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História After (Taekook - Vkook) (Livro 1) - Capítulo 51


Escrita por:


Notas do Autor


Boa leitura📚

Capítulo 51 - Chapter XLIX.


Fanfic / Fanfiction After (Taekook - Vkook) (Livro 1) - Capítulo 51 - Chapter XLIX.

Taehyung P.O.V


Taeyeon fez um monte de doces para nós. À medida que como, ela me conta sobre o quanto adora cozinhar. Namjoon não aparece para a sobremesa, mas isso não aparenta causar nenhum estranhamento. Dou uma olhada para o lugar onde ele está sentado no sofá, com o livro no colo, e lembro a mim mesmo que precisamos ter uma conversa em breve. Não quero perder sua amizade.

“Também adoro cozinhar, mas não sou muito bom nisso, não”, digo a Taeyeon, que dá risada.

“Adoraria te ensinar”, ela diz. A esperança em seus olhos castanhos é visível, e faço um gesto afirmativo com a cabeça.

“Seria muito legal.” Não tenho coragem de dizer não. Ela está se esforçando bastante para me conhecer melhor. Pensa que sou o namorado de Jungkook, e não seria de bom-tom desapontá-la. Jungkook também não fez questão nenhuma de desmentir seu pai, o que me dá uma pontinha de esperança. Queria que minha vida pudesse ser sempre como essa noite, passando um tempo agradável com Jungkook, que não tira os olhos de mim enquanto converso com seu pai e sua futura madrasta. Ele está sendo carinhoso comigo, pelo menos na última hora, acariciando meu rosto de leve de tempos em tempos, deixando-me com um frio na barriga. A chuva continua a cair com força do lado de fora, acompanhada dos uivos do vento.

Quando terminamos, Jungkook se levanta. Lanço um olhar interrogativo em sua direção, e ele se agacha e sussurra no meu ouvido.

“Já volto, só vou usar o banheiro”, ele diz, e desaparece no corredor.

“Nem temos como te agradecer. É maravilhoso ter Jungkook por aqui, mesmo que seja só para jantar”, Taeyeon comenta, e Jungwoo segura sua mão por cima da mesa.

“Ela tem razão, é maravilhoso para um pai ver seu único filho apaixonado. Pensei que isso fosse impossível… ele era um… menino bem revoltado”, Jungwoo murmura e olha para mim. Percebendo o quanto fiquei desconfortável, ele acrescenta:

“Desculpe, não queria deixar você sem jeito, só estou gostando de ver meu filho feliz”.

Feliz? Apaixonado? Fico sem fôlego e começo a tossir. Dou um gole na minha água para me acalmar antes de olhar de novo para os dois. Ele pensa que Jungkook está apaixonado por mim? Seria uma tremenda grosseria rir de sua cara, mas obviamente não conhece o filho que tem.

Antes que eu possa responder, Jungkook reaparece, e agradeço aos céus por não precisar contestar suas conclusões lisonjeiras, mas totalmente falsas. Ele não volta a se sentar, fica de pé atrás de mim, com a mão no meu ombro.

“Acho melhor a gente ir. Preciso levar Tae de volta para o campus”, ele diz.

“Ah, nada disso. Vocês dois vão passar a noite aqui. Está caindo um temporal lá fora, e temos espaço de sobra, certo, Jungwoo?”

O pai de Jungkook faz que sim com a cabeça. “Claro, vocês são muito bem-vindos se quiserem ficar.”

Jungkook olha para mim. Quero ficar. Para ampliar esse meu tempo com Jungkook no que parece ser um mundo à parte da realidade, principalmente quando está de bom humor.

“Por mim não tem problema”, respondo. Mas não quero deixá-lo irritado caso queira ir embora.

Seus olhos são indecifráveis, porém ele não parece irritado.

“Ótimo! Então está combinado. Vou preparar um quarto para Tae… A não ser que você queira dormir no quarto do Jungkook”, ela oferece. Não há nenhuma insinuação maliciosa em sua voz, apenas gentileza.

“Não, prefiro um quarto só para mim, por favor. Se não for muito incômodo.”

Jungkook olha feio para mim.

Então ele queria que eu dormisse em seu quarto? Esse pensamento me excita, mas não me sinto à vontade a ponto de revelar a eles que Jungkook e eu já chegamos a esse estágio. Meu sempre ácido subconsciente lembra que ele não é meu namorado nem nada remotamente parecido com isso, então é impossível termos chegado a qualquer “estágio” que seja. E lembra também que eu tenho um namorado, mas não é Jungkook. Ignoro sua voz, como sempre, e vou com Taeyeon para o andar de cima. Não sei por que ela já quer que todo mundo vá para a cama, mas não me sinto à vontade para questionar.

Ela me leva ao quarto em frente ao de Jungkook. Não é tão grande quanto o dele, mas é tão bem decorado quanto. A cama é um pouco menor e tem uma cabeceira branca. Há fotos de barcos e âncoras espalhadas pelas paredes. Agradeço várias vezes, e ela me abraça de novo antes de sair.

Ando pelo quarto algumas vezes e vou olhar pela janela. O quintal é bem maior do que eu pensava. Só tinha visto o deque e as árvores do lado esquerdo. No lado direito há uma pequena construção que parece uma estufa, mas não dá para ver direito por causa da chuva.

