História After the storm - Capítulo 36


Escrita por: ~

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Categorias Grey's Anatomy
Personagens Addison Montgomery-Shepherd, Alexander "Alex" Karev, Alexandra "Lexie" Grey, Amelia Shepherd, April Kepner, Arizona Robbins, Bailey Grey Shepherd, Calliope "Callie" Torres, Derek Shepherd, Jo Wilson, Mark Sloan, Meredith Grey, Miranda Bailey
Tags Arizona Robbins, Callie Torres, Calzona, Grey's Anatomy
Visualizações 335
Palavras 3.597
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Trouxe um capítulo! Nem vou me desculpar pela demora, pq n posso sei que farei de novo e não quero soar tão cara de pau. Huahuahua.
Esse capítulo ficou bem distante do que gostaria, me esforcei ao máximo para fazê-lo, mas espero que tenha ficado bom.

Vcs sabem da minha preguiça excessiva em arrumar erros, então perdoem.
Desejo boa leitura! X

Capítulo 36 - Acorde


Quando o teto ameaça a desabar e as paredes começam a fechar em sua volta, um desejo imensurável de fuga toma o corpo de qualquer pessoa. Porém a ausência de forças por faltar algo impede que esse plano seja posto em prática. Fugir, fugir para onde? Era ali que Arizona tinha que ficar, sentindo o seu mundo girar de cabeça para baixo sem que nada pudesse fazer.

Depois do aumento de pressão, Robbins ficou em observação durante todo o dia, um monitoramento de seu bebê era feito de maneira detalhada para que não houvesse complicações na gravidez. A loira havia dormido desde o momento em que passou a ficar no soro, logo que acordou desejou saber notícias da noiva e mantinha uma preocupação com a filha mais velha.

--- Amiga, a Sofia foi para a casa da Addison. - Amélia informou passando a mão na cabeça da mulher. --- Dormirá lá hoje e amanhã o Mark a buscará.

--- E a Callie? Como ela está? - Indagou levando meu olhar para as mulheres que a observavam. --- Me respondam, por favor. - Pediu deixando as lágrimas voltarem a rolar pelo seu rosto. --- Ela morreu? - Questionou em um fio de voz.

--- A Callie foi operada e agora está em coma induzido. - Meredith disse de uma só vez. --- Não sabemos quando irão acordá-la e se irá acordar bem, também não temos ideia de quais serão as sequelas do acidente.

--- Oh, meu Deus. - O choro intensificou-se e foi consolada por Wilson. --- Ela não podia fazer isso comigo. Como vou cuidar de duas crianças sozinha estando carregando outra?

--- Ari, você precisa manter a calma, está com um bebê dentro de ti e toda essas emoções podem provocar algum problema maior. - Scorsone falou entregando água a amiga. --- Vai ficar tudo bem e você ainda tem a nós.

--- Eu ainda tenho que pegar a Valentina nesse fim de semana. - Enxugou as lágrimas. --- Ela é muito apegada a Callie, cuidar da minha menina sozinha vai ser complicado.

--- A Sofia pode ficar comigo o tempo que for necessário, isso a distraíra por conta da Zola. - Meredith disse olhando o bipe tocar. --- Tenho que ir, daqui a pouco passo aqui novamente.

--- Quem está com a Callie? - Questionou querendo levantar-se. --- Vou ir vê-la.

--- Arizona, você não pode! Está doida? Desse jeito parece que quer perder esse bebê. - Wilson repreendeu-a ajeitando os lençóis novamente sobre a amiga. --- O mark passará a noite com ela. O que temos que fazer é pedir a Deus para que sua noiva acorde logo.

--- O Sherperd irá adiantar suas férias mesmo com a pediatria desfalcada com a licença da April, você não tem condições de trabalhar nesse mês. - Amelia falou cruzando os braços sobre os seios. --- Temos que ir vistoriar nossos pacientes, porém a senhora mantenha-se quieta aqui. Escutou?

--- Se algo acontecer com você e esse bebê, a Callie quando acordar irá comer não só o seu fígado como o nosso. - Jo brincou pegando seu tablet que estava sobre a mesinha ao lado da cama.

--- Eu que irei comer o dela pelo que está fazendo. - A loira disse prendendo o cabelo que estava todo bagunçado. --- Quero minhas filhas. - Resmunguei.

--- Que dengo, meu Deus! - Amélia abraçou-a e passou a mão na bariga da amiga. --- Não se atreva a sair daqui ou te estapearei.

