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História After Last Summer - DRARRY - Capítulo 5


Escrita por:


Notas do Autor


espero que goste:)

Capítulo 5 - Capítulo 1: De Volta a Hogwarts


— SAI DE PERTO DE MIM! – foi a primeira coisa que ouvi assim que acordei, ainda de madrugada; depois da prisão do meu pai minha mãe começou a ter pesadelos constantes com os abusos que sofria do meu pai. Ela foi ensinada que deveria servir ao marido independente do que quisesse então não falou nada durante o julgamento.

Me levantei e fui até o quarto de Scorpius, que também tinha acordado com o grito, então andamos até o fim do corredor, onde ficava o quarto de nossa mãe, ela sempre se sentia segura quando dormíamos com ela depois de um pesadelo então já havia virado um hábito devido ao fato dela estar tendo os mesmos sonhos todas as noites. Abrimos a porta e vimos nossa mãe se debatendo com os braços ao lado da cabeça, como se tentasse se soltar, toda suada e ainda gritando para meu pai sair de cima dela.

— Mãe acorda. – a sacudi levemente para não a assustar ainda mais – Papai foi preso não pode fazer nada com você. – Scorp estava atrás de mim, apoiado nas minhas costas, ainda morto de sono. – Mãe eu e Scorp estamos aqui, não vai acontecer nada. – em questão de segundos ela parou de se contorcer e levantou com os olhos arregalados, que suavizaram assim que me viu ao seu lado com um loiro um pouco menor apoiado em minhas costas quase dormindo.

— Acordei vocês de novo amores? – ela disse com uma voz arrastada e arrependida, sempre achava que deveria se virar sozinha com isso.

— Tudo bem. – a empurrei um pouco para o lado para que eu pudesse deitar com ela, e quando fui mais para frente meu irmão quase caiu de cara no chão se eu não tivesse o segurado – Vai dormir idiota, mal se aguenta em pé, eu fico com ela.

— Não tudo bem. – o mais novo disse se arrastando até o outro lado da cama e se aconchegante nos braços de minha mãe, e eu fui logo em seguida deitar do outro lado da mulher de cabelos loiros.

— Às vezes vocês parecem mais meus pais do que eu a mãe de vocês. – foi a última coisa que ela disse antes de cair no sono, me virei acariciando seus cabelos até ela relaxar totalmente e conseguir dormir em paz, e eu cai no sono logo em seguida, afinal amanhã voltaria para Hogwarts não poderia ficar cansado e perder o trem.

...

Acordei por volta das sete da manhã abraçado com Scorpius, que roncava contra seu peito. Me levantei e de modo muito calmo e carinhoso acordei meu irmão – o derrubando da cama – assim que se levantou correu atrás de mim, mas eu fui mais rápido e consegui entrar correndo no meu quarto, enfim uma rotina extremamente saudável entre irmãos.

Fui até o banheiro do meu quarto e me observei no espelho por um tempo – cara de cansado, cabelos desgrenhados, sem camisa e continuo um gostoso – sorri para o espelho e fui até o quarto para pegar meu celular que havia deixado na cômoda, voltei ao banheiro e fui tomar meu banho matutino.

Terminei o banho e fui decidir uma roupa com a toalha em volta da cintura, observava meu imenso guarda-roupa de mogno com apenas algumas roupas, a maioria eu havia colocado na mala para levar de volta a Hogwarts, escolhi meu suéter da Sonserina e uma calça justa preta com algumas correntes, um vans (um tênis trouxa que gosto bastante), uma corrente prata no pescoço e alguns anéis – sempre amei anéis, recebia muitos elogios por causa das minhas mãos, são grandes, talvez seja por isso que gostam tanto, e os anéis ressaltam a beleza de meus longos dedos – encolhi as malas para colocá-las nos bolsos, não era obrigado a ficar carregando como um elfo doméstico, era inteligência o suficiente para carregá-los nos bolsos.

Chequei o horário e ainda eram sete e quarenta, o café só era servido as oito então resolvi mexer no celular – algumas mensagens de Pansy insistindo que Potter gostava de mim, outras do Blaise reclamando de alguma coisa sem importância e outra discussão no grupo dos Sonserinos do sétimo ano – chequei o horário novamente e sai do quarto descendo para o café da manhã, minha mãe e meu irmão já estavam me esperando; me sentei, peguei uma xícara fumegante de café sem açúcar e algumas torradas.

