrário, não pretendo encostar um dedo em você. Eu não tenho o porque fazer isso.

- Como assim? Você não me odeia?- Bill voltou para sua posição normal- ou será que finalmente vai parar de frescura e fazer um novo trato comigo?

- Um trato? Como eu posso fazer um trato com você?

Neste momento, um enorme tremor ecoou do céu branco acima deles, os dois se encolheram e olharam para cima.

- De novo, eu não tenho como fazer um trato com você, nem se eu quisesse.

- Como assim? Eu não entendo.- Bipper deu um passo para trás.

- Você me atormentou por muito tempo Bill. Usando o Gideão, invadindo a mente do meu tio, roubando meu corpo e quase destruindo meu mundo. E depois, através daquela organização de loucos que tentou matar a mim e a minha família- Dipper respirou fundo- minha mente deve ter guardado a sua imagem, associando você a tudo de ruim que já aconteceu comigo, por isso você está aqui agora.

- Eu ainda não consigo entender... oque isso tem haver?

- Bill... você não é real.

 

Com dificuldade, Ford abriu os olhos. Sentia a cabeça doer muito e logo percebeu que estava com dificuldade para respirar e não podia se mover direito. Percebeu o motivo, estava amarrado a uma árvore. Um estranho dispositivo iluminava o local aonde estava, era a floresta, no meio de Gravity Falls. Na frente dele estava o rosto de um conhecido, Ford o reconheceu apenas pelos olhos, roxos, era Krysta, sentado em uma pedra a poucos metros dele.

- Acordou? Que bom- disse o alien.

- Não seu imbecil, eu sou um sonâmbulo!- respondeu Ford.

Krysta riu e se levantou, ficando de pé na frente de Ford. Respirou fundo e começou um verdadeiro discurso, algo que ele havia planejado por muitos anos: "Agora, neste dia, nossa espera acabou! Aquele que nos humilhou e amaldiçoou nossas vidas está aqui, diante de nós, a vida e seu destino depende única e exclusivamente da nossa vontade e..."

- Espera...- interrompeu Stan- Como assim "nós"? Você está sozinho!

O alien suspirou e respondeu:

- Quando eu planejei esse discurso eu imaginei que aqueles dois outros paspalhos estariam comigo. Não imaginei que as coisas iriam acabar do jeito que acabaram.

- Você matou seus comparsas. Até mesmo para um criminoso, você é doente.

- Salesh era um imbecil! Dorén era um fraco! Eu estava na verdade planejando matá-los em outro momento, mas sabe como é... Pelo menos a mim foram úteis no último segundo de sua existência.- Krysta respirou fundo, pegou sua arma e voltou a falar- Por anos eu esperei pela minha vingança Stan... Eles não iam atrapalhar isso. Bom, já que você não liga para o meu discurso...

Um tiro vermelho saiu da arma e atingiu as cordas que prendiam Stan. Confuso, o velho chegou a pensar que o Alien havia errado o tiro. Ele se levantou rápido e logo assumiu uma posição de combate.

- Eu não quero te entregar para aqueles idiotas de outra dimensão, eu não ligo para o dinheiro, eu só quero é te enfiar a porrada e acabar com a sua raça! Mas vai ser uma luta justa, não se preocupe- Krysta pegou a arma e a jogou no chão, então começou a tirar a armadura.

Ainda em posição de combate, Stan não se conteve e começou a rir. "Sabe porque você e seus comparsas perderam da última vez, Krysta?", o velho disse, engolindo o riso, "porque você sempre foi excessivamente confiante e infantil!". Ambos partiram para cima um do outro.

 

Subitamente, uma enorme rachadura surgiu no chão entre eles. Os dois se olharam, Bipper parecia confuso, mas Dipper estava calmo.

- Oque você quer dizer com isso? Eu sou Bill Cipher, um demônio, um conquistador! Você...

- Eu me expressei mal. O Bill é, ou melhor, foi, real. Mas você não é. Bill está morto. É por isso que você não consegue se manifestar fora da minha mente, é por isso que você não pode me controlar, porque no fim, você é fruto da minha imaginação.

Um tremor ainda mais forte ecoou no céu, mais rachaduras começaram a surgir pelo chão e algumas até se subiam pelas paredes do horizonte. 

- Sua imaginação?

- Minha mente ficou traumatizada por causa do Bill. Depois que eu entrei em coma quando o Grão-mestre me tocou a minha mente materializou o meu medo na sua forma. É por isso que eu fiquei tão... "frio"... na minha luta contra aquele careca lunático, porque eu piamente acreditava que você estava me controlando, mas não era você, era eu.

- Mas e quando o Grão-mestre te tocou, ele acreditava que eu estava dentro da sua cabeça!

- Ele era um homem morrendo. Ele se agarrou a mim porque não tinha mais com oque contar. 

As rachaduras e os tremores acometiam os dois sem parar, mas agora eles nem ligavam mais. 

