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História After You - Segunda Temporada - Capítulo 46



Notas do Autor


Boa noite queridos leitores,

Capítulo novo,
Boa Leitura!

Capítulo 46 - Fuck me, Owen


Claire colocou os braços dele para trás e no segundo instante Owen pode sentir uma coisa gelada em seus pulsos, em seguida ouviu um "click" de algo fechando. Sim, era algemas. Claire o prendeu e voltou para o meio das pernas dele, ajoelhada.


- Preparado Grady? - tinha um sorriso malicioso nos lábios.


- Você roubou minhas algemas, danada?


- Precisávamos usá-las para algo... Não é? - riu voltando a massageá-lo, lentamente, o provocando ao máximo.


Aproximou beijando o abdômen dele, descendo os beijos até a virilha. Chagando no pondo duro e desejado, a ruiva começou a lambe-lo. As mãos não paravam um minuto os estímulos, era incrivelmente excitante ouvir Owen arfando e soltando alguns gemidos.


- Você é delicioso... 


Murmurou em seguida o abocanhando faminta. Claire começou a chupá-lo na ponta do pênis e voltando a lambe-lo, intercalava os movimentos até que o colocou todo na boca o sentindo na garganta, suas mãos fazendo movimentos de vai e vem intensos.


- Caralho… - Ele grunhiu. - Claire... me solta... sério...


Aquele grito provavelmente era um aviso do que estava por vir, então ela cessou a oral. Owen estava bem duro, pronto para ela. Com um sorriso perverso, ela passou a língua em volta dos lábios e se afastou ficando em pé na frente dele. Em movimentos de câmera lenta, tirou a calcinha e sentou no colo do loiro com uma perna de cada lado. As intimidades se tocaram a fazendo gemer baixinho. As mãos deslizavam pelo ombro e peitoral másculo.


- Me desculpa... Não irei te soltar... 


Uma mão foi nos cabelos dele o puxando para trás e ela mordeu o queixo dele, descendo beijos pelo pescoço, aproveitando para deixar alguns chupões.


- Tão cheiroso... Perfeito... - sussurrou.


Fora de si, o marido moveu o quadril na tentativa de encaixar-se nela, mas foi em vão.


- Amor... pelo amor de Deus.


Claire riu contra a pele dele, levantou o rosto o olhando nos olhos. Para torturá-lo mais, começou a movimentar o quadril, roçando uma intimidade na outra. Aquilo também era muito para ela e soltou um gemido manhoso. Colou a testa na dele.


- Me diz... O que você quer?


- Te foder com força, mas você está me torturando, Dearing! - Owen estava tão excitado que não se deu conta de que falou alto demais.


Ela ficou mais que satisfeita de ouvir aquilo, também já estava molhada o suficiente e sem mais delongas, a ruiva segurou o grande membro o encaixando dentro dela arrancando gemido dos dois. Após tê-lo todo dentro de si, começou a se movimentar. Lentamente, porém intenso, podia sentir cada centímetro do ex-treinador. Agarrou os ombros dele, atacando em seguidas seus doces lábios em um beijo cheio de paixão e desejo.


Enquanto atacava os lábios dela com fúria, movimentava o quadril na mesma proporção.


- Isso gostosa... - Entrava vigorosamente, sentindo-a expandir sob sua rigidez. - Tão apertadinha...


Claire começou a rebolar com mais intensidade, cravando as unhas nos ombros dele e logo em seguida puxando os cabelos. Conforme os minutos se estendiam, começou a cavalgar rapidamente sobre as coxas grossas do marido.


- Oh... Isso... - murmurou gemendo.


- Não vai me soltar mesmo, ruiva? Quando eu me soltar daqui... você vai ver...


- Shiiiii... - colocou o dedo indicador sobre seus lábios. Começou a retirar o corset e em seguida o sutiã. Aumentou o ritmo da cavalgada. - Pede com... jeitinho, que te solto... - disse com certa dificuldade ofegante.


- Solta vai amor... solta... - Esboçou a melhor cara de cachorro safado que sabia fazer.


Ela riu o dando um beijo sugando seu lábio inferior. A chave estrategicamente já havia sido deixada perto deles, ao pegá-la, Claire com certa dificuldade pois não saiu de seu colo, conseguiu abrir as algemas.


- Prontinho...


