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História After Hogan: Depois da Verdade - Capítulo 22


Escrita por: AnonimaInsana00

Notas do Autor


Bom dia pessoinha!

Boa leitura 😉🤫

Capítulo 22 - Capítulo 21


Fanfic / Fanfiction After Hogan: Depois da Verdade - Capítulo 22 - Capítulo 21

HOPE 

“Algum plano para o Natal?”, pergunta Trevor.

Levanto um dedo para indicar que vou responder assim que terminar de saborear a garfada de ravióli. A comida está excelente. Não sou gourmet nem nada, mas imagino que só pode ser um restaurante cinco estrelas.

“Na verdade, não. Vou só passar a semana na casa da minha mãe. E você?”

“Vou fazer um trabalho voluntário num abrigo. Não gosto muito de voltar para Ohio. Tenho primos e tias por lá, mas, desde que a minha mãe morreu, não tenho muito motivo para voltar”, explica.

“Ah, Trevor, sinto muito pela sua mãe. Mas é muito legal da sua parte fazer trabalho voluntário.” Sorrio com simpatia e levo o último pedaço de ravióli à boca. O gosto é tão bom quanto na primeira mordida, mas a revelação de Trevor me faz apreciar um pouco menos a comida, embora valorize ainda mais o jantar. Estranho, não?

Conversamos mais um pouco e comemos um bolo de chocolate sem fermento delicioso com calda de caramelo. Mais tarde, quando a garçonete traz a conta, Trevor saca a carteira.

“Você não é dessas mulheres que exige pagar metade da conta, é?”, brinca ele.

“Ha.” Eu dou risada. “Talvez, se estivéssemos no McDonald’s.”

Ele ri, mas não diz nada. Logan teria se saído com alguma observação sarcástica e idiota sobre o meu comentário ter feito o feminismo retroceder uns cinquenta anos.

Notando que voltou a chover e a nevar, Trevor me diz para esperar dentro do restaurante enquanto chama um táxi, o que é muita consideração de sua parte. Alguns momentos depois, acena para mim através do vidro, e eu corro para o táxi quentinho.

“Então, o que fez você querer entrar no mercado editorial?”, pergunta ele no caminho para o hotel.

“Bom, eu adoro ler… é só isso que eu faço. É a única coisa que me interessa, então foi uma escolha natural de carreira para mim. Adoraria virar escritora em algum momento no futuro, mas por enquanto estou adorando o que faço na Vance”, respondo.

Ele sorri. “É a mesma coisa comigo e a contabilidade. Nada mais me interessa tanto. Sempre soube, desde muito novo, que iria fazer alguma coisa com números.”

Odeio matemática, mas sorrio enquanto ele fala. “E gosta de ler?”, pergunto assim que o táxi para na frente do hotel.

“Gosto, mais ou menos. Principalmente não ficção.”

“Ah… por quê?”, não consigo deixar de perguntar.

Ele encolhe os ombros. “Não ligo muito para ficção.” Ele salta do táxi e estende a mão para mim.

“Como assim?”, pergunto e pego sua mão para sair. “A melhor coisa de ler é escapar da sua vida, viver centenas ou mesmo milhares de vidas diferentes. A não ficção não tem esse poder… Não muda o leitor do jeito que a ficção é capaz.”

“Não muda o leitor?” Ele ergue uma sobrancelha.

“Isso mesmo. Se você não for afetado de alguma forma, mesmo a menor possível, não está lendo o livro certo.” 

Enquanto passamos pelo saguão, olho para os quadros nas paredes.

“Gosto de pensar que cada romance que li se tornou uma parte de mim, ajudou a criar quem eu sou, de certa forma.”

“Você fala com muita paixão!” Ele ri.

“É… Acho que sim”, digo. Logan concordaria comigo, uma conversa como essa entre nós poderia se estender por horas, dias até.

Pegamos o elevador em relativo silêncio e, quando saímos, Trevor anda meio passo atrás de mim no corredor. Estou exausta e pronta para dormir, embora sejam só nove da noite.

Trevor sorri quando chegamos à porta do meu quarto. “Foi uma noite incrível. Obrigado por jantar comigo.”

“Obrigada a você pelo convite.” Sorrio de volta.

