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História After You - Segunda Temporada - Capítulo 50



Notas do Autor


Boa noite Clawen's

Capítulo novo,
Boa leitura!

Capítulo 50 - Recordações


Devidamente vestido novamente, Owen saiu da barraca a proibindo de sair dali. Gutiérrez já estava de prontidão juntamente com a maioria dos homens. Logo o desespero deu lugar a risadas de alívio.


Ao ouvir as risadas, Claire ficou confusa e saiu rapidamente da barraca indo até onde o marido estava.


- O que foi? - perguntou desesperada.


- É um herbívoro. Olha só. - A abraçou por trás apontando para a mãe tricerátopo com seu bebê. - A vida encontrou um meio, amor.


Ela encarou a cena encantada e sorriu, segurando as mãos dele em sua barriga.


- Sim... Amor... Mas espera. - Virou o encarando. - Se eles estão aqui, devem ter mais, e se... Os carnívoros também estiver se aproximando de nós?


- Vou te por para dormir. Você está difícil hoje.


A verdade era que Owen mesmo estava exausto. Já bastava a tensão que era ficar em uma floresta repleta com animais desconhecidos o causavam vertigem. Colocou a esposa na cama e cantarolava uma canção como na época em que ela estava grávida.


Aquilo a acalmava muito, ela sorriu acariciando seu rosto. Por mais que não quisesse dormir, estava exausta e a voz do marido cantando, parecia ter um encanto.


- Eu gosto muito quando faz isso... - murmurou sonolenta fechando os olhos.


- Dorme por favor. Não vou parar até estiver sonhando...


- Te amo... - as palavras saíram como um sussurro, se entregou ao sono e adormeceu.


*


- Owen?


- Bom dia, Barry. Cadê o pessoal?


- Gutiérrez e mais dois homens subiram a serra a procura de sinal. Alguns estão mexendo no transmissor antigo, mas até agora nada.


- Que merda.


-Acho que aconteceu algo com o nosso helicóptero.


- Talvez o filho da puta se esqueceu de nós, mesmo! Já eram para terem providenciado as buscas!


Owen fritou alguns ovos com bacon na fogueira improvisada e comeu o quanto queria. Guardou várias barras de cereais no bolso da calça. Por algum motivo.


Claire foi despertando aos poucos, quando finalmente abriu os olhos sentiu uma enorme vontade de chorar. Por um instante em seu inconsciente, achou que tudo o que tinha acontecido no dia anterior tinha sido um pesadelo. E sentiu um aperto no peito ao ver que não era.


A angústia em seu coração estava mais forte que o dia anterior. Seus pensamentos não saiam de casa, para ser mais específica, da sua filha. Como a pequena estaria? A saudade estava a asfixiando.


Sentou-se arrumando os cabelos com um rabo de cavalo e tentou juntar suas forças se recompondo. Foi de encontro ao marido sentando ao seu lado.


- Bom dia amor...


- Hey, bom dia. Fritei um ovo para você. Sei que não é sua dieta, mas estamos com um cardápio limitado essa manhã...


- Contou para ela que o ovo é de dinossauro, Owen? - Barry soltou em tom de brincadeira.


- Cala a boca, Barry!


Claire arregalou os olhos assustada olhando para os dois.


- Que história é essa?


- Não é verdade. Come amor...


Ela o encarou com os olhos cerrados e olhou para Barry.


- Isso é verdade Barry? - perguntou com o tom mais intimidador possível.


Barry e Owen se entreolham mudos.


- Responde!


- É sério mesmo que acreditou?


- É amor, era só brincadeira. O que há com você?


- De onde são esses ovos então? - levantou.


- Do mercado...?


Claire saiu furiosa dali indo se sentar em outro lugar. Estava com seu celular, tentava fazê-lo pegar nem que fosse um pouco de sinal.


Owen e o amigo se entreolham outra vez, sem entender absolutamente nada.


Ela ficou ali, sentada debaixo da árvore por um bom tempo pensando. Ninguém a entenderia, estava quase tendo um surto. Não sabiam se alguém iriam buscá-los e para piorar tinha Clarisse. Não poder ter notícias da filha era uma grande tortura.


Estava concentrada pensando no que poderia ser feito, até que algo lhe chamou a atenção. Ela então levantou caminhando com cautela. Havia uma pegada enorme, não era dos herbívoros da noite anterior. Era muito maior, provavelmente um carnívoro. Seria da T-rex? 


- OWEN? - gritou.


