História After the true( Swanqueen version) - Capítulo 43


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Lilith "Lily" Page, Neal Cassidy (Baelfire), Personagens Originais, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Sr. Gold (Rumplestiltskin), Xerife Graham Humbert (Caçador), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Emma Swan, Romance, Swan Queen, Swanqueen, Swen
Visualizações 147
Palavras 2.618
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, LGBT, Orange, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hi guys! Voltei p atualizar
Vcs vão gostar bastante do que vai acontecer. Mas sem spoilers kkk

Capítulo 43 - Capítulo 43


Regina❤

Desdobro o papel, e meus olhos se arregalam de surpresa. A folha está inteiramente coberta
com palavras escritas à mão com tinta preta, frente e verso. É uma carta — uma carta de Emma, escrita à mão.

Quase tenho medo de ler… mas sei que preciso.

Gina,

Já que não sou boa com palavras quando tento expressar o meu eu interior, roubei

algumas do sr. Darcy, de quem você gosta tanto. Escrevo sem nenhuma intenção de

incomodá-la, ou de me humilhar, insistindo em desejos que, para a felicidade de ambas,

tão cedo não serão esquecidos; e os esforços que a redação e a leitura desta carta devem

ocasionar deveriam ter sido evitados, não fosse uma exigência do meu caráter que tudo seja escrito e lido. Você deve, portanto, perdoar a liberdade que tomo ao pedir sua

atenção; seus sentimentos, bem o sei, haverão de ser contrariados, mas apelo aqui ao seu senso de justiça…

Sei que fiz um monte de coisas horríveis para você, e que não te mereço, de jeito

nenhum. Mas estou pedindo — ou melhor, implorando —, por favor, para deixar de lado

as coisas que fiz. Sei que não é pedir pouco, como sempre, e sinto muito por isso. Se
pudesse voltar atrás, eu faria isso. Sei que você está com raiva e decepcionada com os

meus atos, e isso me mata por dentro. Em vez de criar pretextos para o jeito que sou, vou

contar a você ao meu respeito, contar sobre a pessoa que eu era, e que você nunca

conheceu. Vou começar pelas merdas que lembro — tenho certeza de que tem muito mais,

mas juro, a partir de hoje, não esconder mais nada de você. Quando tinha uns nove anos,
roubei a bicicleta do meu vizinho e quebrei a roda, depois menti a respeito. Naquele

mesmo ano, quebrei a janela da sala de estar com uma bola de beisebol e menti a

respeito. Você já sabe da minha mãe e dos soldados. Meu pai foi embora um pouco

depois, e fiquei feliz com isso.

Não tinha muitos amigos, porque era uma babaca. Implicava com as crianças da minha

turma, muito. Todos os dias, praticamente. Era uma idiota com a minha mãe — aquele foi

o último ano em que disse que a amava. A provocação e a grosseria com todo mundo

continuaram até agora, então não sou capaz de relatar todos os casos, só sei que foram

muitos. Com cerca de treze anos, eu e uns amigos invadimos uma farmácia na rua da

minha casa e roubamos um monte de coisas. Não sei por que fiz isso, mas, quando um dos

meus amigos foi pego, fiz ameaças para que assumisse a culpa, e ele assumiu. Fumei meu

primeiro cigarro aos treze. Tinha um gosto horrível, e tossi por dez minutos. Nunca mais fumei de novo até começar a fumar maconha, mas já vou chegar nisso.

Aos catorze, perdi a virgindade com a irmã mais velha do meu amigo Mark. Ela era

uma vagabunda e tinha dezessete anos na época. Foi uma experiência estranha, mas eu
gostei. Ela dormiu com toda a nossa turma, não só comigo. Depois de experimentar o

sexo pela primeira vez, não fiz de novo até os quinze anos, mas aí eu já não podia mais

parar. Ficava com um monte de garotas em festas. Sempre mentia a idade, e as meninas
eram fáceis. Nenhuma delas gostava de mim, e eu não dava a mínima para elas. Foi

