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História After the Storm - Capítulo 7


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Capítulo 7 - The happy contemplated and Luffy's illness?


Zoro P.O.V.

Acabámos todos de tomar o pequeno-almoço e fomos todos para o convés.. menos eu. Fiz caminho para o ninho do corvo e comecei a treinar. Tirei a parte de cima da minha roupa e amarrei-a à parte de baixo. Peguei nos meus halteres e comecei a contagem até 1000.

Estava um calor desgraçado no ninho do corvo.. nem a janela aberta fazia diferença. Parei o treino no 859 e fui à cozinha beber alguma coisa.. e por alguma coisa vulgo sakê. Desci as escadas do ninho e fui até à cozinha. Abri a porta e o que não esperava ver, vi. Robin estava sentada no seu lugar de sempre, virada para a banca, a ler algum livro sobre arqueologia, como sempre. Tentei ficar sério e dei o meu melhor a conversar normalmente.

- Olá Robin, desculpa incomodar. - adentrei a cozinha.

Robin notou a minha presença e olhou.. não para os meus olhos. Seus olhos desenhavam o meu corpo, mais concretamente, a minha grande cicatriz. Reparei que estava sem a parte de cima.

- D-D-Desculpa Robin, não reparei que estava sem a parte de cima! - desamarrei a parte de baixo para a voltar a pôr no sítio mas..

- Kenshi-san, não me incomoda. - sorriu gentilmente. - só estava a pensar em quem te deu tal cicatriz. - olhou-me nos olhos.

- Ah.. Foi Mihawk à 2 anos atrás. - disse.

- Já te encontraste com Miahwk? - perguntou curiosa.

- Sim, estávamos no Baratie, um restaurante no meio do mar onde encontrámos o Ero-Cook. Nessa altura, os únicos chapéus de palha que estavam na tripulação eram Luffy, eu, Nami e Usopp e Sanji. - ri-me com o pensamento. - parece que foi ontem. - tiro o sakê do frigorífico e beberico um pouco.

- Vês? - perguntou.

- Ah? Vejo o quê? - pergunto ainda com a parte de cima do meu corpo à mostra.

- Ficas muito mais atraente quando sorris. - tinha parecido que ela tinha disparado uma bala contra o meu coração. Apesar da vergonha a corroer-me por dentro, decidi entrar na brincadeira.

- Mais? Quer dizer que já sou Robin? - pergunto desafiador, apesar de saber que vou perder nesta batalha.

Notei ela ficar espantada pela resposta mas logo sorriu. Pousou o livro e apoiou a cabeça com a mão direita e olhou para mim.

- Sim Kenshi-san, és sim senhor. Apesar de serem feridas, a tua cicatriz no peito e a cicatriz no olho, deixam-te estranhamente giro e mais atraente do que já eras dois anos atrás. - disparou a segunda bala.

Tentei buscar palavras em todos os cantos do meu corpo. Sim, estava sem palavras naquele momento. Nico Robin conseguiu deixar-me sem palavras.

- Como é que tens coragem de dizer as coisas sem vergonha? - perguntei rindo-me. - vou começar a fazer o mesmo.

- Adorava que o fizesses. - sorriu em desafio.

Trinquei os meus lábios com medo do que dissesse mas deixei-me levar.

- Robin, ficas muito mais atraente quando me desafias com esse olhar, não sabes? - aproximei-me da mesa, sentei-me de frente para ela e olhei nos olhos.

O mundo parou para nós. Só via Robin à minha frente, ainda com as malditas ligaduras na barriga.

- Sabias Robin.. - aproximei-me da cara dela. - se essas ligaduras não existissem... - sussurrei-lhe. - eu levava-te comigo para o ninho do corvo e ficava a olhar para ti todas as noites que os meus olhos aguentassem.

Robin corou violentamente o que me fez corar também. Não tive controlo no que disse e acho que disse a coisa mais embaraçosa de sempre. Robin levou as mãos ao rosto e deixou de estar corada.. o mesmo não se aplicou para mim. Recostei-me na cadeira a beber o meu sakê mas com a cabeça virada para a porta da cozinha.