Acordar como se fosse de um pesadelo era o desejo de Robbins, ela via as horas passarem arrastadas dentro do quarto de paredes brancas, muito lembrava um de manicômio se não fosse flores dando cores. Era extremamente ruim a sensação de impotência, queria levantar e ir até a morena para apenas dizer um "eu estou aqui". Quem sabe ecoando sua voz, os olhos adormecidos abririam para sua felicidade?

Indo contra ao que foi recomendado, logo que ficou sozinha foi no corredor, absorvendo o mesmo ambiente estéril e impessoal que trabalhava a anos e acompanhava sua filha. O ar cheirava a desinfetante genérico, e viu um auxiliar de enfermagem empurrar um carrinho com comida e outro levando cobertor para dentro de um quarto. Na metade do corredor, notou um grupo de enfermeiras atrás de um balcão. Atrás da porta da frente, alguém vomitava e sentiu o estômago embrulhar em um enjoo indesejável.

Percorreu o caminho até o corredor de quartos onde pacientes estavam em coma, olhou através de cada aquário para ver se era o de Callie e encontrou-a em um dos últimos. Assim que a viu os olhos encheram-se de lágrimas, sentia o coração saltar do peito e as pernas simplesmente pararam de seguir seu comando. Demorou alguns minutos até abrir a porta, mas antes avistou Sloan dormindo na poltrona ao lado da cama segurando a mão da amiga e viu um senhor desconhecido deitado no sofá que havia dentro do ambiente. Ja era tarde, a madrugada já tinha caído pela cidade, porém ela não conseguia dormir.

Entrou no quarto e andou devagar até a beirada da cama, olhou a noiva de cima a baixo percorrendo sua mão pelo corpo da mulher sobre o colchão. Havia alguns machucados e ematomas, além de está com a cabeça enfaixada e parecia dormir calmamente em um sono bom, porém apavorante para os que a amavam. Deixou seu choro vim e agachou-se para dar um beijo na testa e na boca da latina, apertou firmemente a mão dela e notou quando Mark começou a despertar.

--- Acorda, meu amor. - Robbins pedia com a lateral do rosto no peito da morena. --- Preciso de você, Callie. - Sussurrou em um fio de voz. --- Não faça isso comigo.

--- Arizona.. - Sloan murmurou coçando os olhos. --- Você não deveria está aqui.

--- Ela é minha noiva. - Rebateu abraçando a morena ainda mais forte pela cintura. --- Tenho todo o direito em vê-la.

--- Não quando se está internada por um desregular da pressão. - Levantou-se indo na direção da grávida. --- Despeça-se dela, te levarei para o seu quarto.

Parecia tão injusto a loira não poder ser mais presente naquele momento estando o tempo inteiro com a outra mulher, mas não era por ter um ser dentro que si que também dependia de sua atenção e cuidado para que nada de inesperado acontecer. Robbins beijou a Callie por umas três vezes e saiu do quarto deixando algumas lágrimas caírem sobre companhia de Mark.

--- Quem é aquele homem deitado no sofá? - Perguntou enquanto caminhavam pelo corredor.

--- É o Sr Torres, seu sogro. - Informou olhando-a. --- Eu relatei sobre o acidente pela tarde e a noite ele chegou.

--- A Calliope falou que havia perdido contato com o pai. - Relembrou uma das primeiras conversas com a noiva. --- Pelo que sei houve um não apoio ao fato dela ser atriz e de ter engravidado sem ser casada. Estou surpresa em vê-lo.

--- Apesar de tudo o Carlos é pai. - Uma enfermeira passou pelos dois deixando cumprimentos. --- O senhor Torres não a abandonou totalmente, tem coisas que a Callie não sabe e serão explicadas quando ela sair do coma. - Confessou abrindo um sorriso. --- Ele já sabe sobre você, sua gravidez e Valentina.

--- Quem contou? - Indagou dando espaço para um maca passar sendo empurrada por um rapaz.

--- Eu contei, o pai dela precisava saber como andava a sua vida atualmente.

--- Espero que a tirem logo desse coma e não haja sequelas graves. - Disse em um tom triste. --- Amanhã terei que pegar a Tina no orfanato e não sei como cuidarei de duas crianças sozinha nesse fim de semana.

--- Você tem diversos amigos para te ajudar, o importante é você também se cuidar. - Pararam em frente a porta do quarto. --- Amanhã posso ir junto a ti no orfanato.

--- Não precisa, prefiro que fique com a Callie e me mantenha informada. - Liberou uma respiração pesada. --- Estou preocupada com Sofia.

--- Prefiro esperar um pouco antes de dizer algo a ela. - Opinou cruzando os braços. --- Podemos esperar a Torres acordar para isso.

