História After the darkness. - Capítulo 27


Escrita por: e cpf

Postado
Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Personagens Originais, Zayn Malik
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Palavras 5.318
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


E aí, galeuris
Demoramos, mas não morremos e cá estamos com um capítulo enorme pra compensar esse tempo todo sem atualização
Esperamos que gostem, beijão <3

Capítulo 27 - Algo muito ruim aconteceu.


(...)

No dia seguinte, Louis foi comigo atrás das escolas, tanto para Thomas, quanto para mim. Tinha mais escola para pessoas de outro país do que eu pensei. Parece que eu parei no tempo pelas surpresas que tive. Thomas gostou de todas as escolas que fomos ver para ele, assim será difícil escolher só uma. Ele dizia que eram bonitas e pareciam com nossa casa.

Já eu, mesmo que não esperado por mim, acabei encontrando uma que fez muito o meu gosto e nem acreditei depois que entrei e conferi, apesar do medo – o qual eu não sabia da existência.

Na hora do almoço, deixamos Thomas escolher um lugar para comermos e ele escolheu ir no McDonald's, não me surpreendeu.

Chegando lá, ele só queria saber do brinquedo que vinha com o lanche. Só comeu a batata e tomou o refrigerante. Louis quem comeu o lanche dele. Eu não estava com muita fome, mas me alimentei para que não ouvisse reclamação de Tomlinson. Ele acha que eu estou muito magra, discordo totalmente, acordei 5 quilos depois que tive Thomas e nunca mais os perdi. Eles se instalaram em algum canto do meu corpo. Mesmo com toda a malhação que fazia por causa do meu trabalho. Deve ser o peso dos meus ossos, com certeza. Ou é a falta de Thomas dentro de mim. Provavelmente, deve ser isso. Eu lembro de todos os estágios.

Ouvi meu celular tocando e o peguei dentro da bolsa, atendendo em seguida ao ver o nome de Nate na tela.

– Olá Nate. Como está? – Vi o sorriso de meu filho.

– Estou bem. Eu passei na sua casa e Zayn avisou que tinha saído. Está aonde?

– Procurar umas escolas para mim e Thomas.

– Para Thomas? Mas ele ainda não pode estudar. – Riu do outro lado da linha. – E como foi pra ti? Achou alguma?

– Sim. – Sorri. – Eu consegui, Nate.

– Você está falando sério?

– Por que eu mentiria, bonitão?

– Ah, que bom! Estou muito feliz por você.

– Muito obrigada. – Tommo estendeu a mão para o aparelho.

– Eu jurava que iria enrolar.

– Hey!, não fale assim de mim. – Rimos.

– Ainda estou feliz por você, Jess. Vocês ainda vão demorar? Estou com o tempo livre, queria ficar com Thomas.

– Não, acho que já vamos para casa. Estou cansada. – Gargalhei. – Me sinto uma velha.

– Velha? Com esse corpo? Nunca.

– Não tem nada de bom nele.

– É porque você só vê por dentro, vem ver por fora. – Ri alto.

– Nate!

– Venha para casa, rápido.

– Logo mais.

– Estou esperando. Tchau.

Desliguei e olhei para Louis, que me encarava. Perguntei se alguma coisa tinha acontecido e ele negou. Sorri e Thomas começou a dizer que queria ir para casa, então, fomos. Louis ficou de cara fechada até chegarmos lá e não disse nada.

Ele estava com ciúmes e se controlando muito. Se fosse o antigo Louis, ele me bateria na frente de todos. Quero conversar com ele e não vou deixá-lo desistir da conversa como tentava fazer. Iremos do começo ao fim, brigaremos e nos acertaremos.

Deixei Thomas na casa de Nate e fui atrás de Louis, ele se encontrava no quarto, sentado na cama e emburrado. Sentei a sua frente e acariciei seu cabelo, que já estava na hora de cortar.

– Não fique assim. – Disse tranquilamente. – Ele é só um amigo e você o homem que amo. Não vê a diferença?

– Você sabe que eu não gosto dele.

– E quer que eu faço o que? Me afaste dele? Nunca.

– Não precisa, você faz o que quiser.

– Não é bem assim e você sabe disso, então não aja dessa forma.

– Eu só queria que não falasse dele próximo a mim.

– Tentarei ao máximo que isso não aconteça, prometo, mas você sabe que será quase impossível.

– Só tente, por favor. – Só voz era tão calma que chegava a ser uma graça.