— Animado para o último ano querido? – minha mãe me perguntou enquanto tomava seu chá, dei um breve aceno de cabeça e levei minha xícara até a boca tomando mais um pouco de café.

— Vai ser bom não ter que ser um idiota com todo mundo. – minha mãe riu fraco e voltou a atenção ao seu chá.

Terminamos o café da manhã e fomos até a sala, meu irmão continuou a assistir uma serie chata que ele gosta, minha mãe foi até o escritório e eu voltei a ler meu livro sobre a vida de Godric Grinffindor, iria lidar com grifinórios logo então era bom mergulhar nesse mundo vermelho e dourado. Fiquei mergulhado nas palavras até as dez e meia, minha mãe desceu do escritório e fomos até o carro na estação; ela viu os primos, os Potter’s e os Weasley’s conversando e foi até eles.

— Oi Cissa. – Sra. Potter veio até ela e a abraçou forte, nem notando a minha presença e de Scorp, pelo menos eu achava – Oi meninos, você está enorme Draco, não te vejo de perto desde de que você era um neném. – sorriu docemente pra mim antes de se virar e abraçar meu irmão – Para de crescer menino, você e Albus vão me passar daqui a pouco. – o soltou e bagunçou um pouco seu cabelo, ele já tinha ido na casa dela muitas vezes por causa Albus, era quase da família deles – Meus filhos e os outros já estão no trem. – sorri para ela e para o resto do grupo, me despedi da minha mãe, e fui em direção ao trem e senti uma mão puxando meu braço, quando me virei vi que era Professor Black, Sr. Potter e o Professor Lupin sorrindo para mim.

— Que bom que não é como seu pai garoto. – disse Sirius um pouco baixo, a simples menção do meu pai irritava minha mãe – Realmente acho que pode ter potencial na minha aula, agora que pode participar dela.

— Narcisa diz que é um bom garoto Malfoy, Harry também parece ter uma boa opinião de você agora, não reclamou de você esse verão como de costume, não me decepcione loiro. – Sr. Potter disse sério, sorri para ele, Sirius soltou meu braço e eu segui até o trem meio confuso, Potter fala de mim?

Meu irmão me esperava na entrada do trem, entramos e fomos até o vagão dos Grifinórios, o trem ainda estava parado então Scorpius só entrou no vagão sendo muito bem recebido e parou ao lado do melhor amigo, e logo depois foi puxado para o colo pelo mesmo, o deixando vermelho como um tomate, e trocas de olhares de todos no vagão que nem perceberam minha presença, Lovegood estava no colo da Weasley, Longbottom, Albus e agora Scorpius do lado, e no banco a frente estavam Potter no colo de Granger, o Weasley, Thomas e Finnigan; bati levemente na porta para notarem que eu estava lá, todas as conversas e risadas pararam, e eu não pude deixar de revirar os olhos, recebendo um olhar confuso do Potter mais velho e um irritado dos dois Weasley’s no vagão.

— O que você quer Malfoy? – o ruivo perguntou sério e todos os olhares se voltaram a mim.

— Calma Weasley, eu vim pedir desculpas por tudo, principalmente pra você Granger, você não faz ideia do quanto me enojava te chamar de – fiz uma pausa engolindo seco, não gostava daquela palavra – você sabe, me recuso a dizer aquilo de novo, também pra vocês ruivos, a família de vocês é melhor de que a minha era em qualquer sentido, e você também Longbottom eu não deveria ter dito tudo o que disse sobre sua coragem, vocês também – me virei para Dean e Seamus – agora como sabem eu era forçado a ser um homofóbico de merda, admiro a coragem de vocês, Lovegood sempre te admirei me acho um babaca por tudo que dizia, você tem uma energia boa que eu nunca vou ter e por último Potter, – os dois Potter’s olharam pra mim – não tenho que pedir desculpas pra você Albus, vive na minha casa e se te xingasse de qualquer forma era capaz de Scorp me lançar um Avada, e eu sou lindo demais pra morrer. – me virei para olhar Harry nos olhos – Eu nunca quis ser seu inimigo cicatriz, meu pai me falou que você era uma espécie de ameaça e eu só obedeci, eu queria ser seu amigo, de todos vocês, ou pelo menos queria que conhecessem o verdadeiro Draco Black Malfoy, e por favor nunca mais se refiram a mim com o nome daquele monstro por favor. – olhei pra baixo e esperei uma resposta.