•••

Um dia se seguiu, Callie ainda estava sendo mantida desacordada para seu organismo normalizar, a morena tinha como acompanhante seus amigos e seu pai. Já Arizona tinha que cuidar das duas filhas que notoriamente sentiam falta da outra mãe. A loira para evitar contar do acidente para Sofia usou a justificativa que a latina havia feito uma viagem a trabalho, tentaria de todas as formas mantertal mentira até sua noiva acordar. Estando mentalmente cansada acabou por pedir a ajuda da mãe que se propôs a passar uns dias em Nova York para ajudá-la.

Em uma tarde tentando ser como outra qualquer, Sofia tocava no piano dado pelo pai, enquanto sua irmã era vigiada pela mãe para não por o rabo de August na boca. A grávida conversava descontraidamente com Dona Bárbara, o assunto era sobre alguns parentes distantes que já não viam a algum tempo. O cachorro estava fora do cercado deitado no tapete da sala quando Valentina resolveu que poderia sentar em cima do animal, por ser dócil não se importou com a importunação da pequena, sentia-se tranquilo em ser feito de capacho pela menina que por vezes soltava uma risada.

--- Ele vai te morder. - Robbins alertou a pena que passou a puxar o rabo no animal. --- Não faça isso Valentina. - Disse vendo a menina sorrir para ela de forma travessa. --- Você não é facil, criança.

--- Mode não. - Rebateu passando a mão na cabeça de August e fazendo a loira rir.

--- Venha aqui, meu bem. - Chamou pela filha que engatinhou até a ela. --- Não pode sentar em cima do cachorro.

--- Au au, mamã. - Apontou para o cão. --- Au au.

--- August. - Falou o nome do animal e foi pega de surpresa pelo tocar da campainha que o fez latir.

--- Deixa que eu atendo. - Bárbara ofereceu-se, mas Arizona preferiu ir.

Levantou-se pegando Valentina no colo, Sofia logo correu em curiosidade para saber quem as visitava, assil que a mãe abriu a porta deparou-se com Carlos Torres. A princípio perdeu a fala, sua mente murmurava a questão do por quê o homem ter ido até sua casa, ficou o encarando por breves segundos até que Sofia puxou a ponta de sua blusa.

--- É o meu avô, mamãe. - Falou boquiaberta por nunca tê-lo visto pessoalmente.

--- Olá, princesa. - O senhor sorriu e acariciou o queixo da menor. --- Vim conhecer você, sua irmã e sua mãe.

--- Minha irmã? - Declarou em estranhamento. --- Ah, a Valentina. - Por vezes esquecia que não mais seria filha única. --- Mamãe, ele pode entrar?

--- Claro, meu anjo. - Robbins respondeu abrindo passagem. --- Fique a vontade.

--- Sei que está surpreso em me ver, mas por virtude dos últimos acontecimentos vi que já é hora de me reaproximar da minha filha e a família que está constituindo. - Falou cordialmente. --- Foram muitos anos desperdiçados, mas quando enxerguei que poderia perdê-la sem antes a ter perto de mim decidi ocupar novamente o meu espaço na vida de Callie.

--- Entendo. - A loira disse de maneira rude. --- Espero que queira entrar para ficar e não sair novamente quando minha noiva resolver não seguir o seu roteiro.

--- Imagino o que Callie possa ter dito de mim, talvez não tenha sido coisas boas.

--- Apenas contou o que o senhor fez, nunca te difamou. - Arizona confessou sobre olhares atentos de Sofia. --- Jamais poderá imaginar o quanto fez falta para a sua filha.

--- Nunca a abandonei totalmente. - Montou uma autodefesa inicial. --- Quando nos afastamos só soube notícias dela por causa da gravidez e procurei o pai da criança, desde o primeiro momento passei a dar a ele uma quantia considerável para Callie sobreviver junto a minha neta, Mark repassava o valor em seu nome para ela, pois se dissesse ser eu não aceitaria.

--- Achas isso suficiente? - Indagou tentando não soar grosseira. --- A Calliope precisava da presença paterna, uma presença que a segurasse e estendesse a mão para um abraço quando precisasse e não teve. - Entregou Valentina a sua mãe. --- O senhor sabe tudo o que ela passou sozinha?

--- Sofia, meu anjo, vamos com a vovó comer soverte na cozinha. - Bárbara chamou-a.

--- Não, vovó, quero ficar aqui com o vovô. - Relutou abraçando o pai de Torres pela cintura.

--- Filha, ainda terá o dia inteiro junto a seu avô. - A loira interviu pegando-a pela mãe e entregando a mãe. --- Vá comer sorvete e daqui a pouco nos juntaremos a vocês.

