1. Spirit Fanfics >
  2. After practice >
  3. One-shot: Training

História After practice - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Bom, eu acho que vou fazer mais one-shots daqui pra frente, dá muito trabalho atualizar fics com muitos capítulos e eu quase não tenho tempo pra isso.


•Já avisando que possui cenas de violência, mas não é nada pesado.

•Tem uma tentativa de Drama na fic, não sou muito boa em fazer essa categoria, mas espero que tenha ficado bom.


IwaOi meu novo OTP♡


Até as notas.

Capítulo 1 - One-shot: Training


Fanfic / Fanfiction After practice - Capítulo 1 - One-shot: Training


Assim como todos os finais de semana, lá estavam Iwaizumi e Oikawa, disposto a praticarem seus treinos de sempre, com nenhuma novidade, já que era isso que ambos faziam toda sexta antes de irem para casa. E assim como já dito, após todos irem embora do ginásio, os dois adolescentes eram os únicos a ficarem, preferiam práticar juntos em suas perspectivas posições — E se possível, preferiam ficar sozinhos. Porém, algo estava diferente para Oikawa, e isso não era referente ao treino ou algum aspecto físico. Na verdade, oquê vinha a lhe incomodar, é que não demoraria muito tempo para a formatura, completar o colegial não era um objetivo distante. E acabar a escola não era o problema, longe disso: O verdadeiro e real motivo que lhe incomodava era o fato de após isso ter que se separar de seu time, ou melhor, separar-se de seu melhor amigo ali presente. 

Mesmo tendo esse tipo de pensamento, não podia se distrair do real motivo de estár ali, e nem mesmo comentar sobre essa agonia com alguém — Afinal, o achariam um tolo por tais pensamentos pessimistas — mas um futuro promissor mesmo que distante, continua sendo preocupante. Logo voltou a sua consciência, seus pensamentos foram arrancados de si quando segurou o objeto redondo em mãos, este que havia sido entregue pelo amigo. Entendendo o significado daquilo, olhou para o maior por poucos segundos até recordar-se do ato, e se concentrar atentamente no treino. Ambos não disseram uma só palavra desde o princípio, afinal, não era necessário falar para se entenderem. Iwaizumi foi para sua posição e, não demorou muito para voltar a correr em direção a rede, logo estando á frente de Tooru que olhou para cima com a bola sob a posição perfeita para ser jogada. Assim que a encostou e impulsionou para cima, os poucos segundos em que o objeto deixava sua mão pareceram ocorrer em câmera lenta. Porque pensou: E se este for meu último levantamento para você, Iwa-chan? 

Talvez fosse algo egoísta de se pensar, mas coisas como essa se passam diariamente na mente de todos. Sempre pode ser a última vez. Sabia que não estava fazendo o certo sempre que precisava reprimir seus próprios sentimentos, afastar seus impuros desejos. Não era nenhuma novidade para si mesmo de que nutria sentimentos além da amizade por seu melhor amigo. Mas na realidade, isso não era nem um pouco fácil esconder, e muito menos sentir. 

Quando reparou no arremesso que fez a pouco novamente, percebeu que havia cometido um pequeno erro, porém que afetou no ângulo do levantamento, fazendo assim Iwaizumi conseguir acertar por pura sorte. Mas óbvio que ele percebeu aquele pequeno detalhe na jogada de Oikawa, afinal, essa não era a primeira vez que treinavam e ele sabia mais do que ninguém que Tooru não cometia erros assim, tão descuidados. Hajime sabia perfeitamente as técnicas que seu amigo usava para cada mínimo toque que ele distribuía na bola, isso se deu a tanto tempo que observou Oikawa, a tantos treinamentos e Jogos que concorreram juntos. 

Quando a bola bateu sob o chão do outro lado da quadra, Iwaizumi se concentrou em olhar para o rosto alheio, não foi difícil perceber o sentimento de frustração que o menor sentia. O olhar foi devolvido para ele, e parecia confuso, sabia do erro cometido, mais não que o outro havia notado.

– Oikawa, oque houve? Esse levantamento foi péssimo. – Falou quebrando o silêncio, sem pena de apontar o visível erro do menor. 

O levantador olhou para ele, e instintivamente parou o encarando, uma expressão de dúvida surgiu em sua face. Depois de alguns segundos processado, entendeu oque ele quis dizer, e respondeu ainda pensativo:

– Desculpe – Apenas uma palavra saiu de seus lábios. 