— Eu não vejo problemas em dar uma segunda chance para o Draco. – Luna disse com um sorriso doce me fazendo olhar para cima novamente e sorrindo de volta.

— Se o amor da minha vida não se importa eu também não, e você Mione? – a ruiva disse, fazendo todos os olhares virarem para morena.

— Deu pra sentir a repulsa dele em pensar em me chamar de sangue ruim, vou te dar outra chance não me decepcione. – sorri para ela.

— Quem sou eu pra duvidar de Hermione Granger. – Neville disse rindo, Dean e Seamus concordaram.

— Não vou duvidar de Mione mas ainda tenho um pé atras com você. – Ronald disse em tom de brincadeira, e eu sorri para ele, agora só faltava Harry que não tinha tirado os olhos de mim desde que cheguei.

— Ok Malfoy, sem ressentimentos – ele sorriu – Acho que agora eu posso aceitar aquele aperto de mão do primeiro ano. – ele levantou do colo da amiga e me estendeu a mão – Muito prazer Harry Potter.

— Draco Black Malfoy. – apertei sua mão, sorri para ele e ele sorriu de volta, um sorriso tão lindo que derreteu todos os meus órgãos, me deixando em transe e quando ele soltou minha mão sai do limbo em que minha mente se encontrava e limpei minha garganta – Vou com Blaise e Pansy, eles estão me esperando. – entrei no vagão deles e fui até Scorpius bagunçando seu cabelo – Tchau idiota, qualquer coisa sabe onde me encontrar. – sorri e sai de lá.

Fui até onde meus amigos estavam, me sentei no banco onde Pansy estava e deitei minha cabeça no seu colo com um sorriso totalmente idiota do rosto. Ela me olhou e sorriu convencida, ela parecia ler minha mente a maior parte das vezes.

— Potter? – balancei a cabeça compulsivamente de forma afirmativa – O que ele fez de adorável agora? – e começou a pentear meu cabelo com os dedos, era o adjetivo que eu mais usava para defini-lo então virou motivo de zoação dos meus amigos, mas fazer o que ele é adorável.

— Eu fui pedir desculpas para todo mundo no vagão do Potter e geral me deu uma segunda chance, mas isso é o menos importante. Primeiro que o próprio pai do Potter disse que ele tinha uma boa opinião de mim agora e que normalmente ele passa o verão inteiro reclamando de mim, o que parece ruim mas pelo menos ele não me considerava só um inimigo bobo da escola, mas quando ele me perdoou e tudo mais ele meio que recriou quando eu pedi para ser amigo dele no primeiro ano e deu o sorriso mais lindo do mundo, tão iluminado me derreteu por inteiro não sei como não desmaiei ali mesmo. – disse tudo em uma única respiração e tentei recuperar o ar o mais rápido possível, me levantei do colo de Pansy, ajeitando meu cabelo, e voltando a minha pose eventual – E atualização sobre scorbus, Albus puxou o meu irmão pro colo dele e pelas trocas de olhares das outras pessoas no vagão acho que ele também gosta dele. – esse ano eu vou fazer de tudo para aqueles dois virarem um casal, ou meu nome não é Draco Lucius Malfoy, o bom é que já não é mesmo então estou salvo – Mas então algum caso de verão que não me contaram?

— Na verdade sim. – Pansy disse com um amplo sorriso – Estou oficialmente fora do mercado vadias, uma lufana conquistou meu coração. – o sorriso se ampliou junto com a nossa cara de espanto, Pansy Parkinson namorando hoje chove hipógrifo, só pode – O nome dela é Becky Clarke, do nosso ano, um pouco menor que eu, olhos de avelã e belos fios loiros escuros, nos conhecemos em Hogsmead nas férias e estamos juntas desde então e eu não contei porque só oficializamos ontem, tem um minuto pra perguntas a partir de agora.

— Temos alguma aula com ela? – Blaise perguntou calmamente.

— História e Cultura Trouxa. – respondeu olhando o celular.

— Quando vamos conhece-la? – perguntei.