--- O que está se referindo? - Carlos perguntou assim que passaram a ficar a sós.

--- Estou falando sobre a sua filha lamentado a morte da mãe durante anos, com e sem o senhor ao lado, sozinha. Estou falando de quase ter sido violentada ou até mesmo foi, estou falando dela quase perder a Sofia durante a gravidez e depois de anos descobrir que a menina tinha cardiomegalia. - Seus azuis tomaram outro tom, talvez três mais escuro. --- Estou falando da Calliope ter vivido a sombra de traumas e ter enfrentado tudo sozinha, hoje ela está os deixando para trás.

--- De tudo não sabia dessa história de quase estupro. - Confessou um tanto estarrecido. --- Callie nunca me disse nada, Sloan também não.

--- Para que diria? Para o Senhor a julgar ou até mesmo dizer ser culpada. E como falaria? Creio que não queria mais saber dela. - Sentou-se ao sofá. --- Sua filha irá contar-te melhor tudo o que houve.

--- Certamente conversaremos quando a tirarem do coma induzido.

--- A Calliope já passou por muita coisa e em todas sofreu com sua ausência, nunca se acostumou a ela e sei que no fundo sente extremamente sua falta. - Revelou encarando-o. --- Se voltou mas irá embora de novo recomendo que finja que não esteve aqui, que não a veja, que não traga um sorriso para o seu rosto e depois o tire indo para longe novamente. - Não aguentou segurar o que estava na garganta. --- Minha noiva não merece isso, ela é um ser humano lindo e que tem que deixar de sofrer. Então não a machuque, se vejo fique de vez.

--- Eu não irei mais embora. - Informou com firmeza. --- Voltei para ocupar o espaço que nunca havia ter deixado.

•••

Uns dias se passaram e finalmente tirariam a latina do coma, Robbins estava desde cedo no hospital para acompanhar tal processo e finalmente ver as iris negras da noiva. Sentada na recepção observava o ir e vir de pessoas, até que uma indesejável parou a sua frente. Os olhos caídos ao chão fizeram sentido sul até atingir o rosto da mulher. Eliza estava com duas bolsas grandes nas mãos, os verdes estavam um tanto avermelhado e a loira sentiu vontade de voar em seu pescoço, mas nutriu um alto controle proporcionado por sua respiração.

--- Eu fui demitida. - Confessou deixando uma lágrima solitária descer por seu rosto. --- Estou indo embora, portanto gostaria de me desculpar e desejar melhoras a Callie.

O silêncio de Arizona foi mantido, ela pressionava as laterais da cadeira com os dedos e trincava a mandíbula com extrema força. Novamente levou seus azuis ao chão por não conseguir manter seus olhos em alguém que lhe causou mal, pois atingir Torres ou suas filhas era pior do que atingi-la diretamente.

--- Espero que dê tudo certo na sua gravidez. - Respirou de forma que poderia escutar o som de tão pesada que era. --- Bem, eu vou indo.

O que incomodava mais naquela situação era ficar em silêncio, tornava-se desconfortável, com ele Arizona não precisava se expressar, conseguia manter a paciência e demosntrar sua indiferença. Em Eliza tal atitude doía mais que acusações e tapas. O fácil e perturbador era apenas o silêncio, ele bastava para a entender, então não era preciso o constante e exaustivo uso de palavras. Minnick afastou-se deixando-a sozinha novamente, Arizona encarou o seu afastamento ainda esforçando-se para manter um autocontrole sem igual.

--- Arizona? - Derek aproximou-se e a tirou de sua concentração. --- A Callie, ela já acordou e está estabilizada.

--- Oh, meu Deus! - Exclamou enchendo seus olhos de lágrimas. --- Posso vê-la?

--- É para isso que vim buscar-te. - Revelou colocando a mão em seu ombro. --- Torres não para de chamar por você, ela ainda se encontra um pouco debilitada, mas não corre riscos.

--- Isso para mim já é um alívio. - Soltou o ar preso nos pulmões. --- Vamos?

Os dois médicos caminharam até o quarto onde a latina estava, a loira mantinha-se ansiosa para poder ver a noiva um pouco melhor que da última vez. Seu coração estava em descompasso, sentia como se estivesse pisando em ovos pois suas emoções provavelmente iriam a trair. Robbins queria mostrar-se forte para a Torres, mas sem dúvidas não conseguiria conter um choro guardado na garganta durante dias. A pediatra havia tirado forças de onde não tinha para cuidar das filhas e de si mesma, havia de todas as formas segurado as pontas enquanto sentia-se sufocar pelo medo.