Ele sorriu e colocou uma das mãos no quadril arredondado dela já trocando de posição deixando-a por baixo.


Segurou os quadris dela com as duas mãos fazendo com que penetrasse cada vez mais fundo. Ele mexia os próprios quadris e sentia que ela tentava fazer o mesmo. Aumentava a velocidade e depois dava uma estocada funda e lenta sentindo a ruiva vibrar embaixo de si.


Era bom demais, muito mesmo quando Owen tomava o controle do ato. Ele a dominava gloriosamente e isso deixava Claire ainda mais louca por ele. Era intenso e fundo. A ruiva tentou de todas as formas não gritar muito alto.


Entrelaçou as pernas na cintura do loiro o dando mais acesso ao seu corpo, enquanto as mãos arranhavam suas costas.


- Owen... Isso amor... - gemia ao seu ouvido em pleno êxtase de prazer.


- Vou te engravidar de novo... o que acha? - Soca com força fazendo ela gritar.


- Uma... Ótima idéia... - disse sem pensar, apenas o querendo mais e mais.


Os quadris se chocavam com força, provavelmente se fosse a cama antiga quebraria novamente. Claire agarrou os lençóis sentindo seu orgasmo chegando.


- Mais rápido... Oh... Oh Owen... - gemeu.


As mãos seguraram-na nos pulsos os prendendo do lado da cabeça e o marido não perdeu tempo em penetrá-la com ainda mais força. O solavanco que fizeram contra a parede acabou fazendo a cama ceder novamente, fazendo um estrondo ecoar pelo quarto. Talvez na casa toda.

Owen parou.


Claire o encarou e não aguentou, começou a rir.


- De novo? - o abraçou forte. - Tá bom... Não pára amor, estou quase lá...


- Que caralho de cama... Essa merda...


- Temos que comprar uma igual a nossa amor.... Agora...Continua vai... Tenho uma surpresa depois...


Sem parar de penetrá-la, ele abocanhou cada um dos seios, mordendo, chupando e lambendo um enquanto massageava o outro.


Após mais algumas estocadas violentas, Claire chegou no ápice com um forte orgasmo.


- Oh... Owen... - gemeu ofegante.


Os dois continuaram naquela dança sexy por mais alguns minutos, com gemidos e gritos até que ela sentisse seus músculos se contraindo em volta dele e o calor descer de seu peito até o lugar onde os dois corpos se conectavam. Depois, exausto, ele se deitou de costas, e acariciou de leve as costas dela.


- Que horas são? - Ele perguntou, preguiçoso.


Com manha, a ruiva se esticou pegando o celular.


- É quase uma hora da tarde. - se espreguiçou repousando a cabeça no peitoral dele. - Amor... Quero fazer uma coisa. - acariciou o abdômen dele.


- O que, ruivinha?


- Anal... - sussurrou sem jeito.


- Está louca para me dar... hmm... - Owen já estava em cima dela com o membro mais duro que pedra outra vez.


Ela riu fazendo um carinho em sua barba.


 - Quero te satisfazer de todas as formas possíveis... Mas... Promete para mim que vai fazer com carinho... Que se eu não aguentar, vai parar... - no fundo tinha um certo medo.


Owen permaneceu longos segundos olhando no fundo dos olhos da ruiva, se perguntando se não seria inapropriado fazer aquele tipo de coisa da casa da mãe. Ignorando aquele lado da consciência, levantou-se com um entusiasmo sobrenatural indo revirar a mala a procura do lubrificante.


Claire sentou-se na cama, visivelmente nervosa. Abraçou as pernas enquanto o encarava sorrindo, parecia uma criança empolgado por ter ganhado algo.


- Não vou dizer que não vai doer, porque vai. Mas se chegar no limite, me avisa que eu paro. Eu prometo. - Ofereceu seu melhor sorriso sedutor, enquanto se sentava ao lado dela com o vidro de lubrificante e uma camisinha.


- Tudo bem... - Sorriu de canto respirando fundo. - E o que eu faço?


O marido pacientemente a explicou algumas coisas e a fez se deitar sob suas pernas, de barriga para baixo, e o bumbum empinado.


- Só relaxa está bem? Enquanto eu faço isso... - Owen a tocou na intimidade, afastando as dobras com os dedos cuidadosamente e estimulando sua sensibilidade.