– Não se preocupe. – Me inclinei sobre ele e beijei seus lábios.

Louis me puxou para o seu colo e segurou minha nuca com força. Sentia que ele queria aquilo, mas eu não estou pronta para isso. Parece que sou uma adolescente que fará sexo pela primeira vez. Pousei minha mão em seu peito e o afastei para trás devagar. Nosso contato se partiu e olhei em seus olhos, havia luxuria, mas não como antes.

– Você acha que consegue fazer isso? – Perguntei insegura.

– Como assim?

– Sexo. Consegue?

– Consigo. – Respondeu convicto.

– Absoluta?

– Sim, Jess.

– Como sabe se ainda não fez?

– Eu confio em mim.

– O que faria se eu negasse?

– Nada.

– Não sairia e faria com outra pessoa?

– Não. Você é minha mulher. É a mulher que amo e com quem devo me satisfazer, mas apenas quando você quiser.

– São palavras suas? – Segurei seu rosto. – Me desculpe por perguntar isso, mas você não sabe como é bom ouvir tais palavras.

– Por que eu mentiria pra você, Jessie?

– Não classificaria como mentira e sim, palavras que você sabia que eu gostaria de ouvir. Mas por Deus, Louis, não estou dizendo que não acredito nelas, okay?

– Tudo bem, Sra. Tomlinson.

– Só me dê mais um tempo, eu quero que seja especial, não de modo banal como todas as outras vezes.

– Tudo bem. Tudo ao seu tempo. – Louis alisou meu cabelo.

– Promete? De dedinho? – Levantei a mão e mostrei meu dedinho para ele.

– Prometo. – Ele fez o mesmo e me beijou.

– Jessie? – Viramos para porta e avisei Liam. – Podemos conversar?

– Sim. – Louis levantou.

– Vou lavar umas roupas. – Ri de sua fala. – Boa conversa.

O beijei mais uma vez e segui Liam até seu quarto, Ana também estava lá. Achei que iam falar sobre o casamento, mas não era isso e sim sobre a escola. Eu me surpreendi como a notícia se espalhou tão rápido. Lembro de ter dito apenas para Louis e Nate. Nate deve ter aperto o bico sem querer, como se eu já não soubesse. Todo modo: agradeço. É bom que eles tenham se importado com isso também, tendo em vista que são meus pais. Isso não passa apenas de uma brincadeira. Se pudesse, deixaria eles me adotarem. Não que eu não ame mais meus pais verdadeiros, é que sinto uma proteção diferente com Liam e Ana. Eles tomaram conta de mim nos meus piores momentos e estão comigo até agora. Sei que papai não escolheu morrer no Afeganistão e mamãe de câncer, mas eles não estavam quando precisei. Infelizmente, há famílias que nós temos que escolher.

– Não me sinto segura com essa escolha que fiz. – Disse. – Eu quero voltar a estudar, mas tenho medo que as coisas acabem sendo como era antes.

– Nada será como antes, Jess. Você estará em uma boa classe, com bons alunos e as pessoas não te farão o mesmo mal. – Ana sorriu.

– Como você sabe? Como pode ter certeza? Essa não é a primeira vez que penso em voltar para escola, tive o mesmo pensamento quando morava nos Estados Unidos, mas só porque teria os meninos ao meu lado. Agora é diferente. Não tenho ninguém.

– Você conhecerá pessoas novas, Jessie.

– Esse também é meu medo, não sei se quero conhecer pessoas novas.

– Por que não?

– Por causa de Louis.

– O que acha que ele fará?

– Segundo ele: nada, e eu acredito, mas não quero irritá-lo, não há necessidade.

– Não irá irritá-lo, não pense nisso.

– Não estou deixando que isso me influencie, mas não posso deixar de lado.

– Só não enlouqueça com tal hipótese.

– Qual é a necessidade de eu voltar para a escola? Estava me perguntando isso também. Tenho absolutamente tudo que gostaria de ter. Estou bem, feliz. – Sorri.

– Você não tem vontade de fazer uma faculdade? – Liam indagou.

– Não.

– Por que?

– O que eu faria? Eu nunca nem pensei nisso. Se eu nunca tivesse encontrado vocês, teria terminado a escola e virado empregada ou recepcionista. – Brinquei com a possibilidade que era mais real do que tudo.

– Mas voltar a escola te fará bem.

– Eu sei que vai, mas também me fará mal. Ficarei mais tempo longe de Thomas e um ano e meio já foram o suficiente.