“Gosto muito da sua companhia; temos muito em comum. Adoraria sair com você de novo.” Ele espera minha resposta, e em seguida esclarece: “Fora do ambiente de trabalho”.

“É, eu também”, respondo.

Trevor dá um passo à frente, e eu gelo por dentro. Ele estende o braço e põe a mão em meu quadril, se inclinando na minha direção.

“Humm… Acho que essa não é a melhor hora”, murmuro.

Seu rosto se inflama de vergonha, e me sinto terrivelmente culpada por impedir seu avanço.

“Ah, entendi. Desculpa. Não devia ter…”, ele gagueja.

“Não, tudo bem. Só não estou pronta para isso…”, explico, e ele sorri.

“Entendi. Vou voltar para o meu quarto. Boa noite, Hope”, ele diz e vai embora.

Assim que entro no quarto, solto um suspiro profundo que não tinha percebido que estava segurando. Tiro os sapatos, e me pergunto se deveria ou não tirar o vestido antes de deitar.

Estou cansada, muito cansada. Decido deitar enquanto penso no assunto, e em poucos minutos pego no sono.

O dia seguinte passa num instante ao lado de Kimberly, e fazemos mais fofoca do que compras.

“Como foi a noite ontem?”, pergunta ela.

A mulher que lixa minhas unhas inclina a cabeça, curiosa, e eu sorrio para ela. “Foi bom, Logan e eu saímos para jantar”, respondo, e Kimberly fica boquiaberta.

“Logan?”

“Trevor. Eu quis dizer Trevor.” Se não estivesse fazendo as unhas, teria dado um tapa na minha própria testa.

“Humm…”, Kimberly me provoca, e eu reviro os olhos.

Depois da manicure, entramos numa loja de departamentos. Vemos um monte de sapatos diferentes, e gosto de algumas coisas, mas nada que realmente queira comprar. Kimberly pega um monte de blusinhas com um entusiasmo que me diz que ela realmente gosta de fazer compras.

Quando passamos pela seção de roupas masculinas, ela escolhe uma camisa azul-marinho de botão e diz: “Acho que vou levar essa para o Christian também. É divertido, porque ele odeia quando gasto dinheiro com ele”.

“Ele não tem… você sabe… bastante dinheiro?”, pergunto, torcendo para não parecer intrometida.

“Ah, tem. É podre de rico. Mas gosto de pagar a minha parte quando saímos. E não estou com ele por causa do dinheiro”, ela responde, orgulhosa.

Fico feliz de ter conhecido Kimberly. Tirando Lizzie, é minha única amiga agora. E nunca tive muitas amigas, então isso é um pouco novo para mim.

Apesar disso, fico feliz quando Christian liga e manda um carro nos buscar. Me diverti muito em Seattle, mas sofri um bocado também. Durmo durante toda a viagem de volta, e eles me deixam no motel. Para minha surpresa, meu carro está lá, estacionado na mesma vaga que antes.

Pago mais duas noites e mando uma mensagem para minha mãe, dizendo que estou doente, talvez alguma intoxicação alimentar. Ela não responde, então ligo a televisão depois de vestir um pijama. Não tem nada passando, literalmente nada, e prefiro ler, de qualquer jeito. Pego as chaves do carro e vou buscar minhas coisas no porta-malas.

Quando abro a porta, um objeto preto me chama a atenção. Um e-reader?

Pego o aparelho e retiro o pequeno post-it grudado na frente, que diz: Feliz Aniversário. Logan. Meu coração dispara, e depois fica apertado. Nunca gostei muito da ideia de dispositivos eletrônicos de leitura. Prefiro segurar um livro nas mãos. Mas, depois da conferência do fim de semana, minha opinião mudou um pouco. Além disso, assim vai ser mais fácil carregar os originais por aí sem desperdiçar tanto papel para imprimir todos eles.

Ainda assim, pego a cópia de Logan de O morro dos ventos uivantes do assoalho do carro e volto para o meu quarto. Quando ligo o e-reader, abro um sorriso e, na mesma hora, começo a soluçar. Na tela inicial, há uma pasta chamada Hope, e quando toco nela para abri-la vejo uma longa lista com todos os romances sobre os quais Logan e eu discutimos, brigamos ou até rimos. 


Notas Finais


Vou postar mais capítulo hoje!

Beijinhos -AI😘🤫


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