Claire ficou extremamente excitada com os estímulos do marido. Tentou concentrar-se somente naquela sensação.


- Quando quiser amor...


- Eu disse para relaxar... eu sei a hora certa... - Disse com a voz áspera no ouvido dela, ao mesmo tempo que aumentava os estímulos.


Ela ficou em silêncio, apenas gemendo baixinho aproveitando os toques do loiro.


Sem deixar de tocá-la ali, usou a outra mão para acariciar entre as nádegas, brincando com o dedo no pequeno orifício. Quando achou necessário, colocou uma boa quantidade de lubrificante no local, fazendo ela retrair o corpo instintivamente.


- Hey... empina bem amor...


- Está bem... - fez como ele pediu. A sensação do líquido era estranho, sentiu um frio na barriga e a demora de Owen a deixava mais tensa.


Quando ele achou que fosse a hora, Owen começou a forçar o dedo com cuidado, atento a qualquer demonstração de desagrado ou dor da ruiva.


Claire levou um susto e contraiu o abdômen seguida de um gritinho. Era uma sensação muito estranha, mas ela tentou não se prender a isso.


Quando ela menos esperava, ele a colocou de quatro na cama, se posicionando atrás dela já com a camisinha no pênis.


- Posso?


- Pode amor... - as palavras saíram quase como um sussurro.


Claire estava de quatro na cama, completamente nua, as suas mãos estavam apoiadas na cama. O dedo do marido assumiu novamente o trabalho de circular o pequeno orifício.


Estava tudo calmo do lado de fora do quarto, era como se o mundo pertencesse somente a eles dois.


Então, ele movimentou as mãos em torno do seu pênis que já estava duro como pedra, movimentou o membro mais uma vez as mãos sobre todo o seu comprimento. Owen segurou-o com firmeza o direcionando para o orifício mínimo e empurrou inicialmente a glande.


Neste exato momento, Claire sentiu seu corpo vacilar e um grito escapou de sua garganta. Aquilo realmente doeu tanto, que ela não saberia explicar. Mas estava disposta de ir até o fim.


Ele sabia que ela estava com o ânus sensível devido aos últimos estímulos. Mesmo o marido tendo colocado com carinho dentro dela, ainda assim ela sentiu certa ardência.


Fez o movimento de entrar e sair bem lentamente.


- Aí... - deixou escapar e por um momento segurou a mão do marido que segurava seu quadril. " Céus que dor" respirou fundo e o soltou dando sinal para continuar.


- Quer que eu pare?


- Não... Pode continuar...


Owen segurou ambos os lados da bunda e levantou-se um pouco para enterrar-se novamente nela. Logo os movimentos ficaram mais rápido e mais urgentes. As mãos de Owen seguravam os quadris da ruiva, enquanto o pênis do homem entrava e saía com força de dentro dela.


Era uma das maiores dores físicas que Claire já havia sentido na vida, ardia, queimava. Ainda por Owen ser tão bem super dotado. Ela não via a hora do ato, acabar. Fechou os olhos, mordendo com força o lábio inferior para não gritar.


Como se não bastasse, ele ainda a penetrou com mais força ainda, o membro dele entrava completamente dentro dela dessa vez.


- Minha nossa... Rebola esse rabinho, ruiva! - Ele provoca, desferindo-lhe tapas no traseiro dela.


Aquilo estava sendo insuportável para ela.


- Que rebola o que Owen... Anda logo com isso... - disse já fraca.


Owen acerta outro tapa já fora de si, a segurava contra si para que não caísse. Estava quase lá e queria prolongar aquilo ao máximo.


- Owen... - gemeu de dor.


Owen ainda meteu, com mais força, umas duas vezes, até gozar nela e assim caiu ao lado da ruiva na cama, onde repousou ofegante.


- Caralho, Claire...


A ruiva deitou quieta, ainda se recuperando.


- Hey... Como se sente?


- Dolorida... - Virou para ele. - E você?


- Preciso responder? - Levanta indo descartar a camisinha, e volta a se deitar do lado dela. - Vem cá...


Ela deitou a cabeça em seu peitoral o abraçando forte.


- Está doendo amor... - confessou.


- Logo passa. Quer ir tomar um banho? Eu passo pomada depois.


