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História After The Storm - Akai Ito - Capítulo 13


Escrita por:


Notas do Autor


Demorei, mas postei!
Espero que vocês gostem e fiquem boiolas por esse casal ♥️

Leiam as notas finais!

Capítulo 13 - Capítulo Treze


Pov. Doyoung


  Ando rápido pelas ruas de Seul, mas não rápido o suficiente para causar algum tipo de acidente. Eu preciso chegar inteiro e vivo. 

  Estou ansioso, uma ansiedade boa, como se tivesse várias borboletas em meu estômago. Sinto minhas mãos soarem enquanto dirijo e estou sorrindo feito um idiota.

  Um idiota bem feliz.

  Reconheço o bairro do alojamento de Minji e diminuo a velocidade do carro, olhando pela janela e tentando ver qual é o prédio certo, tentando me recordar das vezes em que deixei ela aqui. 

  Consigo achar o prédio porque acabo me lembrando da árvore que se encontra em frente a ele. Muito obrigado árvore. 

  Estaciono no meio fio e saio do carro,

contornando o automóvel e indo em direção ao prédio. 

  Mas algo, ou melhor, alguém, me chama a atenção.

  É ela.

  Minji está saindo do prédio, ela está com o celular na mão, parece ligar para alguém, parece um pouco nervosa e agitada. Ela não nota a minha presença, penso em chamar pelo seu nome para chamar a atenção, mas antes disso sinto o celular no meu bolso tocar.

  Pego o aparelho e olho para tela, Minji está me ligando, ela quer falar comigo. 

 — Doyoung? — Escuto a voz surpresa de Minji e levanto a cabeça em sua direção. 

  Do um grande sorriso, ela parece confusa, mas também está sorrindo. 

 — Parece que não sou só eu que queria uma nova conversa. — Digo erguendo e apontando para o meu celular, que continua a tocar, já que ela não encerrou a ligação. 

  Minji então desliga a ligação que ela tentava fazer e me olha novamente, ela está tímida e parece que não sabe o que dizer, então decido falar primeiro. 

 — Eu estava pensando em voltar para casa e chamar Taeyong para descontar toda a minha frustração nele, mas um barman pra lá de estranho me fez mudar de idéia, e me aconselhou a fazer a coisa certa. — Falo omitindo o fato de que o barman literalmente disse que eu e ela nascemos um para o outro, essa parte eu conto daqui a pouco. 

  Minji da uma risada, como se não acreditasse em tudo aquilo. 

 — E qual é a coisa certa a se fazer? — Ela me pergunta, mas eu sei que ela sabe a resposta, Minji só quer me ver falar. 

 — Eu fui um pouco babaca no bar, não aceitei as suas desculpas e agora eu é que devo pedir desculpas a você. — Me aproximo mais dela, o suficiente para ver todas as suas reações com clareza.

 — Você poderia repetir? Acho que estou um pouco surda. — Minji fala tirando uma com a minha cara, me fazendo rir. — Mas agora falando sério... Eu aceito as suas desculpas, mas só com uma condição. 

 — E qual seria essa condição? — Pergunto cerrando os olhos. 

 — Que você me faça aquele chocolate quente novamente, está ficando frio e é tudo o que eu mais quero no momento. — Minji faz uma carinha fofa, tentando me convencer, o que acontece sem eu nem pensar. 

  Na verdade eu tive uma ótima idéia.

 — Você pode subir, temos uma cozinha compartilhada, e você pode ficar lá por mais... — Ela checa as horas no celular. — Três horas, depois das onze e meia é proibida a entrada de visitantes, principalmente homens. — Ela fala terminando o seu raciocínio. 

  Do uma risada de lado, o que chama a atenção dela, que presta atenção no que eu falo : 

 — Não vai dar tempo. — Digo simplista.

 — Do que? De fazer um chocolate quente? A por favor, para de ser dramático. — Minji me dá um tapinha no braço direito. 

 — Não estou falando do chocolate quente...

 — Então do que está falando? — Minji está confusa, o que faz com que seu rosto fique fofo e engraçado. 

 — Não vai dar tempo de eu falar tudo o que eu quero, a gente precisa conversar. — Minha fala é misteriosa, fiz propositalmente. 

  Minji faz uma cara de mais confusa ainda, ela parece tentar entender, mas não consegue.

 — Eu realmente não estou te entendendo, não está tudo resolvido entre nós? — Agora ela parece preocupada. 