Não queria prolongar nenhum tipo de assunto, então de súbito cortou o contato visual e correu até a bola, após a pegar voltou para sua posição inicial. Obviamente Hajime não ficou satisfeito com aquilo — Tão pouco entendeu oquê o pedido de desculpas quis dizer — Mas sabia perfeitamente que Oikawa Tooru jamais responderia assim, primeiro porque não erraria em um treino sem nenhuma pressão adversária, segundo, porquê teria feito algum tipo de comentário para se defender. Mas, o menor a sua frente fingiu esquecer da conversa, e encarou a bola em suas mãos esperando que o outro voltasse a praticar o esporte. Mesmo intrigado, Iwaizumi voltou a se posicionar, e desta vez, mais rápido do que o necessário correu em direção a divisão da quadra logo de relance percebendo o arremesso levantado a si. Portanto, desta vez foi mais que péssimo: A bola nem chegou a tocar sua mão, nem mesmo foi próxima de tocar. Foi um levantamento mais alto do que o necessário, e isto despertou certa fúria e curiosidade no mais velho. Sabia que Oikawa não brincava em quanto jogava vôlei, muito menos em quanto eram apenas os dois a treinar, então a possibilidade daquilo ser uma brincadeira consigo era menos que mínima. Mas, sua irritação veio devido a não ter respostas para as perguntas formuladas em sua própria mente. 

— Jogue direito, Oikawa — Ordenou sério, um tom autoritário que refletia uma impaciência exagerada. 

Porém, sua resposta não veio de imediato. Ou melhor, ela nem mesmo chegou a sair. 

O capitão de Jousei apenas acenou positivamente, sem responder nem uma letra "A" Para o atacante. Aquele simples gesto de concordar sem retrucar deixava mais que claro que tinha algo o incomodado em excessão. Iwaizumi não queria voltar a treinar com alguém que tão pouco o escutava, quem dirá faria levantamentos bons. Percebeu agora, que Oikawa nem se esforçou para ir atrás da bola novamente, nem ao menos fez menção de o fazer. Com o impulso, o maior andou até ele em passos largos, percorrendo uma curta distânciaia até estár próximo suficiente de Tooru. Próximo o bastante para lhe segurar a gola, e Oikawa foi forçado a o encarar, sua expressão de indiferença era o oposto do semblante irritado de Hajime. 

— Qual o problema?! — Perguntou mais como uma repreensão, tentando no meio daquela face inexpressiva, identificar a solução para os atos de seu parceiro. 

— Nenhum problema. — Respondeu simplista, sem se importar com a raiva que causará no maior — Bom, se não for treinar, eu prefiro ir pra casa logo — Falou sem cerimônias, sendo solto pelo outro com certa brutalidade. 

— Como vou treinar com alguém que nem mesmo está me escutando? — Se afastou ainda pensando sobre oquê havia feito de errado para ser tratado assim, mas nenhuma resposta veio — Responda! — Gritou exaltado voltando a romper a distância. Voltou a segurá-lo pela gola e, desta vez puxando ainda mais, o olhava irritado com menção em o atirar para qualquer canto que não fosse sua vista. 

E nesse ato, acabou se aproximando demais e com a brutalidade em que o fez, o 'bac' acabou derrubando ambos. Oikawa caiu de bunda, sentido uma leve pontada com isso, porém não se comparou ao desconforto de Iwaizumi ter caído em cima de si. Porém, o atacante não se importou com isso, estava preocupado mesmo é com as atitudes que seu aliado estava tomando ao longo dessa conversa. 

— Eu fiz algo que magoou você? — O menor se surpreendeu com a fala, não imaginava que isso teria um impacto tão grande com seu subconsciente. 

A única pessoa que havia lhe magoado, era ele mesmo. Por não saber oquê fazer quando seu coração acelerava com uma simples fala de preocupação do outro, por nutrir sentimentos por alguém com quem deveria manter apenas um laço de compaixão. Seus murmúrios internos estavam o sufocando, a angústia de não poder dizer tudo que sente, cada emoção que guardava consigo mesmo. Isso era tudo uma questão de tempo, em horas seu cérebro se focava em esquecer tudo e todos ao seu redor, em reprimir a paixão e fingir que ela não existe. Porém, em vezes como essa, seu limite se atinge em meio a situações cruciais, é quando já não pode mais guardar tudo no peito pois aquilo esta o matando aos poucos. Todas as lágrimas que já engoliu, todos os sentimentos que achou que não deveria ter, tudo, só se acumulava, e no fim, apenas lhe restava dor. 