--- Callie? - Sherperd sussurrou baixinho para acordar a morena. --- Callie a Arizona está aqui. - Disse calmamente e a paciente abriu os olhos de forma lenta. --- Ela veio te ver.

--- Oi, meu amor! - A loira falou aproximando-se e beijando-a na testa. --- Eu senti tanto medo, Calliope. - Confessou deixando algumas lágrimas caírem. --- Achei que fosse te perder, eu... - Entrou em um choro libertador.

--- Deixarei vocês a sós. - O neurologista informou saindo do quarto.

--- Você quase me deixou sozinha com três crianças para criar. - Colocou a cabeça no peito da mulher. --- Não imagina o que passei com o seu estado nessa cama.

--- Está tu-do bem. - Torres disse tentando acariciá-la. --- Vai ficar tudo bem.

--- Eu te pedi tanto para não entrar no carro nervosa e sair dirigindo igual uma louca. - Relembrou-a. --- Praticamente implorei, Calliope.

--- Me desculpa, eu sinto muto. - Pediu com pesar. --- A Eliza..

--- Ela foi demitida, Callie. - Arizona disse de uma só vez. --- Hoje veio buscar as coisas dela.

--- Não queria que nada chegasse a tal ponto. - Lamentou e viu a noiva fazer uma careta de quem quer mudar de assunto. --- E as meninas?

--- Estão bem, Sofia não sabe do acidente. - Informou-a secando as lágrimas. --- O Alex me falou que a audiência para a guarda da Valentina é daqui a dois meses.

Enquanto Callie escutava atentamente sobre como seria o processo de guarda, uma nova visita bateu na porta. Ao ser aberta a figura de seu pai formou-se a sua frente, notoriamente não conseguiu esconder a surpresa, estava emocionada e ao mesmo tempo receosa por revê-lo depois de tantos anos. Sentia seu fraco coração descompensado, mas tudo foi lentamente encaixando-se ao normal quando viu o velho sorrir, mesmo ela não retribuindo.

--- Que bom que acordou. - Aproximou-se enxugando as lágrimas tímidas. --- Senti tanto medo em perdê-la antes de dizer o quanto te amo e pedi perdão.

--- O que está fazendo aqui? - Foi a primeira coisa que pensou em dizer.

--- Quando soube do acidente senti-me na obrigação de voltar a Nova Iorque, fiquei apavorado com a possibilidade de não mais te ver em vida e somente encontrar-te dentro de um caixão como foi com sua mãe. - Confessou pegando na mão da filha. --- Entendo caso não queira me perdoar, entendo se mandar eu ir embora, mas quero voltar a fazer parte da sua vida pelo tempo que me resta. Será que me permite ficar e assim acertarmos os ponteiros?

--- Sim, temos muito a conversar. - Respondeu de coração aberto a fazer as pazes. --- Eu senti durante todos esses anos a sua falta.

--- Eu compartilhei do mesmo sentimento. - Sorriu docilmente beijando a testa da latina. --- Saberá que nunca te abandonei por completo.

Desde pequena Callie aprendeu que às vezes o melhor é engolir o orgulho e pedir desculpas ou perdoar - (independentemente se estava certa ou errada) - do que ficar longe de quem a gente gosta. Olhar bem no fundo dos olhos do senhor Torres e notar preocupação, além do amor maternal a fez ver que era possível uma nova chance, um novo começo. Por que não tentar? Ter a vida por um fio a fez ver que muitas das vezes dava credito ao que não tinha importância e esse era um de seus maiores medos. Queria continuar sua mudança interna que fora interrompida com seu acidente, começar tentando ajustar sua relação com o pai era primordial. Desejava trazê-lo de volta, caso Carlos estivesse disposto a ficar.

Colocar na cabeça que tudo acontece quando é da maneira que deve acontecer, a fez segui com sua vida. Precisou aprender a pedir desculpas! Até lá preferiu ficar na sua e pedir que outros não a julguem, pois sabia que há tantos defeitos em pessoas como havia nela. Antes de apontar seu dedo, verificou se o mesmo estava limpo como um dia pensava estar. Ela aprendeu a pedir desculpas e ser livre de fazer julgamento alheio. Callie queria apenas ser feliz com seu jeito um tanto torto, e seria.


Notas Finais


No proximo capítulo resumirei muita coisa, será um capítulo que terá muitos pontos e não poderei alongar tanto.

Vou ser sincera, não sei quando voltarei, mas prentendo vir o mais breve possível. N desistam de mim!

Charter: https://spiritfanfics.com/historia/charter-of-our-love-9735887

Nervous: https://spiritfanfics.com/historia/nervous-10072177

Até a próxima, bjs.


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