- Quero sim... - o deu um selinho demorado. - Acho que não vou conseguir andar...


- Imaginei. - Riu pelo nariz enquanto a carregava para baixo do chuveiro quente.


Claire não imaginava que ficaria daquele jeito, mas os gestos de carinho dele fizeram amenizar a dor. Após minutos debaixo da água quente e um ensaboando o outro, já estavam no quarto se trocando.


- Amor... Acho que não vou descer para almoçar...


- Por que não?


- Não estou me sentindo muito disposta... - deitou. - É sério sobre não conseguir quase andar... - disse constrangida.


- Ainda está doendo? Ok. Vou trazer para você, está bem?


- Está... Obrigada amor... - sorriu de canto. - Pode também dar o almoço da Cla, por favor?


- Acho que provavelmente já deram comida para ela. Já volto. 


Quando Owen desceu, fingiu ignorar os olhares maliciosos em cima dele e colocou as coisas que Claire mais gostava no prato. Clarisse já havia tirado uma soneca. Acordou elétrica e engatinhando por todo o canto, sob os olhares atentos dos parentes.


Pouco mais tarde, o loiro apareceu com uma bandeja com o almoço e um copo de suco, e Clarisse no outro braço.


- Olha quem chegou...


Claire estava distraída lendo um livro, quando viu seus amores chegando sentou-se.


- Aaaaaah princesa da mamãe... O que aconteceu com você? - riu, a pequena estava descabelada e com os joelhos do macacão sujos. Praticamente se jogou nos braços da mãe que a acolheu com muitos beijos. - Obrigada amor... Por trazer para mim. Vocês já comeram?


- A Karen disse que ela comeu uma sopinha de legumes que ela fez. E tomou suco de laranja com cenoura na mamadeira depois. Dormiu meia hora e acordou querendo explorar a casa toda, só não pulou a janela porque ela ainda não sobe nas coisas...Vou descer e comer lá... Quer que eu leve ela pra você poder comer direito?


-Nossa mamãe... - olhou para a pequena que estava com os olhinhos bem abertos. - Que menina mais esperta... Não amor, pode deixar ela aqui para eu matar a saudade... - fez cócegas na barriguinha a fazendo gargalhar. E olhou para o marido. - Te amor. -sorriu. - Mamãe ama muito vocês dois... - a encheu de beijos.


Owen deu uma última olhada naquela cena e desceu indo comer. Quando voltou, Claire já tinha acabado de comer.


- Amor, estou indo pescar. Posso levar ela?


A ruiva pensou um pouco.


- Ela é muito bebê ainda amor... E está frio lá fora... - disse com uma voz suave para não chateá-lo, a filha estava sentada na cama com sua boneca de pano, olhando para o pai.


- Poxa... acho que vou ficar aqui com vocês então. 


Owen sentou-se na cama e Clarisse achou interesse a meia do pai e quis arrancá-la.


- PA pa... Pa...da... - puxou com força e mesmo assim não saiu, resmungou por não conseguir. 


- Acho que temos uma neném brava aqui... – Claire riu a observando, deitada.


Owen começou a gravar a situação, achando tudo aquilo muito fofo.


- Vai mesmo tirar a meia do papai, filha?


Ela inocente, inclinou-se e morde o pé dele. Claire começou a gargalhar.


- Amor, o pé do papai está sujo. - Pega ela no colo e coloca sentada na perna.


Claire ficou os observando. As vezes se pegava pensando que tudo aquilo parecia um sonho, bom demais para ser verdade. Estar casada com o amor da sua vida, depois de tudo o que passaram tiveram uma filha juntos. Tão maravilhosa. 


No fundo, as vezes sentia medo de algo acontecer e acabar com sua felicidade. Tentou espantar aqueles pensamentos e aproveitar aquele momento deles.


- Fizemos um bom trabalho... Nossa filha é perfeita... Também, foi feita com tanto amor... - sorriu.


- Foi? Não lembro como fizemos... - Fingiu, esboçando a cara mais sacana do mundo. - Clarisse, fala pra mamãe de onde você veio, filha.


A criança o fitava com o olhar neutro, a mão fechada em punho na boquinha que escorria baba.


A mãe a entregou o mordedor e limpou a baba.


- Fala para o papai... " Da barriga da mamãe" - riu. - Fizemos ela na nossa lua de mel... Você lembra?