Owen apareceu em um piscar de olhos na frente dela, assustado.


- O que foi? O que está fazendo aqui sozinha?


Ela apontou em direção ao a pegada.


- Olha... Acha que é da T-rex?


- Claire, vem cá. Vamos conversar. - Sentou do lado dela. - Olha, você está a beira de uma histeria. Se continuar assim vou ser obrigado a te dar um calmante. Sei que está com medo e com saudade da nossa bebê.


- Eu não vou tomar nada Owen... Você não viu? Como pode estar tão calmo assim?


- Sabemos que tem dinossauros aqui, viemos com isso em mente. Eu prometi que não ia deixar acontecer nada contigo.


- Não estou preocupada só comigo, mas com você também... Não podemos ficar aqui sem fazer nada. Vou voltar na antiga base e ver se consigo algo... Mandar um sinal para Nublar, ou fazer meu celular funcionar...


- Já foram atrás disso. Vem cá... Já arrumei nossas coisas. Vamos subir a serra. Você não quis comer... - Estende o braço para ela.


Ela segura a mão dele e se levanta.


- Não estou com fome amor... Só quero que a gente saia logo daqui e estar novamente com a nossa filha... - o abraçou. - Mas não me arrependo de ter vindo, teria ficado desesperada lá sem ter notícias suas e juntos somos mais fortes...


- Tem razão. Por isso preciso de você bem forte para subir comigo. Vai comer o ovo? - Beija o pescocinho branco dela, fazendo cócegas com a barba.


- Vou sim... - riu com cócegas e procura seus lábios para um beijo calmo.


Owen tinha razão, não era hora de Claire dar um ataque de pânico. Ela precisava se manter forte ao lado dele, então voltaram para perto da fogueira e a ruiva comeu tudo o que o marido havia preparado.


*


A equipe havia iniciado a longa caminhada atentos a qualquer sinal de perigo. O grupo estava na ilha há 24 horas. Teriam muito que caminhar e ainda procurar um lugar para passar a noite se não fossem resgatados. Com certeza não permaneceriam na vila, pois queriam chegar logo ao descampado e ver os animais de longe.


Estavam todos eufóricos. Com suas mochilas nas costas, seguiram para o interior da ilha por uma estrada com alguns sinais de pavimentação. O mato havia reestabelecido seu lugar.


Apesar de Gutiérrez não ter estado naquela parte da ilha antes, era importante para a equipe um nativo habituado àquele tipo de ecossistema de clima tropical. Mais à frente a passagem foi interrompida por um grande deslizamento de terra, e teriam que entrar na floresta para cortar caminho. Os imprevistos começavam...


 Avistaram uma grande clareira que fora aberta na vegetação, criando um túnel feito de mato, folhas amassadas e pequenas árvores derrubadas.


- Padrão de animais andando em fila indiana. - Comentou Owen.


 

- Com toda a certeza são herbívoros. - Sentenciou Barry, agachado ao lado de uma pegada.


    

- Essa trilha parece ser usada com freqüência. - Disse o guarda de caça. - Não me espantaria se topássemos com algum animal no meio do mato logo à frente. Mesmo animais de grande porte podem se camuflar na floresta.


Owen, no final da fila, sussurrou alarmado:


- Pessoal, prestem atenção! - Todos pararam. Imóveis.


O vento trouxe o som inconfundível de uma respiração profunda, como se algo os espreitasse detrás das folhas úmidas. Gutiérrez levou a mão suada sobre o rosto pálido no mesmo instante em que um frio lhe corria pela espinha. Já havia sentido esse pavor antes. Não havia como esquecer.


Claire parou um pouco mais atrás do marido tentando recuperar o fôlego. Aquilo não era nada bom, o suor escorreu pelo seu rosto sentindo seu coração se acelerar. Ela sabia o que isso significava. Seu olhar acompanhou o de Owen, encarando a mata.


O instante seguinte foi rápido demais. O grande animal saiu de seu esconderijo entre a mata, parecia estar interessado na última da fila. Claire. Owen notou e foi mais rápido. Chamou a atenção do animal com assobios, e nem mesmo os tiros de tranquilizantes da equipe detiveram o dinossauro. Acabou golpeando o loiro que escolhera como sua presa, usando de sua imensa calda, derrubando-o no chão.


Notando a gravidade da situação, Barry mirou no focinho do animal acertando um tiro de verdade.


A besta recuou fazendo um som ensurdecedor, a beira do insuportável. Ele realmente estava irritado, mas acabou se afastando diante dos ataques.