  Balanço minhas mãos em negativa, tentando tirar essa idéia da cabeça dela. 

 — Está tudo resolvido... Vamos ao meu apartamento, eu explico e falo tudo enquanto a gente bebe um chocolate quente. — Faço a minha sugestão tentando transparecer tranquilidade.

  Está sendo divertido deixar Minji confusa.

 — Ok... vamos. — Ela fala.

  Acompanho ela até o meu carro, abrindo a porta do passageiro para a mesma, sendo um completo cavalheiro. Do a volta no carro e entro.

 — Você está estranho. — Ela fala assim que eu coloco o cinto e ligo o motor.

 — Como assim? — Pergunto me fazendo de desentendido. 

  Sinto seu olhar intenso sobre mim. 

 — Eu não sei, mas você está muito diferente do que estava no bar, o que aquele barman fez afinal? 

  Do uma risada gostosa, achando graça de toda a situação. 

 — Ele falou uma coisa muito importante. — Não a olho, já que estou dirigindo, mas escuto o barulho de insatisfação que ela faz.

 — Você vai me contar quando chegarmos? — Sua fala é quase suplicante. 

  A encaro por breves segundos, abro um sorriso e asseguro : 

 — Vou sim. — Minji não faz mais perguntas, o que agradeço mentalmente, consigo pensar melhor nas palavras que vou usar.

  Mas nada parece bom o suficiente, gostaria que fosse algo bonito e genuíno, que fizesse ela nunca esquecer desse momento, e que virasse uma história brega de amor, daquelas que a gente conta quando é velho. 

  Chegamos no meu prédio relativamente rápido, a noite e o trânsito estavam tranquilos, o que ajudou no percurso. 

  Entramos no edifício, pegamos o elevador e chegamos até o meu andar, durante o trajeto consigo sentir a ansiedade e curiosidade de Minji, ela parece quase enlouquecer. 

  Assim que entramos e deixamos os sapatos no hall de entrada, Minji se vira para mim e fala rápido : 

 — Ok chegamos, desembucha. — Do risada e a ignoro.

  Ando até a cozinha, sentindo ela me seguir exasperada. 

 — Calma, esqueceu que você pediu chocolate quente? — Pergunto fingindo falsa inocência. 

 — Você é realmente um cretino. — Do uma piscadela marota em sua direção, fazendo ela ficar com mais raiva ainda. 

 — Me espere na varanda, vou fazer os chocolates quente e já vou lá. — Mesmo contrariada ela da meia volta e segue até a varanda. 

  Aproveito o momento de distração de Minji para observar sua silhueta, e acabo por constatar o quanto ela está bonita com a calça jeans branca, que veste bem em suas pernas, e como o casaquinho de tricô roxo da a ela um ar de inocência.

  Ela é realmente muito linda. 

  Suspiro profundamente e tento me concentrar novamente. O chocolate quente, eu preciso fazer o chocolate quente. 

  Caço todos os ingredientes pela cozinha, que não são muitos e começo o preparo da bebida.

  Sempre me pego olhando para Minji na varanda, observando ela. Mas em nenhum momento ela se vira, provavelmente está absorta em pensamentos enquanto olha a vista. 

  Em alguns minutos, estou andando calmamente até a varanda, segurando duas xícaras fumegantes de chocolate quente. O aroma é gostoso e chama a atenção de Minji, fazendo ela se virar em minha direção. 

 — Muito obrigada, o cheiro está delicioso. — Ela fala enquanto pega a xícara, Minji da um pequeno gole na bebida. — E o gosto está ainda melhor. 

  Não consigo tirar os olhos dela, aproveitando um simples chocolate quente, fazendo barulinhos fofinhos e um biquinho adorável ao assoprar a bebida quente. 

  É tão simples fazer Minji feliz, ela só precisa de carinho, respeito e claro, chocolate quente. Coisas tão simples mas que em sua vida inteira faltaram. 

  Minji percebe que a encaro por tempo demais.

 — Você não vai beber? Está realmente muito gostoso. — Ela fala se referindo a bebida, a qual eu nem sequer toquei, estou envolvido demais pela sua beleza e áurea angelical. 

  Deixo minha xícara no parapeito, tomando o cuidado de não deixar ela muito na ponta.

  Acho que está na hora de falar. 

  Minji me observa atentamente com os seus grandes olhos redondos.