– Você só passará algumas horas lá e ao voltar, estará com ele. – Tentou me convencer.

– Me parece horas demais pra ficar longe do meu filho

– Não pense dessa forma, ou nunca conseguirá fazer nada.

– Pra vocês é fácil falar, são formados na escola, na faculdade e já tem uma filha crescida. – Riram.

– Estamos querendo te ajudar. – Eles me abraçaram.

– Eu sei que estão e sou eternamente grata a isso, vocês não fazem ideia. – Sorri. – Me dê mais um tempo, pensarei melhor a respeito e seguirei meu coração.

– Como desejar, querida.

– Prometo que farei o meu melhor.

– Você sempre faz. – Ana acariciou meu cabelo.

– Também queremos conversar com você sobre o casamento. – Liam disse e Ana assentiu. – Você será a moça das flores e nossa madrinha. Queríamos que Thomas levasse as alianças tem como?

– Nossa, mas o Thomas? – Fiquei surpresa. – Espera... Eu ser madrinha? – A surpresa foi maior.

– Sim, quem melhor do que você?

– Não sei... Eu... Eu não sei!

– Você aceita ou não?

– Claro que sim! – Abri um enorme sorriso enquanto tremia.

– E Thomas? – Liam perguntou, me tirando de meu choque.

– Também. Ele vai adorar. – Balancei as mãos. – Só espero que não derrube as alianças. – Rimos.

– Vamos ensiná-lo bem para não cometer esse erro.

– Sim, queremos uma cerimônia falsa pra ensaiamos. – Ana explicou.

– E quando pretendem fazer isso?

– Não sabemos. Não sabemos de nada e não temos nada ainda. Fui com Edy ver algumas coisas e não gostei de nada. – Ela estava triste.

– Tenha paciência, isso demora para ser escolhido.

– Mas era para ser fácil, será algo pequeno. Só terá nós e meu pai. – Seu pai, ela nunca fala dele, mas sei que é envolvido com o tráfico.

– Vamos conhecer seu pai? – Agora, eu estava pasma.

– Vão e não se assuste quando isso acontecer, ele não é o que parece.

– Sei bem como lidar com pessoas assim. – Brinquei e ela riu.

– Você é formada nisso, querida.

– Vai dar tudo certo no casamento, não tenham pressa.

– É, você está certa, não vamos a lugar nenhum mesmo, então não tem porque de ficar afobada.

– Qualquer coisa que precisarem, é só chamar.

Beijei a bochecha deles e fui atrás de Louis pulando de felicidade. Não há coisa melhor do que saber que serei madrinha do casamento dos meus pais e que meu filho vai levar as alianças. Thomas irá amar saber disso. Ele vai estar tão lindinho num terno.

Entrei na lavanderia e encontrei Zayn, Harry e Louis em cima da máquina de lavar olhando para o chão com medo de algo. Os encarei e ficamos assim por um tempo. Eu tentava descobrir o que estava acontecendo ali, mas nenhum deles falou.

– O que é aquilo?! – Gritei ao ver algo se mexendo ao lado da secadora.

– Entrou pela janela! – Zayn começou a choramingar. – Tira daqui!

– Ah, é só um esquilo. – O animalzinho se virou e vi que ele tinha uma noz nas mãos. – Ele não faz nada.

– Não confio nesses animais.

– Thomas aí amar ver um, ele gostava de correr atrás deles na Inglaterra. – Ri lembrando.

– Tira esse troço daqui!

– Para de drama, ele não faz nada. Fiquem aí, eu vou chamar Nate para tirá-lo aqui.

– Eu tenho medo desse bicho. – Olhei para Zayn. Ele chorava tanto que eu quis rir.

Sai correndo para casa de Nate e o arrastei junto de Thomas até a lavanderia da minha casa. Só ele para tirar aquele bicho de lá, ninguém mais ia querer encostar nesse pequeno. Nate achou uma palhaçada os três bocós com medo daquele bebezinho, mas fazer o que se eles são frouxos. O ruivo conseguiu levar o bicho para fora e ficou lá brincando com ele e Thomas.

– Que vergonha de vocês. – Comentei.

– Eu tenho fobia, tá? Isso é doença. – Zayn se justificou.

– Louis e Harry não têm.

– Eu me assustei. – Louis se defendeu. – Aquele bicho veio do nada.

– Aham, sei.

– É verdade. Já Harry, ele começou a gritar, não sei como os vizinhos não chamaram a polícia.