- Meu Deus! O que foi aquilo?! - Um dos homens comentou.


- Era um Baryonyx... Tenho certeza. 


- Calem a boca e vamos ajudar o Owen! Ele tá caído lá!

Owen tinha sido arremessado para longe. Claire correu desesperada até o marido.


- Owen... - notou que tinha sangue nele, mas não sabia de onde estava saindo. Aproximou-se segurando seu rosto. - Amor? Fala comigo...Por favor...


O ex-marinheiro estava inconsciente. Barry correu até onde eles estavam.


- Que droga... - colocou a mão em seu pescoço. - Ele está vivo...


Claire começou a chorar sem saber o que fazer.


- Precisamos tirar ele daqui logo Barry, aquele dinossauro pode voltar e trazer outros...


*


- Owen? 


Uma voz masculina penetrava a névoa densa e perturbava a paz do imenso vazio. O tom de urgência e a persistência o irritavam.


- Owen! 


Podia reconhecê-la. Disposto a mandar Barry calar a boca, abriu os olhos e deparou-se com todo mundo encarando a cara dele.


Encontrou-se com pedaços de pano amarrado em sua cabeça. Estava úmido. Uma dor aguda dominou todo o lado direito de sua cabeça enquanto ele tentava orientar-se e lembrar o que havia acontecido. Um acidente. Devagar, virou a cabeça para olhar para Barry.


- Graças a Deus! - O amigo suspirou. - Por um minuto, pensei que estivesse morto. Tudo bem, cara?


Claire suspirou aliviada estava ao seu lado, segurando sua mão em prantos. Ela jurava que o perderia ali mesmo, estava pálida, tremia como um galho de árvore.


- Meu Deus amor... O que está sentindo?


Owen tentou levantar, mas a dor de cabeça ganhou força, criando uma sensação de náusea e vertigem. Mesmo assim, ele conseguiu ficar em pé. Quando procurou por seu telefone no bolso do jeans, deparou-se com somente um pedaço do objeto. Owen continuava parado.


- Vamos sair daqui! - Ele disse por entre os dentes enquanto tentava libertar o perna de uma espécie de imobilizador que colocaram. Owen  praguejava e puxava a perna com as duas mãos, e quase caiu quando finalmente conseguiu tirá-la. - Temos de sair daqui. Não podemos correr o risco de sermos atacados novamente. - Ele deu um passo e quase caiu.


- Está ferido!


- Não é nada... É só minha perna. - Tentou dar mais um passo, mas era impossível. Não conseguia apoiar-se sobre a perna esquerda. - Precisamos sair daqui.


Owen colocou-se sob o braço esquerdo de Barry, deixando que ele e apoiasse em seu ombro. Passo a passo, saíram de perto da árvore, penetrando na floresta densa que os cercava. As árvores estavam em todas as partes. Era surpreendente que houvessem escapado vivos.


Claire aproximou-se novamente pegando seu braço direito colocando em volta de seu pescoço para ajudar. Estava desesperada, não era um simples corte na perna, muito mesmo na cabeça. Ele estava sangrando muito. 


- Owen... Como me sente? Fala comigo por favor... - sussurrou angustiada. - Não devia ter feito aquilo... Não devia ter se arriscado daquela maneira.


- Ele ia te atacar, Claire. Faria outra vez se pudesse.


Ela queria dizer tantas coisas para ele, mas não era o momento. Continuaram caminhando, todos estavam cansados. Claire toda hora olhava para o marido, podia ver que ele não estava nada bem e que sentia muita dor.


- Barry, precisamos parar... Encontrar algum lugar e montar o acampamento novamente, daqui a pouco escurece...


- Tem razão Claire, mas aqui não é nada seguro...


- Nenhum lugar dessa maldita ilha é segura. Mas o Owen precisa descansar e comer alguma coisa... - alterou um pouco seu tom de voz.


- Hey, não briguem. Eu tô benzão. Acho que consigo andar agora, obrigado. - Disse se desvencilhando dos dois, alcançando uma garrafa de água oferecida.


*


Era noite quando o helicóptero de resgate chegou em Sorna. A equipe usou sinalizadores para sempre encontrados, a sorte foram terem todos resgatados a salvo. Owen foi levado ao hospital onde só levou  um curativo na testa e dois pontos no joelho. Estava irritado com o excesso de cuidado e já queria ir embora.


- Logo terá alta senhor Grady, só estamos aguardando os resultados da tomografia... - o doutor se retirou do quarto junto com a enfermeira.


