História After the true( Swanqueen version) - Capítulo 44


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Lilith "Lily" Page, Neal Cassidy (Baelfire), Personagens Originais, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Sr. Gold (Rumplestiltskin), Xerife Graham Humbert (Caçador), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Emma Swan, Romance, Swan Queen, Swanqueen, Swen
Visualizações 146
Palavras 1.497
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, LGBT, Orange, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 44 - Capítulo 44


Regina💗

Emma segura as minhas mãos por um segundo antes de me envolver em seus braços como se eu pudesse desaparecer se ela não me segurasse.

Ao dizer as palavras quero ficar, percebi como tudo isso é libertador. Já não preciso me preocupar que os segredos do passado de Emma voltem para nos assombrar. Não preciso

temer que alguém despeje uma bomba em cima de mim. Sei de tudo. Finalmente decobri tudo o

que ela vinha escondendo. Não posso deixar de pensar na frase “Às vezes é melhor ficar na escuridão do que ser cegado pela luz”. Mas não acho que isso se aplique a mim agora. Estou

perturbada pelas coisas que ela fez, mas, pelo amor que sentimos uma pela outra, escolhi não mais deixar seu passado nos afetar.

Emma se afasta e senta na beirada da cama. “O que você está pensando? Tem alguma pergunta? Quero tirar tudo a limpo.”

Fico de pé entre suas pernas. Ela vira minhas mãos para

cima e corre os dedos em movimentos pequenos pelas palmas, enquanto observa o meu rosto em busca de pistas sobre como estou me sentindo.

“Não… Eu queria saber o que aconteceu com Natalie… mas não tenho nenhuma pergunta.”

“Não sou mais essa pessoa, você sabe disso, né?”
Já disse a ela que sim, mas sei que ela precisa ouvir de novo. “Eu sei. Sei de verdade, linda.”

Seus olhos disparam na direção dos meus. “Linda?” Ela arqueia a sobrancelha.

“Não sei por que disse isso…” Fico vermelha. Nunca a chamava de outra coisa que não

Emma, então é um pouco estranho chamá-la de “linda”, como ela faz comigo.

“Não… eu gostei.” Ela sorri.

“Senti falta do seu sorriso”, digo, e seus dedos param de brincar com as minhas mãos.

“Eu também.” Emma franze a testa. “Não faço você sorrir o suficiente.”

Quero dizer alguma coisa para apagar a dúvida de seu rosto, mas sem mentir. Ela precisa

saber como me sinto. “É verdade… a gente precisa melhorar nisso”, digo.
Seus dedos voltam a se mover, desenhando pequenos corações nas palmas das minhas
mãos. “Não sei por que você me ama.”
“Isso não interessa, o que importa é que eu te amo.”
“A carta foi ridícula, não foi?”
“Não! Quer parar de se menosprezar? Foi linda. Li três vezes seguidas. Fiquei muito feliz de ler que você pensava em mim… em nós.”

Ela ergue o olhar, meio rindo, meio preocupado. “Você sabia que eu te amava.”

“Sabia… mas é bom saber as pequenas coisas, que você se lembra do que eu estava vestindo. Esse tipo de coisa. Você nunca diz esse tipo de coisas.”

“Ah.” Ela parece envergonhado. Ainda é um pouco incômodo que Emma seja a pessoa mais vulnerável em nosso relacionamento. Esse papel sempre foi meu.

“Não precisa ficar com vergonha”, digo.

Ela me envolve pela cintura e me coloca em seu colo. “Não estou com vergonha”, mente.

Aliso seu cabelo e passo o braço em volta de seu ombro. “Acho que está”, desafio em um
tom de voz suave, e ela ri, enterrando a cabeça em meu pescoço.

“Que véspera de Natal! Foi um dia bem cheio”, ela reclama, e não posso deixar de concordar.

“Cheio demais. Não acredito que a minha mãe veio aqui. Ela é tão inacreditável.”

“Nem tanto”, diz ela, e eu me afasto para encará-la.

“O quê?”
“Na verdade, ela não está sendo insensata. Pode até reagir do jeito errado, mas dá para entender por que não quer você com alguém como eu.”

Cansada dessa conversa — e dessa ideia de que a minha mãe tem alguma razão para pensar

assim ao seu respeito —, olho feio para ela e saio do seu colo para sentar ao seu lado na cama.

“Gina, não me olha assim. Só estou dizendo que agora pensei de verdade na merda toda que fiz, e não culpo sua mãe por se preocupar.”

“Bom, ela está errada, e a gente pode mudar de assunto?”, reclamo. O tumulto emocional do

dia — do ano, na verdade — está me deixando cansada e irritada. O ano está quase acabando. Nem posso acreditar.

“Certo, então do que você quer falar?”, pergunta ela.

“Não sei… algo mais leve.” Sorrio, me forçando a ser menos ranzinza. “De repente o seu romantismo.”