- Não foi da barriga não, filha... Não caia nessa...


- Cala boca Owen... - o deu um tapa de leve no braço, rindo em seguida.


- Um dia ela vai perguntar. - Deu de ombros colocando a bebê no tapete com alguns brinquedos. - Vou passar a pomada, vira...


- O que? Não Owen... Com ela aqui e acordada. Passa a noite... Quando formos dormir.


- Não vamos transar, só vou passar remédio.


- Mesmo assim... - ficou corada. - Se me der um beijo, já vai me ajudar a melhorar...


- Um beijo no bumbunzinho?


- Não... - riu. - Na boquinha... - fez um biquinho.


- Quem diria que a gerente de operações ia me pedir um beijo... Hmmm... - Ficando por cima dela, começa a morder o pescoço da ruiva até chegar na boca.


Clarisse aproveitou a distração para se arrastar para baixo dos móveis levando consigo toda a poeira e teias de aranha. A criança se sentou quando achou o celular do pai jogado no canto e levou o objeto para o banheiro.


Recentemente ela havia descoberto que podia se movimentar sozinha, até que algum adulto atrapalhasse suas explorações quando a pegava no colo.


O casal se beijavam intensamente, aproveitando para trocar algumas carícias. Até que o ar se fez necessário, Claire sorriu o dando um beijo na ponta do nariz e virou o rosto para olhar a filha. Praticamente empurrou Owen, o tirando de cima de si com o susto.


- Cadê a Clarisse?


Owen piscou duas vezes sem acreditar que praticamente havia sido jogado daquela forma na melhor parte do beijo.


- E-eu... Não sei...


Levantou-se de forma mecânica, olhando por baixo dos móveis.


Claire fez o mesmo, não se importando com o desconforto que sentia. Ficou desesperada em não ver a filha, foi então até o banheiro e a viu sentada perto do vaso sanitário.


- Meu Deus Clarisse... - respirou aliviada a pegando imediatamente no colo. - Amor, ela está aq... - Foi quando viu o celular dentro do vaso e arregalou os olhos. - Você fez isso? - a filha a encarava com os olhinhos bem abertos.


Owen apareceu atrás dela, aliviado. Clarisse sem dúvida alguma estava ficando cada vez mais esperta como tempo, e começando a dar trabalho. Tanto os cabelos quanto a roupa estavam imundas, ele teve vontade de rir.


- Bom, vou descer e socializar com o pessoal... que cara é essa?


- Você viu o que ela fez com o seu celular? - segurou a risada e apontou para o vaso.


Quando se deu por si, Owen estava desesperado tirando o aparelho do sanitário e pondo para secar.


- E você fica rindo ao invés de tirar de lá? - A sorte era que o telefone era a prova d'agua. - Que nojo...


- A culpa não foi meu querido, quem manda deixar o celular em todo lugar... - Não aguentou e começou a gargalhar, Clarisse achou engraçada a risada da mãe e também começou a rir.


- Eu deixei no lugar certo. - Respondeu irritado saindo do banheiro.


- Papai ficou bravo... - Continuou rindo com a filha. - Precisa de um banho porquinha...  - Foi logo preparando a banheira. 



Os dias se passaram e logo chegou o batizado da Clarisse. O acontecido reuniu toda a família na igreja da cidade, a pequena estava uma verdadeira princesa toda de branco e os pais exalavam orgulho e felicidade. Era um momento muito importante, que arrancou algum os lágrimas das mulheres da família, principalmente a mãe da pequenina.


Após algumas horas o batizado já havia sido concluído e a família estava reunida a mesa, em um grande almoço feito por Tereza, Karen, Jess e Claire. Tudo para comemorar a bênção da pequena ruivinha.


- A Clarisse está cada dia mais linda, não é mãe?


- Lógico que ela é linda, olha a mãe dela. 


Tereza comentou e Owen a olhou atravessado.


- O pai dela também é o maior gato!


Jessica e Harry começaram a rir alto em deboche.


- Ah claro, por favor. Deixa a minha sobrinha parecida com a mãe dela que já está ótimo!


- Parem de rir do meu tio!!! - Sophie interveio toda brava e Owen a colocou no colo todo orgulhoso.


- É bom termos mulheres ruivas na família, já podem expandir essa família ruiva aqui.