nesse ano que comecei a fumar maconha, e com frequência. Comecei a beber mais ou

menos na mesma época — eu e meus amigos roubávamos bebida dos pais ou de qualquer

lugar que conseguíssemos. Comecei a brigar muito também. Apanhei algumas vezes, mas

na maior parte do tempo levava a melhor. Sempre tive muita raiva — sempre —, e era

bom machucar alguém. Procurava briga o tempo todo para me divertir. A pior foi com um

garoto chamado Tucker, que era de uma família pobre. Ele usava roupas velhas, farrapos,

e eu o torturava por isso. Fazia uma marca na camiseta dele com uma caneta só para

provar quantas vezes usava a mesma sem lavar. É doentio, eu sei.
Enfim, um dia eu o vi na rua e dei um soco no ombro dele só para irritar. Tucker ficou

com raiva e me chamou de idiota, então o espanquei. Ele quebrou o nariz, e a mãe dele

não tinha dinheiro nem para pagar uma consulta médica. E eu continuei enchendo o saco

do cara depois. Alguns meses mais tarde, a mãe dele morreu, e Tucker foi adotado, por

sorte, por uma família rica. Um dia ele passou de carro por mim. Era o meu aniversário

de dezesseis anos, e ele estava num carro novo. Fiquei com raiva e queria encontrá-lo só

para quebrar o nariz dele de novo, mas, agora que penso nisso, fico feliz por ele.

Vou pular o restante do meu décimo sexto ano, porque tudo o que fazia era beber, ficar

doidão e brigar. Na verdade, isso vale para os dezessete também. Eu arranhava carros,

quebrava janelas. Conheci James aos dezoito. Ele era legal porque não dava a mínima

para nada, que nem eu. Bebíamos todos os dias, com o nosso grupo. Voltava para casa

bêbado toda noite e vomitava no chão, e minha mãe tinha que limpar. Quase toda noite

quebrava alguma coisa… Ninguém se metia com a nossa turma, que era uma espécie de

gangue. Dá para entender por quê.

As brincadeiras começaram — as que contei para você —, e você sabe o que

aconteceu com Natalie. Essa foi a pior, juro. Sei que está com nojo por eu não me

importar com o que aconteceu com ela. Não sei por que não me importava, mas era

assim. Só hoje, quando estava dirigindo aqui para este quarto de hotel vazio, é que

pensei em Natalie. Ainda não me sinto tão mal quanto deveria, mas comecei a pensar: e

se alguém tivesse feito isso com você? Quase tive que parar o carro para vomitar só de

pensar em você no lugar de Natalie. Eu estava errada, muito errada de fazer isso com ela. Uma das outras meninas, Melissa, também se apegou a mim, mas não deu em nada.

Era chata e histérica. Eu espalhei uma história de que ela não era muito limpinha, lá

embaixo… então todo mundo implicou com ela por causa disso, e ela nunca mais me

incomodou. Fui presa por bebedeira em público, e minha mãe ficou com tanta raiva que

me deixou passar uma noite na delegacia. E aí, quando todo mundo descobriu sobre a

história da Natalie, ela cansou. Tive um ataque quando minha mãe falou sobre me

mandar para os Estados Unidos. Não queria deixar minha vida na Inglaterra, por mais

doentio que tudo aquilo fosse — eu era doentio. Mas, quando espanquei uma pessoa na

frente de uma multidão durante um festival, minha mãe disse chega. Me inscrevi na WCU

e passei, claro.

Quando cheguei aos Estados Unidos, odiei tudo. Tudo. Estava tão chateada por

precisar estar perto do meu pai que me rebelei mais ainda, bebendo e zoando na

fraternidade o tempo inteiro. Conheci Zelena primeiro. Foi numa festa, e ela me

apresentou para o restante do grupo. Ruby e eu ficamos amigas de cara. Dan e Mark eram

uns babacas, Mark era o pior. Você já sabe da irmã do Dan, então vou pular isso. Transei

com algumas meninas desde então, mas não tantas quanto você deve imaginar. Dormi com a Lilly uma vez depois de você e nos beijamos, mas só fiz isso porque não

conseguia parar de pensar em você. Não conseguia tirar você da cabeça, Gina. Ficava

pensando o tempo todo que só podia ser com você. Achei que ia ajudar, mas estava

errada. Eu sabia que ela não era você. Com você teria sido melhor. Continuei dizendo a

mim mesma: se eu encontrar Tessa mais uma vez, vou perceber que isso é só uma obsessão ridícula, mais nada. Só tesão. Mas toda vez que te via eu queria mais e mais.