- Zoro... - ela falou enquanto olhava para mim como se eu não tivesse acabado de dizer a coisa mais vergonhosa de sempre. - eu adoro quando olhas para mim enquanto finges estar a dormir. Até parece que não és um homem que pode facilmente levar uma mulher às nuvens.

Arregalei os olhos.. só não arregalei mais porque senti que iam saltando para fora. Quase cuspi o sakê todo no chão mas contive-me. Olhei para ela e ela... sorria-me. A brincadeira está ficar super interessante.

- Oh, e quem te deu tal informação preciosa? - perguntei.

- Olhando para ti, achas mesmo que eu preciso que alguém me diga? - disse olhando-me.

- Mesmo se o que tu dizes é verdade.. eu só quero levar uma pessoa à loucura. - disse.

- E quem seria a feliz contemplada? - perguntou curiosa.

- Quem te garante que a "feliz contemplada" não esteja à minha frente agora? - digo desafiador.

- Zoro, não preciso que me leves à loucura.. eu própria já vou cada vez que olhas para mim. - corou e sorriu.

- Permita-me dizer que o contrário também acontece. - pisco o olho à arqueóloga.

Cruzou as pernas para o outro lado e ajeitou o cabelo pondo alguns cabelos à frente dos olhos e finalmente encarou-me com os seus olhos misteriosos.

- Permita-me dizer que para um rapaz de 21 anos, tu tens um corpo de sonho, Kenshi-san. - sorriu.

- Ganhaste hoje Nico Robin. - dirigia-me para a porta com sakê na mão.

- Ora, Roronoa Zoro desistindo? - perguntou Robin com um sorriso desafiador no rosto.

- Só desisto para a mulher que me faz ficar louco e eu obviamente não quero ficar louco aqui dentro. - pisquei e saí. - continuação de boa leitura.

Robin P.O.V.

Ele saiu. Dei por mim completamente vermelha. Trinquei o lábio inferior com força. Levantei-me com certa dificuldade e dirigi-me para a salinha de Chopper. Ainda não tinha recuperado completamente mas ao menos já não precisava de cadeira de rodas. Saí da cozinha e num instante cheguei à salinha e deitei-me um pouco antes do almoço. Eram 11:43 da manhã. Olhava continuamente para o teto a pensar no que tinha acontecido à instantes. "Que homem...", pensei. Ele tem um olhar de um animal sedento por sangue, batalha.. morte, mas quando olha para mim.. o olhar é como o de um animal inofensivo. Ele nem tenta disfarçar o facto de mudar completamente quando está comigo. Ri-me baixinho. Quando dei por mim adormeci.

1 hora depois...

- Oi Robin? - uma voz chamava o meu nome. Uma voz grossa. - está na hora do almoço.

Esfreguei os olhos e vi um Zoro corado. Olhei para mim e logo percebi a razão dele estar corado. O meu vestido tinha subido completamente e metade do meu sutiã estava à mostra.

- Dá te por contente por não ter sido o Ero-Cook a vir-te acordar. - Zoro dizia enquanto segurava o riso.

- D-Desculpa Zoro... - dizia com a cabelo completamente desarrumado. Tentei levantar-me.. um gemido de dor tomou conta de mim.

- Ei Robin estás bem? - perguntou.

- A-Acho que as minhas feridas voltaram a abrir... - dizia em meio a gemidos de dor.

Notava-se claramente que Zoro estava com raiva. O seu olhar emanava ódio e vontade de matar.

- Eu vou chamar Chopper, eu já volto. - Zoro saiu porta fora e voltou com Chopper atrás dele.

- Robin, o que se passou? - perguntava a preocupada rena.

- Ah Chopper, acho que as minhas feridas reabriram... - disse com esforço.

- Eu trato disse agora! Zoro, podes ir indo, nós já vamos almoçar. - Chopper dizia.

- Não tenho assim tanta fome. Eu vim acordar Robin e só saio daqui com ela. - dizia sério. Encostou-se à parede e sentou-se ali mesmo de braços cruzados.