- Verdade, é tão raro. Lembro que tínhamos um primo ruivo... Owen, lembra do Ben?


- Não.


- Claro que ele não lembra, quando o Ben morreu o Owen chupava no dedo igual a Clarisse agora.


Sophie achou engraçado que acabou engasgando com a comida.


- Soph, ou come ou ri... pelo amor.


- Bem feito! - Sam Gracejou com a cara da irmã e ela lhe deu a língua. Sam abriu a boca cheia de comida para ela como resposta. Jessica ralhou com os dois enquanto Clarisse assistia tudo muito encantada.


- Vocês estão assustando a Clarissinha, olha a carinha dela.


- Que nada, ela está acostumando com a família doida que ela tem.


Claire observava todo, com a filha no colo enquanto comia.


- Acho que ela vai sentir falta daqui quando formos embora... E se depender de mim, quem sabe teremos mais ruivinhas ou ruivinhos. - sorriu olhando para o marido. 


- Acho bom mesmo não pararem por aí. - Tereza os advertiu. 


- Tia, quando vai ter outro bebê? - Sophie perguntou assim que se recuperou.


Claire ficou envergonhada com todos os olhares em cima deles com aquela pergunta. E bebeu um gole de água. Já a pequena ria enquanto mordia o mordedor.


- Bom, não temos planos. A Cla ainda é um bebê...


- Vamos adorar ter mais sobrinhos o quanto antes... - Karen comentou, ela adorava criança.


- Começamos agora. Qual é gente...


- Claro, está vendo as vantagens e desvantagens de ser pai.


- Pais de primeira viagem são sempre assim, quando vão ver... já estão no sexto filho.


- E o Harry? Quando vai ter o segundo hein? - Owen tentou desviar o rumo da conversa notando as bochechas da esposa vermelhas.


- Nem vem Owen... Te conheço irmão, e outra a minha é mais nova que a sua. Então vocês tem que ter primeiro.


Todos começaram a rir, inclusive Clarisse, o que fez os adultos rirem ainda mais.


- Está vendo, até a nossa sobrinha já conhece os pais... - Jess gargalhava.


- Até você princesinha... - Claire levantou a pequena para encara-la. E não aguentou a fofura e começou a rir também.


O restante do almoço foi agradável. A neve do lado de fora pareceu dar uma trégua, mas o frio ainda estava intenso.


Por causa disso, Owen não permitiu que Clarisse fosse para o chão aquela tarde o que causou um ataque de choro e birra.

Sophie tapou os ouvidos e Sam foi brincar longe da sala de estar.


O choro era tanto que doía nos ouvidos, era de partir o coração. Mas Owen estava certo e Claire o apoiou.


- Mama... Mama... - esticou os bracinhos para a mãe pegá-la.


- Clarisse para de escândalo, não vamos deixar você ir para o chão... - sentou ao lado de Owen. - Vai ficar doente minha vida.


A bebê se contorceu no colo do pai para ir para o chão, e quando finalmente pensou que estava livre, Owen a ergueu e Clarisse fez mais escândalo.


Ele aumentou o volume da TV onde estava passando UFC especial de Natal.


Claire então a pegou no colo já imaginando o que seria. Clarisse fez um biquinho olhando para a mãe, enquanto as lágrimas escorriam em seu rostinho. A ruiva a aconchegou em seus braços.


- Calma filha... - secou o rostinho dela. - Está com sono, não é? - a pequena resmungou como resposta.


A ruiva a acalentou com todo amor, Sophie foi pegar a mamadeira dela com água que Claire havia pedido. Depois que a bebê deu alguns golinhos, parecia estar mais calma. Era aquilo que ela queria, dormir. A mãe fazia um carinho em seu rostinho, cabelos e mão. Logo a pequenina estava sonolenta.


- Que macumba você fez para ela calar a boca?


- Coisas de mãe... - sorriu para ele. - Já estava na hora do cochilo dela, se ela não dorme fica assim enjoada. Precisa acalmá-la... - explicou e a filha já havia adormecido.


- Ah, ótimo. - Deu um beijo na cabecinha ruiva dela e voltou a prestar atenção na TV. - Quer por ela deitada aqui?


Claire sabia o quando Owen gostava de ficar com a filha, então sorriu a colocando no colo dele.