– Eu não. – Styles balançou a cabeça.

– Não mesmo, porque eu não ouvi nada. – Disse.

– Viu? Mentiroso.

– Chega de brigar vocês dois. O que estavam fazendo aí?

– Conversando.

– Na lavanderia? – Franzi o cenho.

– Louis estava lavando a roupa, ué. – Apontou para a máquina.

– Estava mesmo? – Olhei para Louis. – Achei que só era desculpa pra sair quarto.

– Não. Eu queria lavar umas blusas. – Ele passou a mão no objeto.

– Por que? Vai sair?

– Não, mas quero usá-las.

– Usá-las pra quê se você não vai sair?

– Para me aquecer.

– Mas nem tá frio. – Ele riu e me abraçou.

– Mas vai ficar, meu amor.

– Tenho uma notícia pra dizer. – Sorri. – Ana e Liam me chamaram para ser madrinha deles. – Comecei a pular.

– Sério? Que bom, meu bebê. – Louis me beijou.

– E Thomas vai levar as alianças.

– Ah, que lindo.

– E vamos conhecer o pai da Ana!

– Vamos? – Ele arregalou os olhos.

– Vamos. Quero ver se ele é como você antigamente.

– Jessie! – Revirou os olhos.

– Michael disse que ele é um chefão do tráfico. Não está curioso para conhecê-lo?

– Não muito.

– Está se sentindo oprimido?

– Não.

– Não tente competir com ele de quem possuía mais coisas.

– Não irei. – Suspirou.

– Volte para suas blusas então, eu vou ir atrás do que fazer.

– Fique comigo.

– Está com medo de outro esquilo entrar em casa? – Zombei e seu olhar estreitou.

– Não, Jessie.

– Acho que está sim. – Cutuquei sua barriga e ri.

– Sai daqui.

– Não amor. – Gargalhei e o beijei. – Eu fico.

– Não quero mais.

– Tá me dispensando? Então, talvez a Edy me queira.

– Tá.

Mostrei a língua para ele e segui para sala. Me deitei no sofá e fiquei mudando os canais da tv. Não há nada para fazer quando Thomas não está. Tão errado eu viver apenas para meu filho, eu deveria estar fazendo outras coisas. Avistei Harry descendo as escadas – nem tinha visto que havia subido, e ele me perguntou se eu iria para a floricultura, assenti me levantando.

Saímos de casa e fomos para lá em seu carro. Conversamos bastante no caminho, sentia falta disso. Só ficamos juntos de verdade quando estamos no trabalho. Sempre achei que outra coisa iria nos unir, mas esse é o meu momento com Harry. Nada nos interrompe.

Chegamos na floricultura e trocamos de lugar com Niall. Ele gosta de ficar aqui de manhã, isso irrita muito a Edy, ela acha que ele vem só para paquerar as moças. Mas eu confio no bobinho, ele jamais faria isso com ela. Não depois de se esforçar ao máximo para cuidar de Thomas como forma de treino. Ele sabe o que quer e o que deve fazer da vida.

Niall voltou para casa e fiquei no balcão enquanto Harry atendia as pessoas. Metade das pessoas que entraram aqui não foram para comprar flores, cartões ou chocolates, e sim para dar em cima dele e pra disfarçar, compraram alguma coisa. Ele é um homem tão bonito, deveria investir em algumas moças, até nas mais velhas. Essas são as mais safadas, principalmente as francesas.

Harry se daria bem com uma delas, ainda mais por ter um lindo sotaque. Eu arrumo uma namorada para ele, se quiser. Não será tão difícil assim, só a cara dele já ajuda muito. Sem contar do seu charme interior. Harry tem tudo para ser um galã, menos vontade. Ele ficou parecendo ser tão mais jovem de cabelo curto. Quando será que ele vai acordar para a vida?

– Essa é bonita. – Sussurrei para Harry ao ver a última cliente saindo. – Não acha?

– Um pouco.

– Acha que é a sua cara? – O olhei.

– Não.

– Por que? Ela é bonita e me parece gente boa.

– Eu não tenho estilo de mulher, Jess. – Balançou a cabeça.

– Então como as escolhe?

– Pelo o que meu coração diz.

– Mas pra isso você precisa de uma aproximação.

– Eu estou bem assim. – Sorriu.

– Por que não quer uma namorada?

– Porque não.

– Não acho isso saudável. Você deveria ter alguém para amar e ser amado.