Claire aproximou da cama aproveitando para segurar sua mão.


- Logo vamos embora amor. Ainda está com muita dor?


- Não. Quero ir para casa. Viu a Clarisse?


- Não consegui ir para casa ainda, não podia te deixar aqui. Mas falei com a Zia, ela está muito bem. Disse que só chorou mais que o normal durante a noite.


- Não foi ver nossa filha Claire? Eu já disse que estou bem. Pode ir!


- Não quer que eu fique com você? Ouvir você falando assim, me faz me sentir um a péssima mãe... - Sorriu sem graça.


- Não. Ficamos sem ver ela a bastante tempo... É bom ir vê-la. - Segura a mão dela. - Promete que vai...


- Owen, eu quero chegar com você em casa. Assim como eu prometi para ela... E que tipo de esposa eu seria em te deixar aqui, nesse estado sozinho? Agora, se você quiser que eu vá embora, eu vou...


- Só levei ponto. E vou esperar a porra do médico trazer aquela merda de exame.


Ela sabia o quanto Owen odiava estar em um hospital, então aproximou dele com cautela o beijando nos lábios.


- Daqui a pouco vamos embora... - beijou a mão dele que segurava a sua. - Muito obrigada amor, pelo o que fez para me salvar. Você salvou novamente minha vida...


- Eu morreria por você.


- Não diz isso por favor... - beijou novamente sua mão. - Eu não saberia viver sem você, não posso nem pensar nessa hipótese. Você e a nosso filha são a minha vida, são tudo para mim...


Owen respondeu com um sorriso, afagando o rosto dela com a mão.


Nesse momento o doutor entrou com os resultados do exame. Felizmente ele estava muito bem, não tinha sequelas. Owen teve alta e finalmente puderam ir para casa. Claire o ajudou caminhar. Estar em frente o hotel, entrar naquele elevador e estar prestes a entrar em casa era um grande alívio.


Ao abrir a porta, lá estava ela brincando no tapete da sala com Zia. Estava com um vestidinho rosa cheio de flores e um lacinho delicado nos cabelos finos ruivos, as bochechas redondas e rosadas, um sorriso enorme se formou naquele rostinho angelical.


Eufórica a pequena da gritinhos e batia palminhas. Era incrível a felicidade que ela transmitia em ver os dois, assim como os pais também sentiam.


Todo derretido com a cena e com o coração pesado de saudade, Owen abaixou-se no tapete recebendo a bebê no colo.


- Ah amor da vida do papai, senti sua falta.


A pequena deitou sobre o peito do pai sentindo o aconchego que só ele podia lhe dar. Claire olhava a cena com admiração e não pode deixar de se juntar a eles. Sentou-se no chão ao lado do marido e Inclinou-se enchendo a filha de beijos, Clarisse sorriu com os beijos da mãe.


- Meu Deus... Obrigada por isso... - sorriu emocionada, algumas lágrimas escorreram por seu rosto.


Zia observava a cena emocionada. A pequena apontou para o tapete, mostrando o novo brinquedo de montar que a babá havia lhe dado.


- Nossa meu amor, que lindo...


- É papai?


Owen a abraçou e ficaram um bom tempo ali, apenas curtindo um ao outro, até Clarisse anunciar que estava com sono. Isso expressado através de manha acompanhado de bico.


Zia se ofereceu para dormir aquela noite ali para cuidar da bebê. Claire e principalmente Owen, precisavam descansar. A morena pegou a pequena adormecida no colo do pai e a levou para o quarto. 


Claire ajudou Owen a levantar e ir para o quarto do casal.


- Amor, vou preparar um banho de banheira para você. Como está se sentindo?


- Cansado. Acho que você pelada cavalgando enquanto tomo uma cerveja gelada seria ótimo. - Sorriu safado.


Ela sorriu procurando os lábios dele em um beijo afoito.


- Você precisa de um banho e descansar...


Começou a tirar a roupa dele com cuidado e foram para o banheiro. Após encher a banheira, Claire o fez entrar e sentou-se na borda da banheiro enquanto lavava seus cabelos.


- É o seu shampoo? - Pergunta de olhos fechados.


- É sim... - Ela riu lavando com muito cuidado por conta do ferimento. - Sei o quanto gosta dele...


- Hmmm... Vou ficar ruivo.


Ela sorriu de canto aproveitando para lhe roubar um beijo.


- Você não existe... 