“Não sou romântica”, desdenha ela.

“Ah, é sim. Aquela carta foi um clássico”, brinco.
Ela revira os olhos. “Não foi uma carta, foi um bilhete. Um bilhete que era para ter um parágrafo no máximo.”

“Claro. Um bilhete romântico, então.”

“Ah, cala a boca…”, ela resmunga, divertida.

Envolvo uma mecha do seu cabelo em meu dedo e dou risada. “Agora é a hora em que você me irrita para eu dizer o seu nome?”

Ela se move rápido demais para eu responder, agarrando minha cintura, me jogando na

cama e se debruçando em cima de mim, com as mãos nos meus quadris. “Não. Já aprendi
outras maneiras de fazer você dizer meu nome”, ela sussurra, com os lábios junto do meu ouvido.

Meu corpo inteiro se inflama com apenas algumas palavras de Emma. “Ah, é?”, digo com a voz rouca.

Mas, de repente, a imagem sem rosto de Natalie surge em minha mente, fazendo meu

estômago revirar. “Acho que a gente devia esperar até a sua mãe não estar na sala”, sugiro, em parte porque obviamente preciso de mais tempo para retomar o nosso relacionamento, mas também porque já foi estranho o bastante fazer isso uma vez com ela aqui.

“Posso expulsá-la agora mesmo”, brinca ela, mas rola de lado na cama.

“Ou eu posso expulsar você.”
“Não vou embora de novo. Nem você.” A certeza em sua voz me faz sorrir.
Ficamos deitados um do lado do outro, olhando para o teto. “Então é isso, chega desse vai e vem?”, pergunto.

“Chega. Chega de segredos, de fugas. Você acha que consegue ficar uma semana sem me abandonar?”

Empurro seu ombro com o braço e dou risada. “Você acha que consegue ficar uma semana sem me irritar?”

“É, provavelmente não”, responde ele. Sei que está sorrindo.

Viro de lado e confirmo: um enorme sorriso cobre o seu rosto. “Você vai ter que passarumas noites no meu alojamento também. A viagem é longa.”

“No seu alojamento? Você não mora num alojamento. Mora aqui.”

“Acabamos de reatar… você acha mesmo que é uma boa ideia?”
“Você fica aqui. Não tem discussão.”
“Você deve estar confusa, para falar comigo desse jeito”, respondo, e em seguida me apoio num dos cotovelos para encará-la. Balanço a cabeça de leve e abro um pequeno sorriso.

“Não quero voltar para o alojamento, só queria ver a sua reação.”

“Ah”, diz ela, copiando minha posição, “que bom que você voltou ao seu estado irritante.”

“Que bom que você voltou ao seu estado mal-educada. Estava ficando preocupada que depois dessa carta romântica talvez estivesse perdendo a prática.”

“Se me chamar de romântica mais uma vez, vou te comer aqui e agora, com mãe ou sem mãe lá na sala.” Arregalo os olhos, e ela ri mais alto do que acho que jamais ouvi.

“É brincadeira! Você devia ter visto a sua cara!”, exclama.

Não posso deixar de rir com ela.

Depois que paramos, ela admite: “Talvez a gente não devesse rir depois de tudo que aconteceu hoje.”

“Talvez seja exatamente por isso que precisamos rir.” É assim que nós somos: brigamos e depois fazemos as pazes.“Nosso relacionamento é meio perturbado.” Ela sorri.

“É… só um pouco.” Definitivamente tem sido como uma montanha-russa.
“Mas isso ficou para trás, certo? Prometo.”
“Certo.” Eu me aproximo e lhe dou um beijo rápido nos lábios.
Não é o bastante, porém. Nunca é. Levo meus lábios de volta aos seus e dessa vez me
demoro mais. Nossas bocas se abrem ao mesmo tempo, e ela desliza a língua para dentro da

minha. Agarro seus cabelos, e ela me puxa para cima de seu corpo, enquanto sua língua

massageia a minha. Por mais perturbada que tenha sido a nossa relação, não há como negar a
paixão que nos consome. Começo a mover os quadris, me esfregando nela, e sinto seu sorriso

contra os meus lábios.
“Acho que já basta”, diz.
Assentindo, deito ao seu lado e descanso a cabeça em seu peito, deleitando-me com a
sensação de seus braços envolvendo minhas costas. “Espero que corra tudo bem amanhã”,
desejo em voz alta, depois de alguns minutos de silêncio.
Ela não responde. Ergo a cabeça e seus olhos estão fechados, e os lábios, entreabertos;

Emma adormeceu. Devia estar esgotada. Mas tudo bem, eu também estou.

Saio de cima dela e vejo a hora. Já passam das onze. Tiro sua calça jeans com cuidado,

para não acordá-la, e me aconchego ao seu lado. Amanhã é Natal, e só posso rezar para que

seja um dia muito melhor do que hoje.



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