 — Eu até já tinha esquecido do porque estou aqui. — Ela comenta risonha. 

  Chego mais perto, não perto o suficiente para sentir a sua respiração e o seu cheiro adocicado, mas perto o suficiente para ver com clareza suas reações.

 — Quando ficamos sem nos falar, todo dia eu me lembrava de você, não tinha um dia que eu não me lembrava de você e do seu sorriso. — Minji parece verdadeiramente surpresa. — Aos dezesseis anos eu percebi que os meus sentimentos por você não eram sentimentos sobre amizade, eu gostava de você de outro jeito, um jeito bem mais complexo. 

 — Como você percebeu isso? — Ela está curiosa pelos detalhes. 

 — Na verdade descobri de uma forma engraçada... Você lembra daquele menino insuportável que fazia dupla com você? — Pergunto dando risada.

 — Lembro, qual era o nome dele mesmo? Acho que era Haechan... — Ela fala tentando se lembrar do menino. 

 — Eu tinha ciúmes de todas as vezes que vocês ficavam juntos, sério, me irritava profundamente. Então Taeyong um dia zoou com isso, disse que eu estava com ciúmes de você porque queria te beijar. — As bochechas de Minji ganham um tom rosado. — E eu fui pra casa pensando nisso, foi quando eu percebi que o idiota do Taeyong tinha razão. 

  Minji já não me encara mais, ela está olhando para a xícara que está nas suas mãos, e então, ela fala : 

 — Quando eu percebi que gostava de você foi durante uma conversa com o próprio Haechan. — A frase de Minji me deixa surpreso. — Eu perguntei se ele teria interesse por mim, na época eu estava com a autoestima bem baixa, foi quando a Irene começou a namorar, fui besta de me comparar com ela, mas enfim, ele disse que não tinha interesse por mim porque sabia que eu gostava de outro, e que outra pessoa gostava de mim. Eu não entendi o que ele tinha falado, mas então ele me explicou, e fazia todo o sentido, Haechan disse coisas que nem eu mesma percebia. 

  Fico extremamente surpreso, Minji me encara, e ela parece se divertir com a minha cara, porque a mesma começa a rir. 

 — Não acredito, eu jurava que ele dava em cima de você. — Falo embasbacado.

 — Não, era só o jeito dele. — Minji diz, ainda dando risada.

  Depois de mais algum tempo rindo, ficamos em silêncio naquela varanda, Minji toma mais alguns goles do seu chocolate quente. 

 — Mas, e então, vai me dizer o que você gostaria tanto de me falar? — A voz de Minji soa mais confiante. 

  Do uma risada de lado a encarando. 

 — O barman estranho me contou uma história, e acho que eu deveria contar ela pra você também. — Digo misterioso, Minji coloca sua xícara no parapeito, do mesmo jeito que eu fiz antes, e me encara curiosa, esperando o restante da minha fala. 

 — Ele me contou uma lenda japonesa que se chama Akai Ito, e nela diz que o destino conecta duas pessoas a um fio vermelho no mindinho, e que independente do tempo ou distância, essas pessoas vão ficar juntas. — Narro a mesma lenda que ouvi no bar, tentando não me esquecer de nenhum ponto importante. 

  Agora quem está supresa é Minji, ela tem os olhos brilhando, um sorriso mínimo no rosto e as bochechas ficando cada vez mais coradas. É adorável. 

 — E, segundo o barman misterioso e estranho, essa lenda se aplica para nós? — Sua voz é cautelosa e lenta, como se ela estivesse com medo de ter interpretado errado. 

  Me aproximo ainda mais de seu corpo. 

 — Segundo o barman, fomos destinados a ficar juntos Minji, e eu não me importo de dar a razão para um estranho nessa situação. — Susurro perto de seu rosto. 

  Minji fecha os olhos e sorri, seu rosto transmite felicidade. Ela abre os olhos novamente, dessa vez estamos muito mais próximos, tão próximos que consigo ver literalmente todos os detalhes de seu belo rosto. Os olhos grandes e sonhadores, cheios de vida. Suas bochechas arredondadas, que no momento se encontrão vermelhas. Desço meu olhar mais para baixo, encarando seus lábios rosados e com formato de coração, e sinto uma vontade irresistível de beija-la. 

  Eu não sei quem se aproximou primeiro, mas em menos de um segundo, estamos com os os lábios colados. Diferente do nosso primeiro beijo, esse não é tão calmo, é mais intenso, com mais vontade e vida. 