Ficava pensando em maneiras de te irritar só para ouvi-la dizer meu nome. Queria saber

o que você estava pensando na sala de aula para olhar para o seu livro com o rosto

franzido, queria alisar a ruga entre as suas sobrancelhas, saber o que você e David

tanto cochichavam, o que você escrevia naquele maldito bloco. Na verdade, quase roubei

de você uma vez, naquele dia em que ele caiu e eu peguei para devolver. Você

provavelmente não se lembra, mas estava com uma camiseta roxa e aquela saia cinza

horrorosa que costumava usar dia sim, dia não.

Depois daquele dia no seu alojamento, quando espalhei suas anotações e beijei você

encostada contra a parede, não dava mais para voltar atrás. Pensava em você o tempo

todo. Todos os meus pensamentos eram consumidos por você. Não sabia o que isso era a

princípio, não sabia por que estava tão obcecada. A primeira vez que você passou a noite comigo é que eu soube, eu ENTENDI que te amava. Entendi que faria qualquer coisa por

você. Sei que soa falso agora, depois de tudo que fiz você passar, mas é verdade. Juro.

Eu ficava sonhando acordada — imagina, EU sonhando acordada — sobre a vida que poderia ter com você. Imaginei você sentada no sofá com uma caneta entre os dentes e

um livro no colo, os pés no meu colo. Não sei por quê, mas não conseguia tirar essa

imagem da cabeça. Era uma tortura querer você do jeito que eu queria e saber que nunca

sentiria o mesmo. Ameacei todo mundo que tentou sentar naquele lugar ao seu lado,

ameacei David, só para sentar ali, para ficar perto de você. Eu dizia a mim mesma que

só estava fazendo aquelas coisas estranhas para ganhar a aposta. Sabia que era mentira,

mas não estava pronta para admitir. Eu fazia as maiores merdas para alimentar minha

obsessão por você. Marcava trechos nos meus livros que me faziam lembrar de você.

Quer saber o primeiro? Era: “Desceu até a pista, evitando olhá-la de frente, como se ela

fosse o sol, mas, sol que era, também não precisava de a olhar para vê-la”.

Sabia que estava apaixonada quando comecei a sublinhar Tolstói.

Quando disse que te amava na frente de todo mundo, estava falando sério — só era

idiota demais para admitir depois que você me rejeitou. No dia em que você me disse que

me amava foi a primeira vez em que senti que havia esperança para mim. Esperança para nós. Não sei por que continuei te magoando e te tratando daquele jeito. Não vou desperdiçar seu tempo com uma desculpa, porque não tenho. Só tenho muitos instintos e

hábitos ruins, e estou lutando contra eles por você. Tudo o que sei é que você me faz

feliz, Gina. Você me ama quando não devia, e eu preciso de você. Sempre precisei e

sempre vou precisar. Quando você me abandonou na semana passada, quase morri, fiquei

perdida. Completamente perdida sem você. Saí com uma pessoa na semana passada. Não

ia contar, mas não suporto a chance de perdê-la novamente. Não dá nem para chamar de

encontro, na verdade. Não aconteceu nada. Eu quase a beijei, mas me segurei. Não podia

beijar aquela menina, não podia beijar ninguém além de você. Ela era chata, não era

nada comparada a você. Ninguém é, ninguém nunca vai ser.

Sei que provavelmente é tarde demais para isso, especialmente agora que você sabe

todas as merdas que fiz. Só posso rezar para que continue me amando mesmo depois de

ler isto. Senão, tudo bem. Vou entender. Sei que você pode arrumar coisa melhor. Não sou

romântica, nunca vou escrever um poema ou cantar uma música para você. Não sou nem gentil.