— Não — Respondeu baixo, a nível quase inaudível, portanto foi o suficiente para Hajime que tão perto de si escutar. 

Ele não pôde deixar de perceber o receio na fala de Oikawa, e ao reparar em seu rosto, podia ver pequenas gotículas de água se formando no canto de seus olhos. Afinal, era uma pergunta que ele repetia sucessivamente a si próprio. 

— Mentiroso — Falou, mas expressão de raiva foi embora em poucos segundos ao reparar que não era ele a esconder coisas ali — Ótimo. Meu melhor amigo esconde coisas de mim, oquê mais poderia dar errado? — Disse para ele mesmo, se levantando de cima do amigo que até então havia ficado imobilizado por não poder levantar-se. 

O coração de Tooru errou algumas batidas, sentia um aperto enorme, não queria esconder. Entretanto, não podia simplesmente dizer “Estou apaixonado por você”. Tinha medo, de que isso pudesse afetar sua amizade, abalar o laço que foi tão bem formado entre ambos. 

— Não é isso... — Respondeu com a voz certamente falha, tentando achar uma resposta que fosse conveniente para lhe tirar daquela situação. 

Porém nada lhe vinha á cabeça. 

Hajime voltou a o olhar, tendo que mover sua atenção para baixo pelo fato do menor ainda estar no chão. Ignorando a fala de Oikawa, apenas esticou sua própria mão na direção do levantador, que entendendo o significado a segurou tendo seu corpo puxado pelo atacante. 

Ao levantar, ficaram próximos suficiente para as respirações se misturarem, o ar abafado e afoito que vinha de Oikawa do som calmo e retimado da respiração de Iwaizumi, que agora tentava conter suas emoções impulsivas. 

— Eu só quero que você me conte. É apenas isso. — Pediu novamente por uma explicação, e Tooru engoliu em seco. 

Não podia fugir dali, tão pouco mudar de assunto, sabia que não daria certo, Hajime estava obcecado em obter suas respectivas respostas. O menor respirou fundo, inalando pelo nariz em seguida o soltando pelo boca entreaberta, como forma de acalmar sua própria respiração que de uma hora para a outra ficou eufórica. Após se manter minimamente estável, encarou o maior a sua frente — Este que estava próximo o bastante para um contato visual intenso —, uma intensidade que o levou a ter vontade de desviar o olhar, porém não podia. Tinha que encarar seus sentimentos de frente. Sabia que ao não obter resultados, Iwaizumi podia se afastar de si, pensando que aquilo era uma falta de confiança vindo do amigo. 

Em um gesto mútuo um tanto que inesperado, Oikawa se aproximou ainda mais, erguendo-se o mínimo para manter a diferença de altura rompida. E assim que o fez, ficou frente a frente que os lábios do atacante, esse que até então se manteu parado sem saber como reagir. Em ato ousado, Tooru colocou seus lábios puxando a gola do maior contra si em um selinho intenso. Iwaizumi não soube como reagir, ficou em um êxtase momentâneo, sem saber lidar ou interpretar aquilo de alguma forma. Esse contato durou cerca de 5 ou mais segundos, e então o capitão se afastou, o encarando com uma expressão de receio. Não conseguiria colocar tudo que sente em palavras, quem dirá descrever ou explicar todas as emoções, por isso achou que a melhor forma de resumir tudo era praticando tal ato. 

Já Iwaizumi, estava confuso. Não sabia oquê aquilo queria dizer mesmo que já tivesse uma idéia base, não saberia como retrucar. 

— Isso serve como resposta? — Perguntou aflito, mudando seu olhar antes sério para um semblante tristonho. 

O maior permaneceu em silêncio, não houveram objeções. Exceto quando o levantador ameaçou derramar lágrimas, porém antes que o fizesse virou-se na tentativa de se afastar e ir embora, mas seu ato foi impedido por um toque em seu braço. Hajime o segurou pelo pulso, não sabia responder a tudo de imediato, mas não podia deixar tudo assim e o permitir escapar facilmente. 

— Explique-se. — Falou brevemente, o olhando sério. 

– Você é burro? — Seu tom não foi humorístico, longe disso, estava mais para sarcasmo. Achou que com o selinho, teria deixado óbvio os sentimentos guarda rigorosamente por Hajime Iwaizumi. 

Oikawa estava longe de ser alguém romântico, e Iwaizumi não era muito paciente. Mesmo assim, naquele momento ele se esforçava para ter a coragem de se declarar, esquecendo o fato de que talvez não fosse o momento certo. Para em, já havia há tempos ultrapassado o limite de onde seu coração aguenta. 