  Minji agarra a minha cintura com mais força quando puxo os fios de seu cabelo, um sinal claro de que não sou o único animado. 

  Quando o ar nos falta, não consigo parar de beijar a mesma, desço pequenos selares até o seu pescoço, ouvindo a mesma suspirar.

  O perfume de Minji é extremamente gostoso, me deixando tão intorpecido que acabo por deixar um chupão em seu pescoço, fazendo uma marca avermelhada começar a aparecer. 

 — Desculpa, estou indo rápido demais. — Falo ofegante, tocando na marca avermelhada. 

 — Não, Doyoung... — Tiro meus olhos do seu pescoço, voltando a encarar ela, e então, vejo desejo nos seus olhos. — Por favor, continue. 

  A voz suplicante de Minji me deixa por um fio de enlouquecer. 

  A beijo novamente, querendo mais dos seus lábios e da sensação maravilhosa que só ela trás em meu corpo. Minji agarra os fios curtos de cabelo em minha nuca, e consequentemente, acabo por gemer durante o beijo. É tão bom. 

  Sem pensar com clareza, pego Minji no colo, fazendo ela enroscar suas pernas em meu quadril. Ela arqueja, porém não diz nada. 

  Em passos firmes, carrego ela em meus braços até o meu quarto, tentando não beijar a mesma no caminho, não sei se seria capaz de beijar ela e caminhar pela casa sem cair. 

  Quando chego no quarto, não ligo a luz, deixando o cômodo apenas com a iluminação que vem de fora das janelas, deixando um clima mais quente para o ambiente.

  Solto Minji delicadamente em cima da cama, fazendo ela ficar deitada. Como ainda estou de pé, tenho a visão de uma Minji com a respiração acelerada, ansiosa e excitada. Se tudo isso for um sonho, por favor não me acorde.

  Me deito sobre ela, tomando todo o cuidado para não jogar o meu peso em seu corpo. Volto a beija-la enquanto passeio minhas mãos atrevidas por todo o seu corpo, começando toques mais ousados e necessitados. 

  Em alguns minutos, nós dois já estamos nus e pegando fogo, sinto como se eu fosse explodir a qualquer momento, e Minji parece estar igual.

  Corpos suados, gemidos e a cama batendo na parede, isso é a gente. O quarto está impregnado com o cheiro de sexo, mas eu e Minji não paramos, simplesmente não conseguimos.

  Faço de tudo para que Minji consiga alcançar o seu maior momento de prazer, e quando ela chega, a satisfação me invade e finalmente consigo chegar no meu. 

  Com ela enrolada nos meus braços, faço carinho por todo o seu corpo enquanto regulamos nossa respiração. 

  Mas em pouco tempo estamos novamente nos beijando e nos amando como loucos, pronto para mais uma rodada. 

  E isso acontece várias vezes. De novo, e de novo e de novo, incansavelmente, a noite inteira.



  Pov Minji


  O barulho ensurdecedor do telefone tocando faz eu e Doyoung acordarmos assustados, estamos abraçados, mas me separo de seu corpo quente e aconchegante para alcançar o celular caído no chão. 

  A ligação de Yuna é encerrada antes que eu consiga apertar no botão verde e atendê-la.

 — Que horas são? — A voz de Doyoung está rouca, o que é gostoso de ouvir. 

  Checo as horas e meus olhos se arregalam de surpresa, me sento rápido na cama.

 — Doyoung são nove horas! — O encaro assustada, mas Doyoung me olha de um jeito sapeca, com um sorriso de lado no rosto.

  E então percebi que ainda estou nua, sentada em sua cama, com o busto a mostra para ele olhar, e era o que ele estava fazendo. Subo o lençol até o meu busto, cobrindo ele. 

 — Doyoung você ouviu o que eu disse?! — Falo nervosa.

 — Ouvi sim, mas a visão estava melhor. — Ele fala sendo um cafajeste, um cafajeste que eu amo. 

 — Para de ser safado. — Eu e ele damos risada. 

  Meu celular volta a tocar, e dessa vez sou mais rápida e o atendo, me assustando levemente com o grito de Yuna. 


Yuna : PARK MINJI ONDE VOCÊ ESTÁ E POR QUE NÃO ATENDE ESSE CELULAR? 

  Afasto o celular do meu ouvido e quando percebo que ela não está mais gritando, respondo : 

Eu : Bom dia pra você também.