Não posso prometer que não vou te magoar de novo, mas posso jurar que vou te amar

até o dia em que morrer. Sou uma pessoa terrível, e não mereço você, mas espero que me

dê a chance de recuperar sua fé em mim. Lamento a dor que causei, e entendo se você não puder me perdoar.

Desculpa. Esta carta não era para ser tão longa. Acho que já fiz mais merda do que pensava.

Eu te amo. Sempre. Emma.

Fico sentada, olhando para o papel num torpor, e releio a carta duas vezes. Não tinha ideia

do que esperar, mas não era isso. Como ela pode dizer que não é romântica? A pulseira no

meu braço e esta carta bonita, um tanto perturbadora, mas acima de tudo bonita, prova o

contrário. Ela até usou o primeiro parágrafo da carta de Darcy para Elizabeth.

Agora que se abriu para mim, não posso deixar de amá-la ainda mais. Emma fez um monte

de coisas que eu jamais faria, coisas terríveis que magoaram muitas pessoas — mas o que

mais importa para mim é que ele não é mais assim. Ele nem sempre faz a coisa certa, mas não

posso ignorar seu esforço para me mostrar que está mudando, tentando mudar. Que me ama.

Odeio admitir, mas não deixa de haver certa poesia no fato de ela não se importar com ninguém, exceto comigo.

Fico olhando para a carta um pouco mais até ouvir uma batida leve na porta. Dobrando a

folha, guardo-a no fundo da gaveta da cômoda. Não quero que Emma me faça jogá-la fora ou rasgá-la agora que já li.

“Entra”, digo e vou até a porta para encontrá-la.

Ela abre a porta, já olhando para o chão. “Você leu…”

“Li…” Ergo seu queixo para olhar para mim, do jeito como ela normalmente faz comigo.

Seus olhos vermelhos estão tão arregalados e tristes. “Foi ridículo… Eu sabia que não devia ter…”, começa ela.

“Não, não foi. Nem um pouco ridículo.” Solto seu queixo, mas ela mantém os olhos

vermelhos fixos nos meus. “Emma, era tudo que estava querendo que você dissesse para mim todo esse tempo.”

“Desculpa ter demorado tanto, e fazer isso por escrito… É que era mais fácil. Não sou

muito boa falando.” O vermelho em seus olhos cansados forma um contraste bonito contra o verde vibrante das íris.

“Sei que não.”

“Você… a gente devia conversar? Você precisa de mais tempo, agora que sabe como sou problemática?” Ela franze a testa e olha para o chão novamente.

“Você não é problemática. Você era… Já fez um monte de coisas… de coisas ruins, Emma.” Ela faz que sim com a cabeça; não suporto vê-la se sentindo tão mal sobre si mesmo,

sobre sua história. “Mas isso não significa que seja uma pessoa ruim. Você já fez coisas ruins, mas não é mais uma pessoa ruim.”

Ela levanta a cabeça. “O quê?”

Seguro seu rosto entre as mãos. “Eu disse que você não é uma pessoa ruim, Emma.”

“Você acha mesmo isso? Depois de ler o que eu escrevi?”
“Li, e o fato de ter escrito tudo aquilo prova que você não é.”confusão é clara em seu rosto perfeito. “Como você pode dizer isso? Eu não entendo… Você queria um tempo sozinha, e aí você lê essa merda toda e ainda diz isso? Eu não entendo…”

Acaricio seu rosto com os dedos. “Eu li e, mesmo sabendo de tudo o que você fez, não mudei de ideia.”

“Ah…” Os olhos dela se iluminam.

A ideia de fazer Emma chorar de novo, sobretudo na minha frente, me dói. Ela claramente não entendeu o que estou tentando dizer.

“Eu já tinha me decidido quando você estava fora. E, depois de ler o que escreveu, quero ficar mais do que nunca. Eu te amo, Emma.”


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