Após enxaguar, começou a ensaboar seu corpo. Sempre com cuidado com seus hematomas. Quando finalmente terminou, pegou a toalha para ele se secar.


- Prontinho, está doendo algum lugar?


- Meu cacete está doendo...


Ela revirou os olhos já sabendo o que ele queria.


- Nem pensar, você vai descansar... - começou a tirar toda a roupa e foi tomar um banho de chuveiro.


- Mas ele quer descansar também. De preferência no meio das suas pernas. - Vai atrás dela entrando no box do banheiro.


- Owen... Você já tomou banho. - suspirou sorrindo em seguida. - Olha, me espera lá na cama e eu prometo te fazer relaxar, uhm?


- Está bem. - Volta correndo para o quarto a aguardando.


Claire tomou seu banho tão aguardado e merecido, quando terminou passou seu hidratante corporal, Owen gostava dele então fez questão usar. Voltou para o quarto com uma toalha enrolada no corpo e outra no cabelo molhado.


- Amor... - aproximou-se sentando ao seu lado. - Só vamos fazer com uma condição... Você não pode fazer esforço, então eu vou ficar por cima e fazer tudo. Pode ser?


- Desde quando não posso fazer esforço? - Rebateu olhando as pernas dela.


- Você está com dois pontos no joelho, não foi um cortinho de nada... - suspirou. - Qual é amor, não quer que eu comande né? - Brincou enquanto suas mãos foram acariciar o seu abdômen.


- Eu vou meter a cabeça em você, mas é a de baixo, Dearing.


- Bom... Já que não chegamos em um acordo, é melhor irmos dormir. - levantou e como provocação, tirou a toalha e ficou completamente nua.


- Não, vem cá... - Disse com um tom rouco olhando cada detalhe do corpo dela. - Porra, Claire...


Ela olhou para ele com um sorriso maléfico. Sem pressa caminhou até ele e subiu com cuidado em seu colo com uma perna de cada lado, o que facilita a muito era que ambos já estavam nus.


- Vai ser do meu jeito, Grady. - sussurrou em seu ouvido. Lambeu o lóbulo da sua orelha e trilhou um caminho de beijos, até chegar em seus lábios macios. Seus lábios atacaram os dele desesperadamente.


Os beijos logo se tornaram mordidas e apertões nas coxas dela, seguido de tapas. Ela arfava entre os beijos a cada toque dele. Então, olhando em seus olhos segurou o membro dele levando até sua intimidade e a penetrando sem cerimônias. Não era um momento para provocações e Claire queria saciar o desejo do marido e o dela. 


Lentamente começou os movimentos de vai e vem, aproveitando para gemer enquanto o sentia deliciosamente dentro de si. Suas mão seguravam o seu rosto, enquanto a sua língua devorava a dele.


Ambos os corpos eram banhados por uma fina camada de suor enquanto os dedos grossos apertavam a carne do traseiro dela, os olhos do marido fixos no meio das pernas dela. 


Owen e Claire já se encontravam em êxtase, o som excitante dos quadris se chocando era indescritível.


- Cacete. Cacete!


Claire sorriu intensificando ainda mais as cavalgadas, alternando com reboladas de um jeito erótico. Inclinou-se beijando- o novamente de forma sensual.


- Oh céus Owen... - gemeu jogando a cabeça para trás cavalgando com mais força.


Foram mais alguns minutos em total intensidade, ela colou a testa na dele o olhando no olhos e sorrindo estava quase chegando ao ápice.


Por impulso, ele se friccionou ainda mais contra a vagina dela, murmurando qualquer tipo de sacanagem que vinha na boca. Colocou uma mão no seio dela, massageando. A ruiva gemia com a boca entreaberta, deliciosa.


Claire estava indo ao delírio, Owen estava lhe proporcionando um maravilhoso prazer, como sempre. Queria fazer o mesmo com ele. Se movia rapidamente enquanto ele segurava seus seios. Fechou os olhos e um gemido alto saiu de sua garganta anunciando seu orgasmo. Continuou com os movimentos até ele também gozar.


E assim aconteceu. Jatos quentes de seu sêmen a preencheram até não sobrar mais uma gota sequer. Claire caiu sobre ele, suada e ofegante enquanto sentia os espasmos pós-orgasmo. Levantou a cabeça acariciando sua barba.


- Te amo... - sussurrou.


- Te amo, ruivinha. - acaricia as costas dela, ouvindo o som das batidas dos corações se misturando.


Ela fechou os olhos com as carícias de bom grado do marido.