— Pode ser depois da cerimônia de seleção de casas e do jantar ela pode ficar conosco na nossa comunal. – ela disse com um sorriso.

— Legal, estamos felizes por você. – Blaise disse sorrindo para ela e eu concordei – E eu devo dizer que deixei um rastro de corações partidos em Paris. – ele piscou para nós com um sorriso convencido e arqueado as sobrancelhas.

— Uma namorada, corações partidos e um pai em Azkaban temos muito o que comemorar. – disse em tom de brincadeira fazendo os dois rirem.

ϟ

Assim que Malfoy saiu de nosso vagão me sentei no colo de Mione novamente e todos olharam para mim esperando que eu dissesse algo.

— O que foi? Perderam alguma coisa no meu rosto? Eu sei que sou lindo, mas não precisa encarar. – todos riram revirando os olhos, eu sabia o porquê, mas muitas vezes a melhor solução é se fingir de idiota.

— O aperto de mão, o sorriso idiota e o "cicatriz", ele está flertando com você e você está flertando com ele, quem não percebe isso é idiota. – Ginny disse irritada, mas com um sorriso pra suavizar a, como ela mesmo dizia, surra de verdade.

— Harry até eu percebi. – Neville disse com um sorrisinho reconfortante.

— Vocês estão falando do idiota do meu irmão, mas nunca pensaram em perguntar pra sei lá, o irmão do Draco que vive com a gente? – meu irmão disse apontando o quão obvia era essa alternativa.

— Vocês acham que eu falaria dos sentimentos que podem ou não existir do meu irmão pelo Harry? – Scopius sorriu incrédulo – Eu não sou idiota, se ele gostar de você ele vai deixar claro esse ano, agora que ele pode dar em cima de Hogwarts inteira ele vai escolher uma vítima só aguardem e vão ver. Meu irmão deixa claro com sinais que ele acha sutis, mas que na verdade são quase como se ele escrevesse "eu gosto de tal pessoa" em um cartaz. – todos bufaram e reviraram os olhos exceto por mim que notei meu irmão puxando o "amigo" para mais perto o abraçando pela cintura – E me admira você senhor Potter – direcionou um olhar irritado falso ao meu irmão – dar esse ideia sabendo que meu irmão é a loucura em pessoa, sendo que ele te ameaçou quando você começou a tentar fazer amizade comigo, o que ele tinha dito mesmo? – ele colocou a mão no queixo como se pensasse e depois arregalou os olhos e virou o rosto para encará-lo – Lembrei. Que ele iria te torturar por mil anos se você simplesmente me deixasse magoado.

— Isso é sério? – Ron não sabia se ficava assustado ou ria.

— Sim, mas eu não o julgo vocês não sabem como é ruim ver esse rostinho lindo chorando. — ele apertou as bochechas do loiro e logo em seguida beijou sua bochecha, fazendo Scorpius atingir um tom de vermelho que daria inveja ao cabelo dos Weasley's, fazendo o vagão trocar olhares.

— E se convidarmos ele o pra festa na Sala Precisa, vai ser legal ver como ele está e vai tá todo mundo bêbado vai que a bebida da coragem pro Harry. – Seamus disse recebendo um tapa do namorado – Ai! Você sabe que eu estou certo. – virou a cara convencida pra gente – Mas o que vocês acham?

— Acho que eles já iriam de qualquer forma. – olhamos confusos para Neville que atingiu um leve tom de vermelho – Parkinson está namorando uma amiga de Rolf, ele convidou a amiga e ela provavelmente vai convidar a namorada que sempre vem com os amigos de brinde.

— Mas eu acho que podemos convidá-lo formalmente. – disse normalmente recebendo sorriso idiotas e piscadinhas de todos os meus amigos – Porque eu sou amigo de vocês? Enfim eu o chamo.

— Ok. – todos disseram de forma insinuativa ao mesmo tempo e eu só pude revirar os olhos.

ϟ

Saímos do trem e logo entramos nas carruagens em direção a Hogwarts, chegando um tempo depois. Como eu senti falta desse lugar, um verão longe e parecia que faziam anos, e como eu já esperava fui recebido muito bem com olhares de canto, cochichos e alguns que simplesmente me ignoraram.