- Amor, por favor... Não vai se empolgar com o jogo e gritar a acordando tá? - o deu um selinho. - Vou ficar na cozinha com as meninas. - levantou e saiu do cômodo.


- Tá bom... - Respondeu de olho na raba dela até sumir de vista.


- Ela dormiu filha? - Tereza perguntou enquanto terminava de fazer um já para elas.


- Sim... - suspirou sentando-se.


- E vocês dois? Quebraram a cama de novo irmãzinha? - Karen tentou segurar a risada.


- N-não... - gaguejou constrangida.


- Qual é cunhada, a gente ouviu o barulho... 


- Não tem como negar Claire. - Kate também riu.


- Okay... Se vocês sabem, por que perguntam? - a ruiva arregalou os olhos.


- Por que sua expressão é engraçada, filha. - Tereza respondeu.


- Que engraçadinhas... - riu envergonhada. - Não tenho o que reclamar do meu marido. - sorriu.


- Sabemos... - Karen confirmou.


As cinco ficaram na cozinha por um tempo, conversando e tomando chá. Claire e Karen amavam tanto a família Grady, que pareciam fazer parte dela a vida toda.


- Vocês não tem medo em criar a filha de vocês em uma ilha repleta de dinossauros famintos?


- Bom... Eu e o Owen conversamos muito sobre isso. Pensamos na possibilidade de morar na Costa Rica e ficar indo para ilha. Mas, não queríamos ficar longe da nossa filha. Então investimos muito na segurança do parque, não só por termos nossa filha lá, mas também por todos os familiares que vão visitar e os funcionários. Ainda mais depois do incidente com a Indominus. Resumindo... Estamos desenvolvendo projetos para criarmos a Cla e todos, com segurança. 


- E você acha isso o suficiente? - Kate perguntou.


- Nunca é o suficiente. Por mais que amamos aqueles animais, sabemos que não podemos confiar.


- Eu e o Harry pretendemos visitar a ilha um dia. Quando a Lisa for maior, claro.


- Será uma honra, quando quiserem ir nos avise. Vai ser ótimo. Ficamos tão isolados lá, que é sempre bom receber visitas. 


- Vamos lá visitar vocês mais vezes. - Tereza garantiu e Claire abriu um sorriso.


- Isso é ótimo, vamos amar... Mal conseguimos sair da ilha agora. Só tiramos férias coletivas no final do ano mesmo, ou algum feriado prolongado, que é bem difícil.


Owen apareceu mais tarde na cozinha com a cara toda amassada, sinal de que tinha cochilado de frente a TV.


- Isso é cheiro de carne? Senti cheiro de carne.


- Owen!!! Isso são modos?!


- Mas eu estou com fome.


- Não tem carne aqui, estava sonhando?


Todas começaram a rir.


- O que tem aqui é só chá com biscoitos cunhado. - Karen comentou.


- Deixa que eu faço um lanche de pernil para você amor... - levantou o dando um selinho.


- Aaaaaah que fofos... - Jess brincou. - Não mima ele não cunhada...


- Você faz, amor? - Abraçou a cintura dela ignorando a irmã.


- Claro meu amor... - fez uma carinho na barba dele. - Levo para você lá na sala, vai lá ficar com a Cla senão ela cai do sofá... 


- Como o amor é lindo... - Tereza observou.


Owen saiu dali revirando os olhos com aquela melação da família nos dois e sentou-se no sofá.


Clarisse dormia calmamente com a chupeta na boca, e seu macacãozinho de panda.


Apenas Owen de homem estava em casa, já que os demais tinham ido pescar e ele preferiu ficar. Não demorou muito e Claire apareceu com dois lanches de pernil e um copo de suco de laranja.


- Aqui amor... - o entregou e se abaixou de joelhos no tapete beijando os cabelos da filha. - Vou preparar o lanchinho dela também... Daqui a pouco é hora de acordar ela...


- Obrigado ruiva. - Disse já de boca cheia.


Ela sorriu para ele e foi preparar as frutas e suco da filha. Enquanto isso, Sam e Sophie chegaram correndo e gritando na sala. Clarisse acordou assustada e começou a chorar.


Owen pegou a bebê imediatamente e brigou com os sobrinhos. Os gêmeos também começaram a chorar, pois Owen nunca tinha brigado com eles.