- Amor, está sentindo alguma dor?


- Não estou não... Já tive acidentes piores. - Beija a testa dela e muda de posição.


- Eu fiquei com tanto medo de te perder... Vai ficar um bom tempo sem ir em uma missão.


- Não ia deixá-lo te pegar, Claire. Você também não vai em nenhuma. É a primeira a ficar para trás.


- Não estava para trás... - revirou os olhos. - Prefiro ficar na minha sala no escritório... - brincou.


- Ótimo. Fico aliviado. Até amanhã bebê. - Owen dá um último beijo de boa noite e fecha os olhos.


Ela sorriu se aconchegando nos braços dele.


- Boa noite vida... - Não demorou para ela cair no sono.


*


Owen apertou as teclas do seu elevador privado e ouviu o som das gargalhadas deliciosas da filhinha, graças a Deus ela estava quietinha. Mesmo depois de ganharem diversos olhares dos funcionários da empresa, ele estava realmente cômico, completamente vestido de terno e com um canguru rosa ajustado nele - e uma bebê sorridente de presente dentro dele.


As mulheres o enviavam olhares sexys ou até mesmo maternais, elas realmente gostavam da visão de um homem com uma criança.


Claire estava em seu plantão de 24h, a babá de folga e ele não achou absolutamente ninguém para ficar com a filha. Nem mesmo os amigos podiam, todos estavam milagrosamente ocupados. O resultado foi ter que trazer a baixinha para a reunião, ele não podia cancelar de maneira nenhuma na terra.


Discou o ramal da Vivian no Centro de Controle. Assim que entrou no seu escritório, Clarisse ficou encantada com a visão do resort á noite pelas enormes janelas de vidro que tomavam a parede por completo.


- Pode vir, Vivian. Estou aqui. - Murmurou para o telefone.


- Dah, dah, dah - Clarisse apontou para o porta-retratos com sua fotografia lá.


- Ah, você se reconheceu? - Ele sorriu. - Quem é a coisa mais linda do papai?


Vivian entrou no momento em que ele pegou o porta-retratos e entregou para a Clarisse, que levou à boca.


- Oh, que coisa mais linda Sr. Grady! - Vivian abriu seu melhor sorriso.


- Diga "olá" para a Vivian, filha. – Pegou sua mãozinha e fez sinal de "olá", a mulher achou uma graça.


- Sr. Grady, não é melhor tirar o quadro da boca dela? – Ela perguntou parecendo realmente preocupada.


- Ah, sim. - Tomou o objeto de Clarisse e ela reclamou franzindo o cenho. Era tão bonitinho.


- Ela é muito linda, Sr. Grady. Esses olhinhos tão verdes... Parecem os seus. – Vivian passou os dedos pelas bochechas de Clarisse que estranhou um pouco o carinho.


- Obrigado. – Ele agradeceu pelo elogio se sentindo orgulhoso por ter Clarisse, ela realmente era uma boneca de porcelana.


Ele pretendia pedir para Vivian ficar com a filha enquanto sua reunião acontecia, ele sabia que ela iria concordar antes que terminasse. Ela adorava crianças.


Repassaram seus compromissos e o horário que os tailandeses chegariam. Sentou-se na poltrona com Clarisse e a tirou do canguru, desamarrando as tralhas e a deitando no colo, colocando sua chupeta na boca. Ela sugou por um tempo, mas depois cuspiu.


- Você não quer a chupeta? – O pai sorriu e Vivian pegou do chão, colocando na sacolinha de Clarisse. – Obrigado.


- De nada, Sr. Grady. – A mulher ia caminhando até a porta. – Vou aguardar os empresários, o senhor Hoskins já está ligando para alguns deles.


- Ok, obrigado. - Assentiu e viu ela se retirando.


Owen fitou a pequena filha que fungava em seu blazer preto, ele já sabia o que era.


- Você quer o peito da mamãe? Eu não sou a mamãe, bebê. – Sussurrou segurando-se para não rir, Clarisse era uma comédia ambulante sobre perninhas gordas.


- Vou patentear um protótipo para os seios da mamãe, isso seria uma ótima solução. – Brincou beijando o nariz pequenino da ruivinha, ela bocejou. – Sono? Já? Você demora tanto para dormir, por que tem que estar com sono logo hoje? Por favor, se comporte. O papai precisa dessa reunião.


Clarisse olhava-o como se compreendesse suas palavras, era realmente fascinante de observar.