- E como você percebeu isso?

- Sempre que eu estava com medo ou raiva a sua imagem vinha a minha mente, mas você não era o criador das minha desgraças, era na verdade uma causa.

O corpo de Bipper começou a rachar, igual a tudo a sua volta, ele se parecia com uma janela de vidro prestes a ir ao chão em mil pedaços.

- Então, vai simplesmente se livrar de mim?

- Eu não vou me livrar de você, vou me curar de você.

O mundo em volta deles começou a rachar, os tremores do céu ecoavam alto e logo as rachaduras percorreram todo o corpo de Bipper, que olhava para Dipper com uma expressão séria de raiva. 

- Adeus Bill.

O céu, o chão, as paredes e o corpo de Bill explodiram em pedaços. Dipper sentiu como se estivesse caindo dentro da escuridão, mas ele estava sorrindo, sabia que, finalmente, estava livre.

Logo, o menino sentiu o chão frio do salão da mansão aonde estava. Se levantando rápido, ele ainda podia ver um pouco de fumaça em volta dele. Ao seu lado estava o velho McGucket, nocauteado. Dipper o arrastou até um sofá e o deitou nele. Tocando em seu pulso, ele pode sentir que ainda tinha batimentos. "Ainda bem que a Wendy me ensinou isso!", ele pensou. Subitamente, uma figura surgiu no salão, era Soos.

- Senhor Pines...- disse o homem, cambaleando- eu preciso te ajudar...

- Soos! Oque houve?!- disse Dipper, correndo para ajudá-lo.

- Eu estava na construção, uns caras estranhos apareceram e atiraram em mim. Eu caí e eles acharam que eu estava morto. Eu ouvi um deles dizer que estavam atrás do Sr. Pines, eu vim para cá mais rápido que pude- Soos olhou ao redor, vendo a sala destruída e os guardas da mansão caídos- mas acho que não cheguei a tempo...

Ele estava sangrando. Dipper o sentou ao lado do velho e correu pegar sua arma.

- Está tudo bem Soos. Uma ambulância está vindo, eu chamei antes da batalha na sala. Eu tenho que ir resgatar o tiovô Stan, você fica aqui?

Soos balançou a cabeça e se apoiou mais no sofá, vendo o menino correr em direção a porta. O homem não pode deixar de reparar o quando ele parecia mais forte, como se aquele menino tímido obcecado por mistério que ele viu no começo do verão estivesse anos luz atrás. 

 

Sobre a luz do dispositivo, Stan e Krysta trocavam poderosos socos e chutes. Mesmo para sua idade, Stan era ágil e conseguia desviar da maioria dos golpes de Krysta, mas o alien não brincou quando disse que esperou por isso por anos. Ele evidentemente tinha a vantagem, era capaz de se defender de todos os golpes de Ford e logo o final da luta ficou claro. Ele empurrou o velho contra uma árvore e começou a socar seu rosto.

- Por anos eu esperei!- gritou Krysta, enquanto o golpeava- Por anos eu esperei por isso, Ford!

O velho tentava raciocinar enquanto o punho de Krysta o acertava, tentando encontrar uma oportunidade de contra-ataque. Subitamente, Ford segurou o punho do alien e o deu uma cabeçada. Ambos ficaram tontos mas o homem não perdeu tempo, e começou a chutar a criatura. "Consegui, preciso controlar a distância e vou poder vencer!'', ele pensou, mas seu adversário logo se defendeu de um certeiro chute e então lançou uma cotovelada em sua perna. Stan foi ao chão e voltou a receber múltiplos socos até que Krysta parou, cansado.

- Você... Você foi pior que o esperado...- disse o alien, arfando- mas acho que não posso esperar muito de um velho, não é? Você tem essa placa de metal na cabeça, deve ser legal, protegeu contra os meus socos, mas no fim, você ainda foi nocauteado. Pelo menos você ainda vai estar consciente quando eu te vender para aqueles terroristas da minha dimensão.

Krysta se levantou a pegou as cortas. Virou o corpo de Stan, que respirava com dificuldade e começou a amarrá-lo. "Vão pagar mais se você estiver vivo mesmo.", Krysta pensou, o colocando no ombro e pegando o dispositivo de luz do chão, o céu já começava a ficar laranja, indicando o nascer do dia. "A terra até que é bonita", pensou o alien.

- Você vai sentir falta desse planeta Stan- Krysta pegou o outro dispositivo, aquele que roubará de Dorén e o jogou no chão, abrindo um portal roxo.

- Não- disse uma conhecida voz saindo do escuro- ele não vai sentir pois ele não vai embora.

O alien se virou, vendo apensa um garoto de jaqueta e com um boné de pinheiro na cabeça.


Notas Finais


Eu também publiquei um pequeno conto de terror. Se quiserem, deem uma olhada!
Perdão qualquer erro de português, até logo!


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