Yuna : Bom dia, agora fala, estava morrendo de preocupação. 

Eu : Está tudo bem, estou... com o Doyoung, acabamos por perder a hora.

  Consigo escutar a risada sacana de Doyoung, ele deve estar se divertindo muito. 

Yuna : Vocês perderam a hora por que... não deixa, eu já entendi. 

Eu : Ótimo que não vou precisar contar os detalhes.

Yuna : Você que pensa, preciso voltar, meu intervalo está acabando. Você vai vir para as últimas aulas? 

  Como o celular está no viva voz, Doyoung escuta a conversa, me viro para ele, como se eu perguntasse mentalmente : "O que você acha?", como resposta ganho um sorriso e o seu dedo indicador fazendo um sinal de não. 

Eu : Não, vou tirar um dia de folga em uma plena segunda feira.

Yuna : Ok, você precisa. Minji coloca no viva voz.

Eu : Ja esta...

Yuna : DOYOUNG USA CAMISINHA!

  Ela grita e desliga o celular na minha cara, eu e Doyoung caímos na risada.

  Começamos o dia de bom humor e gargalhando. O que uma noite quente com a pessoa que você gosta não faz não é mesmo? 



 — Doyoung não é assim meu Deus! — Falo dando risada.

  A cena de um Doyoung sem camisa, usando apenas uma calça moletom e tentando fritar um ovo é uma das melhores visões que já tive. 

 — Quer saber? Eu desisto. — Ele fala emburradinho enquanto me entrega a espátula. — Essa frigideira é horrível. 

 — Não culpe a frigideira, é você quem não sabe virar o ovo. — Falo enquanto tento salvar o ovo de Doyoung, que estava horrendo por sinal. 

  Enquanto termino de fritar os ovos e os bacons, Doyoung prepara o pão e faz um café. Acordamos cheios de fome, mas ainda é muito cedo para comer comida de verdade. 

 — Você fica linda com a minha camisa. — Ele fala, olho para ele, que se encontra encostado na banqueta da cozinha, me observando. 

 — Fico né? Tô pensando em pegar pra mim. — A camisa xadrez dele realmente me deixou muito bonita. 

 — Ela é toda sua então, eu prefiro você sem ela mesmo. — Doyoung está mais engraçadinho e assanhado desde a última noite. Não vou mentir, eu estava gostando. 

 — O bacon está pronto, você já pode montar no pão seu safado. — Falo tentando mudar de assunto. 

  Ele dá risada e vai fazer o que pedi. 

  Em alguns minutos, estamos no sofá, comendo nosso lanche e assistindo ao nosso Dorama clichê, minhas pernas estão por cima de Doyoung, me deixando extremamente confortável.

 — O que vamos fazer o resto do dia? — Pergunto enquanto coloco o último pedaço do lanche na boca. 

 — A gente podia ir comer fora. — Ele sugere, mas não fico muito animada, restaurantes são tão caros. Falo para ele justamente isso, e ele concorda. — E se a gente fizesse um pique nique? 

  Me animo com a proposta, um pique nique seria divertido.

 — Onde? — Pergunto animada.

 — Aqui perto tem um parque, vários casais vão lá, como é segunda, provavelmente deve estar vazio.

 — Amei a idéia, seria divertido. — Estou realmente animada com a idéia.

 — Então depois de descansar e ficar de bobeira, podemos sair para comprar as coisas e vamos ao parque. — Doyoung tira as minhas pernas de seu colo e se levanta, pega os pratos e vai até a cozinha, colocando-os na pia.

  Fico observando ele com um sorriso no rosto, ele nota isso e me devolve o sorriso. 

 — Eu estou muito feliz. — Digo a ele quando o mesmo se senta no sofá. Doyoung me puxa para mais perto, consigo sentir o seu coração batendo e a sua pele quente.

 — Eu também estou. Fazia muito tempo que eu não ficava tão feliz na verdade. — Doyoung beija o topo da minha cabeça de forma carinhosa. 

  Me aconchego mais ainda em seu corpo, tentando ficar mais próxima. E então, assistismos o Dorama por mais algum tempo, aproveitando o nosso tempo juntos.



 — Você prefer suco de laranja ou de uva? — Doyoung me pergunta, apontando para duas garrafinhas de suco. 

 — Uva com certeza. — Falo.