Vivian o chamou, avisando que os tailandeses já estavam na sala de reunião com Hoskins e o pessoal da InGen. Ele deixou a filha com ela e rezou para que a bebê não estranhasse.


- Já volto. - Beijou as bochechas da bebê e saiu, deixando-a com uma carinha incômoda.


"Por favor, só uma hora. Se comporte. Por favor."


- Olá, senhores. – Owen entrou ajustando a gravata babada pela Clarisse, ele riu disso alcançando olhares puxados para sua direção.


Peter Hoskins traduziu o que disse na língua deles.


- Agradeço a vinda de todos, vamos começar. – Pegou os papéis de sua pasta e começaram a discutir as propostas para a construção de uma montanha russa. Eles forneceriam mão de obra e matéria prima mais baratos.


No meio da reunião Owen recebeu um telefonema de Vivian, teve que pedir desculpas e se afastar para atender.


Clarisse.


- Sr. Grady. - Ele ouviu o choro de Clarisse do outro lado. – Tem alguma mamadeira que eu possa dar? Parece que ela está com fome.


- Sim, está no bolso do lado da mochila rosa. Mas ela comeu há pouquíssimo tempo atrás... - Divagou meio preocupado, falando baixo e sendo encarado por vários olhos tailandeses.


- Desculpe interromper, mas ela não pára de chorar. – Vivian parecia aflita. – Vou tentar dar a mamadeira.


- Certo, ligue se precisar. Não fique receosa. – Murmurou e teve Hoskins olhando com reprovação para ele.


Desligou e voltou a reunião.


- Você trouxe a menina? - Hoskins sussurrou.


Os homens estavam conversando entre si em uma língua estranha, Owen estava com a cabeça na pequena filha.


- Não tinha com quem deixa-la, é o meu dia de cuidar dela, a babá está de folga e a Claire está de plantão no outro prédio... - Sussurrou.


- Deu para ouvir os berros dela pelo telefone, Owen. Os empresários não ficaram muito contentes – Hoskins reclamou.


Owen fitou-o com um pouco de incredulidade.


- E o que eu iria fazer? Deixá-la chorando até perder a voz?


- Ela iria parar em algum momento, mas essa reunião não pode esperar. A criança sim. Cadê o seu profissionalismo? – Hoskins revirou os olhos. Ele lembrava bastante o irmão falecido. Tanto nas feições como no modo nojento de ser. Fazia um mês que Peter assumiu o posto do irmão, que segundo ele, era seu por direito.


Owen não respondeu, apenas prosseguiu a reunião.


Depois de um tempo discutindo, os empresários não se mostraram muito contentes com suas propostas de lucro. É claro que eles queriam 60% e é óbvio que Owen nunca cederia a essa oferta absurda! A InGen estava dando funcionários, local, credibilidade... Nada de apenas 40% para eles.


Então, para completar a tensão da reunião, o telefone tocou novamente. Hoskins olhou-o furioso, mas o loiro atendeu.


Clarisse chorava com sofrimento ao fundo.


"Merda."


- Desculpe novamente, Sr. Grady. - Vivian parecia triste. – Ela colocou todo o mingau para fora, acho que não é fome. Ela quer o senhor.


Owen passou as mãos no cabelo. Jesus Cristo.


- Ela vomitou? – Falou alto demais. – Espere, estou indo.


- O que? – Hoskins quase gritou – Você está louco? Estamos quase fechando um negócio importante para o Jurassic World!


- Eles podem esperar. – Falou em tom sério e se retirou da sala de reuniões.


Quase correu até a ala do seu escritório, o que encontrou foi uma Clarisse debulhando em lágrimas, vermelha e suada. Vivian a ninava com desespero.


- Princesa... – O pai sussurrou e teve sua atenção imediata.


Ela estendeu os bracinhos em sua direção e soluçou, seus olhinhos estavam tristes.


Owen pegou sua filha no colo e sua cabecinha plantou em seu ombros, os bracinhos o apertando com força e as perninhas agitadas.


Ela parou de chorar no mesmo instante, apenas soluçava.


- Ela realmente queria o senhor. – Vivian sorriu parecendo cansada.


- Estou aqui, princesa. – Apertou sua bolinha. – Desculpe, Vivian. E muito obrigado por ficar com ela.


Vivian se surpreendeu com o agradecimento. Estava acostumada com meus gritos e ordens da Claire. Owen não a culpava.


- Você já pode ir para sua sala, Vivian. – Sussurrou ninando a filha. – Boa noite.