Chopper sorriu, assim como eu.

- Obrigada Kenshi-san. - sorri-lhe em agradecimento.

- O meu nome é Zoro, Robin. - resmungou como senão tivesse dito à 1h atrás que me queria "levar à loucura".

Chopper refazia os meus tratamentos enquanto agarrava desesperadamente os lençóis. Queria chorar. Senti-me uma mão acariciar a minha. Zoro estava de pé ao meu lado, dizendo indiretamente para eu lhe agarrar a mão se ele quisesse.

- Kenshi-san.. vou magoar-te... - eu disse meio triste e em meio a lágrimas curtas.

- Agarra logo de uma vez antes que mude de ideias. - disse olhando para a parede.

Agarrei. Mãos grossas, quentes, são as mãos do Zoro. Apertava com força cada vez que Chopper mexia nos meus ferimentos.

- Robin, vem aí a parte pior... vou te apertar a barriga com as ligaduras.. - Chopper dizia.

Sem querer, agarrei a mão de Zoro com um bocado mais de força. Chopper começou. Gemia de dor e umas lágrimas iam escorrendo. Olhei para Zoro. Ele olhava-me nos olhos. A expressão dele emanava pena e raiva ao mesmo tempo.

As lágrimas não paravam. Isto doía mais do que eu alguma vez imaginei. A minha barriga está a pedir ajuda, os meus olhos doem de tanto chorar e a minha garganta pede-me para parar de gemer de dor.

Uma mão limpou todas as minhas lágrimas. Abri os olhos e Zoro olhava para mim e limpava as minhas lágrimas. Ao ver-me olhar para ele, desviou o olhar e suas bochechas ganharam uma cor... rosada.

- Robin, já está, mas eu trago-te aqui o almoço. Por favor não te levantes por hoje... - dizia o preocupado Chopper.

- Okay Doutor-san. - sorri gentilmente para a pequena rena. - vais ser um excelente médico! - disse para o ver envergonhado.

- Ah... O que me dizes... não me põe envergonhado.. idiota... - e fazia a sua dancinha.

Ri-me com a cena, fingindo que a minha barriga não doía como o inferno.

- Chopper, podes-me fazer um favor? - perguntou o espadachim do meu lado.

- Claro, Zoro. O que é? - perguntou a curiosa rena.

- Podias trazer o meu almoço aqui também? - perguntou, fazendo eu e a pequena rena arregalarmos os olhos. - Ei, o que foi? É assim tão estranho? - perguntou confuso.

Eu e Chopper só nos conseguíamos rir da cara de Zoro e ele coçava a nuca, meio envergonhado.

- Está bem Zoro, eu trago o teu e o de Robin. - Chopper sorria e saía da sala.

- Obrigado por me deixares apertar a tua mão, Kenshi-san. - tentei provocar Zoro.

- Robin... eu odeio esse nome. - ele dizia corado.

- A tua cara não diz o mesmo caro espadachim. - disse em tom provocativo.

- As minhas palavras são mais importantes... - tentava sair daquela situação embaraçosa.

- O corpo fala sempre mais alto nestas situações. - dizia sorrindo.

- Tu realmente não queres que o meu corpo fale, Robin.. - dizia enquanto me olhava nos olhos, como se fosse capaz de ler a minha alma.

Olhei-o em desafio, tentando não cometer nenhum tipo de loucura. Notei-o fazer um esforço mental imenso para não cair na mesma tentação que eu. Desviava a cabeça trincando os lábios, respirando fortemente e profundamente e fechava os olhos de tempos a tempos evitando fazer contacto visual comigo. Uma tensão enorme fazia-se dentro daquele quarto.. só nós sabemos a vontade louca que nos corre no sangue.

Luffy P.O.V.

O meu chapéu fazia-me falta. Não me sentia capitão sem aquele chapéu. Mas pelo menos sei que está em boas mãos. Desde que vi Nami pela primeira vez, em... Orange Town (?).. o meu coração nunca mais teve paz. Não sei o que se passa comigo.. será alguma doença?

Sabia que não era doença, mas não queria acreditar no que era.

 



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