– Eu sou jovem pra isso.

– Você tem quantos anos? 30? – Zombei.

– Não! 25.

– 25? Velho.

– Não sou.

– Eu nem tenho tudo isso ainda.

– Então, não reclame de mim.

– Só estou querendo dizer que você é velho, não percebeu?

– Não sou velho. – Fechou a cara.

– Você já teve uma namorada?

– Já.

– Quem? E por que eu nunca fiquei sabendo disso?

– Porque eu tinha 16 anos.

– 16? A mesma idade que eu quando virei prostituta.

– Eu sei, Jess. – Revirou os olhos, me fazendo rir.

– Então, como foi seu namoro? – A curiosidade tomou conta de mim.

– Foi divertido, mas ela me largou.

– Por que?

– Ela não queria ficar comigo.

– Ué, mas vocês não namoravam?

– Como eu posso te explicar? – Apoiou o queixo na mão.

– Ela não quis transar com você? Foi isso?

– É algo pior que isso. – Me assustei.

– Diga de uma vez, está me deixando aflita.

– Ela só se aproximou de mim porque queria dormir com os outros.

– Com os outros quem? Liam, Zayn, Niall e Louis?

– Sim.

– Não quero saber do resto. – Voltei para o balcão.

– Você que começou com isso.

– Finja que nunca perguntei.

– Tudo bem.

– Volte ao trabalho. – Deitei a cabeça no balcão e fiquei encarando o lado da caixa registradora.

Eu não queria mais falar com Harry porque minha cabeça ficou perturbada. Odeio ouvir sobre coisas relacionadas ao passado de Louis. Com certeza, ele ficou com a menina e isso partiu o coração do melhor amigo. Como ele pôde? O pior é que eu fiz a mesma coisa, mas pelo menos não fui tão falsa assim. Eu deixei muito bem explicado o que eu queria com Harry e mesmo assim, ele se apaixonou. Sei que não tem culpa e saber disso me dói.

Eu sou um monstro de pessoa quando se trata dele. Me sinto egoísta e burra, nas fazer o que se o amor falou mais alto? Tenho muita pena de Styles, ainda mais por perceber que essa é a maior tragédia da sua vida. Será que ele nunca será feliz com alguém que o ame da mesma forma que ele? Eu torço para que sim, ele merece tanto. Harry merece tudo. Harry merece o mundo.

Limpei as lágrimas antes de levantar a cabeça e fui até ele, abraçando-o com tamanha força. Harry riu e perguntou o que havia acontecido comigo.

– Me perdoe. – Segurei seu rosto com as duas mãos e o fiz me olhar. – Por ter feito você sofrer. Nunca foi a minha intenção. Você foi importante pra mim aquela época sombria, você era a minha luz, Harry, minha esperança no meio de todo caos que era estar ao lado de Louis. Nunca se esqueça disso.

– Muito obrigado, Jess. – Ele sorriu envergonhado. – Mas não precisa falar sobre isso agora. Estamos todos bem.

– Eu sei que estamos, mas senti que precisava dizer.

– Eu agradeço.

– Estamos bem mesmo? Não há mágoas?

– Não, claro que não. – Ele me abraçou. – Nunca haverá.

– Obrigada por tudo, Harry. – Beijei sua bochecha.

– Eu estarei sempre aqui.

– E eu também, pra tudo o que precisar.

– Você é minha melhor amiga, sabe disso, né? – Me fez cócegas e ri.

– Sei e quero que use isso ao seu favor, então me conte tudo o que quiser, abra seu coração para mim, estarei disposta a ouvir e lhe dar bons conselhos.

– Por enquanto, está tudo bem.

– Mas logo as coisas mudam, elas sempre mudam.

– Quando mudar, te aviso.

– Estou aguardando ansiosamente.

Ele sorriu mais uma vez e ouvimos a sineta da loja. Olhamos para porta e avistamos mais clientes. Voltamos ao trabalho e fechamos a floricultura 5 horas. Estávamos cansados, mas havia sido um bom dia. Também estou faminta, só comi os chocolates que vendemos o dia todo.

Ao chegarmos em casa, Thomas não estava e segundo o aviso de Edy, meu filho dormiria em Nate. Eles devem ter se divertindo muito hoje, então não vi problemas em meu filho dormir na casa do pai. Ainda mais porque faz tempo que ele não faz isso e quanto mais tempo eles ficarem juntos, melhor para relação deles. Eu não quero que Thomas esqueça de Nate porque tem Louis e vise e versa. Os dois é pai dele e eu sou a mãe, ponto final.