Fomos guardar nossas malas e depois fomos até o Salão Principal, Dumbledore fez um pequeno discurso e a seleção dos primeiranistas começou, vieram uma boa quantidade de alunos para Sonserina, mas muito mais para Lufa-Lufa e Corvinal, Grifinória recebeu quase a mesma quantidade que a minha casa, e antes de começarmos a comer Minerva deu um pequeno anúncio.

— Queríamos incentivar cada vez mais a irmandade entre as casas então a partir desse ano as mesas são avulsas, qualquer um pode sentar em qualquer uma, boa refeição. – e se sentou novamente na mesa dos professores, houveram trocas de lugares em todas as mesas e Pansy chamou a namorada que veio rapidamente trazendo um amigo, acho que era Rolf Scamander, tínhamos uma aula juntos eu acho, eles se sentaram e eu estava meio distraído com os burburinhos, e olhares para mim então só acenei com a cabeça para eles e logo em seguida me levantei, batendo um livro que havia trazido na mesa, causando um enorme e alto barulho ecoando pelo local, e comecei a dizer, ou melhor gritar.

— Olha aqui, eu não quero que fiquem com pena ou seja lá o que estiverem sentindo de mim, se tiverem algo a dizer digam para mim e não fiquem me olhando de canto e cochichando como covardes fofoqueiros – respirei fundo e voltei a gritar – Sim meu pai me torturava, mas quase nunca tocou no meu irmão por que eu insistia pra ser punido por ele, e minha família está muito melhor sem aquele monstro, então se quiserem falar de mim pelo menos tenham o mínimo de coragem e falem comigo. – me virei para mesa dos professores que estavam todos me olhando espantados com a minha atitude e me repreendendo com o olhar – Desculpem professores não quis faltar com respeito, mas isso me irrita profundamente – o diretor me olhou por cima dos óculos e sorriu para mim então me sentei novamente.

Comemos tranquilamente, pudemos conhecer melhor Becky, ela é realmente muito legal e combina com Pansy, embora seja bem tímida, terminamos de comer e saímos do Salão Principal sem perceber que alguém nos seguia até no meio do corredor eu sentir alguém cutucar meu ombro, o corredor estava vazio e eu estava concentrado na conversa então aquele toque me fez gritar não muito alto e pular me virando assustado, me acalmei quando vi que era só Potter(o mais velho no caso), que me encarava assustado e segurando a risada.

— Malfoy posso falar com você? – ele sorriu tímido e eu acenei com a cabeça acalmando minha respiração – Pode ser a sós? – meus amigos me olharam, eu assenti e eles sumiram no corredor — Eu e meus amigos vamos fazer uma festa de começo de ano na Sala Precisa sábado à noite e queria te convidar, vai ter bebida, karaokê, verdade ou consequência e se quiser pode chamar seus amigos, o que acha? – ele parecia meio constrangido, acho que não queria que eu fosse, mas eu não iria perder a chance de ver um bando de grifinórios bêbados.

— Claro, estarei lá. – sorri e me virei para sair, mas ele puxou meu braço.

— Vai começar as sete da noite, – ele passou pensando um pouco – e eu sinto muito por tudo que aconteceu com você, deve ter sido horrível, meu pai disse que te viu no chão com cicatrizes por causa da tortura, eu realmente não sei como é o seu próprio pai fazer algo tão horrenda, te achei muito corajoso por proteger seu irmão – ele sorriu um pouco corado, ficava tão bonito assim, quase hipnotizador – te admiro muito por causa disso, espero que realmente possamos nos dar bem agora. – eu sentia meus olhos arderem um pouco, nem meus próprios amigos tinham falado sobre isso comigo esse verão, nem mesmo pra me dar suporte, sorri de canto e senti uma lagrima descer pelo meu rosto e olhei para o lado – Ei, não fica assim, por mais que não seja a melhor história do mundo, nós temos muita e se precisar só falar com alguém eu estou aqui. – ele parecia confuso sobre o que fazer, mas depois me abraçou forte, eu era mais alto então ele teve que ficar nas pontas dos pés me abraçando pelo pescoço, eu o abracei pela cintura e apoiei o rosto em seu ombro.