– Oikawa... — Chamou soltando o braço do menor, para então finalmente romper aquele contato visual. – Eu não sabia que— Foi interrompido. 

– Eu gosto de você, Hajime. — O olhar do outro que antes estava abaixado, olhou rapidamente para cima, encontrando as íris do levantador focadas em si. 

A surpresa tomou conta de si, já havia imaginado a possibilidade de essa ser sua resposta, mas não conseguia acreditar que Oikawa iria adimitir. 

– E não estou me referindo ao sentido gostar na amizade – Completou, suspirando – Eu sou completamente apaixonado por você, Iwa-chan — Sorriu fraco, com uma tentativa de quebrar aquele ar extremamente tenso na quadra do Ginásio. 

O atacante parou processando, tentando digerir tudo. Não era dúvida para ele que amava Oikawa Tooru com corpo e alma, que aquele infantil e imprevisível jogador era a pessoa da qual roubou seu coração. Mas escutar que aquela pessoa estava apaixonada por si, daquela boca que tanto quis beijar durante três anos de amizade, era demais para seu intelecto. Seu coração palpitou ancioso e sentiu que podia sentir cada uma das batidas que saiam descontroladas, aceleradas em excesso. Iwaizumi não reagiu, ao menos não de imediato. Até que de repente, impulsionou com tudo o corpo para frente, praticamente jogando-se em um abraço no mais novo. Seus braços rodearam o pescoço alheio, o envolvendo em um gesto de demonstrar afeto e paixão. Oikawa ficou perplexo por alguns segundos, deixando-se ser abraçado pelo aperto do outro, e após processar não tardou em devolver o ato. 

– E eu amo você, Oikawa – Finalmente respondeu, arrancando um olhar surpreso do menor – Amo muito. –

Ficaram ali, se abraçando por longos e preciosos segundos. Até o atacante romper o aperto e manter apenas uma distância de centímetros entre eles, voltando a ficar próximo suficiente dos lábios do amigo não demorando para selar os seus aos dele. De início foi um apenas um selar calmo, um selinho lento e demorado se prolongou até se estender para um verdadeiro beijo. Iwaizumi intensificou o processo pedindo passagem com a língua, e esta não tardou a ser concedida. Aproveitando a situação, puxou a cintura do levantador a apertando levemente em quanto o puxava para si em busca de intensificar o contato, e logo suas línguas já travavam uma guerra eterna por espaço. Oikawa se deixou render quando percebeu que o parceiro não cederia, e Hajime passou a controlar o rumo e ritmo do beijo. Explorava toda a cavidade bucal do amigo, sempre buscando romper até o mínimo espaço dentre eles, colando mais seus corpo — se é que era possível. O beijo era intenso, caloroso, de tirar o fôlego. Porém, era fato de que a emoção prevalecente ali era o amor que tinham um pelo outro, seus atos desesperados deixavam evidente o quanto necessitavam daquilo, depois de tanto guardar sentimentos recíprocos. O atacante foi o primeiro a romper o contato de suas bocas, percebendo já o está de alarmante em que estavam. Não deixou de reparar no rosto do parceiro, este que ele admiro por longos segundos: Suas bochechas levemente coradas — mesmo que não fosse do tipo que ficasse envergonhado ou se deixasse corar — Respiração descontrolada, seus olhos procuravam uma saída que não fosse as ordem de Hajime o encarando com volúpia. 

Deixando isso de lado, o maior dentre eles pegou o pulso do levantador e o puxou consigo, o levando até um local afastado. Se recordou a poucos de que estavam no ginásio, mais especificamente na quadra, e o medo de ser visto não era o maior problema nisso. 

O puxou até estarem do lado de fora do colégio, onde finalmente parou para se pronunciar. Mesmo eufórico por ter corrido e pelo recente ato erótico, segurou nas mãos do menor, as deixando em uma altura média e então voltando a encarar as íris que lhe olhavam com atenção. Iwaizumi suspiros fundo, reparando na expressão confusa do outro, porém logo esta foi substituída por surpresa e uma extrema felicidade quando a pergunta um tanto imprevisível foi feita a si:

— Oikawa Tooru. Você aceita namorar comigo? —


— Sim! —


























 




 


Notas Finais


Me desculpem por qualquer erro, queria postar logo e escrevi isso meio que na pressa, e já quero postar hoje mas não deu tempo de revisar os erros.

Amanhã confiro e arrumo tudo, então Gomen!

Bem, foi isso, espero que tenham gostado.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...