Liam e Ana fizeram a janta e após ela, Niall, Edy, Harry e Zayn resolveram sair. Falaram que estavam sentindo falta de ir balada, então foram deixando eu, Louis, Ana e Liam em casa. Eu e Louis estávamos cansados demais para ir a balada e queríamos deitar o quanto antes, parecemos dois velhos para quem vê de fora. Louis está quase lá, falta alguns anos. Logo mais, ele será chamado de vovô por Thomas.

Sai do banheiro ajeitando minha blusa e vi Louis deitado na cama, ele não estava aí quando fui tomar banho. Me aproximei dele e sentei na cama, dando um sorriso, em seguida. Louis perguntou como havia sido o trabalho e respondi cansativo Porque, de fato, havia sido mesmo e eu não achava que era tudo aquilo não. Nos outros meses, não foi tão cansativo assim, trabalhei tranquilamente. Acho que é porque começamos a ganhar nosso espaço no mercado de trabalho. Isso é tão legal. Minha pequena empresa está indo tão bem, que orgulho.

É bom saber que algo que inventei está dando certo. Louis envolveu-me em seus braços e nos cobriu com a coberta para ficarmos quentinhos. É tão bom que ele seja carinhoso comigo, alivia um pouco de tudo que vivemos.

Não cheguei a mencionar a conversa que tive com Harry, não achei necessário. Apesar de eu ainda estar triste, mas ele não precisa saber o que houve e como descobri. Não quero causar uma briga desnecessária. Estamos indo bem demais para tal acontecimento.

Ainda não consigo acreditar no modo que estamos indo, parece mentira. Aquele casal super agressivo e abusivo do passado se foi e ficou apenas Jessie e Louis Tomlinson. O melhor casal do mundo.

– Louis, você falou com seu pai depois que saiu da prisão?

– Não. Nunca. – Respondeu com desdém.

– Estava pensando nisso esses dias e acabei esquecendo de perguntar. Não acha estranho ele não ter te procurado?

– Não. Ele deve pensar que eu morri e que continue assim. – Louis fala de uma forma tão cruel quando se trata de seu pai.

– Ele sabe que você não morreu, é um homem inteligente.

– Não ligo pra isso.

– Eu sei que não, mas deveríamos ficar de olho nele, não acha?

– Não. Ele não vai tentar nada contra nós.

– Não sei não. Vou pedir para Carter ficar de olho nele pra nós.

– Carter ainda está vivo? – Gargalhou.

– Claro né, quem você acha que sustenta essa casa?

– Às vezes, eu esqueço dele.

– Falando em dinheiro. O que aconteceu com aquele dinheiro que ganhamos com Michael?

– Está guardado. Por quê?

– Não vamos usá-lo? – Franzi o cenho.

– Não sei. Eu achei que estivessem usando enquanto eu estava na reabilitação.

– Com quem está o dinheiro? Liam? Deveria usá-lo para abrir seu restaurante.

– Falarei pela manhã.

– Quero ficar acordada e conversando contigo. – Falei manhosa, o fazendo sorrir.

– Pode falar o que quiser, eu estou aqui.

– Não está com sono? – Sorri.

– Não. Nenhum pouco. – Riu e sua mão passou por meu cabelo.

– Ótimo, porque também não estou. Quer falar sobre o que?

– Como você se sente agora?

– Tranquila e você?

– Hm, bem. Mas não foi disso que eu perguntei.

– Não? É sobre o que?

– Sobre sua mente, seu corpo, sua saúde... Não sei.

– Minha mente está tranquila, assim como o meu corpo, embora eu ache que estou um pouquinho gordinha. E você?

– Gordinha? Está brincando comigo? – Gargalhou.

– Ganhei 5 quilos depois que fiquei grávida de Thomas e eles não saem de mim.

– Você está com... Hm... Não posso opinar.

– Por que?

– Porque eu não vi seu corpo.

– Tomamos banho juntos, como não viu?

– Eu não reparei muito... – Bati em seu peito e ele riu.

– Tinha que ter reparado, sou sua mulher.

– Eu posso ver agora.

– Agora estou com preguiça de tirar a roupa.

– Posso... Me desculpe. – Prensou os lábios.

– Te desculpar? Pelo que?

– Pelo o que estou dizendo.

– Mas você não está dizendo nada demais.

– Sinto que estou.