- Tem certeza? E a reunião? – Seu semblante era preocupado. Ele assentiu e fez um gesto para que ela fosse embora.


Assim que Vivian saiu, Hoskins apareceu em sua frente.


- Que diabos!? – O homem parecia furioso, nem sequer notou a criança. – Você acabou de perder uma grande oportunidade, parabéns!


- Não fale assim, abaixe o tom. – Sua voz era potente, ele ficou logo quieto. – Isso. Agora, leve os empresários de volta para o lugar de onde saíram. Não preciso dos serviços deles e dos seus lucros altíssimos.


- Você está ouvindo o que diz? – Hoskins parecia perplexo. – Eles possuem o melhor preço do mercado, seria muito bom para o resort.


- Eu sei, mas podemos achar outros fornecedores. – Sussurrou. – Fale baixo, a minha filha está se acalmando ainda.


- Essa garota é uma mimada, só você não percebe isso. – Ele apontou para a bebê pendurada em seus braços. – Você está perdendo muito, Owen. Cuidado. Será que vale mesmo à pena? Por birra da sua filha?


Owen fez questão de não responder, ou quebraria o nariz dele no soco. Pegou as coisas de bebê e fora até o elevador privado, ele a levaria para casa. Estava tarde. A verdade era que ele queria prender Hoskins na parede e fazê-lo desfazer o que disse, como ele se atreve? Filho da puta.


Como se o loiro precisasse de algo para acalmar-se, sentiu a mãozinha de Clarisse tocar sua bochecha. O pai sorriu olhando sua bebezinha, agora tranquila e segura. Ela precisava dele, mesmo que isso significasse mudar um pouco sua rotina.


- Vamos, vamos para casa. - Beijou seus fios ruivos e seus dedinhos minúsculos, próximos da boca.


E a levou para casa.


*


Claire sairia do plantão três e meia da manhã, então o marido combinou que iria buscá-la de carro. Depois de deixar Clarisse dormindo no berço, foi procurar pelos DVDS gravados por ele mesmo. Em um deles, Clarisse tinha acabado de nascer. Ela parecia bem vermelha e irritada, mas Claire era de uma paciência vítrea. Menos com o marido, claro. Eles brigaram o vídeo inteiro.


"- Não me filme, Owen Sheldon Grady! Eu estou gorda e inchada. - Claire gritou e ouviu-se o riso abafado do marido, segurando a câmera.


- Você está muito bonita para uma mulher que acabou de dar à luz, minha ruivinha. – Owen filmou o rosto dela, estava realmente inchada.


- E você acaba de me chamar de gorda! – Algumas lágrimas caíram dos olhos dela. – Seu idiota! Seu...


- Marido maravilhoso que você ama. - Owen brincou tentando beijar Claire, que lhe deu um tapa.


- Idiota. – Ela disse."


Owen sorriu jogado no sofá com a cerveja na mão, eles eram um desastre. Um "desastre bom". A próxima recordação era mais antiga. A filmagem em questão dessa vez era na lua de mel.

Claire estava na piscina da suíte particular, nua. Claro que ela não sabia da existência daquela filmagem, Owen pensou consigo mesmo que se ela pelo menos imaginasse aquilo, ele seria decapitado.


"- Hey, sereia... - A voz grave dele soou ao fundo, chamando a atenção dela.


- Desliga isso agora, Owen! - Disse jogando água na direção do cinegrafista amador, furiosa.


- Calma, eu juro que apago depois!"


Horas a fio foram se passando. Owen assistiu a filmagem do natal na fazenda dos pais, uma dele mesmo ensinando a temperar peixes, uma outra da Claire dormindo, e outra de um dia cômico quando apareceu um rato no bangalô e a ruiva chorou desesperada em cima da mesa.


Quando deu o horário de ir buscá-la, levantou meio grogue de sono, carregou a filha até o carro sem acorda-la e a prendeu na cadeirinha. Não iria deixa-la sozinha, mesmo que fosse rápido.


Ele estacionou o carro na frente do prédio, saiu do veículo encostando no mesmo de braços cruzados esperando a esposa aparecer. Não via a hora de vê-la e tê-la em seus braços, sentindo seu cheiro de baunilha, tocando seu corpo e beijando seus doces lábios.


Notas Finais


Ainda bem que nada aconteceu com o nosso casal. Clarisse está cada vez mais linda.

Por favor, deixem seus comentários😊
Bjs até a próxima ❤️

Nosso Instagram: @owenmgrady @clairedearinggrady @clarissedearinggrady


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