Observando o temporal, meus pensamentos correm soltos. Hoje foi o melhor dia que tive com Jungkook, apesar de suas explosões ocasionais. Ele ficou de mãos dadas comigo, o que nunca faz. Pôs a mão nas minhas costas enquanto caminhava ao meu lado, e fez o melhor que pôde para me tranquilizar quando fiquei preocupado com Namjoon. Isso foi o máximo que conseguimos avançar em… nossa amizade, ou o que quer que seja. Essa é a parte realmente confusa. Sei que nunca vamos namorar de verdade, mas será que isso que estamos fazendo já não basta? Nunca imaginei que fosse topar uma amizade colorida, mas também sei que não consigo ficar longe dele. Já tentei diversas vezes e não consigo.

Uma batida de leve na porta interrompe meus pensamentos. Imagino que seja Taeyeon ou Jungkook, mas quando abro dou de cara com Namjoon. Ele está com as mãos no bolso e um sorriso sem graça em seu belo rosto.

“Oi”, ele diz. Sorrio. 

“Oi, quer entrar?”, pergunto, e ele faz que sim com a cabeça.

Eu me sento na cama, e ele puxa a cadeira da escrivaninha no canto e se acomoda nela.

“Eu…”, nós dois dizemos ao mesmo tempo, e caímos na risada. 

“Você primeiro”, ele sugere.

“Certo, lamento muito que você tenha ficado sabendo sobre Jungkook e eu dessa maneira. Não fui lá fora com essa intenção. Fui só ver se estava tudo bem. A situação com o pai dele estava tensa, e de alguma forma a gente acabou… se beijando. Sei que é uma coisa terrível da minha parte, inclusive por estar traindo Hobi, mas estou muito confuso, e fiz o que pude para ficar longe de Jungkook. De verdade.”

“Não estou, te julgando, Tae. Só fiquei surpreso por ver vocês dois se agarrando lá no deque. Pensei que quando saísse fosse encontrar vocês aos berros.” Ele dá risada antes de continuar. “Percebi que estava rolando alguma coisa a mais quando vocês tiveram aquela briga no meio da aula de literatura, e depois quando você dormiu aqui no fim de semana passado, e quando ele veio arrumar briga comigo no dia seguinte. Os sinais estavam todos bem claros, mas pensei que você fosse me contar, apesar de entender seus motivos para não fazer isso.”

Sinto um peso enorme saindo dos meus ombros. “Você não está bravo comigo? Nem mudou sua opinião sobre mim?”, pergunto, e ele faz que não com a cabeça.

“Não, claro que não. Mas estou preocupado com essa sua relação com Jungkook. Não quero que ele te faça sofrer, e acho que é isso que vai acabar acontecendo. Desculpe por dizer isso, mas sou seu amigo e preciso avisar.”

Meu primeiro impulso é ficar irritado e na defensiva, mas parte de mim sabe que ele tem razão. Só me resta torcer para que esteja errado.

“E o que você vai fazer com Hoseok?”

Solto um grunhido. “Não faço ideia. Tenho medo de me arrepender se terminar com ele, mas sei que o que estou fazendo não é justo. Ainda preciso de um tempo para me decidir.” Ele balança a cabeça afirmativamente. “Namjoon, estou aliviadíssimo por você não estar bravo comigo. Não foi legal da minha parte não falar nada, mas não sabia o que dizer. Desculpe.”

“Tudo bem, eu entendo.” Nós nos levantamos, e ele me abraça. E bem nesse momento a porta se abre.

“Hã… estou interrompendo alguma coisa?” A voz de Jungkook ressoa pelo quarto.

“Não, pode entrar”, respondo, e ele revira os olhos. Espero que ainda esteja de bom humor.

“Trouxe umas roupas pra você dormir”, ele anuncia, e põe uma pequena pilha sobre a cama antes de sair.

“Obrigado. E você pode ficar.” Não quero que ele saia.

“Não, tudo bem”, ele diz, olhando para Namjoon, e sai do quarto.

“Ele é tão temperamental!”, reclamo, jogando-me na cama.

Namjoon dá uma risadinha e se senta de novo. “Ah, sim, temperamental é uma das descrições possíveis para ele.”

Caímos na gargalhada, e Namjoon começa a falar de Yixing e de como está ansioso com sua vinda na semana que vem. Quase tinha me esquecido da fogueira. Hobi também vem. Talvez seja melhor dizer a ele para não vir. Mas e se essa mudança na minha relação com Jungkook for só coisa da minha cabeça? Sinto que algo entre nós se transformou, e ele disse que me quer mais que qualquer outra coisa na vida. Por outro lado, não disse que sentia alguma coisa por mim, só falou que me quer. Depois de uma hora conversando com Namjoon sobre assuntos que variaram de Tolstói à paisagem urbana de Seattle, ele me deseja boa-no ite e volta para seu quarto, deixando-me sozinho com meus pensamentos e o barulho da chuva.


Notas Finais


Acharam que eu não ia vim mais, foi?

Fiz a capa da minha outra fanfic, fallen, vão dar uma olhadinha e me digam como ficou. https://www.spiritfanfiction.com/historia/fallen-taekook--vkook-livro-1-19522184

E a de After, já estão fazendo tá?
E eu só consegui fazer, porque eu vi um vídeo ensinando. E boa noite.


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