– Não quero que se sinta reprimido sobre esse assunto, Louis, é passado.

– Não é bem assim. – Suspirou. – Esqueça.

– Não vou esquecer, você tem que ser sincero comigo, então me diga.

– Não me sinto desta forma, mas parece que estou insinuando algo errado pra você e isso te deixará desconfortável, considerando que me disse não estar pronta para essas coisas.

– Da última vez que fizemos, fiquei grávida de Thomas e quando disse que não estava pronta, era porque queria que fosse especial. Será nossa primeira vez, na nossa nova vida. Entende? Tem que ser romântico e divertido, igual foi no seu aniversário. Se lembra? Deu tanto trabalho fazer tudo aquilo, mas valeu nada segundo.

– Eu entendi, Jessie e não me importo de esperar o momento certo.

– Ele vai chegar, até porque quero outro filho. – Seus olhos arregalaram e ri.

– Mais um?

– Mais um, o que acha?

– Você consegue?

– Se eu consigo? O que quer dizer com isso?

– Você teve problemas com Thomas, não teve?

– É, eu tive, mas com o tratamento certo, poderia ter mais um.

– Ah, isso seria bom. – Sorriu.

– Você gostaria?

– Sim. Seria mais uma aventura.

– Você teria a chance de cuidar de um recém-nascido e de um bebê.

– Eu adoraria.

– Podemos tentar então, será maravilhoso.

– Vamos tentar muitas vezes.

– Melhor dormimos agora, o que acha? – Cortei sua empolgação com um riso e ele concordou silenciosamente.

– Pode dormir, ainda estou sem sono. Mas estarei te protegendo.

– Então ficarei com você e dormiremos juntos.

– Durma bem, meu amor.

– Com você. – O abracei.

– Boa noite, eu te amo.

– Eu também te amo. – Me dei por vencida e beijei seus lábios.

Louis sorriu e ficou me dando carinho para que eu dormisse logo. Ainda bem que ele sabe que isso funciona.

Nate Point Of View

Ouvi um som estridentes entrando por meus ouvidos e me remexi na cama desconfortável. O barulho foi ouvido de novo e abri os olhos, vendo a perceber que se tratava da campainha. Me sentei coçando os olhos e procurei por um relógio para saber que horas seria. Meu celular indicava 4:50am. A campainha tocou novamente e desci com pressa para descobrir quem seria e não acordar Thomas, foi um saco fazê-lo dormir. Abri a porta e avistei Niall.

– Nate, é a Jess. – Suspirei.

Pedi que Niall ficasse em minha casa por alguns minutos de olho em Thomas e segui para a casa deles. Ao entrar, avistei todos na sala olhando para algo. Esse algo se tornou alguém a medida que me aproximava e lá estava Jessie, encolhida em um canto da sala, chorando silenciosamente, sofrendo sozinha. Já vi isso hoje e significa que algo sério aconteceu.

– O que aconteceu? – Perguntei a eles.

– Não sabemos. – Liam respondeu, ele estava muito preocupado, na verdade, todos estavam. – Louis acordou e não encontrou ela, então desceu e a viyu ssim. Ela não fala, só fica ali chorando.

Me aproximei dela e abaixei em sua frente. Jess estava apavorada, dava medo. Da última vez que ficou assim, foi quando completou um ano da morte de sua mãe. Ela ficou muito mal, não falou por umas 5 horas.

– Jess, fale comigo. Me conte o que houve para eu poder te ajudar.

Ela me deu uma breve olhada e não disse absolutamente nada. Abri os braços e a envolvi neles, ela precisa daquilo. Jessie continuou imóvel, nem ligou para o que fiz. Algo muito sério deve ter acontecido e ela não vai dizer tão cedo.

– Fiquem calmos, uma hora, ela sai disso. – Os avisei.

– Ninguém descobriu o que aconteceu? – Edy perguntou e todos negaram.

– Deve ter sido um pesadelo.

– Não, claro que não. – Louis falou. – Ela já teve pesadelos antes e sempre acordava chorando e me abraçando. Você disse que ela já ficou assim uma vez, o que houve pra isso acontecer?

– Havia dado um ano do falecimento de sua mãe.

– Hoje faz anos? – Neguei. – Então o que diabos aconteceu?

– Não sei, Louis!

– Então pra que está aqui se não sabe? Vai embora!

– Niall que me chamou.

– Porque achamos que você sabia o que ela tem, mas você se mostrou um inútil, como sempre.

