História .after that - Capítulo 1


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Doyoung, Jaehyun, Taeyong
Tags Angst, Hanahaki, Jaehyun, Jaeyong, Nct, Oneshot, Taeyong
Visualizações 25
Palavras 915
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Você acredita em vida após a morte, Taeyong?


Fanfic / Fanfiction .after that - Capítulo 1 - Você acredita em vida após a morte, Taeyong?

31 de julho de 2018.

Você acredita em vida após a morte, Taeyong? Eu nunca lhe perguntei. Se o tivesse feito, não estaria aqui, escrevendo nessas folhas que sei que não serão lidas. Os outros me disserem que era maluquice, escrever para você, mas eu não ligo. Gostaria de saber a sua opinião.

Gostaria de saber sua opinião sobre várias coisas. Nunca lhe perguntei muito, eu sei. Você também não se deixava abrir demais. Achei que teríamos tempo para isso depois.

Você se lembra e primeira em que me viu? Lembro-me de quando lhe avistei. Fora na cafeteria do colégio, no primeiro ano. Você estava tão sozinho, sentado naquela mesa ao fundo, sem mais ninguém. Eu deveria ter deixado Doyoung para trás e me juntado a você, mas acontece que não dá para prever o futuro, e eu era tímido demais naquela época. Não tanto quanto você, é claro.

Doyoung... talvez se você ainda estivesse aqui, Taeyong, ficaria chocado ao saber que não somos mais melhores amigos. É, brigamos. Se me perguntar o porquê, não vou saber o que dizer. Por cause de você?

Disseram-se me quando lhe acharam, você estava mergulhado na banheira, pétalas de rosas por todo o chão, na água, entre os seus lábios. Não vi. Sinto muito, também não fui ao seu funeral depois, ou ao seu enterro. Talvez você saiba, já. Ainda não sei se acredita em vida após a morte—se você está em vida após a morte.

Eu acho que sim. Você possuía muita vida, Taeyong. Não éramos íntimos, mas eu sabia. Você sorria como nenhuma outra pessoa, não se importava em ajudar os outros com o que quer que fosse, estava sempre disposto a qualquer desafio. Se ouvi você reclamar alguma vez, não me recordo.

Certo. Eu sei que após a morte de alguém as pessoas tendem a romantizá-la demais. Não estou fazendo isso agora. Você me conhece, e me conhecendo deve saber que sou um covarde que nunca conseguiu dizer nada a você, a nunca me aproximar demais de você, por medo. Por ansiedade.

Eu teria conseguido lhe salvar, eu me pergunto. Talvez não. Não havia nada que eu pudesse fazer. Eu vi os sinais, a maneira como você evitava Doyoung a todo custo, mas ainda assim lhe lançava olhares furtivos quando estávamos juntos; a maneira com que sempre me perguntava sobre ele, indiretamente, e as maçãs de seu rosto coravam levemente. Quando você se levantava correndo ao banheiro, por “problemas pessoais”. Ah. Eu queria poder te abraçado naquela época.

Doyoung é um idiota

Acho que não adiantará nada falar mal dele, agora. Não havia nada que ele podia ter feito a respeito dos seus sentimentos. Mas ainda assim não consigo mais vê-lo da mesma maneira.

Taeyong, ele me disse que não sabia porque eu estava tão irado com a toda a situação sendo que ninguém tinha certeza do porque você ter desenvolvido hanahaki. Ele me disse que não era ele, não havia motivos para você sequer gostar dele.

É mentira, eu sei que é. Você amava ele, Taeyong, não amava?

Doyoung é um idiota.

 

2 de agosto de 2018.

Eu precisava desabafar. Preciso. Ninguém mais me entende. Faz dois meses, e embora eu não esteja mais tão afetado como antes... ah, eu não sei mais o que escrever. Estou mentindo para mim mesmo? Estou ficando louco?

Disseram-me que era maluquice escrever. Eu concordei, você sabe, porque eu ainda sou um covarde e não quero parecer tão afetado quanto realmente estou. Mas, no fim, aqui estou, de bruços na mesa com uma caneta velha entre os dedos.

É assim que você se sentia, Taeyong? Você também escreveu para Doyoung, em algum caderno qualquer, e enfiou as folhas arrancadas dentro da escrivaninha para esquecimento total, como estou fazendo agora? Eu não tenho mais ninguém.

Sinto muito. Se é assim que você se sentia, eu deveria ter sido um amigo melhor. Eu deveria ter lhe amparado quando vi que não estava bem, mas resolvi ser um covarde, como sempre, e deixar para lá. Eu achei que não era nada demais.

 

3 de agosto de 2018.

Eu cuspi a primeira pétala dois dias depois da sua morte. Era cor-de-rosa. Como a do seu cabelo durante o primeiro ano.

Que cor eram as suas, Taeyong? Azul, como a cor favorita do Doyoung, eu imagino. Talvez tenha uma correlação.

Ontem, eu quase me sufoquei com elas, no meio da noite. Às vezes eu tenho medo que vou morrer assim, dormindo. Pfft. Até na morte você foi belo, Taeyong—uma banheira, em plena luz do amanhecer. Belo.

Eu, já eu não me enquadro nisso. Sou Jaehyun, um cara qualquer e covarde.

 

4 de agosto de 2018.

Você acredita em vida após a morte, Taeyong? Porque diabos eu estou sofrendo por amor por alguém que nem mais aqui está? Você ainda está por aí, não está? Ou talvez o universo esteja pregando uma grande peça em mim, talvez eu tenha um carma desgraçado a seu respeito, e agora estou pagando o preço por tudo que deveria ter feito, mas não fiz.

Você está me lendo?

Me desculpa.

Isso é horrível. Alguns dias melhoro, em outros sinceramente acho que será o último que vou ver. Essas pétalas, só podem ser para você. Não tem mais ninguém além de você. Nunca teve. E eu apenas me dei conta quando já era tarde demais.

Desculpa.

 

5 de agosto de 2018.

Você foi a pessoa que mais amei, Taeyong, e talvez fora porque você nunca foi meu.


Notas Finais


Ficou triste? Espero que sim.


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