Ninguém tentou falar comigo sobre isso e por mais que até ontem fossemos inimigos até ontem, era bom ter pelo menos uma pessoa me dando apoio, porque eu tinha que ser forte pelo meu irmão e minha mãe não sobrou muito tempo pra mim, para pensar nisso, ele era realmente um babaca, mas era meu pai, e principalmente receber aquele abraço de alguém que eu sou apaixonado, ele estar mostrando que se importa me fazia ficar ainda mais sentimental, aquilo parecia durar horas, o tempo estava parado era como se estivéssemos fora do mundo, ele me soltou, colocou a mão no meu ombro e eu limpava as lágrimas que tinham me escapado.

— Ninguém tinha falado nada pra mim sobre isso, realmente é muito bom saber que alguém te apoia embora meus amigos, estejam aqui eles são mais fechados sobre sentimentos, – respirei fundo – só obrigada Potter.

— Me chama de Harry. – ele tirou a mão do meu ombro e sorriu.

— Ok, então pode me chamar de Draco.

— Prefiro doninha. – ele riu e eu revirei os olhos.

— Você ainda se lembra disso? – respondi indignado, um dos alunos da Grifinória colocou uma poção no meu suco e me fez virar uma doninha no meio do Salão Principal no quarto ano, um dos piores dias da minha vida.

— Claro, Ron diz que foi um dos melhores momentos da vida dele. – ele riu baixo como se recordasse do momento – mas se fizer você se sentir melhor você era uma doninha muito fofa, arrancou uns suspiros das meninas da Grifinória, embora não gostasse de você – ele olhou para baixo ainda rindo – até de alguns meninos. – e ficou meio corado, me fazendo estreitar os olhos, ele era um dos meninos?

— Por favor eu sou muito fofo e não só como doninha. – sorri convencido passando as mãos pelo meu cabelo, olhei as portas atrás de Harry abrindo e seus amigos vindo até nós – Bom tenho que encontrar meus amigos, com licença, foi bom conversar com você testa rachada. – ele revirou os olhos

Segui até o fim do corredor calmamente, começando a correr assim que virei o corredor sorrindo feito louco – Ele me pediu para me chamá-lo de Harry, e me achava uma doninha adorável, corajoso, corou não sei quantas vezes enquanto conversávamos e ainda me chamou para uma festa com os amigos dele, eu posso estar entendendo errado e ele só estar sendo gentil? Posso, mas isso ainda significa que ele não me odeia – segui mais calmo até as masmorras, disse a senha e corri para o dormitório de Pansy porque eu e Blaise combinamos de ficar um tempo lá, entrei e vi Pansy deitada na cama com Blaise apoiando no seu ombro, ambos mexendo no celular e nem notaram minha presença, até eu pegar um ursinho que 'Pan tinha na cômoda e jogar nos dois, que viraram assustados e irritado mas quando iam começar a falar, me joguei na cama.

— Harry me abraçou, me chamou de fofo, corajoso e me chamou para uma festa. – eles me olharam, se olharam depois sorriram.

— Adorável. – eles disseram em uníssono e depois riram, me fazendo revirar os olhos e rir com eles.

E ficamos naquele clima agradável o resto da noite contando sobre nossas férias, conversando sobre os casos de Blaise e minhas músicas novas.

Mas a conversa com Harry ainda não sai da minha cabeça, eu tenho um bom pressentimento sobre esse ano.

*********

Notas: oie:) a fic vai ser a maior parte narrada pelo Draco, com alguns caps pelo harry ou com transições rápidas pra sabermos o que se passa na cabeça do nosso cicatriz, porque sim:)

o próximo cap vai ter música por que eu tive uma ideia e eu espero que de certo

vou tentar postar um cap por semana:) 

e quanto a Becky e o Rolf, eu queria colocar uns lufanos para honrar minha casa, principalmente por eu estar meio traumatizada por ter acabado de ler JD a pouco tempo então sem Cedric por um tempo

 e também eu queria dar um par pro Neville, e não queria o Nott pq não vou com a cara dele

então fora drarry qual o casal que estão mais curioses para do desenvolvimento:

Becky+Pansy

Rolf+Neville

Scopius+Albus

agr uma perguntinha rápida: o tamanho tá bom? preferem maior, menor ou assim mesmo?

Votem e comentem, conselhos, opiniões e críticas(construtivas) são extremamente bem vindas:)
beijinhos de jasmim, e fui!��

(4440 palavras)


Notas Finais


espero que tenha gostado:)


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