- Desculpa tio... - os dois falaram enquanto choravam.


- Está tudo bem... agora me ajudem a fazer a Clarisse parar de chorar.


- Tá bom tio. - os dois sentaram ao lado dele, sem saber o que fazer. 


Após ser acalentado pelo pai, a pequena ruivinha já estava mais calma.


- Tio, por que a nossa priminha tá chorando tanto hoje? - Soph o encarava curiosa.


- Porque ela está cansada... também porque os dentinhos dela estão nascendo e incomodam bastante.


- Aaaaah Tadinha da minha priminha... - beijou a mãozinha da Clarisse e essa sorriu.


Claire ficou observando a cena encantada.


- Tio, por que os dentinhos dela tá nascendo, já vai ter que arrancar depois? - Sam perguntou confuso.


- Ah... são os dentinhos de leite. Depois vão cair também para nascerem os dentes que ficarão 0ra sempre.


- Entendi...


Clarisse levantou a cabeça olhando com um sorriso para o pai e com os olhinhos inchados.


- Papa...Da...na... - a pequena parecia imitar os primos.


- É mesmo, bebê? - Colocou ela de pé de frente para ele. Sophie e Sam sentaram-se de cada lado do tio para olhá-la melhor.


- Olha ela tem dois dentinhos...


- Nossa Sam, você viu agora? Que burro. - o repreendeu.


- Não sou burro! - mostrou a língua para ela e a menina revirou os olhos.


- Tio, os olhinhos dela é igual os da Tia Claire e o cabelo também... Parece uma boneca, né?


- É uma bonequinha, só que de verdade, Soph...


- Pois é Soph... É a nossa bonequinha... - Claire disse se aproximando deles e dando um beijo na cabeça da filha. - Trouxe o lanchinho dela... - sentou na mesinha de frente para eles.


- Tia, fruta não lanche...


- Sim, é que ela não come "lanche" ainda pequena. E fruta é bem mais saudável...


- Mas o tio nunca come fruta. - Sam afirmou.


- É porquê o tio de vocês já é adulto e tem que manter esse corpo gigantesco e forte com carne... muita carne. - Sorriu todo exibido.


- Entendi tio, quando eu crescer vou ficar forte igual o senhor!


- Claro que vai.


- Posso segurar ela, tio Owen?


- Pode, depois que ela comer o papa dela.



Claire riu e começou a dar as frutas para a pequena. Clarisse comia devagar e chupada os pedacinhos de fruta, depois tomou todo o suco.


- Nossa... Agora tá fortinha... Pronta para ir para o colo da priminha...


- Mas e se ela chorar de novo?


- É só não apertar ela, meu amor.


Clarisse foi para o colo da prima e logo Sophie já carregava a pequena para todo canto da casa. A ruivinha pareceu apreciar o passeio e a conversa da prima. 


Owen aproveitou e puxou a ruiva para o colo dele.


- Olá senhora Grady... como posso te agradecer pelo lanche?


- Bom... - sorriu fazendo um carinho em sua barba. - Tem várias forma de me agradecer... - sussurrou mordendo o lóbulo da orelha dele. - Podemos brincar... Agora, ou mais tarde...


- Não posso te levar para jantar? - Fingiu inocência enquanto os dedos brincavam em suas madeixas ruivas.


Ela sorriu surpresa com a proposta inesperada. Fazia muito tempo que o casal não fazia isso.


- É um convite para jantar? - arqueou as sobrancelhas.


- É sim. Vou entender se me der o fora, mas um homem que se preze nunca desiste de conquistar a mulher amada...


Claire sorriu encantada com ele.


- E você acha que essa mulher, seria louca de recusar? É claro que eu aceito, Senhor Grady! - o beijou ferozmente, até faltar o ar. - E que horas quer sair?


- Te busco às 9... esteja pronta para mim nesse horário. - Beijou as costas da mão dela em reverência.


- Estarei meu amor!


Notas Finais


Owen finalmente conseguiu o que tanto queria kkkkk

O que será que vai acontecer nesse encontro?

Bom, ainda não sabemos. Como não estamos tendo feed backs, talvez pararemos de postar. Por favor, Precisamos saber o que estão achando.

Nosso instagram: @owenmgrady @clairedearinggrady @clarissedearinggrady


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