  Estamos na loja de conveniência, comprando tudo o que vamos precisar para o pique nique. 

 — Esses sanduíches são sensacionais. — Digo a Doyoung.

 — Pega quatro, estou com fome. — Faço como ele sugeriu, colocando tudo na cestinha que ele segura.

  Depois de pegarmos tudo o que precisamos, vamos até o caixa, uma senhora nos atende, ela parece querer fazer algum comentário. 

 — Muito obrigada. — Falo pegando a sacola.

 — Vocês são um lindo casal. — A senhora diz mansamente, sorrindo para nós dois. 

 — Muito obrigado, é muita gentileza da sua parte. — Doyoung fala encantador, fazendo a senhora ficar sem jeito.  

  Saimos da loja de conveniência de mãos dadas, comentando sobre o que acabou de acontecer.

 — Somos tão bonitos que recebemos elogios de estranhos. 

 — Poderíamos ser o casal de um Dorama. — Falo com humor. 

  Seguimos até o parque que Doyoung comentou mais cedo. Ele era muito bonito, e tinha poucas pessoas, o que era ainda melhor, podíamos ficar mais avontades. 

  Estendemos nossa toalha na grama, nos sentamos e arrumamos tudo o que íamos comer. O clima está agradável, o sol não está forte e uma brisa leve toca nossa pele. Ter a luz do sol no meu rosto é reconfortante, e Doyoung me olhando durante nossas conversas me deixa um pouco tímida.

 — Por que você me olha desse jeito? — Pergunto

 — De que jeito? — Ele parece confuso.

 — Tão intensamente. 

 — Acho que o jeito que te olho é como eu demonstro todos os meus sentimentos por você. — Ele fala sendo sincero. 

  Essa frase com certeza vai entrar para : "as frases mais bonitas que já me disseram". 

  Ficamos mais algumas horas no parque, conversando, dando risada e namorando. A última parte foi com certeza a melhor. Mas infelizmente o tempo parecia começar a fechar, algumas nuvens negras começaram a surgir. 

 — Acho que é melhor a gente guardar as coisas e voltar para casa. — Doyoung fala enquanto olha para o céu que a cada segundo piora. 

 — Acho que vamos pegar chuva. — Falo. Eu e Doyoung começamos a guardar as coisas rapidamente. 

  Assim que colocamos tudo na sacola, uma chuva grossa e forte começa a cair. Doyoung segura a minha mão e grita : 

 — Acho que agora vamos ter que correr!! — Dando risada, nós dois começamos a correr, nossas roupas já estão ensopadas e meu cabelo está pesado por conta da chuva. 

  Mas não me importo, não estou tomando banho de chuva sozinha, estou tomando banho de chuva com Doyoung. 

  Sinto o homem ao meu lado desacelerar, me viro para ele com uma cara de interrogação, estamos parados no meio da calçada, tomando uma chuva torrencial, enquanto as pessoas ao nosso redor tentam se proteger em algum lugar. 

 — O que foi?! — Falo gritando, para que ele consiga me ouvir mesmo com o barulho alto da chuva. 

 — Ontem a noite e hoje estão sendo um dos dias mais felizes da minha vida! — Ele chega mais perto, colocando suas mãos no meu quadril. 

  Por algum motivo não consigo parar de sorrir para Doyoung. 

 — Mas eu esqueci de uma coisa. — Doyoung fala.

 — O quê? — Não entendi a sua fala. 

 — Park Minji... — Ele segura minhas mãos e sorri galanteador. — Você aceita ser a minha namorada, oficialmente? 

 — ÓBVIO! — Falo gritando, com um sorriso enorme no rosto.

  Tomo a iniciativa primeiro, grudando os meus lábios nos de Doyoung, beijando ele na chuva, realizando um sonho clichê.

  Nos separamos quando o ar falta, ensopados e felizes começamos a rir. Passo minha mão pelo seu rosto carinhosamente, gravando todos os detalhes de seu rosto. 

 — Eu te amo Doyoung.


Notas Finais


Eu demorei muito para fazer esse capítulo, não estava gostando dele e apaguei várias vezes, mas espero que vocês tenham gostado.
Se possível, deixe o seu feedback sobre o capítulo, me ajudaria bastante a melhorar e encorajar.
E agora a notícia triste, After The Storm está quase acabando, a história acaba no capítulo quinze, mas prometo que a história dois vai ser ótima.

Até o próximo capítulo ♥️😊


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