– Louis, não comece. – Liam pediu.

– É mentira? Não é. Vá embora, Nate!

– Não.

– Saia de perto da minha mulher! – Ele veio para cima de mim e foi segurado por Zayn e Liam. – Agora! Saia daí!

– Louis, por favor, tenha um pouco de consciência e veja como Jessie está. – Estava me controlando. – Isso só pode ser culpa sua.

– Cale a boca! Não diga o que não sabe! – Tentou se soltar dos meninos para vir me pegar, mas os meninos não o soltavam. – Saia da minha casa!

– Eu não saio daqui até que ela fique bem.

– Nate? – Jessie me chamou e todos ficaram em silêncio. – Vá para casa, por favor. – Ela segurou minha mão. – Você tem que cuidar de Thomas. Então vá.

– O que aconteceu?

– Eu só preciso ir descansar. – Se levantou meio desengonçada e quase tropeçou. – Louis, me leve para o quarto.

– Jessie, fale comigo. – Pedi, mas ela não me deu ouvidos.

Louis a pegou no colo e eles subiram. Avisei que poderiam me chamar, caso, algo acontecesse e retornei para casa. Seja lá o que aconteceu com Jessie, espero que ela fique bem e que Louis não tenha nada a ver com isso, porque se tiver, não irei me segurar.

Liam Point Of View

Jess e Louis subiram, Nate foi embora e Niall voltou em seguida. Estou muito preocupado com a Jessie, nunca a vi daquele jeito. Ela estava devastada, sem rumo. Ela estava pior do que todas as vezes em que Louis a fez mal. Inacreditável. Acredito que dessa vez ele não fez nada, Louis mudou de verdade. Mas então, o que aconteceu?

– Amor, vamos deitar. – Ana me chamou. – Não temos mais nada que possamos fazer, precisamos respeitar o desejo de Jessie de ficar quieta.

– E se isso não for bom?

– Louis está cuidando dela, Liam, se algo acontecer, ele irá nos chamar novamente. Eu só acho melhor ir lá e dar um calmante a ela.

– Tudo bem. Mas isso é assustador.

– Quando amanhecer, saberemos o que aconteceu. – Ela me beijou e foi para a cozinha atrás do remédio.

– Vamos deitar também, Niall. – Edy se levantou e puxou Horan. – Zayn e Harry também. Vamos, todo mundo pra cama.

Eles subiram e eu fiz o mesmo com Ana, indo para o quarto de Jess. Ela se encontrava deitada no canto da cama e Louis na frente da mesma, encarando-a. Ele nos viu e levantou. Estava tão aflito que eu sentia o mesmo por ele.

Ana se aproximou de Jessie e lhe deu o calmante e água para ela ingerir o comprimido. Depois de feito, a vimos deitar enquanto Louis se ajeitava ao seu lado. Cobri os dois e segui com Ana para nosso quarto. Não seria uma noite fácil para ser dormida e o dia seria pior ainda. Me sentei na cama encarando a parede e Ana sentou em meu colo em seguida, abraçando-me.

– Não se preocupe, Liam, ela irá ficar bem.

– Eu estou preocupado, Ana, Jessie nunca havia ficado desse modo antes, algo muito ruim aconteceu.

– Talvez, seja mesmo um pesadelo.

– Não é o que eu sinto. Algo abalou ela, deixou ela mal. Me dói vê-la assim, mas talvez esteja certa, possa ser que não é nada, mas ainda assim, me preocupa.

– Esperaremos por amanhã.

– Você deve estar com sono, então vá dormir. – Beijei seus lábios.

– Boa noite e não se demore a dormir.

– Já são 5 horas, Ana, acho vou começar a arrumar a casa. – Ela riu. – Mas você volte a dormir e acorde às 8 horas.

– Só descanse, meu bem. – Deitamos.

– Vou tentar, mas não prometo nada.

Ana beijou meu rosto e nos cobrimos. Minha mulher é tão centrada e calma, por isso a amo.

Passei o resto daquela noite tentando pregar os olhos, mas estava sendo extremamente difícil. Minha cabeça não saía de Jessie e do que está acontecendo. Odeio não ter tudo sobre controle, odeio não conseguir ajudar. Eu sou seu pai e deveria cumprir esse papel com mais vontade.


Notas Finais


Você me deixou muito emocionada por ter chegado ate aqui embaixo, então faça um comentário se for possível, isso é muito importante para nós :)
Amamos vocês e até <3
Tha&Nany


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